domingo, 5 de abril de 2026

Basta de tiranos megalomaníacos no mundo


Donald Trump é um bufão de um império em decadência. É simplesmente uma piada de mau gosto que um presidente que almejava receber o prêmio Nobel da Paz esteja a brincar de reizinho do mundo de forma tão irresponsável. Primeiro, Trump taxou impunimente o mundo inteiro, causando uma bagunça desnecessária na economia global e encarecendo os produtos nos EUA. Segundo, ele ordenou o sequestro do presidente da Venezuela e deixou lá um governo refém de seus interesses para prejudicar negócios com China e Cuba. Cuba, por sua vez, além do bloqueio econômico histórico que sofre dos EUA desde os anos 1960, agora não recebe mais petróleo venezuelano e isso causou uma crise energética e humanitária sem precedentes no país caribenho a troco de nada. Logo depois, veio aquela maluquice de querer tomar a pulso a Groenlândia, causando uma crise sem precedentes dentro da Otan. Daí, sem mais e nem menos, para agradar a extrema-direita israelense, o Laranjão se junta com Netanyahu para atacar o Irã e se coloca numa sinuca de bico por não conseguir desbloquear o Estreito de Ormuz. Isso sem falar de todo aquele incidente deplorável envolvendo a polícia de imigração dentro do próprio país. 

Ou o escândalo do Epstein deve ser realmente algo muito grave a ponto de precisar de toda essa bagunça para ser abafado, ou então o desespero pelo crescimento da China diante da crise norte-americana está fazendo o narcisista da Casa Branca surtar de vez. Tudo bem que Trump é um fascista, mas até o fascismo tem seus limites de atuação. O que fica claro com toda essa porralouquice americana é que a humanidade precisa se reorganizar urgentemente para lidar com tiranos magalomaníacos e evitar que eles cheguem ao poder. Em um momento de decadência do capitalismo e com tantas armas de destruição em massa espalhadas pelo planeta Terra, não é inteligente permitir que irresponsáveis coloquem a existência da humanidade sob ameaça. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Azzurra fora da Copa do Mundo outra vez


Não sou ovo, mas confesso que fiquei chocado com a eliminação da seleção italiana de futebol na final da repescagem contra a Bósnia. Terceira Copa do Mundo seguida que a Squadra Azzurra vai ficar de fora caindo nas repescagens. Inacreditável como uma seleção tradicional e tetracampeã do mundo consegue tal façanha. É verdade que as eliminatórias europeias são mais duras que as sul-americanas para se classificar diretamente, mas isso não é desculpa para esse fiasco. É praticamente toda uma geração que fica de fora da maior disputa de futebol do mundo, sendo que essa é a maior Copa da história com 48 seleções. 

O resultado dessa lambança é que o presidente da federação italiana renunciou, Buffon, o chefe da delegação, pediu demissão e o técnico Gattuso também pulou fora. Se a federação não fechar de vez, precisará passar por uma renovação profunda. Serão agora 16 anos, no mínimo, sem ver a poderosa Itália numa Copa do Mundo. Apesar de ter achado bom por um lado ter uma tetracampeã mundial a menos para ameaçar igualar as cinco estrelas do Brasil, é muito bizarro e lamentável ver uma seleção tão importante fora de novo enquanto que outras bem mais fracas estarão na disputa. Espero, honestamente, que essa crise no futebol italiano seja resolvida e que possamos voltar a ver uma Itália competitiva novamente. 

