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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

O fim de uma era da TV brasileira


Acho engraçado quando as pessoas me perguntam o que eu achei da morte do Silvio Santos no último sábado, 17 de agosto. Eu não tenho o que achar nada da morte de ninguém, porque a morte faz parte da vida. É o fim inevitável de todos. O melhor que eu posso fazer sobre a morte é deixar minhas condolências à família e aos amigos do ex-apresentador. O que eu posso opinar a respeito de alguém é apenas sobre sua trajetória de vida. Ou melhor: sobre suas atitudes em vida. 

Quando falamos de Silvio Santos, porém, é preciso diferenciar a figura pública Silvio Santos do empresário, banqueiro e bilionário Senor Abravanel. Silvio Santos era carismático, visionário, divertido, querido, empático: praticamente um membro da família de milhões de brasileiros por ter passado décadas à frente dos programas de auditório dos domingos. Já o empresário Senor Abravanel era um burguês que estava atrás de mais e mais acúmulo de capital que se multiplicou graças à venda de ilusões com o Baú da Felicidade e da Tele Sena. Algo absolutamente normal e esperado dentro do capitalismo. Ainda mais se tratando de alguém que teve uma origem humilde, o que torna sua trajetória de vida ainda mais emblemática para um sistema que possui pouca mobilidade social como o capitalismo financeiro. 

O problema de glorificar a origem simples do Silvio é que muitos são tentados a achar que basta vender muitas bugigangas como autônomo que ficará milionário. Óbvio que as coisas não são assim na prática para 99,9% dos casos. Silvio Santos foi uma exceção total à regra que teve uma sorte descomunal e contatos certos no momento certo de sua vida – além de ter bastante talento. É mais fácil um pobre acertar na Mega Sena do que enriquecer como vendedor ambulante. Mas os capitalistas adoram transformar essa exceção em regra, como se todo camelô fosse se tornar um Jorge Paulo Lemann. 

Tirando esse fator estatístico, o grande problema do Senor Abravanel foi que ele teve a sua emissora, o SBT, como um grande veículo de propaganda dos governos de extrema-direita, seja durante a ditadura civil-militar, seja durante o governo Bolsonaro. Claro que o SBT não podia se opor ao regime militar para não ser fechado como ocorreu com a TV Excelsior, mas a bajulação ao governo era tão descarada que chegava a beirar o ridículo. Além disso, ao flertar com o conservadorismo crescente do final da década passada, Silvio Santos foi se tornando cada vez mais machista e sem noção, como naquelas abordagens de duplo sentido às crianças nos programas de tevê. Mas enfim, há quem defenda tais coisas alegando que era sinal de senilidade. 

Para mim, Silvio Santos, assim como Pelé, não era nem bom e nem mau. Era um ser humano com suas qualidades e defeitos como todos nós e que teve mais acertos que erros em sua vida. Eu gostava muito do programa Silvio Santos quando era criança e da programação infantil do SBT. Mas desde adolescente que perdi o interesse na tevê aberta como um todo e de lá para cá, não acompanhei mais nada além da Casa dos Artistas e do Show do Milhão. E sendo bem honesto, acho que a morte do Silvio Santos marca o fim de uma era na televisão brasileira. O tempo de ouro da TV como conhecemos acabou e ela precisa se reinventar para que possa sobreviver contra a concorrência dos serviços de streaming. Do contrário, a televisão irá se unir ao rádio no museu dos meios de comunicação.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

As lendárias canções de Yu Yu Hakusho


Um dos animes que mais marcou a minha vida foi o inesquecível Yu Yu Hakusho que assisti pela primeira vez na Rede Manchete quando tinha entre meus 13 e 14 anos. Ele estreou no Brasil em uma segunda-feira, 18:30 horas do dia 24 de março de 1997, logo após Kamen Rider RX e antes de Cavaleiros do Zodíaco, e permaneceu na programação da Manchete até a falência da emissora em 1999. Além da ótima história, do carisma dos personagens e da dublagem que virou referência nacional, o anime tinha outra coisa que eu amava que eram as versões brasileiras das suas músicas, especialmente as músicas de encerramento. Mais de 20 anos depois, para minha surpresa, os músicos que produziram as versões originais em 1997 (Hans Zeh, Luigi Carneiro, Carla Castro) fizeram uma regravação das canções em 2017 para celebrar os 20 anos do anime no Brasil em um projeto chamado YuYu20 exibido pelo canal JBox TV.

