A extrema-direita brasileira parece ter ativado o modo kamikaze nos últimos acontecimentos envolvendo o filho mais velho do presidiário ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de ter disseminado várias fake news contra o atual governo, em um encontro com diplomatas em Brasília, resolveu atacar a integridade das urnas eletrônicas brasileiras com várias mentiras. Basicamente, Flávio Rachadinha alegou que nossas urnas não são confiáveis assim como o pai dele também precisou fazer para se tornar inelegível. Achando pouco, o filho 01 convidou o presidente fanático da Argentina para atacar autoridades brasileiras na convenção do PL e, de quebra, resolveu entrar numa sinuca de bico ao exibir um vídeo gerado por IA do próprio pai. Lembrando que é proibido usar a imagem do pai preso em regime domiciliar para fins eleitorais, o que pode acarretar prisão em regime fechado para o Bolsonaro pai ou punição por deep fake com cassação e multa para o Bolsonaro filho e o PL.
Todo esse imbróglio malcheiroso envolvendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro juntamente com as sanções dos EUA dadas ao Brasil têm causado o efeito contrário do desejado pela direita que é o fortalecimento do governo Lula. Basta olhar as últimas pesquisas que nota-se um crescimento tanto na aprovação do atual governo quanto nas intenções de voto do Lula. A direita burra, representada pela família Bolsonaro, não está favorecendo a oposição – muito pelo contrário. Eleitores moderados que tinham alguma simpatia pelo PL estão se abstendo não só de apoiar o filho 01 do presidiário inelegível, mas também estão ajudando a aumentar as estatísticas de votos brancos e nulos. Isso, queira ou não, acaba sendo ruim para a democracia, porque parte do eleitorado não se sente representado por ninguém.
Eu sei que muita gente trata política partidária como sendo uma espécie de Fla-Flu ideológico, mas é necessário termos uma visão mais ampla dos fatos sem briga. Precisamos, numa democracia saudável, ter direita e esquerda debatendo suas propostas e caminhos para desenvolver o Brasil de forma civilizada. Mas o que temos no país hoje, infelizmente, é quase uma falsa dicotomia política. De um lado, temos uma centro-esquerda genérica, quase apartidária, que tenta parecer mais "palatável" a todos e ganhar mais votos dos indecisos sendo mais "centro" propriamente dito que esquerda. Do outro lado, uma direita que é ou entreguista, ou golpista, ou tresloucada/olavista, sem propostas realistas para desenvolver o país. Nessa palhaçada, apesar do Brasil ter um potencial absurdo para ser uma potência global, ficamos sem empresas fortes sendo subsidiadas pelo Estado, sem investimento em tecnologia, sem industrialização e acomodados como meros exportadores de commodities. Comparando com o futebol, estamos como a seleção brasileira que é a única pentacampeã do mundo, mas que não consegue mais ganhar nenhuma Copa. Precisamos mudar para melhor e com visão a longo prazo sem pensar somente no lado eleitoral.
E pelamordedeus, direita brasileira, crie vergonha na cara. Apoiar as insanidades da família Bolsonaro é, como já dizia Boris Casoy, uma VER-GO-NHA.









