terça-feira, 15 de julho de 2025

Brasil não é Brazil


O plano da familícia Bolsonaro de usar a própria pátria como refém para negociar uma anistia para o inelegível foi uma das coisas mais burras que vi na vida. A taxação tresloucada do bufão laranja que preside os EUA pode até prejudicar o Brasil num primeiro momento, porém, o que os gringos não sabem é que o brasileiro é especialista numa coisa chamada "jeitinho". O governo Lula, tão odiado pelos bolsominions, já deu um jeitinho de buscar novos mercados que irão beneficiar a economia brasileira e trazer novas oportunidades para o agronegócio. Ou seja, na prática, o tiro dessa taxação vai sair pela culatra, afetando os EUA que pagará mais caro por nossas commodities e ainda por cima vai servir para mostrar o quão covarde o clã Bolsonaro é ao tentar se safar da justiça ameaçando o próprio país. Quem se fortalece com essa maluquice toda é o governo Lula que, diga-se de passagem, já aumentou sua aprovação desde o início do tarifaço de Trump. Isso sem falar do BRICS que fica ainda mais fortalecido. Se o presidente americano achou que poderia mandar e desmandar no Brasil, quebrou a cara, porque isso aqui não é brazil, mas, sim, BRASIL

quarta-feira, 25 de junho de 2025

O mundo não precisa de mais armas nucleares


Tenho visto algumas pessoas defendendo o direito do Irã possuir armas de destruição em massa como forma de "pacificar" o Oriente Médio, já que países com armamento nuclear teoricamente não se agrediriam devido ao risco da MAD (mutual assured destruction), a tal "destruição mútua assegurada". Armas nucleares em poder do Irã, segundo a ótica armamentista, faria com que Israel parasse de atacar países vizinhos por medo de uma retaliação atômica. Eu entendo esse ponto de vista, acontece que na prática, isso não daria certo. Antes que me rotulem de sionista, não estou defendendo o governo assassino da extrema-direita israelense que é responsável pelo genocídio civil em Gaza, até porque esses bombardeios israelenses contra instalações nucleares iranianas violam acordos internacionais devido ao risco de tragédias envolvendo radioatividade tal como ocorreu em Chernobyl. Além disso, não há provas de que o enriquecimento de urânio iraniano teria fins bélicos, o que faz parecer que esse ataque repentino de Israel não passa de mais uma manobra para o corrupto (e condenado pelo Tribunal Penal Internacional) Benjamin Netanyahu ganhar popularidade para se manter no poder. 

O ponto que quero destacar é que quanto mais países possuírem bombas atômicas, maior a chance de uma tragédia. É verdade que ninguém quer se destruir e arrasar o seu próprio país no caso de uma MAD, mas o grande problema de ter armas nucleares são os riscos de "ataques fantasmas". Aconteceu por diversas vezes ao longo da Guerra Fria um falso positivo de ataques nucleares que, por muito pouco, não causou uma guerra nuclear total. Um simples erro na detecção de mísseis balísticos intercontinentais pode desencadear um ataque nuclear de retaliação sem que nenhum míssil real tenha sido disparado ou que nenhuma guerra tenha sido declarada. Existem sistemas de disparos automáticos de ogivas nucleares espalhados por todo mundo que causariam ataques nucleares generalizados pelo planeta em resposta a um ataque falso. Se corremos esse risco constantemente com apenas 9 países tendo arsenal nuclear, imagine então com países instáveis de governos teocráticos fazendo parte do clube da bomba. Não acho racional que mais países tenham armamento nuclear. Acho, na verdade, que as armas nucleares são uma vergonha para a raça humana e que todas elas precisam desaparecer para sempre. Uma guerra nuclear mataria bilhões de seres humanos, destruiria a civilização e nos jogaria num longo inverno nuclear cheio de doenças e mortos de fome – isso sem falar da selvageria que ocorreria em nome da sobrevivência num cenário pós apocalíptico. Voltaríamos à idade da pedra em questão de horas, só que com muita radiação contaminando tudo e sem a luz do Sol.

No caso iraniano, a saída tinha que ser diplomática. Ou o Irã permite vistorias internacionais em suas instalações nucleares, ou então sofreria sanções econômicas e diplomáticas. Lançar bombas no país não resolve a questão do enriquecimento do urânio e ainda dá um motivo a mais para o Irã querer ter realmente a sua arma nuclear.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

A extrema-direita sempre irá fracassar


Observe os fatos. Roberto Jefferson, Carla Zambelli, Braga Netto, Gilson Machado, Daniel Silveira e mais um bando de "malucos" foram presos por apoiar ideias radicais da extrema-direita, incluindo desde a volta do AI-5 até a tal Intervenção Militar. Os que ainda não foram presos estão se borrando de medo de ir visitar a Papuda, incluindo aí o inelegível. Note que, não por acaso, a própria história mostra a forma trágica como os líderes da extrema-direita terminaram suas trajetórias políticas. A lição que fica mais uma vez é que discursos de ódio, perseguição política, ruptura institucional, moralismo de goela e ultranacionalismo sempre se voltam contra quem os propaga. Democracia não funciona com intolerância e violência. O autoritarismo tão almejado pelos bolsonaristas é típico de quem não sabe fazer política, porque política é uma ciência feita de diálogo, ética e respeito ao bem comum. O que essa cambada de golpistas queria, lá no fundo, era negar o pacto civilizatório em nome dos próprios interesses. E o resultado dessa forma irresponsável de fazer política está aí para todos verem. 