A seguir vou deixar as novas versões das canções inesquecíveis que marcaram uma geração. Eu, inclusive, me atrevo a dizer que essas músicas não parecem canções de animes de tão boas que são. Elas me trazem uma nostalgia muito boa dos tempos de colégio onde eu cantava as músicas no chuveiro e escrevia as letras nos cadernos de escola.




sábado, 29 de janeiro de 2022

Proibir o BBB é o fim da picada


Da mesma forma que existe uma cruzada moralista contra a pornografia, existe também outra cruzada moralista contra outras formas de entretenimento, como é o caso do Big Brother Brasil. O que tem de gente chata, moralista e sem noção criticando o BBB todos os anos não está no gibi. Na minha opinião, perder tempo atacando o reality show é um misto de falta de assunto com falta de ter o que fazer. Se não gosta, não assista e pronto. Vai ser feliz fazendo o que você gosta. Mas até aí tudo bem, o problema é quando começa a aparecer gente assinando petição para tirar o programa do ar e sugerindo projetos de lei para proibir esse tipo de programa. Aí tenha dó...

E antes que venham me acusar de ser telespectador do programa, eu não assisto BBB. Os únicos BBBs que assisti foram os BBB 3, 4 e 5. Depois disso, não consegui mais gostar daquele programa e nunca mais assisti ou tive qualquer interesse. Só que uma coisa é não gostar, outra coisa é pagar de pseudo intelectual, dizendo por aí que o programa é tudo o que não presta. Apesar de ter minhas críticas a esse tipo de reality show, uma coisa é você criticar pontos específicos, outra coisa é entrar para a seita anti-BBB e agir de forma completamente fanática e alienada só para dizer que é "do contra". Se não gosta, beleza, mas ofender a quem assiste alegando que a pessoa é burra ou que fica mais burra com o programa é de uma diarreia mental que me dá pena. Quem assiste o BBB não quer ficar mais inteligente, quer apenas entretenimento, quer ter assunto para conversar ou simplesmente se distrair com o programa. Se você parar para pensar, até músicas, séries na Netflix e jogos de videogame também "emburrecem", já que muitos deles não ensinam nada de útil. Outra coisa que me incomoda é que muita gente que critica o BBB e que quer proibir o programa, o critica sem sequer assisti-lo. E se critica e o assiste, é um hipócrita, porque está dando audiência a um programa que diz odiar.

Enfim, se não quer nem ouvir falar do programa, bloqueia tudo ligado a ele ou ande com pessoas que não falem de BBB. Eu sei que é um saco esse monte de feeds envolvendo notícias do programa, mas tudo isso é bloqueável. Agora, vir com esse papinho de proibir, censurar e tirar do ar. Sinto muito, não vai funcionar. Aliás, isso iria incentivar mais as pessoas a assisti-lo, pois como já dizia aquele velho ditado, "tudo que é proibido é mais gostoso".

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Sonic 2 será melhor que Matrix 4


Se por um lado Matrix 4 foi uma bela porcaria, em 2022 teremos o lançamento de um filme um pouco melhor para compensar, que é o aguardado Sonic 2. Provavelmente, não o assistirei, assim como também não assisti ao Matrix Resurrections e nem a filme nenhum nos últimos anos. Mas diferentemente de outros filmes, Sonic 2 trará Tails e Knuckles: dois personagens que marcaram a minha infância lá nos tempos do Mega Drive. Pena que este filme está saindo mais de 25 anos depois do meu auge de fanboy pelo ouriço azul. E sim, Sonic é um ouriço, ou um ouriço-cacheiro (hedgehog, em inglês), e não um porco-espinho como se acreditava ser nos anos 90. Já a cor azul dele veio quando ele rompeu a barreira do som e aquele pulo em que ele vira uma bolinha foi inspirado no próprio movimento de defesa do ouriço-cacheiro. 

Apesar de parecer original, o ouriço criado por Yuji Naka roubou muitos conceitos de outras obras preexistentes. O Ovo da Morte, por exemplo, foi uma cópia descarada da Estrela da Morte do Star Wars. O Super Sonic foi plagiado do super saiyajin do Dragon Ball Z e as sete esmeralda do caos foram tiradas das sete esferas do dragão do mesmo anime. A própria ideia inicial do Sonic ter uma banda com canções inspiradas no Guns n' Roses mostra que originalidade não era o forte da Sonic Team na época. Isso sem falar da polêmica envolvendo aquele crossover com o Michael Jackson no Sonic 3.

