Existem basicamente dois tipos de pessoas que abominam Cuba, Coreia do Norte e Venezuela. O primeiro tipo é o sujeito que tem a propriedade privada dos grandes meios de produção e que sabe como realmente são esses países "socialistas". Já o segundo tipo é massa de manobra do primeiro, também conhecido como "pobre de direita". Eu separei esses dois grandes grupos para facilitar o raciocínio que irei desenvolver a seguir.
Na cultura popular e no senso comum da maioria dos países capitalistas, Cuba é visto como um país miserável, injusto, sem liberdade e controlado por uma "ditadura comunista". Segundo esse senso comum, em Cuba falta comida, faltam remédios, tudo é atrasado e o povo vive desesperado para fugir de lá a qualquer custo. O problema desse senso comum é que ele foi construído intencionalmente e mantido vivo por décadas pela imprensa burguesa que é financiada justamente pelo primeiro grupo que citei na introdução lá em cima: os grandes capitalistas.
As elites econômicas sabem que Cuba é um país com um dos menores índices de mortalidade infantil do mundo, que Cuba tem uma educação pública excelente, que Cuba erradicou o analfabetismo, que Cuba tem uma saúde pública tão boa quanto a de países de primeiro mundo, que Cuba tem um sistema de eleição surpreendentemente mais democrático que o nosso, que em Cuba não há crianças morando na rua, que em Cuba os números de violência urbana são baixíssimos, etc, etc, etc... Mas essas elites, por puro reacionarismo, tentam esconder esses indicadores sociais dos nossos pobres cidadãos, mostrando só o lado ruim de Cuba. Então para conservar os seus privilégios, o seu sistema e a sua hegemonia, as classes dominantes precisaram manter os povos de seus países totalmente alienados sobre Cuba e conformados com as desgraças do capitalismo. E é justamente daí que nasce o pobre de direita, fruto de toda essa lavagem cerebral e alienação sobre como é qualquer outro país não-capitalista. A visão repulsiva de Cuba dentro do capitalismo é uma construção social – uma fábula astuciosa da plutocracia – baseada em mentiras e distorções para afastar o risco do socialismo.
A maioria das pessoas que odeiam Cuba, por incrível que pareça, nunca foram para Cuba para saber como as coisas realmente são por lá. Tudo que essas pessoas sabem sobre Cuba foi através de uma mídia tendenciosa que odeia Cuba e que tenta convencer o seu público a ter o mesmo sentimento. A visão errônea que os pobres de direita têm sobre Cuba – ou mesmo sobre a Venezuela – foi construída em cima de factoides frutos de uma mitologia burguesa enredada para afastar as pessoas de ideais revolucionários contra o sistema capitalista. Isso porque, além das mentiras midiáticas, oculta-se fatos que foram criminosamente criados para piorar a situação desses países "socialistas". Os exemplos disso são o embargo econômico contra Cuba e o confisco e retenção de produtos de primeiro uso na Venezuela por parte dos produtores privados como boicote ao governo de Nicolás Maduro. E o argumento mais usado contra Cuba, Coreia e Venezuela é sempre o da "falta de liberdade", como se existisse alguma liberdade no capitalismo quando você não tem dinheiro no bolso.Enfim, os culpados para os nossos reaças não são o belicismo e o imperialismo ianque ou a desigualdade criminosa do capitalismo. Os culpados são sempre aqueles que libertaram seus povos da exploração, da desigualdade, da injustiça e do antipatriotismo. O ódio que vemos hoje contra o Lula é um exemplo claro disso.
Enfim, sempre que escrevo sobre esses países, aparecem trolls raivosos babando de ódio nos comentários. E eles são, inclusive, a prova de que a lavagem cerebral midiática e burguesa foi feita com muita eficiência. Ainda mais considerando o passado autoritário, escravista e elitista que tivemos neste país para reforçar todo esse ódio contra ideologias igualitárias e progressistas que combatem a fome, a injustiça e a pobreza dos povos.
A internet brasileira, como já citei em outras postagem, infelizmente está repleta de gente que enlouquece de ódio diante de tudo que se posicione contra ideologias neoliberais, fascistoides e perpetuadoras de desigualdades. Essas pessoas nunca serão capazes de compreender a importância da Revolução Cubana e como os guerrilheiros da Sierra Maestra, apoiados posteriormente pela URSS, transformaram um país miserável do Caribe em uma ilha de bem-estar social cercada por ameaças constantes por todos os lados. E, infelizmente, serão necessárias muitas décadas de luta pela democracia para mostrar que a ditadura burguesa, eufemisticamente chamada de "capitalismo", está muito longe de ser mais justa que o socialismo marxista ou que o socialismo de Estado cubano. Mas um dia a coisa há de melhorar.![]() |
| E aí, vamos para Cuba? |

















































