sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A violência contra os animais precisa ser combatida


Nenhum animal merece sofrer. Muito menos aqueles que são incapazes de fazer qualquer mal contra alguém e que são leais e companheiros até a morte. Animais de estimação são anjos da guarda. Eles nos protegem, nos guiam, nos trazem companhia, nos ensinam a amar incondicionalmente, nos tratam como melhores amigos, nos dão carinho... Pessoas que não gostam de cães e gatos – excetuando-se por razões de traumas ou fobias – não têm ideia do quanto é linda e engrandecedora uma relação de carinho entre humanos e animais. Infelizmente, como todos já sabem, o cãozinho Orelha se despediu deste mundo de forma trágica, cruel e covarde. Mesmo que não sejam punidos, os jovens que o torturaram e tiraram a sua vida carregarão para sempre ou o remorso, ou o rótulo de covardes: de pessoas sem empatia que representam perigo para a sociedade. Não acredito na justiça humana e muito menos na "divina". Mas acho que toda ação gera uma reação e tudo que fazemos de bom ou de mau para os outros voltará para nós mesmos de alguma forma. Não estou desejando mal algum aos rapazes que cometeram tal crueldade, mas, gostando ou não, a vida costuma dar troco. Afinal, quem vai querer conviver com pessoas que espancaram brutalmente um ser indefeso? Eu poderia até apelar para o uso político do caso (como alguns colegas já fizeram na web), dizendo que Santa Catarina – estado com mais fascistas por metro quadrado do Brasil – fomenta a falta de empatia graças a extrema-direita que cresce por lá. Mas a coisa vai além. Violência contra animais é algo que ocorre diariamente em todo Brasil e não apenas em estados tomados pelo fascismo.

Na época que eu tinha redes sociais, eu me lembro que seguia uma página no Instagram que mostrava o trabalho de um grupo de voluntários que resgatava cães e gatos em situações de abandono e maus-tratos na minha cidade. E a quantidade animais que eles resgatavam vítimas de toda forma de violência era revoltante. É surreal a quantidade de animais domésticos que são torturados, espancados e assassinados de tudo quanto é jeito diariamente. Eu espero que o caso do cão Orelha sirva de símbolo na luta contra essa violência cotidiana contra os animais. É preciso ser mais duro com quem pratica essas atrocidades contra os bichos. Ainda que a maioria dessas violências seja feita por crianças e adolescentes, algo precisa ser feito. Isso porque eu nem mencionei a violência legalizada e sistematizada contra outros animais em abatedouros e frigoríficos. Aves, bovinos, suínos e peixes são mortos todos dias em condições que nem podemos imaginar. Fora outras bizarrices como brigas de galo, rinhas com cães, vaquejadas e até formas cruéis envolvendo veículos de tração animal que são casos descarados de violência que ocorrem em plena luz do dia.

Há muito o que ser feito. Espero que outros Orelhas não precisem passar por isso novamente até que algo seja feito em defesa de suas vidas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Será que o hexa vem?


Vamos lá. Sou péssimo em futurologia e um desastre em análises futebolísticas, contudo, há alguns pontos interessantes a serem observados que podem favorecer a conquista brasileira do hexacampeonato de futebol masculino em 2026. O primeiro ponto é a localização. A seleção ficará hospedada em Nova Jersey, o que vai favorecer o deslocamento com relação aos estádios e aos campos de treino em todas as etapas do torneio, evitando viagens longas e exaustivas. Para os que gostam de coincidências, o Brasil caiu no grupo C, o mesmo que esteve ao ser campeão em 2002 e também a Argentina caiu neste mesmo grupo na Copa de 2022 quando foi tricampeã. Faz também 24 anos que o Brasil ganhou o último título, assim como ocorreu entre 1970 e 1994 no México e nos Estados Unidos, respectivamente, sendo esses dois dos três países sedes da Copa de 2026. Interessante lembrar que somente a Alemanha conquistou um título nas Américas em 2014, o que mostra a dificuldade dos europeus em jogar fora da Europa. Coincidentemente, também passamos sufoco nas eliminatórias, assim como foi em 1994 e 2002 e nem éramos os maiores favoritos nessas copas. E se o Brasil for primeiro do seu grupo, dependendo do chaveamento para a segunda fase, terá a chance de só enfrentar uma seleção europeia na final – lembrando que são sempre seleções europeias que eliminam o Brasil desde 2006. Se pintar uma europeia antes, há grandes chances de ser a Inglaterra nas quartas. Mas sempre que o Brasil enfrentou a Inglaterra, foi campeão, então, creio que seja um bom negócio para nós. Sem falar que o Carlo Ancelotti é um dos treinadores mais vitoriosos da história. Será que isso tudo significa que iremos levantar o caneco? É óbvio que não.