Enfim, só queria dar duas palavrinhas sobre o filme e acabei escrevendo este post enorme. Em todo caso,a única certeza que fica é que Sonic 2 será melhor que o catastrófico Matrix 4. Não que o filme seja tudo isso, mas é que qualquer live action de super herói coloca o último filme da Lana Wachowski no chinelo.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Matrix 4: Nem vi e nem verei


Você não é você mesmo. Você não é quem você pensa ser. Todos os dias nós acordamos de manhã e seguimos um roteiro preestabelecido do que achamos que é a nossa vida. Passamos toda a vida usando máscaras e interpretando papéis sociais que nos são impostos dentro de uma realidade que pode ser uma mera simulação de computador. Curioso e espantoso ao mesmo tempo, não? Agora imagine você ter toda essa informação jogada na sua cara numa tela de cinema aos 15 anos de idade. Foi assim que eu me senti quando assisti ao primeiro filme da série Matrix, lá em 1999. Os dois filmes seguintes, Matrix Reloaded e Matrix Revolutions não causaram o mesmo impacto, mas também foram bons devido aos efeitos especiais e à conclusão da história. E foi só. A série podia muito bem ter parado por ali. Mas não. Os executivos da WarnerBros inventaram de ressuscitar a série com o recém-lançado Matrix Ressurrections por qualquer motivo financeiro e o resultado ficou muito aquém do esperado.

John Wick parando as balas com o poder da mente.

Não assisti a esse Matrix 4 por total falta de interesse. Já faz anos que não assisto filme algum porque perdi totalmente o interesse pela sétima arte. No caso de Matrix, mesmo sendo uma franquia que amo de coração, também não tive a menor empolgação. Mas ao menos tive curiosidade sobre o que as pessoas sentiram ao assisti-lo. E até agora não vi absolutamente ninguém dizer que o filme é excelente. O que a crítica no geral vem dizendo é que ele é só uma encheção de linguiça para dar dinheiro para a WarnerBros. Novelesco, superficial, macarrônico, piegas e autorreferente foram alguns adjetivos para o filme. A média geral dele tem ficado entre 5 e 7 (de 0 a 10). E pela sinopse, deu para ver que ele foi realmente horrível. Uma pena.

Pode continuar sonhando, Mr. Anderson.

Era até possível que esse filme fosse um pouco melhor se tentasse ir mais a fundo nos questionamentos do primeiro filme, como colocar em dúvida se Zion, por exemplo, é real ou se é apenas mais uma camada de simulação de uma Matrix ainda maior. Críticas contundentes às redes sociais e ao sistema capitalista como um todo poderiam ter um foco maior. Novas tecnologias poderiam ser incrementadas para se acessar a Matrix e um enredo menos brega e confuso poderia prender melhor o espectador. Para piorar, o filme não conta com os atores Laurence Fishburne e Hugo Weaving que são absolutamente icônicos na série. E trazer de volta à vida personagens mortos que fecharam o seu ciclo no Matrix 3 (Neo e Trinity) deixou tudo ainda mais forçado.

Enfim, eis aí mais um filme que nunca assistirei.

sábado, 3 de julho de 2021

Vilões Carismáticos: quem nunca amou um?



Não me entendam mal, eu gosto dos super heróis, mas confesso que sempre tive uma queda por aqueles personagens maus, politicamente incorretos, que desafiavam as leis, que sabiam se impor, que eram estilosos e que nunca davam o braço a torcer. Sim, são eles mesmos: os vilões! Mas não estou falando de qualquer vilão, e sim dos Vilões fodásticos: daqueles que você respeita por serem carismáticos, fortes, corajosos, estratégicos, imprevisíveis, por possuírem personalidades complexas, por terem atitude, por acreditarem em algum ideal (mesmo que errado) e até pelas lições de moral que alguns chegam a dar. 


Segundo o que dizem alguns psicólogos, esses vilões atraem as pessoas por mostrarem características psíquicas que todos nós temos e tentamos constantemente esconder por razões sociais. Esses personagens funcionam como catarse, como escapismo da nossa maldade interior. Muitas pessoas enxergam os anti-heróis como vingadores simbólicos de suas frustrações ou injustiças que sofreram em algum momento da vida. Lá no fundo, vemos nos vilões os monstros interiores que temos guardados dentro de nós. Fora que os vilões, diferentemente da maioria dos heróis, são imperfeitos, coisa que toda pessoa normal é; fato este que aumenta ainda mais a empatia por eles.


No meu caso, até meus heróis favoritos têm um quê de maldade no coração. Personagens que começaram maus e depois ficaram bons, como Vegeta (Dragon Ball), Ikki (Cavaleiros do Zodíaco) e Hiei (Yu Yu Hakusho) sempre me atraíram. Eu sempre me identifiquei com o jeito arrogante, imponente, antissocial e individualistas desses personagens.
 

