Temer está entre a cruz e a espada. Quando ele assumir – e se assumir – terá que agradar a um dos dois lados: ou a plutocracia que financiou o golpe, ou o povo. Se ele fizer o mais óbvio, que é governar para as oligarquias golpistas, vai atear fogo no país, porque não terá apoio popular. Mas se ele resolver adotar uma política mais "populista", semelhante ao que o PT fez, com certeza ele será impichado ou cassado pelo TSE rapidinho. A terceira opção, a conciliação de classes, está totalmente fora de questão. De qualquer jeito, o governo Temer será uma tragédia total e absoluta. É, no mínimo, um atentado terrorista ao bom senso e à ética que Michel Temer governe o país tendo cometido rigorosamente o mesmo "crime" da impichada Dilma Rousseff. Temer assinou os decretos suplementares e também fez as pedaladas fiscais como presidente interino. Se a Dilma cair por isso, é justo e coerente que ele caia também. E no caso de Temer, o que agrava é que ele traiu, conspirou, mentiu e prometeu adotar uma agenda de governo exatamente oposta à que o levou à vice presidência. Como já disse Ciro Gomes em uma palestra: "Temer é um conspirador filho da put@". É uma tragédia pensar que Temer é solução para alguma coisa, porque ele também é responsável pela crise que aí está.
Já Temer, que é um cagão: um covarde oportunista já comprovado diversas vezes, não vai aguentar o tranco. Ou ele vai ter que usar a repressão policial a um nível que beira o estado de exceção, ou vai botar o rabinho entre as pernas e vai sumir de fininho. Um camarada que é chamado de golpista tanto por seus compatriotas quanto pela imprensa progressista internacional não tem moral ou apoio popular para governar o país. E não se esqueçam que quem ri por último, ri melhor.


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