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domingo, 5 de abril de 2026

Basta de tiranos megalomaníacos no mundo


Donald Trump é um bufão de um império em decadência. É simplesmente uma piada de mau gosto que um presidente que almejava receber o prêmio Nobel da Paz esteja a brincar de reizinho do mundo de forma tão irresponsável. Primeiro, Trump taxou impunimente o mundo inteiro, causando uma bagunça desnecessária na economia global e encarecendo os produtos nos EUA. Segundo, ele ordenou o sequestro do presidente da Venezuela e deixou lá um governo refém de seus interesses para prejudicar negócios com China e Cuba. Cuba, por sua vez, além do bloqueio econômico histórico que sofre dos EUA desde os anos 1960, agora não recebe mais petróleo venezuelano e isso causou uma crise energética e humanitária sem precedentes no país caribenho a troco de nada. Logo depois, veio aquela maluquice de querer tomar a pulso a Groenlândia, causando uma crise sem precedentes dentro da Otan. Daí, sem mais e nem menos, para agradar a extrema-direita israelense, o Laranjão se junta com Netanyahu para atacar o Irã e se coloca numa sinuca de bico por não conseguir desbloquear o Estreito de Ormuz. Isso sem falar de todo aquele incidente deplorável envolvendo a polícia de imigração dentro do próprio país. 

Ou o escândalo do Epstein deve ser realmente algo muito grave a ponto de precisar de toda essa bagunça para ser abafado, ou então o desespero pelo crescimento da China diante da crise norte-americana está fazendo o narcisista da Casa Branca surtar de vez. Tudo bem que Trump é um fascista, mas até o fascismo tem seus limites de atuação. O que fica claro com toda essa porralouquice americana é que a humanidade precisa se reorganizar urgentemente para lidar com tiranos magalomaníacos e evitar que eles cheguem ao poder. Em um momento de decadência do capitalismo e com tantas armas de destruição em massa espalhadas pelo planeta Terra, não é inteligente permitir que irresponsáveis coloquem a existência da humanidade sob ameaça. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Maduro não é um criminoso, mas os EUA, sim


Após dar um rolê pela internet para saber o que as pessoas estão comentando sobre o sequestro de Nicolás Maduro, confesso que fiquei decepcionado com alguns supostos progressistas. É normal e esperado que os reaças e a direita em geral estejam comemorando, mas ver gente que se diz de esquerda ou a favor da liberdade para a América Latina fazer coro com Bolsominion é algo, no mínimo, bizarro. 

Apesar do presidente Nicolás Maduro ter enfraquecido elementos do chavismo para se manter no poder, ele se opôs até o fim ao roubo do seu país pelas garras estrangeiras. Diferentemente de Rússia e China que compravam o petróleo venezuelano, o imperialismo norte-americano sempre foi obcecado por literalmente roubar os recursos naturais da Venezuela e por isso sempre financiou golpes na tentativa de controlar politicamente o país. E ninguém pode se opor ao imperialismo sem ter um pulso firme. As pessoas que acusam o Maduro de "ditador" devem se lembrar que tanto China, Rússia e Estados Unidos também são "ditaduras" se for usado o mesmo critério da "opressão". No caso norte-americano, os EUA também têm seus presos políticos, suas execuções, torturas e perseguições até hoje para manter a hegemonia do império ocidental. Não há uma democracia real nos EUA, uma vez que os governos tanto de democratas quanto de republicanos trabalham para atender aos interesses das mesmas classes dominantes do país. 

Mas o pior de tudo é a acusação totalmente desmiolada do governo Trump de que Maduro seria um "narcoterrorista". Nunca apresentaram uma prova sequer disso e mesmo que fosse verdade, isso não dá direito a país nenhum do mundo de invadir outro e depor seu chefe de Estado. Após esse incidente na Venezuela, a América Latina passou a ter o risco real de ter qualquer país dominado e invadido para ser pilhado e desestabilizado. É uma VERGONHA que a esquerda cirandeira esteja apoiando um país imperialista que deixou claro, na maior cara de pau do mundo, que agiu para roubar o petróleo venezuelano e que nos trata como colônias, como quintal, como inferiores.

Temos a obrigação moral de, no mínimo, repudiar a ação criminosa na Venezuela. Não precisamos necessariamente virar uma "colônia rebelde dos EUA", como é o caso de Cuba, nem de ter armas nucleares, como a Coreia, para se defender da tirania neocolonialista. Mas repetir como papagaios adestrados o discurso entreguista, lambe-botas e covarde da imprensa burguesa é um atestado de covardia e traição à pátria.

Esquerda cirandeira, por favor, né?


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Não precisamos de violência para combater o crime


A maior carnificina da história da nossa democracia promovida pelo desgovernador Cláudio Castro para combater algo que simplesmente não existe no Brasil, que é o tal "narcoterrorismo", teve um custo ainda maior que o de vidas humanas. Isso porque o ciclo de violência só se retroalimenta a cada chacina e fortalece ainda mais o crime organizado, afinal, o que não se elimina por completo acaba ficando mais forte. Se duvida, basta ver que os comandantes do tráfico escaparam todos ilesos dessa operação genocida e os cabeças do sistema estão todos impunes. Daí que o medo nas ruas do Rio afetou economicamente a cidade e serviu de mais uma motivação para uma intervenção do Tio Sam na América do Sul num momento bastante delicado envolvendo a Venezuela e a Colômbia. Ou seja: a operação foi um desastre total e absoluto que só piorou as coisas. E é claro que os reaças adoraram, porque eles odeiam bandidos, pobres e pretos. Mas a vida deles também vai ficar pior depois dessa chacina, porque ela aumentará ainda mais a violência. A resposta à violência do Estado vai voltar como um bumerangue e atingi-los, já que o crime tornar-se-á maior e ainda mais difícil de combater. É ação e reação mostrando que o efeito borboleta não é algo meramente teórico. Violência não acaba com a violência. A violência só serve para alimentar ciclos de vingança sem fim. O bandido comum NÃO vai ficar com medinho por causa dos cadáveres eleitorais do governador da extrema-direita. O bandido comum vai ficar ainda mais violento e mais perigoso. Mas, por sorte, ainda há meios mais eficazes e não letais de se combater a criminalidade.