Enfim, vou deixar a seguir uma lista de alguns vilões e vilãs que eu e muitas outras pessoas admiramos por serem inesquecíveis de alguma forma:

Anton Chigurh (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Coringa (Batman)
Arlequina (Batman)
Mulher Gato (Batman)
Hera Venenosa (Batman)
Zé Pequeno (Cidade de Deus)
Hannibal Lecter (vários filmes)
Darth Vader (Star Wars)
Toguro Ototo (Yu Yu Hakusho)
Saga de Gêmeos (Cavaleiros do Zodíaco)
Freeza (Dragon Ball Z)
Trevor Philips (GTA 5)  
Jason Voorhees (Sexta-Feira 13)
Freddy Krueger (Hora do Pesadelo)
Shadow Moon (Kamen Raider)
Magneto (X-men)
Mística (X-men)
Scar (Rei Leão)
Agente Smith (Matrix)
Samara (O Chamado)

O Mau e a sua gargalhada fatal!

"Disse Platão que os bons são os que se contentam em sonhar aquilo que os maus fazem." 
(Freud)

domingo, 7 de fevereiro de 2021

O fim da Globo


O Grupo Globo, que abrange o megaconglomerado de mídia comandado pela família Marinho, está indo de mal a pior. Tanto o jornal digital/impresso, quanto a rádio, quanto os canais de tevê estão numa situação bastante difícil de uns tempos para cá. Mas o tentáculo mais comprometido do conglomerado é, sem dúvida, o da Rede Globo, porque é ela que está atravessando o pior momento de sua história. E olhe que eu não estou nem me referindo ao fato da emissora estar sempre sendo atacada por Bolsonaro e sua milícia digital. O que está ameaçando destruir o império da Vênus Platinada é o surgimento de outros impérios encabeçados pelas redes sociais e serviços de streaming. Afinal de contas, quem é que vai preferir hoje em dia assistir uma programação chata, antiquada e limitada ao invés de maratonar suas séries favoritas na Netflix?


Não sei se o caro leitor já sabe, mas o apresentador Fausto Silva não renovará seu contrato com a emissora – contrato esse que terminará no final deste ano. Isso porque artistas como o Faustão custam muito caro para serem mantidos em programas que têm perdido cada dia mais audiência. E isso é só a ponta do iceberg, porque a emissora da família Marinho tem perdido vários bons jornalistas, vários bons atores e até mesmo perdido o direito de transmitir alguns jogos das eliminatórias da Copa do Mundo – fora a Libertadores da América que sequer foi transmitida. Com o agravamento da pandemia do coronavírus então foi que as coisas pioraram para valer, porque o Projac tem andando muito parado desde o início do isolamento social. Aí então você junta as perdas financeiras da emissora, as perda no futebol, a não transmissão de novas novelas, a perda de jornalistas, apresentadores e atores junto com a concorrência com serviços de streaming que isso tudo vai virando uma bola de neve contra a Globo.


É claro que eu acho bem feito tudo isso, porque a Globo, como Brizola cansou de dizer, é inimiga do Brasil. Um grupo de imprensa que fazia (e faz) política pró-imperialismo, que esteve envolvido em escândalos de propina, em escândalos de delação premiada, no escândalo da Lava Jato, no escândalo da Mossack Fonseca, em condutas anticompetitivas, na corrupção do futebol, que apoiou o Golpe de 2016, que fez parte do complô de perseguição ao ex-presidente Lula e que foi fundada durante a ditadura civil-militar para apoiá-la merece isso tudo como castigo. Não que com o fim da Globo tenhamos um Brasil melhor, porque as redes sociais e as fake news estão aí para mostrar que as coisas sempre podem piorar. Mas que será uma satisfação intraduzível ver a Globo falir, ah, isso será.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A culpa não era do Gugu


Desde a morte do apresentador Gugu Liberato, no dia 22 de novembro de 2019, que tenho visto uma enxurrada de críticas na internet contra o apresentador vindas de gente que julgava o caráter dele de acordo com o conteúdo dos programas que ele exibia na televisão. Por mais que eu concorde que os programas de auditório brasileiros não acrescentem coisa alguma intelectualmente às pessoas, é preciso admitir que eles nunca tiveram uma proposta educativa. Programas populares de auditório no Brasil existem para atender a dois objetivos principais: o primeiro é entreter e distrair as massas, alienando o povo sobre os verdadeiros problemas. E a segunda razão é para ganhar mais audiência e (consequentemente) mais dinheiro dos anunciantes. Portanto, nessa conjuntura de dominação intelectual da população em nome do lucro, programas inteligentes e que despertem o senso crítico das pessoas nunca poderiam existir.

