No século XVI, os índios que habitavam o então recém descoberto Brasil entregaram nossas riquezas naturais para os portugueses em troca de espelhos e outras quinquilharias. Os índios trabalhavam arduamente para entregar o pau-brasil, acreditando que estavam fazendo um bom negócio. Quando essa política do escambo passou a não dar mais certo, foi que os indígenas perceberam, tardiamente, as reais intenções dos colonizadores. Daí para frente, os nativos foram escravizados, tiveram suas terras saqueadas, sua cultura destruída e boa parte da sua população dizimada. A questão que volta depois de cinco séculos é a mesma: vale a pena repetir tudo aquilo?

Para ajudar na reflexão, vou destacar abaixo uma parte de um texto escrito pelo professor de Filosofia e Psicologia da UFJF, Gustavo Castañon, onde há uma definição resumida do que é a sociedade norte-americana:
"Quanto a sociedade americana, ela é o câncer do mundo moderno. Uma sociedade que vive de saquear o mundo através da emissão de dólar, que tem um padrão de consumo e desperdício imoral e insustentável, que oprime, invade e saqueia países periféricos, promove terrorismo de estado no mundo todo, não garante condições básicas de igualdade de oportunidade aos seus cidadãos, não tem sistema de saúde pública, férias ou qualquer outra garantia trabalhista, é o país mais desigual do mundo desenvolvido, autoritário, sem democracia, na qual o processo eleitoral é uma farsa movida a dinheiro e a um bipartidarismo fictício."
As pessoas comuns tornaram-se tão estúpidas pela lavagem cerebral midiática e cultural que sequer aceitam refletir sobre a sua crença anedótica de que os EUA são "um modelo ideal de nação". Não, eles não são. E antes que me mandem para lá, Cuba também não é. Mas existe uma diferença fundamental entre Cuba e os demais países americanos ao sul do trópico de câncer. É que em Cuba, os EUA não conseguiram impor seu american way of life. Cuba é livre da neocolonização ianque, mas sofreu inúmeras retaliações por isso, sendo o embargo econômico a pior de todas. Os únicos países que o Tio Sam respeita mesmo são os do Clube da Bomba. Todo o resto do mundo é o quintal da Casa Branca e dos magnatas que controlam o sistema econômico dos EUA.
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Capitalismo selvagem |
O ponto central da história, como já expus, é que o Brasil é uma colônia dos EUA em pleno século XXI. E ainda seremos muito mais. Com um partido descaradamente entreguista apostando no jogo sujo para retomar o poder, fica muito evidente que é apenas uma questão de tempo até esta nação estagnar e naufragar em menos de duas décadas.
Para os que nasceram depois do primeiro álbum da Legião Urbana, não custa nada lembrar das frases do poeta Renato Russo sobre este assunto em uma canção quase punk:
"Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês
Nos empurraram com os enlatados dos Usa, de 9 às 6.
Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês."
(Geração Coca-Cola, Legião Urbana)
A receber o que vocês
Nos empurraram com os enlatados dos Usa, de 9 às 6.
Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês."
(Geração Coca-Cola, Legião Urbana)

Mas se tudo isso não passa de "teoria da conspiração de petralhas" para você, tome a pílula azul, ou melhor, o seu Lexotan, e volte para os seus sonhos. Deixe a realidade para quem não tem medo de sair da sua zona de conforto.
O que é o Clube da Bomba?
ResponderExcluirÉ o clube dos países com armas nucleares. Chamo eles de "clube" porque todos eles se respeitam entre si por razões óbvias.
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