Existem basicamente duas formas de resolver o problema do tráfico e das organizações criminosas no Brasil e nenhuma delas precisa dar um único tiro sequer. A primeira forma é desmontar o braço financeiro das facções com combate à lavagem de dinheiro como aconteceu na Operação Carbono Oculto onde os criminosos estavam envolvidos nos esquemas das findtechs. É preciso também combater o tráfico de combustíveis adulterados que alimentam as organizações criminosas, regulamentar as drogas e a indústria armamentista, combater o contrabando de armas que vem, em sua maioria, das forças de segurança e, por fim, investir em capital humano nas favelas, dando emprego, cultura, lazer, educação, saúde, renda e dignidade. Isso não resolve definitivamente o problema do crime organizado, mas o enfraquece substancialmente.

Existe ainda outra maneira de resolver o problema do crime organizado. Este método resolverá permanentemente o problema e ele se resume a uma única coisa: fazer uma revolução socialista. Porque SOMENTE através da ditadura do proletariado é que teremos políticas voltadas para os interesses da coletividade e não apenas para as classes dominantes. Políticos, militares e oligarcas que encabeçam o tráfico serão presos e o crime desmoronará de cima para baixo como num efeito dominó. Foi assim que Cuba, por exemplo, eliminou o narcotráfico em seu território. É importante dizer também que todo esse genocídio nos morros cariocas é fruto do fascismo que desumaniza a parte mais vulnerável da população. E em sociedades socialistas não existe fascismo. 

Nenhum desses homens que morreram assassinados teriam sequer virado bandidos (isso se fossem todos bandidos) caso vivêssemos em um país que desse o mínimo de dignidade humana para eles. Ou você acha que ser bandido é uma escolha para a maioria deles numa sociedade brutalmente violenta, injusta, desigual e consumista como a nossa? E mesmo que fosse uma escolha, ainda assim estaria errado. Da mesma forma que é errado a polícia entrar matando geral num condomínio de luxo de um bairro de classe média, também é errado fazer o mesmo na favela pelo simples fato de que somos todos iguais perante a lei. Eu não entendo como alguém que se diz cristão e temente ao Deus judaico-cristão não consegue entender isso, como é o caso do próprio governador. Será que Jesus aprovaria uma selvageria dessa contra nossos irmãos?


Já chega de genocídio contra pretos, pobres, favelados e trabalhadores. Precisamos de uma humanidade melhor e de um sistema melhor. Parafraseando o saudoso professor Jacque Fresco: Essa merda tem que acabar!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

O fim de ano mais perigoso da história


Dezembro de 2024 ficará na história como o momento mais tenso de todos os tempos. Isso porque temos duas grandes ameaças em curso. A primeira delas é o risco de um caos generalizado devido a uma tempestade geomagnética causada pelo choque de uma ejeção de massa coronal do Sol com a magnetosfera do planeta Terra. A cada onze anos, aproximadamente, o Sol atinge o seu pico de atividade, liberando partículas eletricamente carregadas na direção do espaço cósmico. Ocasionalmente, essas partículas carregadas pelo vento solar podem atingir a Terra e causar um efeito semelhante ao de um PEM (Pulso Eletromagnético) que pode destruir satélites artificiais, redes elétricas, sistemas de telecomunicações e objetos eletrônicos. A última vez que algo desse porte aconteceu foi em 1859, num incidente que ficou conhecido como Evento Carrington – fato este que causou falhas no sistema de telégrafo no mundo todo. Dito isso, estamos em mais um momento de máximo solar com uma chance pequena, porém preocupante, de ocorrer um novo Evento Carrington. Se uma tempestade solar daquele porte ocorrer novamente, eu não quero nem pensar no tamanho do problema que teremos.

A outra grande ameaça é a de uma Terceira Guerra Mundial que pode evoluir rapidamente para um conflito nuclear. A guerra entre Ucrânia e Rússia tem escalado cada vez mais para um embate entre Otan e Rússia. Os mísseis de longo alcance da Otan usados pela Ucrânia e as provocações irresponsáveis do governo democrata envolvendo o uso de armamento nuclear têm causado uma tensão mundial que só ocorreu na mesma proporção em 1962 durante a Crise dos Mísseis de Cuba. Como o presidente republicano Donald Trump demonstrou interesse em parar de financiar a guerra na Ucrânia, as empresas que lucram com a guerra estão pressionando o governo Biden para criar uma situação que force a prolongar o conflito. Honestamente falando, acho pouco provável que tenhamos uma guerra mundial no momento, porque a Rússia não quer essa guerra, já que um conflito com a Otan só serve para atender aos interesses dos norte-americanos. Fora que uma guerra nuclear significa o fim da civilização com risco real da extinção da nossa espécie devido ao inverno nuclear prolongado. Em todo caso, o ponteiro do Relógio do Juízo Final nunca esteve tão perto da meia-noite...

Enfim, nunca vivemos um momento tão escatológico na nossa história.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Capitalismo não rima com democracia


Todo mundo já devia saber que capitalismo e democracia não podem coexistir numa mesma frase sem causar um paradoxo. O que existe no capitalismo é uma pseudo democracia semi-representativa que é forçada a atender aos interesses das classes dominantes. A eleição norte-americana, por exemplo, é uma farsa burguesa onde um partido de direita liberal concorre contra partido de direita conservadora. Tanto democratas quanto republicanos vivem de política externa predatória onde guerras, roubos, crises e desigualdades são necessários para manter os EUA como nação mais rica e poderosa do mundo. Mas ninguém se atreve a criticar a eleição americana. A nossa imprensa burguesa só ataca as eleições da China, Rússia, Cuba e Venezuela porque são países que representam uma pedra no caminho do imperialismo estadunidense. Honestamente, não me interessa se as eleições da Venezuela são legítimas ou não. Isso não é problema nosso. O Brasil tem o dever de respeitar as eleições da Venezuela assim como respeita a dos EUA e demais países da panelinha capitalista do G7. 

A narrativa da mídia corporativa – alinhada com os interesses americanos – quer mostrar que Maduro é um "ditador sanguinário" que realizou eleições ilegais com a óbvia intenção de desacreditá-lo para, naturalmente, facilitar sua deposição e entregar o petróleo Venezuelano numa bandeja para as "Sete Irmãs" via políticas neoliberais. Ora, se a Venezuela é uma ditadura, os EUA são uma muito pior onde a classe trabalhadora não tem nenhum representante federal para brigar com a direita. Escolher entre Kamala Harris ou Donald Trump é meio como escolher com qual vaselina o povo vai ser enrabado, ou, numa linguagem mais douta: escolher entre o Alien ou o Predador no filme Alien Versus Predator. Não importa quem vença: todos nós seremos devorados no final.

