Até ontem eu achava que o pé frio do Mick Jagger era o único que trazia má sorte para as seleções da Copa do Mundo que ele torcia. Mas eis que este que vos escreve conseguiu a façanha de zicar TODOS os times que torci nas oitavas-de-final, sem exceções. Para não dizer que a culpa foi só minha, descobri que o influencer americano IShowSpeed também trouxe essa sorte reversa para os países e acabou virando meme. Bom, pelo menos não gastei dinheiro indo aos jogos e pagando mico ao vivo. Mas, enfim, creio que essa minha torcida não foi algo tão isolado, porque a maioria das pessoas que vi na internet relataram algo parecido, já que as seleções africanas, latino-americanas e anfitriãs eliminadas costumam ser mais carismáticas e recebem mais apoio das pessoas. Eu mesmo não torço para nenhuma europeia, exceto Portugal. E das oito seleções que estão nas quartas-de-final, apenas duas não são europeias: Marrocos, pela qual peguei antipatia por tentar roubar o título de Senegal da Copa Africana e, claro, a Argentina, por sua eterna rivalidade com o Brasil. É verdade que a Argentina teve sorte no chaveamento e apito amigo para ajudar, mas apesar de torcer contra os hermanos, temos que admitir que eles jogaram com muito mais garra que os jogadores do Brasil. A seleção brasileira me pareceu reativa demais, apática e preguiçosa contra a Noruega e não mereceu se classificar, sendo eliminada pela sexta Copa seguida para uma seleção europeia em mata-mata.
O que resta agora é ver o que vai acontecer entre as que sobraram. Não tenho a menor simpatia por nenhuma delas e nem curiosidade sobre o que vai acontecer daqui pra frente, mas talvez fosse interessante uma campeã inédita desta vez, coisa que vai ser difícil de ocorrer, já que as campeãs são MUITO favoritas e têm artilheiros históricos em seus times. A Copa agora fica sem graça para mim, já que não consigo torcer pra ninguém mais e, sendo franco, pouco me importa quem vai levar a taça. Só espero que na próxima Copa, as seleções africanas parem de levar gols nos minutos finais e as sul-americanas repitam o desempenho das oitavas-de-final de 2010. Fora isso, vou me divertir muito mais assistindo alguma série na Netflix que perdendo duas horas da minha vida com Bélgica e Espanha, afff...
PS: Agora que percebi que, pela primeira vez na história, nenhuma das três seleções que compõem o "trio de ferro" das camisas mais pesadas das Copas – Brasil, Alemanha e Itália – está numa quarta-de-final. Isso mostra que tradição não ganha jogo e que o futebol passa por uma nova era.

