Algumas pessoas acham que eu estou "torcendo contra o Brasil" quando declaro que o governo Bolsonaro será uma tragédia. Não, não estou torcendo contra o meu país – muito pelo contrário, aliás. Estou apenas constatando algo óbvio e alertando para os riscos. As medidas que o fascistoide pretende adotar para o Brasil são desastrosas, demagogas e antipovo desde a campanha presidencial. Um cara que quer armar a população, que quer governar com "técnicos" (algo impossível em um presidencialismo de coalizão), que quer cortar direitos trabalhistas e que quer privatizar geral não tem como dar certo. E agora, depois de eleito, prometeu piorar tudo com a possibilidade de tirar o Brasil do Mercosul, de entregar a Floresta Amazônica para os gringos, de declarar guerra contra a Venezuela, de romper relações diplomáticas com Cuba, de colocar a embaixada brasileira em Jerusalém (em apoio ideológico a Israel) e de entrar em uma guerra comercial contra a China. Como se tudo isso não bastasse, Bolsonaro quer fazer a reforma da previdência, revogar de vez o que restou da CLT e fazer fusão de vários ministérios. O que Bolsonaro está pretendendo fazer diante de tudo isso é suicidar o Brasil economicamente e diplomaticamente. Não é à toa que já na primeira semana da vitória do Coiso, a nossa taxa de emigração aumentou consideravelmente. As pessoas estão com medo da ameaça autoritária e da tragédia econômica que um Bolsonaro representa no poder e estão fugindo do país.

Outros pontos devastadores deste futuro desgoverno serão o entreguismo e a submissão econômica aos EUA. Os Estados Unidos querem o Brasil desindustrializado e eternamente subdesenvolvido. O que eles querem é que o Brasil volte a ser um país extrativista com mão de obra semiescrava, ou seja: querem a nossa recolonização. Será que é esse o país "melhor" que os antipetistas queriam para o Brasil?
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