Democracia só é possível quando o poder real estiver nas mãos na classe trabalhadora. O resto é conversa pra boi dormir.

sábado, 30 de março de 2024

Superar o capitalismo não basta


É um erro pueril de alguns companheiros achar que chagas sociais como racismo, sexismo e LGBTfobia irão desaparecer magicamente com o fim do sistema capitalista. É verdade que esses males são agravados pelo sistema de hierarquização social naturalizado pelo capitalismo, mas o preconceito foi algo que sempre existiu desde que os primeiros seres humanos andaram sobre este planeta. Se o foco da luta das esquerdas for apenas combater o capitalismo, cairemos na mesma armadilha que Cuba e União Soviética caíram. Na antiga URSS, a homofobia e o machismo ajudaram a enfraquecer o regime. Já em Cuba, a transfobia até hoje é uma das maiores cicatrizes sociais do passado. Como classe trabalhadora, temos, sim, que incluir as tais pautas identitárias na luta contra o sistema vigente. Afinal de contas, de que adianta viver em um mundo livre da exploração que, em contrapartida, nega direitos e liberdades a grande parte da população? Isso não é um papinho chato de grupos "pós-modernxs". Isso é um alerta de que a luta pela justiça social não acaba com o início de um novo modo de produção. Um mundo sem respeito às diferenças é um mundo muito perigoso e infeliz para se viver. Além disso, se abandonarmos essas causas, estaremos deixando que a ideologia liberal da direita se aproprie delas. A luta de classes não vai triunfar caso não se torne inclusiva. 

Superar o capitalismo não basta. Temos que superar tudo aquilo que nos coloca em guerra contra nós mesmos.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Já basta de pessoas morrendo em desabamentos


Todo ano é a mesma coisa na região metropolitana do Recife durante as épocas de chuva. Ou temos deslizamento de barreiras nos morros, ou temos prédios desmoronando, ou então casas sendo literalmente derrubadas pelas enchentes dos rios. E nessas tragédias anunciadas quase sempre temos vítimas fatais. Lamentavelmente, foi exatamente isso que ocorreu no desabamento do Conjunto Beira-Mar em Paulista, onde tivemos pelo menos 14 mortos e vários feridos. Os prédios que desabaram tinham a estrutura comprometida e, por isso, estavam interditados desde 2010. Contudo, como vivemos num país onde a política habitacional existe para atender a interesses econômicos, quem tem que pagar com a vida por essa estupidez são as pessoas pobres. Afinal, a escolha que damos para quem recebe um salário mínimo (ou menos) é ou pagar aluguel, ou se alimentar. Nunca os dois ao mesmo tempo. Daí já se vê a crueldade que é imposta à imensa maioria da população de baixa renda através deste dilema.

A solução paliativa para esse problema seria demolir as edificações de risco logo que elas fossem interditadas para que ninguém as ocupasse. Mas isso não é tão simples por exigir uma série de burocracias legais – além de que as famílias iriam morar em outros locais de risco, apenas transferindo o problema de lugar. Para resolver definitivamente esse ciclo de tragédias, só há dois caminhos. Ou teríamos que lançar vários programas habitacionais para famílias de baixa renda, coisa que até existe, mas que é ineficiente em diversos aspectos. Ou então iríamos atrás da solução definitiva que é... eliminar o capitalismo. Se vivêssemos em modelos socialistas, tais como foi na antiga União Soviética ou em Cuba, já seria uma revolução enorme. Afinal, como disse o próprio Fidel Castro certa vez: “Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana.” Mas ainda assim há outros modelos ainda melhores que o socialista, como é o caso do Projeto Vênus elaborado pelo projetista Jacque Fresco, onde o sistema de habitação existe exclusivamente para atender a necessidade da população e não do sistema financeiro ou do Estado.

Enfim, para tudo existe uma solução, menos para a morte – que é o que vai continuar a ocorrer enquanto os seres humanos não tiverem acesso universal a moradia digna.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

O nordeste é GIGANTE


Toda eleição nacional onde o Partido dos Trabalhadores leva a melhor causa um velho ódio separatista entre aqueles que não entenderam como funciona a democracia. Democracia não é uma ditadura da maioria. Numa eleição, é a maioria numérica que escolhe seus candidatos. Mas ninguém pode governar só pensando na maioria que o elegeu. Quem quer que seja eleito precisa governar para todos. E foi neste ponto que o atual presidente pecou. O próprio Bolsonaro disse em diversas ocasiões que as minorias devem se curvar diante das maiorias ou então serem extintas. Este ponto foi que fez toda a diferença, porque Bolsonaro não fez praticamente nada pelo nordeste. O resultado é que a votação para presidente na região apenas refletiu isso, dando ao ex-presidente Lula mais de 60% dos votos.


Ao contrário do que os boçais pensam, essa votação expressiva no PT não é porque o nordestino é "burro, preguiçoso e analfabeto". A maioria do povo nordestino votou no PT porque, como já salientei, o atual presidente simplesmente deu as costas para a região. Enquanto que durante os governos petistas, Lula e Dilma trouxeram emprego, renda, educação, esperança e comida na mesa para toda a região. Lula foi um democrata, Bolsonaro, não. A votação expressiva que o PT obtém na região nordeste não é nem por uma questão de politização, é por uma questão de gratidão. Esse papo mentiroso de que nordestino só quer viver de bolsa-família não cola, porque o nordestino é o povo que mais trabalha no país e que menos recebe em troca. Fora que a região foi historicamente a mais explorada e saqueada devido ao clima – diferentemente do sul do Brasil, onde houve uma ocupação mais de povoamento para expandir as nossas fronteiras.

Então, por favor, parem com essa palhaçada de chamar o nordeste de "Cuba do Sul" ou de fomentar ataques racistas contra essa parte tão linda e guerreira do Brasil. Na verdade, vocês deviam agradecer pelo nordeste nos livrar de um monstro genocida, miliciano, fascista, racista, homofóbico, misógino e, sobretudo, corrupto.

