A primeira vez que ouvi falar da série The Witcher foi lá por volta de 2008 num site de games (o IGN, se não me engano), onde havia um review do primeiro jogo da série. Logo de cara já gostei do game só pela análise, porém, como na época eu não tinha um PC decente para rodar o game, acabei deixando-o para lá. Só fui voltar a ouvir falar novamente nessa série no início de 2015, quando todo mundo só falava em uma coisa: The Witcher 3: Wild Hunt. Eu não vi sequer o lançamento do segundo jogo da série, mas imaginei que todo aquele alvoroço em torno do lançamento do novo The Witcher significava que o game certamente seria muito bom.
Daí que fui assistindo as reviews do game e alguns gameplays depois de seu lançamento, e fui ficando cada vez mais interessado e impressionado com a qualidade e a grandiosidade do jogo. Até que por volta de agosto de 2015, na primeira promoção que houve na Steam deste game, não perdi o meu tempo e resolvi adquiri-lo. E foi aí que a minha história de amor com este game espetacular começou.
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Um dia de trabalho comum para o bruxeiro Geralt de Rivia |
O game
A série The Witcher, para quem não sabe, se baseia nos livros do escritor polonês Andrzej Sapkowski, que conta a história do witcher (bruxo ou bruxeiro, em português) Geralt de Rivia. Witchers, para quem não sabe, são humanos que foram submetidos a um rigoroso treinamento desde a infância para poder trabalhar como caçadores de recompensa matando monstros. Para se tornar um witcher, os jovens aprendizes precisavam passar pelo teste das ervas, teste este onde seus corpos passavam por mutações que aumentavam seus sentidos, sua força e eliminavam quase completamente seus sentimentos. Além disso, devido a este teste das ervas, eles ganhavam poderes (os sinais mágicos), imunidade a doenças, capacidade de tomar poções venenosas e de viver mais tempo que pessoas comuns. O Witcher 1 conta a história a partir do momento que Geralt, já adulto, perdeu sua memória, mostrando apenas uma parte do enredo dos livros de Sapkowski. Mas mesmo só mostrando uma parte da vida do bruxo Geralt, a série de games é espetacularmente grande e complexa.

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Entre uma aventura e outra, nada melhor do que se divertir numa taverna |
Minhas impressões
A primeira impressão que o game me causou é que ele se tratava de um GTA passado na Idade Média, uma vez que há um mundo aberto gigante para se explorar e há liberdade para se fazer quase tudo que quiser. Porém, como este game se trata de um RPG, há muito mais opções de coisas para se fazer e de decisões para se tomar que no GTA. Em The Witcher 3 você ganha dinheiro, compra itens, vende itens, coleciona objetos raros, participa de campeonatos de corrida de cavalo, participa de campeonatos de lutas, enche a cara nas tavernas, se diverte em prostíbulos, escolhe diálogos, interage com personagens e muda a história através das suas escolhas. Isso porque eu nem falei da coisa mais viciante deste game, que é o famigerado jogo de cartas chamado gwent. Além, claro, dos contratos de bruxo, que são as missões da profissão de witcher. Nesses contratos, nós cumprimos mini missões oferecidas pelos moradores locais para matar algum monstro, caçar bandidos ou resolver qualquer outro problema em troca de dinheiro. Nesses contratos, nós precisamos coletar informações, interrogar testemunhas, achar pistas, usar os nossos sentidos de bruxo ao examinar os locais e usar o bestiário para saber as fraquezas do inimigo que iremos enfrentar. Parece uma espécie de CSI medieval.

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As paisagens do game são simplesmente deslumbrantes |
A imersão deste jogo também é algo incrível, especialmente com relação às paisagens e aos biomas. Vales, planícies, montanhas, cavernas, lagos, rios, vilas e grandes cidades são muito bem representadas. A ambientação dos pântanos de Velen e da taiga de Skellige é algo simplesmente deslumbrante, especialmente com a qualidade gráfica belíssima que o game possui. Parece que tudo está vivo ao mesmo tempo e se mexendo, sejam pessoas, animais ou a vegetação que se move de acordo com a direção vento. Todo aquele clima de monstros, de misticismo, de mistério, de magia e de batalhas medievais foi muito levado a sério pelos produtores. A trilha sonora do game é espetacular e aumenta bastante a sensação de imersão, especialmente durante os combates. A canção tema de Ard Skellig, por exemplo, com aquelas montanhas cobertas de neve, com aquela vegetação de taiga e com o clima bucólico, frio e selvagem da região me deram uma das sensações de imersão mais profundas que as que senti em Shadow of The Colossus.
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Repare na qualidade das texturas e no nível de detalhamento do cenário |
Por que este game foi inesquecível?
Eu nunca gostei de jogos de RPG. Eu até gostava de livros-jogos, mas videogames de RPG sempre foram um saco para mim. As exceções neste estilo foram Zelda, Ocarina of Time e os Pokemons do Game Boy Color. Pokemon não era exatamente um RPG; já o Ocarina of Time, era – mas apesar do bom enredo do game, ele não me prendeu por muito tempo. Com The Witcher 3 tudo foi diferente. O simples fato de cavalgar com o Carpeado pelos campos verdejantes do Pomar Branco enquanto o dia e a noite iam passando já era algo gratificante.


Não tinha como um jogo desse não ter sido escolhido como o jogo do ano (GOTY) de 2015. Parabéns à CD Projekt Red por ter criado um dos melhores jogos – senão o melhor – da história.
Para concluir, um dos trailers do game só para sentir o nível desta obra prima:
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