Enfim, parabéns para a seleção da Bósnia pela classificação, porque deram a volta por cima após serem desdenhados pelos jogadores italianos depois de vencer o País de Gales e estão indo ao mundial por mérito próprio.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Por um mundo com menos ódio


Foi aprovado no Senado, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei que inclui a misoginia (crime de ódio contra as mulheres) na Lei do Racismo. Assim como já havia sido feito em 2019, quando o STF também incluiu a homofobia na mesma lei, a misoginia passará a ser punida como um crime de preconceito. A proposta segue para sanção do presidente Lula. Pois bem, sendo bem honesto, sabe o que eu achei? Uma vergonha. Isso mesmo: uma vergonha! Uma vergonha que tenham DEMORADO TANTO para incluir o ódio contra o gênero feminino como uma forma letal de preconceito. Se este PL tivesse sido criado antes, movimentos masculinistas (como o redpill) não teriam crescido tanto e a vida de centenas de mulheres podia ter sido poupada nesta verdadeira epidemia de feminicídios. Mas o que realmente me assusta nisso tudo é a reação (especialmente a masculina) na internet diante da aprovação deste PL.

Políticos bolsonaristas e da extrema-direita em geral, como bons reaças que são, reagiram com o intuito de tentar invalidar e derrubar o PL. Inclusive, tem um deputadozinho bem famoso aí (que me recuso a digitar o nome) que ganhou muita visibilidade quando chamou a aprovação deste PL de "aberração" e que vai trabalhar para derrubá-lo. Isso sem falar do esgoto a céu aberto na própria surface web que trouxe à tona milhares de homens compartilhando verborragia sexista, falácias reacionárias e muita misoginia que só reforçam a necessidade de combater a violência de gênero. Apesar de achar essa cambada de reaças um atraso civilizacional, numa coisa eu concordo com eles: é preciso ser bem específico na tipificação deste crime. Este projeto precisa ser bem claro e específico sobre o que é, do ponto de vista constitucional, a misoginia. Porque se for depender da boa vontade interpretativa de um poder judiciário formado majoritariamente por homens e que chegou ao cúmulo de aprovar como "união estável" o estupro de uma menina de 12 anos por um homem adulto, o nosso machismo estrutural vai fazer este PL parecer só mais uma "Lei para inglês ver". Sem mencionar que mesmo fora do esgoto a céu aberto das bolhas masculinistas estão aparecendo pessoas comuns (homens e mulheres) que estão sendo radicalmente contra esta mudança na lei com todo tipo de argumento, seja ele lógico ou não.


É preciso que fique claro que todo e qualquer avanço civilizacional a favor de minorias ou grupos de vulnerabilidade social precisa ser defendido para nos manter vivos como espécie neste planeta. Existem milhares de ogivas nucleares espalhadas pelo mundo prontas para serem disparadas a qualquer momento. E se os ódios e preconceitos não forem combatidos na raiz, a nossa probabilidade de sobrevivência ao longo das décadas despenca vertiginosamente, especialmente com essas crises sazonais do sistema capitalista global. É na inclusão social e na teia de proteção do Estado que essas minorias têm garantias mínimas para serem tratadas com dignidade. Fora que essa medida também ajuda a diminuir o tanto de ódio que há neste mundo. E, infelizmente, ainda existe MUITO ódio contra tudo que é feminino em pleno século 21 pelo fato deste ser um século de mudanças onde grupos oprimidos estão começando a desafiar o sistema e a conquistar seus espaços e seus direitos. Uma lei contra a misoginia tem que ser comemorada ao invés de ser combatida, porque ódio contra as mulheres é ódio contra toda a humanidade. Não há futuro em um mundo que tenta manter a violência e os privilégios de uma classe opressora através da impunidade e da falsa defesa da liberdade de expressão. 

Esta lei precisa ser sancionada e ainda assim ela não é garantia de nada. A lei contra o racismo e a homofobia está aí, mas mesmo assim, ainda há MUITO racismo e homofobia no Brasil ocorrendo impunemente. Temos que combater a violência e o preconceito não apenas na lei, mas nas nossas atitudes como cidadãos no nosso cotidiano. Temos que ensinar o respeito, o altruísmo, a empatia, a gentileza, a solidariedade, a generosidade e a inclusão aos nossos filhos. Porque é através dessas pequenas mudanças para o bem que teremos a chance de ter um mundo melhor. 