Bom demais pra ser verdade...


Desde 2010 que a seleção brasileira não parece mais jogar como um time. Parece que somos apenas uma seleção sem entrosamento, sem patriotismo, sem aquela gana nos olhos, sem sentir orgulho de vestir a canarinha. Os nossos jogadores são bons, mas parece que a seleção se tornou algo secundário e os clubes que eles atuam é que são o mais importante. Fora que não vejo mais aquele futebol arte, do drible desconcertante, dos lances geniais... Parece que somos uma seleção europeia jogando focada em marcação e esquema tático. Por mais que seja detestado por parte da torcida, somente o Neymar ainda carrega essa "energia" da velha guarda e ele nem está mais na sua melhor forma. Daí que a gente olha para os adversários e vê que o futebol evoluiu muito no resto do mundo. Não tem mais seleção boba nesta copa. A Copa Africana das Nações mostrou que o futebol está muito nivelado tanto a nível técnico quanto a nível tático. A prova disso é que o Brasil perdeu amistosos contra Marrocos e Japão. Isso sem falar das seleções sul-americanas que nos atropelaram nas eliminatórias e na Copa América. E as europeias nem vou citar para não ressuscitar traumas do passado.

Não custa nada sonhar.


A verdade é que apesar da seleção brasileira ter sido a única a disputar todas as copas e ser a única pentacampeã, não tenho grandes esperanças no hexa. Acho que ninguém tem, na verdade. Mas ainda assim irei torcer. Um título seria muito bom para desapegar a imagem da camisa amarela dos patriotários e ajudaria a unir um pouco mais um país tão polarizado politicamente devido a crise do sistema capitalista. As novas gerações merecem ver um Brasil campeão e sentir como é bom ver o nosso país no topo do pódio mais uma vez.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Trump não é louco. É um fascista.


Achar que o presidente norte-americano Donald Trump é um louco, sociopata, infantil ou senil é bastante tentador dado seu comportamento tresloucado durante o primeiro ano de presidência. Afinal, o cara tarifou o mundo impunemente, sequestrou o presidente da Venezuela, quer tomar a Groenlândia, quer se apossar do Canal do Panamá e ameaça a soberania de aliados como o Canadá. O problema é que as ações de Donald Trump refletem o comportamento típico de um narcisista que lidera um império em declínio. A China têm crescido ano a ano e, em breve, tornar-se-á a maior potência econômica do planeta. O que resta aos EUA para atrasar a perda do posto de maior economia global é recorrer ao botão de pânico do capitalismo que é justamente o fascismo. Se os Estados Unidos não conseguirem manter a hegemonia do petrodólar, a queda do império será quase imediata. Então o que resta é apelar para invasão de países, guerras, tarifaços, golpes de Estado, chantagem econômica e encrudescer o regime no próprio país. Trump e seu governo de extrema-direita vivem sinalizando apoio indireto a grupos neonazis, contam com sua própria Gestapo (a polícia de imigração) que pratica assassinato de civis e demonstra um desapreço imensurável pela ciência e pela democracia. Todo esse método político de Trump é claramente fascista. A política imperialista do Big Stick e a reedição da Doutrina Monroe mostram que os EUA não são somente uma nação imperialista, mas que também usam o fascismo como metodologia de poder para controlar o mundo.

