sábado, 17 de janeiro de 2026

O triste fim do mito fracassado

Ontem me deparei com uma postagem no Reddit que explicitava o quão patético e minúsculo está sendo o fim de Jair Messias Bolsonaro na política brasileira. E não é para menos. Ora, o "mito" atacou as urnas eletrônicas, perdeu uma reeleição mesmo roubando e com todas as vantagens, se recusou a aceitar a derrota, falhou miseravelmente em dar um golpe, foi rejeitado ao pedir ajuda do Trump, foi condenado de forma justa e mesmo tendo a chance de cumprir a pena em regime domiciliar, teve a cara de pau de violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. E agora, preso em regime fechado no complexo da Papuda, alegou tortura pelo barulho do ar-condicionado e por não ter smart TV. Tudo isso com crise de soluço. Eu diria que foi um fim justo para um palhaço fascista que foi corresponsável pela morte de centenas de milhares de brasileiros na pandemia e que afundou o país no mapa da fome. Mas o melhor de tudo foi o racha que ele causou entre seus aliados e as penalidades que o Eduardo Bananinha recebeu por desertar para os EUA para defender sanções contra o Brasil. E fechando com chave de ouro, os filmes brasileiros (Ainda Estou Aqui e Agente Secreto) que criticaram a ditadura que ele defendeu foram premiados internacionalmente.

O único ponto a lamentar é que apesar do bolsonarismo estar capengando, a extrema-direita segue firme no Brasil e no mundo. Qualquer político que flerte com autoritarismo e macarthismo vai ganhar notoriedade e votos suficientes para colocar novamente a democracia sob ameaça. Só nos resta lutar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Que 2026 seja um ano horrível para os patriotários


Quando eu digo que os reaças são os maiores inimigos do Brasil, não é exagero e nem figura de linguagem. Olhe, por exemplo, como eles reagiram à premiação do filme Agente Secreto no Globo de Ouro. Foi um festival de acusações falsas, torcida contra e análises totalmente desmioladas do filme. Não foi diferente do que aconteceu no Oscar do nosso outro filme Ainda Estou Aqui onde os mesmos reaças safados fizeram questão de torcer contra. A arte e o cinema brasileiro dando orgulho ao país e os conservas torcendo contra. Aliás, torcer contra o Brasil sempre foi o forte dessa ralé subintelectualizada que teve a cara de pau de, em pleno 7 de setembro, exibir aquela bandeira norte-americana enorme nos protestos na avenida Paulista. E quando o presidente venezuelano foi sequestrado durante aquela invasão militar ilegal do Tio Sam, fizeram questão de pedir que o mesmo ocorresse no Brasil. Tá bom ou quer mais?

Por essas e outras que ser reaça é, sobretudo, a arte de ser antipatriota. Eu sei que estou sendo repetitivo ao afirmar isso em mais uma postagem, mas é que me dá mal-estar ver esses bostões fantasiados com as cores do país bradando aos quatro ventos que são "patriotas". Não são patriotas patavinas nenhuma. São, na real, a antítese de tudo que pode ser considerado ufanista. São um bando de alienados que merecem ser chamados de patriotários.

Espero que se a seleção brasileira for campeã da Copa do Mundo, que seja com aquela camisa vermelha que eles tanto abominaram. E também com a reeleição do Lula em outubro para eles enfartarem de vez. Vai ser o maior Death Note da vida real, ahahah.

Mas papo sério agora, os verdadeiros patriotas são aqueles que apoiam uma Revolução Brasileira. Somente uma revolução brasileira nos livraria desses traidores da pátria, evitaria esses trocentos golpes de Estado que tivemos ao longo da história e nos colocaria dentro do "Clube da Bomba". Se o Brasil tivesse uma bomba atômica, eu queria ver que país se meteria a besta conosco. É por isso que a esquerda namastê precisa deixar de ser ingênua ao falar mal de um plano de revolução. A menos que queiram passar o resto da vida dialogando com fascistas e temendo golpes de Estado patrocinados pelos EUA, eu recomendo que pensem com carinho em como seria muito melhor sermos realmente uma potência. O Brasil não merece ser uma república das bananas. O Brasil merece ser o gigante que é.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Maduro não é um criminoso, mas os EUA, sim


Após dar um rolê pela internet para saber o que as pessoas estão comentando sobre o sequestro de Nicolás Maduro, confesso que fiquei decepcionado com alguns supostos progressistas. É normal e esperado que os reaças e a direita em geral estejam comemorando, mas ver gente que se diz de esquerda ou a favor da liberdade para a América Latina fazer coro com Bolsominion é algo, no mínimo, bizarro. 

Apesar do presidente Nicolás Maduro ter enfraquecido elementos do chavismo para se manter no poder, ele se opôs até o fim ao roubo do seu país pelas garras estrangeiras. Diferentemente de Rússia e China que compravam o petróleo venezuelano, o imperialismo norte-americano sempre foi obcecado por literalmente roubar os recursos naturais da Venezuela e por isso sempre financiou golpes na tentativa de controlar politicamente o país. E ninguém pode se opor ao imperialismo sem ter um pulso firme. As pessoas que acusam o Maduro de "ditador" devem se lembrar que tanto China, Rússia e Estados Unidos também são "ditaduras" se for usado o mesmo critério da "opressão". No caso norte-americano, os EUA também têm seus presos políticos, suas execuções, torturas e perseguições até hoje para manter a hegemonia do império ocidental. Não há uma democracia real nos EUA, uma vez que os governos tanto de democratas quanto de republicanos trabalham para atender aos interesses das mesmas classes dominantes do país. 