Não gostou? Então faz  o 'L' que passa.

sábado, 3 de setembro de 2022

A extrema-direita é filha do capitalismo

 

A tentativa de assassinato contra a vice presidenta da Argentina Cristina Kirchner, em Buenos Aires, por parte de um neonazista causou indignação e repúdio em todo mundo. Mas fatos assim não são novidade no mundo capitalista. Martin Luther King, Yitzhak Rabin e até mesmo John Lennon foram assassinados a tiros por extremistas ligados a grupos supremacistas. Por ser um sistema que fomenta e naturaliza as desigualdades sociais e econômicas, o capitalismo cria, como consequência, essas ideologias supremacistas. Portanto, combater a extrema-direita dentro do capitalismo é como enxugar gelo sob um sol de quarenta graus. A única forma de eliminar o nazifascismo do mundo é eliminando o capitalismo primeiro. Ou você acha que é só coincidência o fato de Cuba ser o único país do mundo onde não há neonazistas?

Um dia normal em um país capitalista.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

E a ameaça autoritária continua no Brasil


Tanto Jair Bolsonaro quanto seu futuro vice Braga Neto estão ficando muito insistentes na possibilidade de não reconhecerem o resultado da eleição caso o TSE não aceite integralmente as auditorias exigidas por eles com relação às urnas eletrônicas. É a velha ameaça golpista pairando sobre o país mais uma vez. Se em 1964 usavam a fake news de que "o Brasil viraria uma nova Cuba" e em 2016 que o PT iria "afundar o Brasil", agora a justificativa do momento é de que as urnas eletrônicas não são confiáveis. É óbvio que essa ameaça é porque eles sabem que irão perder as eleições e a mamata irá acabar. Não aceitar o resultado das eleições por fake news envolvendo as urnas é coisa típica de república bananeira. Daí que um golpe clássico – no melhor estilo quartelada (sargentada) – entraria em conflito direto com TSE, STF, parte da imprensa e nem seria apoiado pela maioria da população. Nem os EUA – pelo menos até o momento – demonstraram apoio a essa porralouquice golpista no Atlântico Sul. Portanto, um Golpe de Estado tornaria o Brasil uma espécie de "Venezuela de direita" e isolaria o Brasil diplomaticamente e economicamente. Não há mais espaço para aventuras golpistas dessa natureza na América Latina. Além da própria conjuntura não favorecer a um novo Golpe. 

Rejeição ao atual governo inviabiliza a sua reeleição.

Apesar da alta rejeição ao atual governo, eu não abraçaria um wishful thinking comum aos ingênuos defensores da nossa frágil democracia burguesa. As milícias, os pastores amigos do governo, parte do empresariado, parte dos generais e das polícias estão dispostos a ir às últimas consequências para defender este governo fascista. Mas será mesmo que o nosso país precisa passar por mais uma página sangrenta e autoritária para defender um governo corrupto e que não dá a mínima para os mais pobres?

terça-feira, 1 de março de 2022

O capitalismo vai destruir o mundo

 

Eu sei que é clichê afirmar que a primeira vítima numa guerra é a verdade. Mas o pior é que isso é a mais pura verdade devido à guerra de informações. E nós percebemos isso quando vemos os argumentos tendenciosos e as meias-verdades que tanto a Rússia quanto o "ocidente" estão usando como pretexto para justificar o conflito na Ucrânia. O "ocidente" diz que Putin é um autocrata autoritário que quer expandir o império russo. Já a Rússia afirma que os neonazis ucranianos estão dizimando os separatistas pró Rússia na ex-república soviética. Neste aspecto, ambos estão certos – mas ambos estão escondendo a verdade por trás dos fatos. Se por um lado o governo russo reprime com veemência as manifestações contra a guerra, por outro lado, o "ocidente" censura os canais russos de notícia na televisão. Mas, afinal, qual é a verdadeira verdade que ambos estão a esconder?

A verdade é que a guerra não é entre Rússia e Ucrânia. A guerra é entre as plutocracias do ocidente (países do G7) e as oligarquias capitalistas russas. Quem ganha com essa guerra são os bilionários que tratam esse e outros conflitos como um jogo de apostas. Durante a guerra, a indústria bélica lucra com a venda de armas; depois da guerra, as empresas de construção e bancos privados lucram ainda mais com a reconstrução de países destruídos. Enquanto as pessoas comuns acham que a culpa é desse ou daquele país, na verdade, a culpa por tudo isso está no próprio sistema capitalista. Quem manda de verdade no mundo são umas poucas dezenas de bilionários que são forçados pelo próprio sistema capitalista a fazer guerras para manter o capitalismo funcionando. Portanto, Joe Biden, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin são apenas fantoches das oligarquias de seus respectivos países. 

É a burguesia que quer a guerra para salvar o capitalismo.

Se a primeira vítima dessa guerra é a verdade, a segunda com certeza é o povo ucraniano. Aliás, o povo ucraniano não precisa de armas como esse ocidente hipócrita e belicista está fazendo. O povo ucraniano está precisando mesmo é de alimentos, de remédios, de agasalhos e de garantias que serão bem recebidos nos países em que forem acolhidos. É um verdadeiro apoio ao genocídio dar armas para civis despreparados lutarem contra o poderoso exército russo. E para piorar ainda mais as coisas, o presidente russo falou em colocar à disposição as armas nucleares. Olhe só a que ponto a loucura do capitalismo nos levou: ao risco de uma guerra nuclear. Já imaginou o tamanho do pesadelo que seria rever Hiroshima e Nagasaki acontecendo numa escala muito maior em vários lugares do mundo ao mesmo tempo? É nesse mundo que realmente queremos viver?

