quarta-feira, 29 de julho de 2026

A decadência constrangedora da direita burra


A extrema-direita brasileira parece ter ativado o modo kamikaze nos últimos acontecimentos envolvendo o filho mais velho do presidiário ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de ter disseminado várias fake news contra o atual governo, em um encontro com diplomatas em Brasília, resolveu atacar a integridade das urnas eletrônicas brasileiras com várias mentiras. Basicamente, Flávio Rachadinha alegou que nossas urnas não são confiáveis assim como o pai dele também precisou fazer para se tornar inelegível. Achando pouco, o filho 01 convidou o presidente fanático da Argentina para atacar autoridades brasileiras na convenção do PL e, de quebra, resolveu entrar numa sinuca de bico ao exibir um vídeo gerado por IA do próprio pai. Lembrando que é proibido usar a imagem do pai preso em regime domiciliar para fins eleitorais, o que pode acarretar prisão em regime fechado para o Bolsonaro pai ou punição por deep fake com cassação e multa para o Bolsonaro filho e o PL.

Todo esse imbróglio malcheiroso envolvendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro juntamente com as sanções dos EUA dadas ao Brasil têm causado o efeito contrário do desejado pela direita que é o fortalecimento do governo Lula. Basta olhar as últimas pesquisas que nota-se um crescimento tanto na aprovação do atual governo quanto nas intenções de voto do Lula. A direita burra, representada pela família Bolsonaro, não está favorecendo a oposição – muito pelo contrário. Eleitores moderados que tinham alguma simpatia pelo PL estão se abstendo não só de apoiar o filho 01 do presidiário inelegível, mas também estão ajudando a aumentar as estatísticas de votos brancos e nulos. Isso, queira ou não, acaba sendo ruim para a democracia, porque parte do eleitorado não se sente representado por ninguém. 

Eu sei que muita gente trata política partidária como sendo uma espécie de Fla-Flu ideológico, mas é necessário termos uma visão mais ampla dos fatos sem briga. Precisamos, numa democracia saudável, ter direita e esquerda debatendo suas propostas e caminhos para desenvolver o Brasil de forma civilizada. Mas o que temos no país hoje, infelizmente, é quase uma falsa dicotomia política. De um lado, temos uma centro-esquerda genérica, quase apartidária, que tenta parecer mais "palatável" a todos e ganhar mais votos dos indecisos sendo mais "centro" propriamente dito que esquerda. Do outro lado, uma direita que é ou entreguista, ou golpista, ou tresloucada/olavista, sem propostas realistas para desenvolver o país. Nessa palhaçada, apesar do Brasil ter um potencial absurdo para ser uma potência global, ficamos sem empresas fortes sendo subsidiadas pelo Estado, sem investimento em tecnologia, sem industrialização e acomodados como meros exportadores de commodities. Comparando com o futebol, estamos como a seleção brasileira que é a única pentacampeã do mundo, mas que não consegue mais ganhar nenhuma Copa. Precisamos mudar para melhor e com visão a longo prazo sem pensar somente no lado eleitoral. 

E pelamordedeus, direita brasileira, crie vergonha na cara. Apoiar as insanidades da família Bolsonaro é, como já dizia Boris Casoy, uma VER-GO-NHA.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

O azarão da Copa


Até ontem eu achava que o pé frio do Mick Jagger era o único que trazia má sorte para as seleções da Copa do Mundo que ele torcia. Mas eis que este que vos escreve conseguiu a façanha de zicar TODOS os times que torci nas oitavas-de-final, sem exceções. Para não dizer que a culpa foi só minha, descobri que o influencer americano IShowSpeed também trouxe essa sorte reversa para os países e acabou virando meme. Bom, pelo menos não gastei dinheiro indo aos jogos e pagando mico ao vivo. Mas, enfim, creio que essa minha torcida não foi algo tão isolado, porque a maioria das pessoas que vi na internet relataram algo parecido, já que as seleções africanas, latino-americanas e anfitriãs eliminadas costumam ser mais carismáticas e recebem mais apoio das pessoas. Eu mesmo não torço para nenhuma europeia, exceto Portugal. E das oito seleções que estão nas quartas-de-final, apenas duas não são europeias: Marrocos, pela qual peguei antipatia por tentar roubar o título de Senegal da Copa Africana e, claro, a Argentina, por sua eterna rivalidade com o Brasil. É verdade que a Argentina teve sorte no chaveamento e apito amigo para ajudar, mas apesar de torcer contra os hermanos, temos que admitir que eles jogaram com muito mais garra que os jogadores do Brasil. A seleção brasileira me pareceu reativa demais, apática e preguiçosa contra a Noruega e não mereceu se classificar, sendo eliminada pela sexta Copa seguida para uma seleção europeia em mata-mata. 

O que resta agora é ver o que vai acontecer entre as que sobraram. Não tenho a menor simpatia por nenhuma delas e nem curiosidade sobre o que vai acontecer daqui pra frente, mas talvez fosse interessante uma campeã inédita desta vez, coisa que vai ser difícil de ocorrer, já que as campeãs são MUITO favoritas e têm artilheiros históricos em seus times. A Copa agora fica sem graça para mim, já que não consigo torcer pra ninguém mais e, sendo franco, pouco me importa quem vai levar a taça. Só espero que na próxima Copa, as seleções africanas parem de levar gols nos minutos finais e as sul-americanas repitam o desempenho das oitavas-de-final de 2010. Fora isso, vou me divertir muito mais assistindo alguma série na Netflix que perdendo duas horas da minha vida com Bélgica e Espanha, afff...

PS: Agora que percebi que, pela primeira vez na história, nenhuma das três seleções que compõem o "trio de ferro" das camisas mais pesadas das Copas – Brasil, Alemanha e Itália – está numa quarta-de-final. Isso mostra que tradição não ganha jogo e que o futebol passa por uma nova era.