segunda-feira, 5 de junho de 2017

Campanha antivacina devia dar cadeia


Dizem que o papel aceita qualquer coisa. A internet, por sua vez, aceita muito mais. E o que tem se tornado recorrente na internet nesses tempos de negacionismo da ciência tem sido justamente a proliferação e a aceitação de teorias conspiratórias absurdas que vão desde a defesa da Terra plana até as criminosas campanhas antivacinação. As campanhas antivacina – que compõem o exemplo mais grave de teoria conspiratória – são verdadeiros atos de terrorismo, porque elas são baseadas em mentiras e pseudociência que colocam em risco a vida de pessoas​ com baixa imunidade (imunodeprimidas) ou que não podem receber vacinas (porque, por exemplo, estão em tratamento contra o câncer). Pessoas que escolhem não serem vacinadas por acreditarem nessas teorias acabam agindo como transporte de vírus letais contra as pessoas que têm o sistema imunológico debilitado. Ou seja, quando você não se vacina, transforma-se em um risco ambulante para as pessoas imunodeprimidas. É como se você se tornasse uma espécie de terrorista biológico por furar a proteção coletiva que as vacinas proporcionam. Portanto, defender essas teorias antivacinas deveria ser crime, porque elas são um verdadeiro ato de terrorismo contra a saúde pública. É preciso lembrar que foi graças à vacinação que doenças letais como a varíola e a paralisia infantil foram erradicadas do nosso país. As vacinas salvaram e salvam milhões de vidas pelo mundo. Vacinar você e seus entes queridos é mais que um gesto de amor: é uma obrigação moral da cívica.

Ser contra vacinas é agir como um bioterrorista.

Infelizmente, a tendência de toda essa loucura anticiência é aumentar com a precarização da educação no nosso país. Como se não bastasse o corte criminoso nos investimentos em educação devido a PEC da morte, temos ainda, para agravar, essa reforma alienante do ensino médio onde transformamos a educação escolar em mera preparação técnica. Assim, excluímos a obrigatoriedade de se estudar ciências, o que torna as pessoas mais suscetíveis a acreditar nessas teorias estapafúrdias sem qualquer fundamento científico.
Defender a ciência e difundir a metodologia científica é o único meio que nos resta para lutar contra toda essa onda de ignorância, mentiras e crimes que são difundidos impunemente pela internet.

domingo, 4 de junho de 2017

Vozes da periferia


Infelizmente, estou e estarei ao longo desta semana com pouquíssimo tempo para postar. Por isso, é possível que os posts sejam mais curtos ou tratem de assuntos defasados durante a semana. Então, para começar, hoje eu não poderia deixar de compartilhar um vídeo surpreendente da voz da periferia contra o racismo. O vídeo simplesmente joga a verdade nua e crua na cara de quem acha que o racismo é "vitimismo" ou "afrocoitadismo". Ele mostra a necessidade urgente de mudarmos a realidade e de construir uma sociedade mais igualitária, fraterna e justa para todos. E a maior prova de que este vídeo fala verdades, é ver como ele incomodou os racistas nas redes sociais.

Toda força ao movimento negro!

sábado, 3 de junho de 2017

Um país de contrastes


Quem já morou no Brasil sabe bem que a maioria das grandes cidades do país são marcadas por fortes contrastes sociais que foram criados historicamente como modo de manter os privilégios de uma minoria abastada. Esses contrastes são tão ferozes em alguns casos que praticamente tornam a nossa sociedade uma sociedade de castas. Hoje mesmo, por exemplo, vi passar na mesma rua onde eu moro um carroceiro maltrapilho e, pouco tempo depois, uma Ferrari Maranello vermelha dirigida por um rapaz bastante elegante. Enquanto um cata lixo para sobreviver, o outro passeia a bordo de um veículo de luxo. Dois mundos completamente opostos num mesmo país, numa mesma cidade, numa mesma rua. Imagine quantos séculos não levariam para o carroceiro ter dinheiro para comprar um veículo daquele que estava sendo pilotado por um sujeito claramente mais novo que ele...