Sei que já estou ficando redundante com essa argumentação, mas se o mundo fosse todo socialista, guerras jamais existiriam. Os conflitos que Cuba e URSS se meteram no século passado foram em resposta às agressões de países capitalistas ou para apoiar revoluções. Afinal, que sentido há em um país socialista invadir e pilhar outros? Se não gosta do socialismo, então invente algum outro sistema melhor. Do contrário, a única e última guerra que a humanidade precisa enfrentar é a guerra de classes que deve servir para enterrar o capitalismo de uma vez por todas. Já chega de guerras no mundo. Os trabalhadores de todo o mundo precisam parar de matar uns aos outros em guerras sem sentido e se unirem para derrubar esse sistema opressor que ameaça toda a vida do planeta.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Não seja contra a guerra, seja contra o capitalismo


Essa esquerda namastê tem momentos que me dá nos nervos. Eu já estou farto de ver gente nas redes sociais que se declara de esquerda tratando a Rússia como a causadora do conflito na Ucrânia e ainda por cima defendendo uma paz impossível num momento de tensão do capitalismo financeiro. Coloquem uma coisa na cabecinha de vocês: não existem mocinhos e nem bandidos num mundo capitalista, porque o capitalismo simplesmente obriga as nações dominantes a serem expansionistas e a causarem guerras. Se por um lado a Rússia do "homofóbico, misógino e autoritário" Vladimir Putin deseja restabelecer suas áreas de influência perdidas com o fim da URSS, os EUA, por outro lado, querem ampliar o número de países europeus integrantes da Otan. O grande problema nessa história e que justifica a invasão militar na Ucrânia é que a soberania russa foi ameaçada quando a Ucrânia manifestou desejo de entrar para a Otan e de possuir armas nucleares. Isso fere o antigo acordo firmado entre Rússia e EUA no final da Guerra Fria onde ficou decidido que a Otan não seria expandida para o leste europeu. Sem falar do próprio protocolo de Minsk que foi desrespeitado inúmeras vezes pela Ucrânia e seus neonazis que perseguiam e matavam minorias russas no leste ucraniano.

Para quem não se lembra de situação similar, em outubro de 1962, a URSS colocou seus misseis nucleares em Cuba e isso quase gerou uma terceira Guerra Mundial por ameaçar a soberania dos Estados Unidos. E agora a Ucrânia fez parecido, ameaçando a soberania russa. Portanto, a Rússia apenas está se defendendo de agressões. 

A guerra é um jogo de apostas dos plutocratas.


É claro que a guerra é uma situação onde só quem sai perdendo é a população civil, porque é essa população que se torna vítima das bombas, da fome e da crueldade. Só quem ganha com a guerra são as oligarquias, os bancos e megacorporações que sancionam países rivais e financiam a construção de regiões destruídas pela guerra. É por isso que ao invés de ficar feito idiotas pedindo por uma paz utópica, temos que lutar contra a real causa de todas essas guerras: o capitalismo. Se não tivermos uma visão pragmática do mundo, iremos sempre cair nessas armadilhas ideológicas que a esquerda namastê vive caindo. Podemos e devemos nos solidarizar com o povo ucraniano – mas devemos também enxergar além do senso comum simplista. O mundo ideal é aquele onde não há países, não há dinheiro, não há exploração, não há desigualdades, onde todos se enxerguem como irmãos e onde todos respeitem a mãe Terra. Onde foi mesmo que já ouvi falar disso?

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

O lucro das empresas é a fome do povo

 

A capa recente do jornal Extra traz uma reportagem chocante exibindo uma cena muito comum no capitalismo: a face cruel da fome. Na imagem da capa, pessoas em situação de insegurança alimentar aparecem tendo que catar restos de pelanca e ossos para ter o que comer. E não estamos falando de um país pobre da África Subsaariana, mas sim do Brasil. 

Eu nem vou usar isso como desculpa para atacar o governo atual, porque o problema vai além do bolsonarismo. É estrutural que pessoas precisem passar fome no capitalismo, porque isso gera lucro para quem vende alimentos. Não é à toa que toneladas e mais toneladas de alimentos prontos para o consumo precisam ser incinerados para manter o preço da comida competitivo. Só há lucro porque há fome. E depois os capitalistas sem capital vêm criticar Cuba e Venezuela: dois países que mesmo sofrendo sanções, bloqueios econômicos e embargos para não prosperarem, conseguem evitar cenas deploráveis como a da capa do jornal Extra. Enquanto isso, países capitalistas que nunca sofreram com restrições econômicas, tais como EUA, Suécia e França – só para ficar em três exemplos – têm uma fatia considerável de sua população passando fome. E depois ainda me perguntam por que eu virei um anticapitalista...

No caso do Brasil, é necessário expandir e prorrogar o auxílio emergencial para que cenas como essas não voltem a castigar o nosso povo. Mas com um bando de políticos egoístas mais interessados em manter a porcaria do teto de gastos e nas reformas antipopulares, infelizmente, fazer três refeições por dia vai continuar a ser um privilégio.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Cuba não precisa de falsa solidariedade. Cuba precisa do fim do embargo.


Só existe uma coisa mais previsível que sujar a cara após cuspir para cima que é a tal "solidariedade" dos reaças do mundo inteiro com Cuba sempre que este país passa por dificuldades. O grande problema dessa "solidariedade" dos reacionários com o povo cubano é que ela é absolutamente FALSA. Se esses reaças estivessem realmente preocupados com Cuba, estariam exigindo o fim do embargo econômico. O que causou todo atraso e pobreza em Cuba foi o maldito bloqueio econômico decretado desde os anos 1960 pelos EUA. Ao contrário do que a burguesia cínica diz por aí, não foi o socialismo que atrasou Cuba, mas sim as restrições econômicas que o país sofre. O socialismo foi tão bom para Cuba que mesmo com um bloqueio econômico de décadas, o país conseguiu oferecer saúde e educação pública de qualidade para todo povo cubano.

O que está motivando os atuais protestos é que uma das principais atividades econômicas cubana, que é o turismo, foi muito prejudicada pela pandemia e isso deixou a ilha caribenha numa situação ainda mais difícil. Se não houvesse embargo, nada disso estaria ocorrendo. O que os reaças querem, na realidade, é o fim do socialismo. Eles não dão a mínima para a pobreza. Se ligassem minimamente para a miséria e pobreza, estariam fazendo protestos nas embaixadas norte-americanas pelos milhões de pessoas que vivem em situação de insegurança alimentar nos EUA. Mas reaça só se indigna quando a pobreza é cubana ou venezuelana.

