segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O futuro do capitalismo é totalmente cyberpunk


Quem conhece o universo distópico criado por Mike Pondsmith já entendeu que a franquia Cyberpunk trata de uma sociedade à beira do colapso devido a um capitalismo sem controle. Violência, criminalidade, drogas, vício, desigualdade, poluição, destruição da natureza, colonialismo corporativo e desesperança fazem parte de um futuro onde a tecnologia de implantes cibernéticos roubou o que restou de humanidade das pessoas. Um ultra capitalismo tecnológico com Estado mínimo onde as megacorporações fazem guerra armada entre si só mostra a monstruosidade de um mundo onde o lucro está acima de tudo. O anime Cyberpunk Edgerunners e o game Cyberpunk 2077 mostram a corrupção, a brutalidade e o fetiche pelo cromo como protagonistas da cidade de Night City. Ninguém naquela cidade é verdadeiramente livre ou feliz, porque as corporações roubaram os sonhos e as esperanças das pessoas, jogando-as num pesadelo que pode terminar a qualquer momento seja em um apocalipse tecnológico causado por IAs maléficas que estão além da Barreira Negra, ou em uma guerra nuclear entre as megacorporações armamentistas. Não há bom presságio em Night City.

Não há esperança em um mundo sem futuro.


O mais interessante é que essas semelhanças com o mundo real não são mera coincidência. Pondsmith, como gênio literário, nos apresenta uma visão do futuro de um mundo capitalista. E não há qualquer possibilidade do futuro do capitalismo ser bom, mesmo numa perspectiva otimista. Se não abrirmos os nossos olhos e lutarmos contra esse sistema, mais em breve do que imaginamos iremos entrar numa realidade igual ou pior. O que a distopia grita o tempo todo é um óbvio "não há futuro no capitalismo". Isso porque o capitalismo torna as pessoas racistas, egoístas e corruptas. O senso de coletividade neste sistema é destruído e as pessoas passam a buscar poder, status, materialismo e sucesso individual a qualquer custo. Os nossos semelhantes tornam-se degraus para serem pisados e peões para serem explorados. Somos desumanizados e vistos como meros objetos utilitários para os que almejam o poder. Só no capitalismo a ideia de que "quem não rouba é otário" pode fazer algum sentido. 

Quem não for capaz de compreender isso será como um gado feliz indo direto para o abatedouro. E quando for tarde demais lembre-se: Cyberpunk avisou...


O futuro do capitalismo é o fim de todos nós.


domingo, 8 de fevereiro de 2026

Você sabe quem realmente inventou o avião?


Em todos os lugares do mundo, exceto no Brasil, quem recebe o título pela invenção do avião são os irmãos Wilbur e Orville Wright que realizaram o primeiro voo controlado, motorizado e sustentado de um avião mais pesado que o ar em 17 de dezembro de 1903. Até aí estaria tudo bem se não fosse por um cara chamado Alberto Santos Dumont que realizou o primeiro voo sem auxílio de rampas, ventos ou catapultas em 23 de outubro de 1906. No Brasil, Santos Dumont é o pai da aviação por, entre outros argumentos, ele ter nascido no Brasil. Mas então, quem realmente inventou o avião? Irmãos Wright ou Santos Dumont? E a resposta surpreendente é: nenhum deles! Quem inventou o avião foi um gênio italiano chamado Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou, simplesmente, Leonardo da Vinci. Calma que eu explico o porquê.

O verdadeiro pai da aviação.


Quando falamos de invenção em termos acadêmicos modernos, falamos de projeto e não necessariamente de construção. Design é projeto e o designer é o profissional que realiza o projeto. E os primeiros projetos de protótipos funcionais de aeronaves foram criados por Leonardo da Vinci entre 1480 e 1505. Esses objetos voadores conhecidos como "aeroplanos" foram fruto de bastante estudo por parte de Leonardo da Vinci (especialmente na biônica e aerodinâmica das aves) e culminaram, entre diversos protótipos, no ornitóptero, que funcionava batendo as asas como os pássaros. O mais interessante é que testes práticos sérios realizados por cientistas e engenheiros no século XXI usando os projetos originais de da Vinci fizeram os protótipos voarem de verdade. Isso quer dizer então que o primeiro projeto de avião (ou aeródino) que voava de verdade foi feito no início do século XVI pelo polímata e gênio Leonardo da Vinci, e não pelos construtores dos aviões modernos quatro séculos depois. Os irmãos Wright e Santos Dumont foram geniais e modernizaram algo que já tinha sido inventado antes, realizando um voo tripulado, mas quem realmente inventou o avião primeiro foi Leonardo da Vinci.