Há, atualmente, um grande movimento dos países ocidentais - e até mesmo de várias nações do oriente - para combater uma prática milenar que ocorre majoritariamente em países africanos. Essa prática tão repudiada é a MGF, a mutilação genital feminina, que consiste na amputação do clitóris, de modo que a mulher não sinta mais prazer sexual. Tal prática é realizada em condições precárias de higiene, sem anestesia e coloca em risco a vida da garota que passa por esse doloroso processo. Em alguns casos, além da amputação do clitóris, há também a infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais. A justificativa dos países que praticam esse ritual são baseadas em conceitos errados ou puramente supersticiosos, como para evitar que a mulher perca a sua docilidade, para ela arrumar um marido, para ela parecer 'pura' e para 'facilitar' o parto. Mulheres não mutiladas são consideradas prostitutas e impuras e acabam sendo mal vistas nas culturas que conservam esse ritual.
Para a nossa legislação, uma prática dessa natureza é considerada uma lesão corporal grave, uma ofensa aos direitos humanos, um ato de tortura, um abuso sexual e uma séria questão de saúde pública. Por essa razão, têm-se promulgado leis para ilegalizar e criminalizar esse costume.

Excisão, cintos de castidade, castração psicológica: todas são formas horripilantes de se diminuir e manipular as mulheres. É hora de dar um basta a toda e qualquer forma de mutilação.
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