Sobre os apagões e prisões políticas em Cuba, quem conhece o modus operandi do Tio Sam sabe muito bem que qualquer grande manifestação contra os governos que não estão alinhados aos EUA estão repletas de infiltrados a serviço dos interesses do capital. Se duvida disso, basta ver o que fizeram nas primaveras árabes do Oriente Médio, nos protestos contra Dilma Rousseff, nas manifestações contra Nicolás Maduro e todo o jogo imperialista por trás da Operação Condor, da Operação Brother Sam e do Consenso de Washington. O sonho dos capitalistas ianques é fazer Cuba voltar a ser o prostíbulo miserável que foi durante os tempos de Fulgencio Batista. Se duvida do que digo, basta procurar informações com o professor de história José Rodrigues Mao Júnior e o doutor em ciência política Igor Fuser: dois especialistas sobre Cuba.

domingo, 16 de maio de 2021

Refutando os argumentos contra a esquerda 2


Já tem uns anos que escrevi um post didático refutando alguns argumentos muito usados por aí contra a esquerda. Mas como a guerra contra um mundo melhor sempre existirá enquanto o capitalismo resistir, resolvi refutar outros argumentos que também são muito usados por aí e que acabam confundindo os mais incautos. Vamos a alguns deles em azul e minha resposta em seguida.

O comunismo matou milhões.
Uma das estratégias mais toscas dos capitalistas para atacar o comunismo é se nivelar por baixo com esse argumento do número de mortes. Ninguém sabe ao certo quantas pessoas morreram nos regimes equivocadamente rotulados de "comunistas". As fontes usadas para essa conclusão normalmente são "O livro negro do comunismo" ou o "Manual politicamente incorreto do comunismo" que não se baseiam em evidências, mas em distorções mal intencionadas da realidade. A maioria dessas supostas mortes causadas pelo "comunismo" foram, na verdade, superfaturadas de números vindos de soldados mortos na segunda guerra mundial, de pessoas que morreram decorrentes de tragédias naturais e de conflitos durante as guerras civis pela revolução. Mas, mesmo que fosse verdade que o comunismo matou milhões, o capitalismo matou muito mais, matando na casa dos bilhões.

Comunista come criancinha.
Durante a fome na Ucrânia causada, entre outras razões, pela retaliação dos próprios kulaks contra a coletivização das terras imposta pelo governo soviético, muita gente morreu de fome. E durante esse período houve relatos de canibalismo. Daí veio essa lenda tosca de que "comunista come criancinha". Não é comunista que come criancinha, são pessoas esfomeadas que, no desespero, comem qualquer coisa, incluindo cadáveres humanos. O que os capitalistas esquecem de dizer é que durante a fome causada por políticas capitalistas também houve inúmeros relatos de canibalismo.

Comunista não gosta de trabalho.
Errado. No comunismo, como não há mais-valia, o dinheiro fica integralmente na mão de quem produz a riqueza. Este é o maior incentivo que há para o trabalho: uma renda justa. Quem não gosta de trabalho é o burguês muquirana e salafrário que explora sua mão de obra assalariada, vive de juros sem trabalhar, especula, corrompe, rouba, chantageia e coage o Estado.

O comunismo nunca deu certo.
Para começo de conversa, o 'comunismo' – no sentido denotativo da palavra – nunca foi colocado em prática em lugar algum. Isso porque o comunismo seria a fase final do socialismo onde o Estado seria dissolvido. E isso nunca nem chegou perto de acontecer. O que tivemos na China, União Soviética e em Cuba foram experiências pré-socialistas. E mesmo essas experiências pré-socialistas deram muito certo para os mais pobres que tiveram acesso a saúde, educação, cultura, lazer, moradia e emprego de forma justa e gratuita. Já o capitalismo só dá certo para uma minoria rica, privilegiada e que vive de explorar e saquear os mais pobres.

O socialismo só dura até acabar o dinheiro dos outros.
Outra mentira. O socialismo não se sustenta roubando dinheiro de ninguém. O socialismo se sustenta com a classe trabalhadora no real poder. A menos que você seja um retardado que acredita que "imposto é roubo", a redistribuição de renda precisa existir para corrigir as injustiças sociais.

O socialismo é a socialização da miséria.
Os capitalistas têm uma mania incrivelmente simplória de reduzir e distorcer a realidade. Afirmar que todos seriam pobres no socialismo mostra não só ignorância como também má fé. Se pegássemos todo o dinheiro dos bilionários e o dividíssemos igualmente para metade mais pobre da população mundial, a fome do mundo teria acabado. Não existe miséria no socialismo, porque a própria ideia de classes sociais não faz sentido neste tipo de sistema. A miséria é uma característica intrínseca ao sistema capitalista, porque as desigualdades extremas necessárias para manter a existência de bilionários é que gera miséria.

Não tem videogames no comunismo.
Já ouviu falar do jogo de videogame mais vendido da história, um tal de Tetris? Pois é, ele surgiu na URSS.

Quem nunca foi comunista até os 20 anos, não tem coração; quem continua até depois os 30 anos, não tem cérebro.
Esse argumento faz muito sentido se você for um banqueiro, rentista, especulador, latifundiário, oligarca, bilionário, playboy, dono de fábrica ou usineiro. Do contrário, se você pensa desse jeito, me desculpa, mas você é um idiota que está lutando contra si mesmo.

Comunista que usa bens produzidos pelo capitalismo não é comunista de verdade.

É o velho argumento do "comunista de iPhone". Pura bobagem. Se fosse assim, um abolicionista não poderia defender o fim da escravidão no século XIX por consumir açúcar vindo de mão de obra escrava. O que os anticapitalistas defendem é o direito da classe trabalhadora ser dona de tudo que ela produz.

Comunista bom é aquele que não mora em país comunista.
Se você não está feliz no sistema em que vive, tem todo direito de ser contra ele. E nem precisa ser comunista para isso.

Por que ninguém fugia de países capitalistas para socialistas? Só o contrário acontecia.
As pessoas que fugiam de países socialistas eram justamente aquelas que não toleravam a justiça social e que não aceitaram ter seus meios de produção coletivizados. Banqueiros, grandes fazendeiros, grandes proprietários, donos dos grandes meios de produção e pessoas podres de ricas não queriam viver num mundo onde elas e os pobres estudavam na mesma escola, usavam o mesmo hospital e tinham os mesmos direitos. Pobres não fugiam de países socialistas, porque eles ganhavam condições de vida dignas que não tinham no capitalismo. E ao contrário do que os capitalistas afirmam, muita gente fugia também dos países capitalistas para socialistas, mas isso não era noticiado ou relatado pela imprensa burguesa por razões óbvias.