O sistema e seus plutocratas jamais permitiriam que a imprensa oligárquica que os serve trouxesse conteúdo construtivo para as pessoas. A mídia brasileira jamais vai querer despertar o pensamento crítico nas pessoas pelo simples fato de que o pensamento crítico é uma ameaça à hegemonia da ordem dominante. Se as pessoas começarem a contestar as coisas ao seu redor, elas irão contestar suas crenças, o senso comum, o seu papel no mundo e o sistema como um todo. A dúvida é a maior inimiga do sistema, porque ela nos liberta das nossas falsas convicções!

É por tudo isso que os programas dominicais de auditório são tão apelativos e sem conteúdo. E a culpa disso não é do Gugu, do Faustão ou do Silvio Santos. A culpa é do sistema. Não culpem o Gugu, culpem o sistema. A guerra dos progressistas não deve ser contra pessoas, mas sim contra a opressão.

sábado, 17 de março de 2018

Os 6 momentos mais épicos de Dragon Ball Z


Apesar de toda a série Dragon Ball ter sido maravilhosa, a saga Dragon Ball Z foi de longe a melhor na minha opinião. A quantidade cenas épicas neste anime é impressionante, especialmente durante as batalhas. A seguir vou deixar seis momentos grandiosos que tornaram Dragon Ball Z inesquecível na memória de todos os fãs.

Os 5 melhores Kaiokens de Goku
A técnica Kaioken permitia que Goku aumentasse seu poder em um curto espaço de tempo. Essa foi uma das armas secretas de Goku que nos proporcionaram momentos espetaculares no anime.



Transformação de Gohan no SSJ 2
Essa foi uma das cenas mais arrepiantes do anime. Aqui Gohan explode em fúria transformando-se em SSJ 2 ao ver o androide nº 16 ser destruído por Cell.



Contra-ataque de Gohan contra o Kamehameha de Cell
Desesperado ao ver que Gohan era muito mais forte que ele, Cell apelou e lançou um Kamehameha gigantesco contra o planeta. O que o vilão não contava era com o Kamehameha que Gohan soltou em seguida para repelir o golpe de Cell.



Explendor Final (Final Flash) de Vegeta
Esse golpe do Vegeta foi tão megacolossal que até hoje me pergunto como uma técnica absurda como essa não vaporizou Cell instantaneamente.



Gohan elevando seu poder ao máximo
Na saga de Boo, Gohan teve a dura missão de mais uma vez salvar a humanidade. Mas para isso ele precisou aumentar os seus poderes. E quando ele atingiu o poder máximo... Uau!



A Genkidama de Goku contra Freeza
De todos os golpes apelões usados no anime, a Genkidama era com certeza o mais impressionante. Aquela esfera descomunal de energia era a apelação máxima contra qualquer inimigo. A primeira vez que a vi ser usada foi a que realmente mais impressionou.


sábado, 10 de fevereiro de 2018

O Xou da Xuxa e suas canções épicas


Como eu costumo entrar em estado de hibernação durante o carnaval, então, para não morrer de tédio, resolvi matar a saudade dos meus tempos de criança escutando as canções infantis clássicas do Xou da Xuxa. O Xou da Xuxa, para quem não foi da época, foi um programa infantil da Globo estrelado pela Xuxa Meneghel que substituiu o programa infantil Balão Mágico em 1986. O programa ficou no ar até o final de 1992 quando foi substituído pela TV Colosso. Durante esses seis anos que esteve no ar, o Xou da Xuxa trouxe canções inesquecíveis para o público infantil que foram muito tocadas em festinhas de aniversário e em eventos públicos voltados para as crianças da época.
Tirando os malucos que ouviam "mensagens demoníacas" nas letras das músicas quando os discos eram tocados de trás para frente e os mal-humorados que diziam que as canções tiravam a "inocência das crianças", todo mundo curtia pelo menos uma das canções da Xuxa, até os adultos. E não era para menos, porque as músicas eram alegres, divertidas, bem produzidas, gostosas de ouvir e algumas tinham letras bem interessantes. Canções como Arco-Íris, Campeão, Ilariê e Nós Somos o Amanhã marcaram a vida de muita gente e serviram de inspiração para que outros artistas criassem músicas parecidas. Eu mesmo admito que algumas das músicas que escrevi sofreram influências da Xuxa devido à musicalidade e aos sentimentos que as canções dela despertavam. É claro que a Xuxa continuou produzindo músicas depois do Xou da Xuxa, mas foi na época do primeiro programa dela na Globo que as canções mais marcantes surgiram.