Mas o pior de tudo é a acusação totalmente desmiolada do governo Trump de que Maduro seria um "narcoterrorista". Nunca apresentaram uma prova sequer disso e mesmo que fosse verdade, isso não dá direito a país nenhum do mundo de invadir outro e depor seu chefe de Estado. Após esse incidente na Venezuela, a América Latina passou a ter o risco real de ter qualquer país dominado e invadido para ser pilhado e desestabilizado. É uma VERGONHA que a esquerda cirandeira esteja apoiando um país imperialista que deixou claro, na maior cara de pau do mundo, que agiu para roubar o petróleo venezuelano e que nos trata como colônias, como quintal, como inferiores.

Temos a obrigação moral de, no mínimo, repudiar a ação criminosa na Venezuela. Não precisamos necessariamente virar uma "colônia rebelde dos EUA", como é o caso de Cuba, nem de ter armas nucleares, como a Coreia, para se defender da tirania neocolonialista. Mas repetir como papagaios adestrados o discurso entreguista, lambe-botas e covarde da imprensa burguesa é um atestado de covardia e traição à pátria.

Esquerda cirandeira, por favor, né?


domingo, 4 de janeiro de 2026

O imperialismo ataca novamente a América do Sul


Ontem eu passei o dia inteiro longe da internet e dos canais de notícias em geral por questões de saúde. E quando retornei o contato com o mundo na manhã de hoje, a notícia do sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos militares americanos me veio como uma bomba. 

Desde o século passado que não se via uma ação militar golpista norte-americana agindo diretamente na América do Sul. A operação foi um ato ilegal, criminoso e absolutamente condenável sob todas as perspectivas. E esse repúdio não tem nada a ver com espectro político ou opinião pessoal sobre Maduro. Chefes de Estado de diversos países e cientistas políticos tanto de esquerda quanto de direita condenaram esse verdadeiro assalto à Venezuela, porque além dele violar o direito internacional, também abriu o precedente perigoso para outras ações militares na América do Sul. Basta lembrar que todos os países invadidos pelos EUA foram desestabilizados politica e economicamente. E não apenas os próprios paises invadidos sofreram com a invasão, mas toda região vizinha também. 

Ao contrário do que os ingênuos pensam, os EUA não estão defendendo democracia ou liberdade. Os oligarcas do império do norte se sentem donos do mundo e dão carta branca a si mesmos para pilhar e dominar países ricos em petróleo, minerais e terras raras. Uma invasão militar na Venezuela é, sim, um ataque contra toda a América do Sul. Qualquer um que relativize ou apoie este espetáculo golpista do governo Trump ao nosso continente está sendo cúmplice de toda a loucura imperialista que os Estados Unidos impõem ao mundo desde o século passado. Nós não podemos continuar sendo o quintal das forças imperialistas. É nessas horas que vemos quem são os verdadeiros patriotas.

sábado, 27 de dezembro de 2025

A importância de combater o analfabetismo político


Se o nosso saudoso Raulzito era uma metamorfose ambulante, eu, enjoado que sou, me tornei uma contradição ambulante. Prometi a mim mesmo evitar escrever majoritariamente sobre política neste blog por questões de saúde mental, mas é tanta diarreia mental que os analfabetos políticos publicam nas redes que eu simplesmente não consigo deixar passar batido. Há uns dias, por exemplo, assisti a um vídeo de um pobre senhor reclamando que o STF "legisla" em causa própria para controlar o país. Desnecessário dizer que isso não faz qualquer sentido dado que o STF faz parte do poder judiciário e que não há nenhuma "ditadura da toga" só porque os golpistas estão todos presos. Assim como não faz sentido gente reclamando que a coleta de lixo de sua cidade atrasa toda semana desde que o PT assumiu o Palácio do Planalto. As pessoas – embora possam estar corretas em suas indignações – não sabem nem de quem reclamar seus direitos. É por isso que eu sou a favor de educação política nas escolas. A função da educação política não é ensinar Gramsci ou Paulo Freire. A função do aprendizado político é evitar que pessoas confundam democracia com ditadura da maioria ou que exijam que o presidente da república mande garis para varrer as ruas da sua cidade. 

Daí que ao invés de ficarem indignados com propaganda de chinelo, os analfabetos políticos poderiam ficar indignados com pessoas em situação de insegurança alimentar, com pessoas dormindo ao relento por falta de moradia, com mulheres sendo brutalmente assassinadas por seus ex-companheiros, com hospitais caindo aos pedaços por falta de verbas... O problema não é você, caro(a) trabalhador(a), ser de direita ou de esquerda. O problema é você estar defendendo algo que nem sabe o que é. A única saída para um mundo melhor é através da política. E não é possível agir de forma politicamente consciente se a maioria da população não sabe bulhufas sobre o básico. Ao contrário do que muitos pensam, o maior problema do Brasil não é a corrupção. O maior problema do Brasil é a falta de noção de um povo despolitizado que cai constantemente no conto das soluções fáceis para problemas complexos, como se houvesse um salvador que levar-nos-á a um paraíso social. Não. É preciso luta, mobilização, politização, educação e ação. Do contrário, seremos eternos "cidadãos de bem" exigindo "garis federais" para limpar as vias públicas.