domingo, 25 de janeiro de 2026

Trump não é louco. É um fascista.


Achar que o presidente norte-americano Donald Trump é um louco, sociopata, infantil ou senil é bastante tentador dado seu comportamento tresloucado durante o primeiro ano de presidência. Afinal, o cara tarifou o mundo impunemente, sequestrou o presidente da Venezuela, quer tomar a Groenlândia, quer se apossar do Canal do Panamá e ameaça a soberania de aliados como o Canadá. O problema é que as ações de Donald Trump refletem o comportamento típico de um narcisista que lidera um império em declínio. A China têm crescido ano a ano e, em breve, tornar-se-á a maior potência econômica do planeta. O que resta aos EUA para atrasar a perda do posto de maior economia global é recorrer ao botão de pânico do capitalismo que é justamente o fascismo. Se os Estados Unidos não conseguirem manter a hegemonia do petrodólar, a queda do império será quase imediata. Então o que resta é apelar para invasão de países, guerras, tarifaços, golpes de Estado, chantagem econômica e encrudescer o regime no próprio país. Trump e seu governo de extrema-direita vivem sinalizando apoio indireto a grupos neonazis, contam com sua própria Gestapo (a polícia de imigração) que pratica assassinato de civis e demonstra um desapreço imensurável pela ciência e pela democracia. Todo esse método político de Trump é claramente fascista. A política imperialista do Big Stick e a reedição da Doutrina Monroe mostram que os EUA não são somente uma nação imperialista, mas que também usam o fascismo como metodologia de poder para controlar o mundo.

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