Enfim, não gostou? Então vai dançar o Xuxuxu Xaxaxá pra se curar do teu mau humor. Afinal de contas, a Vida é uma Festa!


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

As cenas mais arrepiantes dos meus animes favoritos


Algumas pessoas mal-humoradas acham por aí que 'anime' é só um desenho bobo qualquer para entreter as crianças. Mas quem já se envolveu de corpo e alma com algum anime sabe bem que eles são especialistas em nos fazer rir, chorar e, principalmente, se arrepiar – independentemente da idade. Eu mesmo cansei de ver cenas arrepiantes em diversos animes, especialmente lá nos tempos da TV Manchete onde essa onda de animes foi introduzida no Brasil. Para ficar nos três exemplos mais clássicos, vou deixar a seguir algumas cenas de Yu Yu Hakusho, Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z que me causam arrepios até hoje. Lá vão algumas:

Yu Yu Hakusho
Este anime maravilhoso possui várias cenas de arrepiar desde o primeiro episódio, quando o protagonista Yusuke Urameshi sacrifica a própria vida para salvar um garotinho de um atropelamento. Entre as cenas mais maravilhosas deste anime estão a do uso dramático da espada dimensional do Kuwabara para salvar seus amigos na saga do Sensui e também o lendário treinamento do Leikohadouken de Yusuke durante o Torneio dos Monstros. A cena que ele salva o Piu é uma das mais emocionantes que já vi devido a sua superação diante da dor.

Yusuke salvando o Pu (Piu)


Kuwabara usa a espada dimensional


Cavaleiros do Zodíaco
Este anime é repleto de cenas dramáticas, tristes e de reviravoltas nos combates onde os cavaleiros de bronze mostram sempre uma determinação e uma capacidade de superação incomensurável. Mas as cenas que mais me arrepiavam mesmo eram aquelas onde o Ikki de Fênix surgia de forma estupenda em situações quase sempre desfavoráveis para o defensores de Athena. Ikki surgia imponente como uma última esperança nos combates em entradas épicas. A cena em que ele renasce num incêndio é a mais espetacular do anime.

Fênix Renasce das Cinzas


Ikki de Fênix - Entrada arrasadora



Dragon Ball Z
DBZ tem uma infinidade de cenas arrepiantes, o exemplo clássico disso é batalha dramática e épica entre os guerreiros Z e os sayajins logo na primeira saga do anime. Tivemos também as sagas de Freeza, Cell e Majin Boo cada uma delas com momentos arrepiantes que vão desde a morte sorumbática de Vegeta por Freeza até a Genki Dama feita por todos contra o Majin Boo. Mas para mim, o momento mais arrepiante do DBZ foi quando Gohan transformou-se no SSJ 2 naquela luta lendária contra Cell. Eu me arrepio até hoje com aquela batalha que ele venceu soltando o Kamehameha com uma só mão. Outra cena impressionante que me recordo é quando Gohan, já na saga de Majin Boo, alcança seu poder máximo e coloca tudo para voar, causando um tufão absurdo com seu poder avassalador.

Transformação de Gohan em SSJ 2


Gohan alcança o poder máximo

E para você, tem alguma cena de anime que foi marcante e que te arrepiou até a alma?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A TV Colosso está de volta!


Quem foi criança nos anos 90 deve se lembrar com uma certa nostalgia da TV Colosso. Enfim, vinte anos após sair do ar, para alegria da criançada crescida, a TV Colosso finalmente está de volta! O canal PlayKids Brasil trouxe um quadro em 2016 chamado Priscila Show, onde os mesmos personagens e os mesmos dubladores da antiga TV Colosso retornaram em novos quadros. E como hoje é dia das crianças, nada melhor que comemorar este dia matando a saudade daquela época. Inclusive, aproveitei a oportunidade para comer um chocolate Lollo enquanto assisti Priscila, Gilmar, Capachão e sua turma me fazendo dar aquele sorrisão de orelha a orelha exatamente como era nos meus tempos de criança.

