Uma das primeiras falácias usadas pelos machistas para desqualificar o argumento de uma mulher é atacar a própria mulher. Dizer que a mulher está louca, descontrolada, histérica, alucinada, mal amada, possuída por entidades demoníacas e fora de si é uma falácia machista derivada do argumentum ad hominem. Quando um homem age de forma exagerada, ninguém chama ele de "homenzinho histérico". Mas se for uma mulher, o termo "mulherzinha histérica" surge quase como um mantra sagrado do machismo.

![]() |
Essa crítica, sim, faz sentido (clique para ampliar) |
Antes que alguém me xingue de coxinha, quero que fique bem claro que eu discordo dos argumentos da Janaína Paschoal. Sou contra o impeachment por não enxergar base legal nele, porém, não sou cego e nem parcial para ver que mais uma mulher está sendo atacada por "parecer uma doida varrida" – e não por ter argumentos fracos ou equivocados.
O interessante disso tudo é que o machismo está nos dois lados dessa história. Dessa vez, os esquerdomachos resolveram sair do armário e esbravejar seu machismo rancoroso contra uma mulher apenas porque ela pensa diferente deles. E a turma da direita golpista segue na mesma linha com argumentos que reafirmam a suposta "loucura" da jurista: " Também, com um governo desse, qualquer um ficaria maluco" – disse um comentarista numa dessas páginas de direita.
Para terminar, digo algo óbvio para os esquerdomachos de plantão: se você se comporta igual ao seu inimigo, você não é diferente dele.
Isso prova que você não se rendeu ao governismo.
ResponderExcluirÓtimo post.Parabéns.
Isso é o mínimo que alguém imparcial deveria fazer - diferentemente da maioria que defende o PT até quando ele está claramente errado.
Excluir