Enfim, o socialismo é a solução para a pobreza, desigualdade e grande parte das injustiças da humanidade. O socialismo é o nome político do amor. Esses argumentos antissocialistas todos só mostram o desespero de uma gente que está querendo manter a todo custo um sistema injusto, assassino e cheio de privilégios para uma minoria opulenta e egoísta.


sexta-feira, 7 de maio de 2021

Mais uma chacina pra conta do capitalismo


A chacina do Jacarezinho é uma amostra de como a vida humana não possui qualquer valor dentro do capitalismo. Chega a dar nojo ver "cidadãos de bem" comemorando na web a morte de 27 supostos "bandidos" e achando que o saldo está "positivo" porque morreu apenas um policial. É decadente, cruel e antihumano pensar desse jeito, como se nós não passássemos de números. Não se passa na cabeça dessa "gente de bem" que são 27 famílias chorando a perda de entes queridos que só foram mortos por serem negros, pobres e favelados? Cadê o amor e a fraternidade cristã nessas horas? Essa história macabra e fascista de achar que era tudo "traficante" e que mereceram morrer por isso é uma generalização típica de culturas hierarquizadas e preconceituosas comum em sistemas verticais de acúmulo de capital. Cadê que nenhum desses "cidadãos de bem" defendeu o assassinato do sargento que foi pego com 39 kg de cocaína no avião presidencial ou do dono do helicoca? É tudo uma mistura de aporofobia, racismo e falso moralismo.

Aí quando digo que chacinas dessa natureza não ocorrem em Cuba, os reaças ficam loucos, porque Cuba, para eles, é um "inferno na Terra". Ponham na cabecinha de vocês que não há contradição alguma entre socialismo e fraternidade. Se nos enxergássemos como iguais, duvido que ações policiais dessa natureza ocorressem com o bater de palmas das classes dominantes. E nem precisa ser socialista para evitar tragédias dessa natureza. Mesmo em países capitalistas de menor desigualdade social (frutos da social-democracia) essas coisas não ocorrem, porque lá os mais pobres têm acesso a um sistema de ensino público de qualidade que os permite ter um futuro digno, longe do aliciamento de traficantes, de tiroteios, de miséria e de chacinas.

domingo, 25 de abril de 2021

O racismo é irmão siamês do capitalismo


Se tem uma coisa que me deixa bastante indignado é ver o tanto de gente que, por desonestidade ou desinformação, gosta de tratar Cuba e EUA como se fossem iguais na questão do racismo. Notavelmente, ambos países possuem, sim, racismo – mas o que ocorre em Cuba é muito diferente do que ocorre nos EUA. O racismo cubano existe de maneira mais branda e residual, enquanto que nos EUA ele é muito mais agressivo e estrutural. Isso porque o capitalismo gera naturalmente mais racismo. Por ser um sistema que estimula a competição, o capitalismo dá para a classe média branca empobrecida a ideia – especialmente em tempos de crises – de que os "não brancos" (latinos, negros, orientais, muçulmanos, etc) querem "roubar" os seus empregos e seus privilégios. Daí o crescimento da xenofobia, do racismo e da extrema-direita como um todo especialmente na centralidade do capitalismo. Você não vê em Cuba, por exemplo, policias brancos espancando ou exterminando cidadãos de pele escura por qualquer motivo (ou sem motivo nenhum). O racismo em Cuba ocorre mais em casos isolados e está presente devido a um contexto histórico de exploração dos povos afro descendentes na América Latina como um todo. Ou seja: ele é, essencialmente, herança dos tempos anteriores à Revolução Castrista. Tanto é que em Cuba não há fascistas, não há xenofobia ou essa extrema-direita rancorosa para requisitar seu direito à supremacia. Já nos EUA, o racismo vive sendo retroalimentado e sempre piora nos tempos de crise e desemprego.

Portanto, nunca cometa o erro de achar que o capitalismo é igual ou menos pior que o socialismo quando se trata de racismo. Enquanto em Cuba o racismo é combatido de maneira estrutural através da educação, nos países capitalistas ricos ele é socialmente fomentado.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

E se o Golpe de 1964 não tivesse ocorrido?


Já se perguntou como seria o Brasil hoje se o Golpe de 1964 não tivesse ocorrido? O Brasil teria virado uma nova Cuba? Seríamos um país comunista? Teríamos uma ditadura sanguinária? Não, não e não. Se João Goulart tivesse realizado as reformas de base que pretendia, hoje teríamos um país CAPITALISTA menos desigual. Teríamos passado por reformas como a agrária, urbana, fiscal, eleitoral, educacional, bancária e política. Todas essas reformas já foram feitas em países de primeiro mundo, inclusive nos EUA – mas aqui no Brasil foram pintadas como "coisas de comunista". A ditadura militar foi algo tão nocivo para o país que, só para se ter uma ideia, separou os diversos centros nos campus das universidades para evitar a integração do conhecimento e retirou da grade curricular disciplinas como filosofia, sociologia, teoria política e antropologia, as substituindo por educação moral e cívica.

Se a ditadura não tivesse acontecido, talvez as canções de Chico Buarque não fossem tão conhecidas, mas certamente teríamos aberto espaço para outros artistas fantásticos. Milhares de vidas teriam sido poupadas, torturas não teriam ocorrido, a censura não teria existido e hoje poderíamos ter um país muito mais desenvolvido. Sem falar que aberrações fascistas como Jair Bolsonaro não existiriam ou sequer chegariam perto de se tornar parlamentares. E, obviamente, os militares seriam mais respeitados e saberiam o lugar deles dentro de uma democracia.

Panair: empresa aérea destruída pela ditadura

Se a ditadura não tivesse ocorrido, empresários democratas como Mário Wallace Simonsen não teriam sido perseguidos e difamados pelo regime militar. Para se ter uma ideia da coragem deste empresário, Simonsen chegou a usar sua influência e sua rede de televisão, a TV Excelsior, para criticar a ditadura e defender o restabelecimento da Democracia. Mas ao invés de uma imprensa democrática, o que tivemos foram emissoras de televisão parceiras da ditadura, como foi o caso da Rede Globo – fato este muito bem abordado no documentário britânico "Muito Além do Cidadão Kane" (Beyond Citizen Kane).