A seguir, um dos vídeos da nova TV Colosso:

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Meus animes favoritos estão de volta


Hoje pela noite, ao procurar o canal da SporTV para assistir ao meu time jogar pelo campeonato brasileiro, tive uma surpresa bastante agradável. Por acaso, acabei me deparando com um episódio da Saga do Mar dos Cavaleiros do Zodíaco sendo exibida na Rede Brasil de Televisão. Eu senti uma nostalgia incrível ao rever os Cavaleiros do Zodíaco sendo exibidos novamente na televisão bem diante dos meus olhos. Apesar de poder assistir a hora que eu quiser a qualquer episódio do anime na internet, poder ver ao vivo pela tevê traz uma sensação totalmente diferente. É mais ou menos como jogar um Mega Drive ou um Super Nintendo em seu hardware original e numa tevê de tubo. Mas a coisa não parou por aí, porque logo em seguida começou outro anime que eu amo: o Dragon Ball Z. Apesar de ter sido um episódio chato da Saga de Garlic Jr., foi maravilhoso também reassistir Dragon Ball Z na tevê.
Enfim, posteriormente, descobri que a Rede Brasil de Televisão vem exibindo esses dois animes desde outubro do ano passado (2016). Isso que mostra que perdi muita coisa de lá para cá. Mas em todo caso, sempre que eu tiver um tempinho, darei um jeito de assistir a esses dois animes maravilhosos que marcaram a minha infância e a minha adolescência. Assistir aos Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z é quase uma forma de voltar aos bons e velhos tempos onde a única preocupação da minha vida era estudar para passar nas provas bimestrais. Eita tempo bão...

segunda-feira, 27 de março de 2017

E se a TV Manchete não tivesse falido?


Você que tem mais de 20 de idade já se perguntou o que teria acontecido se a Rede Manchete ainda estivesse no ar? Se você nunca pensou nisso, eu pensei.

Pois bem, todos sabem que a TV Manchete faliu em maio de 1999 e deixou um legado histórico no Brasil por ter sido a emissora que nos apresentou os tokusatsus e os animes japoneses. Os primeiros tokusatsus que chegaram ao Brasil em 1988 foram os inesquecíveis Jaspion e Changeman e, como o povo adorou, vários outros tokusatsus vieram em seguida, tais como Jiban, Jiraiya, Flashman, Kamen Raider, Patrine, Cybercops, Maskman, etc. Já em 1994 foi a estreia do primeiro anime, um tal de Cavaleiros do Zodíaco, que abriu portas para diversos outros animes famosos no país, como Dragon Ball e Yu Yu Hakusho.
Muito bem, mas e se a Manchete não tivesse falido? Que animes e tokusatsus teríamos assistido de 1999 para cá?

O que sería de nós sem os animes?

Animes
Pelo que li em revistas especializadas e pelo que conversei com alguns amigos mais antenados no assunto, os animes inéditos Samurai X e Gundam estavam na mira da Manchete. Rourouni Kenshin, como também era conhecido o Samurai X, provavelmente seria o primeiro anime inédito a ser exibido pela Manchete depois do primeiro semestre de 1999, porque ele estava no ponto para ser lançado no Brasil na época que a Manchete faliu. Além do Samurai X, teríamos outros animes como Gundam, Love Hina, Sakura Card Captors, Bleach, Naruto, One Peace, Evangelion, Jojo Bizarre Adventure, Fullmetal Alchemist, Death Note e a própria Saga de Hades dos Cavaleiros do Zodíaco sendo exibidos com dublagem brasileira na tela da Manchete. Animes que foram exibidos em outras emissoras, como Inuyasha, Pokemon, Digimon, Yu-Gi-Oh e Dragon Ball Z, possivelmente teriam sido exibidos antes na Manchete.
A grande verdade é que a Rede Manchete seria uma espécie de Cartoon Network gratuita que faria a alegria da criançada, já que as grandes emissoras abertas não estão mais nem aí para a programação infantil.

Tokusatsus que marcaram a infância de muita gente...

Tokusatsus
Provavelmente, a exibição de seriados japoneses de ação, os famosos tokusatsus, teria continuado por vários anos na tela da Manchete. Certamente assistiríamos novas versões do Kamen Rider, do Ultraman e de vários super sentais e metal heros que prosperaram até por volta de 2009, quando começaram a entrar em decadência no resto do mundo. Isso sem falar na nostalgia de poder rever os antigos heróis dos anos 90 nas intermináveis reprises da emissora.

Imagine um campeonato de Dota 2 sendo transmitido pela tevê...

