Você que tem mais de 20 de idade já se perguntou o que teria acontecido se a Rede Manchete ainda estivesse no ar? Se você nunca pensou nisso, eu pensei.
Pois bem, todos sabem que a TV Manchete faliu em maio de 1999 e deixou um legado histórico no Brasil por ter sido a emissora que nos apresentou os tokusatsus e os animes japoneses. Os primeiros tokusatsus que chegaram ao Brasil em 1988 foram os inesquecíveis Jaspion e Changeman e, como o povo adorou, vários outros tokusatsus vieram em seguida, tais como Jiban, Jiraiya, Flashman, Kamen Raider, Patrine, Cybercops, Maskman, etc. Já em 1994 foi a estreia do primeiro anime, um tal de Cavaleiros do Zodíaco, que abriu portas para diversos outros animes famosos no país, como Dragon Ball e Yu Yu Hakusho.
Muito bem, mas e se a Manchete não tivesse falido? Que animes e tokusatsus teríamos assistido de 1999 para cá?
![]() |
O que sería de nós sem os animes? |
Animes
Pelo que li em revistas especializadas e pelo que conversei com alguns amigos mais antenados no assunto, os animes inéditos Samurai X e Gundam estavam na mira da Manchete. Rourouni Kenshin, como também era conhecido o Samurai X, provavelmente seria o primeiro anime inédito a ser exibido pela Manchete depois do primeiro semestre de 1999, porque ele estava no ponto para ser lançado no Brasil na época que a Manchete faliu. Além do Samurai X, teríamos outros animes como Gundam, Love Hina, Sakura Card Captors, Bleach, Naruto, One Peace, Evangelion, Jojo Bizarre Adventure, Fullmetal Alchemist, Death Note e a própria Saga de Hades dos Cavaleiros do Zodíaco sendo exibidos com dublagem brasileira na tela da Manchete. Animes que foram exibidos em outras emissoras, como Inuyasha, Pokemon, Digimon, Yu-Gi-Oh e Dragon Ball Z, possivelmente teriam sido exibidos antes na Manchete.
A grande verdade é que a Rede Manchete seria uma espécie de Cartoon Network gratuita que faria a alegria da criançada, já que as grandes emissoras abertas não estão mais nem aí para a programação infantil.
![]() |
Tokusatsus que marcaram a infância de muita gente... |
Tokusatsus
Provavelmente, a exibição de seriados japoneses de ação, os famosos tokusatsus, teria continuado por vários anos na tela da Manchete. Certamente assistiríamos novas versões do Kamen Rider, do Ultraman e de vários super sentais e metal heros que prosperaram até por volta de 2009, quando começaram a entrar em decadência no resto do mundo. Isso sem falar na nostalgia de poder rever os antigos heróis dos anos 90 nas intermináveis reprises da emissora.
![]() |
Imagine um campeonato de Dota 2 sendo transmitido pela tevê... |
Outras produções
Indo na onda de se arriscar ao seguir certas tendências novas de programação, possivelmente a Manchete investiria hoje na transmissão de campeonatos de LOL e DOTA 2 que já contam com milhões de fãs no Brasil e no mundo. Possivelmente também haveria uma programação mais voltada para o público gamer com parceria de youtubers famosos.
As novelas da emissora possivelmente continuariam roubando audiência da Globo e da Record pela excelente qualidade que as mesmas apresentavam.Talvez até eu assistisse uma ou outra tendo em vista a qualidade da Manchete em produzir boas novelas.
Já aquelas propagandas icônicas do Teleshop seriam atualizadas com produtos que concorreriam diretamente com a Polishop (saudades das Facas Ginsu e das Meias Vivarina).
Enfim, tudo isso não passa de suposição, porque, na realidade, a coisa podia ter sido bem diferente. A única certeza que temos é que uma emissora como a Rede Manchete faz muita falta até os dias atuais.
Se for pra transmitir lixos como LoL e entrevistas com youtubers é melhor nem voltar!
ResponderExcluirCara, CDZ não foi o primeiro anime a estrear no Brasil e nem de longe os primeiros tokusatsus foram Jaspion e Chamgeman. Antes deles já passava pirata do espaço, godizilla, ultraman, espectroman, lionman, dentre outros que não me recordo.
ResponderExcluir"Muito bem, mas e se a Manchete não tivesse falido? Que animes e tokusatsus teríamos assistido de 1999 para cá?"
ResponderExcluirEssa é bem fácil de responder. Não passaria mais nenhuma produção japonesa. Afinal, Manchete já não passava mais isso e a sua programação, nos seus derradeiros anos, consistia de comerciais de trocentas horas, igrejas e a reexibição, pela bilionésima vez, de Pantanal.