Por mais que eu esteja há décadas sem acompanhar futebol como antes, eu nunca abri mão de assistir aos jogos da Copa do Mundo. É uma tradição para mim desde 1994 assistir o máximo de jogos dos mundiais e me surpreender com as histórias de cada um deles. E em 2026 não está sendo diferente. Somente na primeira rodada da primeira fase, já revivi o trauma do 7x1 com a Alemanha, passei raiva com a seleção brasileira, me surpreendi com a música Sirius (The Alan Parsons Project) sendo tocada na entrada dos jogadores em campo, me diverti com resultados improváveis, vi Messi se tornar o maior artilheiro das Copas e ri bastante com os memes. Mas o que mais gostei até agora foi da estreia de Cabo Verde contra a poderosa Espanha. O goleiro Vozinha fez história ao segurar a artilharia da Furia Roja. Eu já conhecia o trabalho do treinador de Cabo Verde, o Bubista, desde a sua premiação de melhor treinador africano no CAF Awards 2025, mas não esperava que ele fosse segurar o ataque espanhol com tanta eficiência. E o melhor de tudo é que Cabo Verde é um país lusófono e possui ligações culturais com o Brasil. Eu mesmo tive vários colegas de Cabo Verde na época da faculdade e alguns deles tornaram-se amigos meus (e olha que sou péssimo para fazer amizades). A campanha da Cazé TV em turbinar os seguidores do Instagram de Vozinha foi muito bacana e mostrou que Cabo Verde foi adotada com carinho como uma segunda seleção para muitos brasileiros torcerem nesta Copa.
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| Avante, Tubarões Azuis! |
Enfim, só lamento que essa diversão dure apenas cerca um mês e outra novamente só daqui a quatro anos. É por isso que estou adorando perder o sono para ver a melhor fase da Copa com jogos até de madrugada.