Mas, enfim, esse contraste não é único. Já vi vários outros carros de luxo estacionados na minha rua e muitos pedintes e mendigos circulando no meio deles. Carros que custam mais de meio milhão de reais, como as Porsches e BMWs que vejo ocasionalmente por aqui, contrastam fortemente com as carroças improvisadas de tração humana. O que eu sempre me pergunto diante disso é por que um tem tudo e o outro não tem nada? Será que é isso que chamam de "meritocracia"? Mas afinal o que o piloto da Ferrari tem que o carroceiro não tem para viver uma vida muito mais confortável? Será mesmo que o motorista do superesportivo conquistou aquele carrão por mérito e por fruto do suor do seu trabalho? Ou será que ele apenas nasceu rico e o outro nasceu pobre? Será que vivemos em um mundo justo? Será mesmo que o capitalismo é tão bom assim? Será que temos que nos conformar em viver em uma sociedade como esta?

Não tenho nada contra a riqueza ou contra os ricos. O problema, para quem teve a sensibilidade de perceber, é a maneira fortemente desigual com qual essas riquezas estão distribuídas. É isso que me incomoda.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Os reacionários do século 21 são uma piada de mau gosto


Se tem uma coisa que sempre me impressionou nos reaças do século XXI é a capacidade ímpar que essa turminha tem de fazer besteiras e cair em contradição. É curioso ver como os homofóbico tanto dos EUA quanto do Brasil ficam preocupadíssimos com os direitos dos grupos LGBT de países como Cuba ou Coreia do Norte, mas são totalmente contrários aos direitos dos homossexuais em seus próprios países. Com relação à igualdade racial, eles querem uma sociedade com menos preconceitos, mas são os primeiros a se posicionarem contra as cotas e a torcerem o nariz para médicos cubanos devido à cor de suas epidermes. Quanto às mulheres, eles dizem amá-las e respeitá-las, mas não dão a mínima para a enorme quantidade de mulheres que morrem todos os anos vítimas de abortos clandestinos malsucedidos. Isso sem falar na recorrente negação da ciência por parte de muitos deles, chegando ao cúmulo de defenderem descaradamente coisas totalmente medievais como o geocentrismo e criacionismo. E o grande perigo do negacionismo da ciência é justamente a tomada de decisões políticas que contrariam todos os acordos internacionais, prejudicando o meio ambiente, as futuras gerações e o próprio país.
Francamente, os reaças do nosso século são tão antiquados, tragicômicos e contraditórios que seriam motivo de piada até para os reaças do século XIX.

O que é que essa cambada está fazendo no século 21?

Enfim, o que resta para essa gente reacionária diante de tantas contradições e recalques é sair escrevendo insanidades e ofensas gratuitas pela web como forma de intimidar quem pensa diferente. Deve ser muito duro para essas criaturas obsoletas ter que encarar o fato de que o mundo mudou e não vai mais continuar a girar em torno de seus privilégios. O monopólio hierárquico do homem, branco, hétero, cis e troglodita será totalmente derrubado para que tenhamos uma sociedade mais justa e com menos ódios.

Viva a diversidade e a liberdade!

Que venha logo essa tal "ditadura gayzista"!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

De que lado eu estou


Dizem, com certa razão, que rotular-se é limitar-se. Porém, no que diz respeito a questões políticas, eu acho que limitar-me a um posicionamento específico não chega a ser um problema. No meu caso, que já fiz diversos testes para saber qual é o meu "lado" na política, sempre caí para a 'esquerda libertária', ou seja: a esquerda que é a favor das liberdades individuais. Ser de esquerda, para mim, é uma questão de humanismo e de empatia. E ser a favor de liberdades individuais é ser a favor da igualdade (ou equidade) entre todos os seres humanos. Ou seja, eu sou o "temível" marxista-gayzista que tanto apavora os nossos conservadores. E quer saber de uma coisa: eu adoro oprimir a opressão. Ainda bem.

Viva a revolução colorida!