quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Uma virada eleitoral é totalmente possível


Bertolt Brecht já dizia que a cadela do fascismo está sempre no cio. Isso porque em um mundo capitalista, sempre teremos uma parte da população (algo entre 15% a 30%) que abraça organicamente a extrema-direita durante os momentos de crise. No Brasil, esses fascistas sempre votaram no PSDB por falta de opção, mas com a popularização do radicalismo político encabeçado pelo clã Bolsonaro na mídia e na web, a coisa escalou de forma quase incontrolável. Daí então que desde meados da década de 2010 que o fascismo tupiniquim tornou-se a força preponderante na política. Só que esse fascismo de agora é diferente de tudo que a direita macarthista produziu até hoje no Brasil. Desde os tempos da República Velha – passando inclusive pelas ditaduras do Estado Novo e a civil-militar de 1964 – e indo até o Dr. Enéas Carneiro, nunca se viu uma direita tão vulgar, vira-lata e antipatriota. A extrema-direita de hoje não é só violenta, reacionária e golpista: ela é principalmente entreguista e corrupta. Os figurões do PL querem dar o controle total do Brasil para os Estados Unidos, incluindo aí segredos de Estado e todas as nossas riquezas naturais. Se o Flávio Bolsonaro ganhar, é a Casa Branca que vai mandar aqui. E o Donald Trump já mostrou que quer as nossas terras raras, petróleo, aquíferos, fim do Pix, venda das estatais, endividamento com o FMI e subserviência absoluta aos interesses da burguesia norte-americana. O Laranjão do partido republicano quer que o Brasil vire uma Argentina ou uma Venezuela com mais um fantoche na presidência. Os EUA simplesmente querem nos roubar e usam toda essa banalidade do mal trazida pela extrema-direita bolsonarista para tomar conta de toda a América Latina. É por isso que algo precisa ser feito enquanto há tempo para que essa direita miliciana não acabe de vez com o país.

É irracional querer o fim dos programas sociais.


Porém, algo importante precisa ser dito: a maioria dos eleitores do Bolsonaro NÃO são fascistas. Os eleitores do Flávio Rachadinha são heterogêneos. Entre os que digitaram 22 nas urnas tem pessoas comuns cansadas da violência urbana, pessoas que não conseguiram melhorar de vida mesmo nos governos petistas, pessoas que seguiram por osmose a onda reacionária, pessoas que nunca tiveram consciência de classe, pessoas apolíticas, gente que acha que político é tudo igual, gente cansada da cultura woke (e do "politicamente correto"), antipetistas, conservadores com pânico moral, religiosos incautos, voto de cabresto por pressão do patrão e, claro, os fascistas propriamente ditos. A maioria dessa gente foi cooptada através das redes sociais. Essas pessoas não são monstros: são pessoas comuns, trabalhadoras, iludidas pelo canto da sereia midiática entoado há décadas pela burguesia que ganhou força na internet graças à inclusão digital massiva nos últimos anos. Tirando os fascistas, que são caso perdido, toda essa gente pode mudar o voto. Ainda que votem contrariados no PT, é menos pior que façam oposição a um democrata do que ver a democracia como conhecemos ser desmontada por um bando de bandidos de terno e gravata. Não é possível que um povo que seja majoritariamente contra as privatizações e contra a escala 6x1 caia no duplipensar paradoxal de votar em massa naqueles que são a favor de tudo que elas são contra. Lembrando que esta será a última eleição do Lula, depois disso, sabe-se lá o que nos espera. É por isso que eu acredito na possibilidade real de uma virada nas urnas. Se houver a campanha certa direcionada para as pessoas certas, teremos a chance de respirar um pouco pelos próximos 4 anos. Não podemos deixar que o filhote do Bronco Apocalíptico (vulgo Bolsomerda) acabe com o Brasil. Mesmo que as pesquisas continuem mostrando o candidato da burguesia na frente, o jogo só acaba quando todas as urnas forem apuradas.

Essa turma? NUNCA MAIS!

0 comentários:

Postar um comentário