E antes que alguém diga asneiras, eu não estou apenas defendendo as mulheres. Eu estou NOS defendendo. Eu estou defendendo a mim, a você e a todos os seres humanos, porque se não fosse por uma mulher, nem eu e nem você teríamos sido gerados. E um mundo com menos ódio é um mundo com menos dor onde todos nós teremos mais chances de continuar existindo como espécie. Portanto, encerro este post parafraseando um autor desconhecido que li por aí: "Em tempos de ódio, amar é um ato revolucionário". Isso porque quem ama não perde tempo odiando ninguém. 

quinta-feira, 12 de março de 2026

O Senhor da Guerra não gosta de crianças


Quando eu digo que o capitalismo é a maior ameaça para humanidade, essa afirmação não é por alarmismo ou por paixão socialista barata. O sistema capitalista precisa de guerras para se manter existindo. Essa guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã é um exemplo clássico disso. A alegação de que o Irã está desenvolvendo armas nucleares é só uma desculpa esfarrapada da extrema-direita para manter a hegemonia do petrodólar e prejudicar a rota da seda da China com o Oriente Médio. Claro que a indústria bélica norte-americana também usa seu lobby para promover a carnificina e há a intenção em reforçar o controle da região através do protetorado americano no Oriente Médio que é o Estado de Israel. Mas o que realmente motiva tudo isso é a soberba e a ganância sem fim do maior império capitalista do mundo. Nada disso estaria acontecendo se os EUA fosse um país socialista. É por isso que sempre reafirmo que jamais haverá paz enquanto o capitalismo existir.


Deixando de lado essas justificativas estúpidas para a guerra, temos que atentar para o fato mais doloroso e ignorado nessa história que são as baixas civis. Um míssil norte-americano do tipo Tomahawk detonou uma escola no sul do Irã matando mais de 160 pessoas, sendo 110 crianças. Cento e dez crianças que morreram de forma brutal por motivações idiotas de um império em decadência. E não vai parar por aí, porque o capitalismo não gosta de paz e o Senhor da Guerra não gosta de crianças.



E depois ainda tenho que me explicar por que sou de esquerda...


domingo, 8 de março de 2026

Basta de machismo na política


Se tem uma coisa que não faz o menor sentido para mim é o apreço de uma parcela oprimida da população por seus algozes. Ontem foi divulgada mais uma pesquisa do Datafolha onde Flávio Bolsonaro aparece logo atrás do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva quase empatados tecnicamente. Eu não fiquei surpreso com esses números, mas confesso que fiquei um pouco estarrecido de saber que boa parte das intenções de voto do Flávio Bolsonaro vieram de mulheres. Ora, o senador do PL é filho de um homem que está preso por tentativa de Golpe de Estado e que sempre desdenhou as mulheres, chegando ao cúmulo de dizer que uma deputada "não merecia" ser estuprada. Sem falar de outras incalculáveis asneiras machistas ditas pelo Bolsomonstro que deixaram claríssima sua aversão grotesca por mulheres. Em contraste com as falas misóginas do mentecapto da extrema-direita, ontem, em um pronunciamento, o presidente Lula mostrou, entre outras coisas, a importância de combater a violência de gênero e de valorizar a força de trabalho das mulheres. Para mim, pelo menos, a diferença entre Lula e os Bolsonaros quando se trata de respeito às mulheres é abissal.

Enfim, a gente sabe que existe um sentimento antipetista muito forte especialmente dentro da classe média, mas considerar seriamente o voto num sujeito envolvido em vários escândalos e que é filho de um corrupto, golpista, sexista e genocida da pandemia é irracional – especialmente partindo de alguém do sexo feminino. A direita brasileira precisa se reinventar, do contrário, o Brasil será um eterno refém de políticos arruaceiros e oportunistas que surfam na onda do fascismo. O Brasil precisa de um projeto de construção, mas o fascismo tupiniquim, infelizmente, só tem projeto de destruição.