sábado, 17 de janeiro de 2026

O triste fim do mito fracassado

Ontem me deparei com uma postagem no Reddit que explicitava o quão patético e minúsculo está sendo o fim de Jair Messias Bolsonaro na política brasileira. E não é para menos. Ora, o "mito" atacou as urnas eletrônicas, perdeu uma reeleição mesmo roubando e com todas as vantagens, se recusou a aceitar a derrota, falhou miseravelmente em dar um golpe, foi rejeitado ao pedir ajuda do Trump, foi condenado de forma justa e mesmo tendo a chance de cumprir a pena em regime domiciliar, teve a cara de pau de violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. E agora, preso em regime fechado no complexo da Papuda, alegou tortura pelo barulho do ar-condicionado e por não ter smart TV. Tudo isso com crise de soluço. Eu diria que foi um fim justo para um palhaço fascista que foi corresponsável pela morte de centenas de milhares de brasileiros na pandemia e que afundou o país no mapa da fome. Mas o melhor de tudo foi o racha que ele causou entre seus aliados e as penalidades que o Eduardo Bananinha recebeu por desertar para os EUA para defender sanções contra o Brasil. E fechando com chave de ouro, os filmes brasileiros (Ainda Estou Aqui e Agente Secreto) que criticaram a ditadura que ele defendeu foram premiados internacionalmente.

O único ponto a lamentar é que apesar do bolsonarismo estar capengando, a extrema-direita segue firme no Brasil e no mundo. Qualquer político que flerte com autoritarismo e macarthismo vai ganhar notoriedade e votos suficientes para colocar novamente a democracia sob ameaça. Só nos resta lutar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Que 2026 seja um ano horrível para os patriotários


Quando eu digo que os reaças são os maiores inimigos do Brasil, não é exagero e nem figura de linguagem. Olhe, por exemplo, como eles reagiram à premiação do filme Agente Secreto no Globo de Ouro. Foi um festival de acusações falsas, torcida contra e análises totalmente desmioladas do filme. Não foi diferente do que aconteceu no Oscar do nosso outro filme Ainda Estou Aqui onde os mesmos reaças safados fizeram questão de torcer contra. A arte e o cinema brasileiro dando orgulho ao país e os conservas torcendo contra. Aliás, torcer contra o Brasil sempre foi o forte dessa ralé subintelectualizada que teve a cara de pau de, em pleno 7 de setembro, exibir aquela bandeira norte-americana enorme nos protestos na avenida Paulista. E quando o presidente venezuelano foi sequestrado durante aquela invasão militar ilegal do Tio Sam, fizeram questão de pedir que o mesmo ocorresse no Brasil. Tá bom ou quer mais?

Por essas e outras que ser reaça é, sobretudo, a arte de ser antipatriota. Eu sei que estou sendo repetitivo ao afirmar isso em mais uma postagem, mas é que me dá mal-estar ver esses bostões fantasiados com as cores do país bradando aos quatro ventos que são "patriotas". Não são patriotas patavinas nenhuma. São, na real, a antítese de tudo que pode ser considerado ufanista. São um bando de alienados que merecem ser chamados de patriotários.

Espero que se a seleção brasileira for campeã da Copa do Mundo, que seja com aquela camisa vermelha que eles tanto abominaram. E também com a reeleição do Lula em outubro para eles enfartarem de vez. Vai ser o maior Death Note da vida real, ahahah.

Mas papo sério agora, os verdadeiros patriotas são aqueles que apoiam uma Revolução Brasileira. Somente uma revolução brasileira nos livraria desses traidores da pátria, evitaria esses trocentos golpes de Estado que tivemos ao longo da história e nos colocaria dentro do "Clube da Bomba". Se o Brasil tivesse uma bomba atômica, eu queria ver que país se meteria a besta conosco. É por isso que a esquerda namastê precisa deixar de ser ingênua ao falar mal de um plano de revolução. A menos que queiram passar o resto da vida dialogando com fascistas e temendo golpes de Estado patrocinados pelos EUA, eu recomendo que pensem com carinho em como seria muito melhor sermos realmente uma potência. O Brasil não merece ser uma república das bananas. O Brasil merece ser o gigante que é.