Ainda sobre Simonsen, a Panair do Brasil, uma de suas empresas, tornar-se-ia a maior empresa aeronáutica da América Latina e seu conglomerado controlava a Celma, na época a maior e mais importante empresa de manutenção e retífica de motores e turbinas aeronáuticas do Hemisfério Sul. Daí que perdemos tanto um grande empresário quanto uma grande empresa para a ditadura. A seguir, deixo uma reportagem da Rede Record sobre o tema:


Por fim, vou deixar um trecho da entrevista com o professor de História Warde Marx para o Guia dos Curiosos onde ele responde bem a essa questão:

"Entrevistador - O principal argumento usado pelos militares que executaram o golpe era o de que João Goulart implantaria o comunismo. Jango realmente teria organizado um golpe comunista? Se ele não tivesse feito, algum movimento de esquerda teria conseguido?
"Marx - Quem? João Goulart? O latifundiário? De jeito nenhum. Nem teríamos uma esquerda com tanto poder para isso. Se desenvolvêssemos suficientemente nossa democracia, poderíamos ter no governo um comunista ou socialista, tal como acontece na França, na Espanha. O máximo que alcançaríamos, com o passar do tempo, seria um governo mais à esquerda, com ambições socializantes; mais ou menos o que aconteceu nos Chile de Allende. Para implantar mesmo o comunismo, teríamos que partir para uma revolução. De verdade. Muito sangue, sem garantia de resultados, para nenhuma das partes."

Enfim, ditadura NUNCA MAIS.

domingo, 17 de janeiro de 2021

O lucro acima da vida

Dando uma olhada rápida nas notícias do país, eu pude constatar que empresas privadas de transporte público estão amontoando os trabalhadores em ônibus e metrôs lotados em pleno auge da segunda onda pandemia do coronavírus. O que acontece é que muitas empresas de ônibus – que já tinham dispensado os cobradores dos transportes para maximizar seus lucros – agora estão colocando menos ônibus ainda em circulação para economizar os gastos com manutenção e combustível. E com o auxílio emergencial extinto, infelizmente, não resta ao povo outra alternativa a não ser ter que se expor ao risco de contaminação, encarando esses transportes abarrotados para poder sobreviver. O resumo da ópera é que a classe trabalhadora está sendo forçada a ir para o abatedouro. É cruel, é desumano, é genocida – mas é assim que funciona a lei do lucro. 

Mas a tragédia não para por aí. Em Manaus, onde atingiu-se o colapso do sistema de saúde por falta de oxigênio, a polícia apreendeu 33 cilindros de oxigênio que estavam sendo vendidos acima do preço para atender a fins especulativos. Isso é, literalmente, o lucro sendo colocado acima da vida de milhares de pessoas. E ainda há quem justifique essa barbaridade (a turma do "imposto é roubo") alegando que os impostos são altos demais e que tem que vender oxigênio caro mesmo para compensar. Vale lembrar que esse tipo de prática é absolutamente trivial dentro do capitalismo, porque é a lei da oferta e da procura, ou como dizem os liberais: é o "livre mercado". E olha que eu nem mencionei a mercantilização da vacina contra a Covid-19, que provavelmente será adquirida primeiro pelas clínicas privadas brasileiras antes do governo começar a vacinar gratuitamente os grupos de risco. Aí eu te pergunto para reflexão: será que tem disso em Cuba?

É o capitalismo, baby.

Enquanto isso, a elite econômica (tanto nacional quanto mundial) enriquece cada vez mais sem trabalhar. Os bilionários estão mais ricos do que nunca e, no caso brasileiro, a casta rentista encabeçada pelos grandes bancos privados saqueia o Estado de todas as formas possíveis e imagináveis. Ao contrário do que o ministro Paulo Guedes disse certa vez, os verdadeiros parasitas não são os "servidores públicos", mas sim esse bando de bilionários que não trabalham, que herdaram fortunas incalculáveis, que não pagam quase nada de impostos e que lucram cada vez mais com sua influência e poder sobre a política nacional. O mundo não precisa de bilionários, o mundo precisa de políticas de redistribuição de renda, de justiça social, de pleno emprego e do fim dessa loucura autodestrutiva chamada capitalismo. E para completar o desastre ainda temos o imperialismo euroamericano para saquear nossas riquezas, roubar nosso povo e evitar o nosso crescimento econômico. A Operação Lava Jato, por exemplo, foi pensada e planejada pelas elites internacionais com o intuito de destruir nossas construtoras que concorriam com as empresas estrangeiras de engenharia no cenário internacional. O resultado disso é desemprego, desindustrialização e prejuízo econômico para toda a nação. Qualquer semelhança com o neoliberalismo não é mera coincidência.

Essa é a lógica insana do capital: o lucro acima da vida. Enquanto uma minoria parasitária fica podre de rica, a grande maioria que produz a riqueza é explorada, saqueada e assassinada. E depois neguinho não entende porque tem tanto comunista no mundo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Eleição americana nem devia se chamar eleição


Joe Biden ou Donald Trump. Sabe quem eu prefiro? Nenhum. Ambos estão ali defendendo os interesses das oligarquias estadunidenses. A diferença fica apenas na máscara que usam. Enquanto um é um lobo em pele de cordeiro, o outro é um lobo em pele de lobo. Joe Biden representa a volta do imperialismo humanitário, enquanto Donald Trump representa o imperialismo predatório E para o povo americano não muda muita coisa. Tanto republicanos quanto democratas servem aos interesses do establishment. É por isso que o bipartidarismo americano é fictício. Aliás, as eleições de lá nem são eleições de verdade, porque as eleições americanas são semidiretas, tendo que passar pela arbitrariedade dos delegados dos colégios eleitorais. E depois vem gente criticar Rússia, China, Cuba e Venezuela, como se as eleições dos EUA fosse exemplo a ser seguido.

Coloquem uma coisa na cabeça: democracia só é possível, de fato, no socialismo. Porque somente no socialismo os trabalhadores estão realmente exercendo o verdadeiro poder. No capitalismo é a alta burguesia que controla o sistema político, eleitoral e econômico. Quem realmente manda nos países capitalistas é o sistema financeiro encabeçado pelos grandes bancos privados. Em outras palavras: é o dinheiro quem manda. Então tanto faz quem ganha as eleições americanas, vamos continuar sendo explorados e ludibriados pelos donos do mundo.