A extrema-direita não compensa, porque ela sempre irá fracassar.

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Marina Silva é uma mulher GIGANTE

Ontem eu fiquei bastante indignado (mas nem um pouco surpreso) com aquela baixaria lamentável dos senadores da direita “feijão com arroz” contra a ministra do meio ambiente Marina Silva na Comissão de Infraestrutura do Senado. Com seus ataques machistas típicos do velho cornelismo brasileiro, os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Plínio Valério (PSDB-AM) e o bolsominion presidente do colegiado Marcos Rogério (PL-RO) protagonizaram uma das cenas mais vergonhosas desde a redemocratização. Notavelmente, todo aquele circo nauseabundo teve como objetivo atacar ministros do governo e criar cortes para virar memes para a direita teratológica que infestou o país desde a candidatura do Bolsomonstro a presidência. Apesar da covardia de vários homens tentando calar e agredir a ministra, ela não se calou e não se colocou em seu “devido lugar”. Quem realmente saiu maior daquela baixaria toda foi a ministra Marina Silva, porque ela desafiou aquele bando de machos pré-históricos e seus discursos escatológicos contra o meio ambiente. Não sou lá muito fã da ministra, mas tenho que admitir que ela é uma mulher GIGANTE. 

Ah, e com relação ao tema que estavam discutindo, lembre-se que ao rasgar a legislação ambiental não é o capitalismo que vence, somos nós que perdemos. O tal “progresso” que uns querem para certas regiões do país significa efeitos colaterais no clima e em nossas vidas no médio e longo prazo. Mas quem disse que um bando de muquiranas que só pensam em dinheiro e em se perpetuar no poder pensam nisso? Eles só pensam no agora e neles mesmos. E a humanidade que se phoda.

sábado, 17 de maio de 2025

As reborns vieram para ficar


Um fato interessante observado nas últimas décadas é que a taxa de natalidade tem caído vertiginosamente em vários países, especialmente nos mais desenvolvidos. Isso, possivelmente, vai se tornar um problema econômico no futuro que pesará nas receitas dos governos e causar impactos na previdência social. Mas talvez o maior problema da menor taxa de natalidade seja social, isso porque os seres humanos possuem uma necessidade quase instintiva de cuidar, de dar carinho e de proteger. Essa necessidade materna/paterna de cuidar vem desde os primórdios, porque os bebês humanos levam vários anos até conseguirem se tornar minimamente independentes dos pais. Então a seleção natural se encarregou de recompensar com bem-estar hormonal e psicológico aqueles que cuidavam de suas crias a ponto do cuidado com pessoas próximas se tornar uma das necessidades da Pirâmide de Maslow. Mas a pergunta que fica é: como as pessoas poderão ter esse bem-estar do cuidado com os filhos se elas estão optando por não terem mais filhos? É exatamente isso que explica o sucesso quase repentino dos bebês hiper realistas mais conhecidos como reborns entre adultos, principalmente entre as mulheres.

As bonecas reborn, por serem muito parecidas com bebês de verdade, acabam causando apego em muitas pessoas pelo simples apelo visual e afetivo. Semelhante às bonecas sexuais hiper realistas vendidas para homens em sex shops, esses bebês possuem articulações e pele que simulam o corpo humano de maneira bastante convincente. Como muitas mulheres não querem ou não podem ser mães, então esses bonecos servem para preencher a lacuna da necessidade de proteção e cuidado materno que elas precisam. Apesar de todas as críticas que são feitas às mulheres que adquirem esses rebons, não há nada de errado em ter e cuidar de um bebê de mentira, especialmente as mulheres que tiveram gravidez psicológica ou perderam seus bebês prematuramente. O problema é quando a pessoa perde a noção da realidade e começa a achar que o reborn é um bebê de verdade, exigindo que os outros o tratem como se fosse um ser humano real. Hospital e creche de reborn é algo que já me parece passar dos limites de uma brincadeira saudável de simulação de mãe filho para virar um comportamento quase patológico. Mas fora isso, ter um reborn é tão normal quanto ter uma sex doll ou fazer uma coleção de brinquedos. O bom desses bonecos é que as mães deles podem brincar de ser mãe quando quiserem, já que não é filho de verdade para exigir atenção 24 horas por dia e cuidados reais. O reborn vira uma espécie de tamagotchi que você pode interagir na hora que quiser para seu passatempo. 


Acredito que num futuro próximo, quando androides e ginoides controlados por IAs se tornem mais comuns, será natural formar família com robôs e bonecos hiper realistas. É preciso levar em consideração que nem todo mundo tem condições físicas ou emocionais para ter um parceiro amoroso ou filho de verdade. É melhor que pessoas inaptas para o convívio social tenham seus próprios bonecos do que causar traumas a humanos de verdade em relacionamentos tóxicos.