Outras produções
Indo na onda de se arriscar ao seguir certas tendências novas de programação, possivelmente a Manchete investiria hoje na transmissão de campeonatos de LOL e DOTA 2 que já contam com milhões de fãs no Brasil e no mundo. Possivelmente também haveria uma programação mais voltada para o público gamer com parceria de youtubers famosos.
As novelas da emissora possivelmente continuariam roubando audiência da Globo e da Record pela excelente qualidade que as mesmas apresentavam.Talvez até eu assistisse uma ou outra tendo em vista a qualidade da Manchete em produzir boas novelas.
Já aquelas propagandas icônicas do Teleshop seriam atualizadas com produtos que concorreriam diretamente com a Polishop (saudades das Facas Ginsu e das Meias Vivarina).

Enfim, tudo isso não passa de suposição, porque, na realidade, a coisa podia ter sido bem diferente. A única certeza que temos é que uma emissora como a Rede Manchete faz muita falta até os dias atuais.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Os 5 momentos mais tristes dos Cavaleiros do Zodíaco


O primeiro anime que assisti e me tornei fã foi o dos Cavaleiros do Zodíaco. A paixão por este anime começou lá em 1994, quando comecei  assistir o desenho na extinta TV Manchete. Apesar de ter adorado outros animes maravilhosos, como Yu Yu Hakusho, Dragon Ball Z e Super Campeões, foi a turma de Seiya e companhia que realmente me instigou a assistir outros animes.
Acho que em matéria de envolvimento emocional com a história e com os personagens, Cavaleiros do Zodíaco superou todos os outros. Para se ter uma ideia, lembro de perguntar aos meus colegas lá nos tempos de escola quem havia chorado mais com as cenas tristes. E não era para menos, porque havia muito drama, muito apego aos personagens e a gente sentia a angústia junto com eles. Isso sem falar nas músicas belíssimas (e terrivelmente tristes) que tocavam durante o desenho e que aumentavam a dramaticidade de forma a tornar quase impossível conter as lágrimas. Canções como Inside a Dream, Kamus Death, Sad Brothers e Warrior of Ice foram exemplos de músicas que nunca mais sairão da memória dos fãs da série.
Cavaleiros do Zodíaco foi mais que um simples desenho para o entretenimento: foi algo que mexeu muito com as emoções da criançada da época (e continua a mexer até hoje). A prova disso foram depoimentos que li em revistas de pessoas que disseram ter seu caráter e sua personalidade formados pelo desenho, já que ele valorizava a lealdade, a amizade e a luta pela justiça.

Até mesmo o valentão do Ikki chorou neste desenho

Enfim, por tudo isso, resolvi listar os cinco momentos mais tristes do desenho e que fizeram muita gente chorar. Todos esses momentos foram tirados da emblemática Saga do Santuário, que foi a melhor, na minha opinião.

5 - A morte do Mestre Cristal
A primeira cena que realmente me emocionou na série foi a morte do mestre Cristal. Após receber o golpe Satã Imperial (que controla o cérebro do adversário) do mestre do Santuário, o mestre Cristal – que era mestre do Hyoga de Cisne – acabou lutando contra o próprio aprendiz até a morte. Após passar o efeito do Satã Imperial, quando está moribundo nos braços do seu aprendiz, o diálogo final é para amolecer qualquer coração.

4 - Shiryu cego
Um dos momento mais marcantes do desenho foi quando Shiryu de Dragão precisou se cegar para derrotar o cavaleiro Algol de Perseu e salvar seus amigos que haviam sido transformados em pedra. Essa foi uma das batalhas mais dramáticas e emocionantes de todo o seriado, de modo que provavelmente foi o momento que mais me deixou aflito. Lembro que até os cavaleiros de aço apareceram e nem eles conseguiram dar jeito na situação. Restou o martírio de Shiryu para deixar os fãs da série com o coração na mão.

3 - O sacrifício de Cassius
Quem assistiu os Cavaleiros do Zodíaco na Manchete lá em 1994 lembra bem que toda vez que chegava na casa de Leão durante a Batalha das Doze Casas, o desenho voltava para o primeiro episódio. Era um saco ver o desenho ser reprisado toda vez que chegava na batalha contra Aioria. Quando a Manchete adquiriu os demais capítulos do anime, aí, sim, podemos finalmente saber o que aconteceu depois. E o primeiro episódio que veio na nova onda de capítulos foi o da morte de Cassius. Para quem não se lembra, Cassius era o discípulo da amazona Shina: o mesmo que disputou a armadura de Pégasus com o Seiya. O gigante Cassius entrou na casa de Leão e sacrificou a própria vida para quebrar o efeito do Golpe Satã Imperial que foi aplicado no cavaleiro Aioria de Leão. E Cassius fez isso por amor a sua querida mestra Shina, que sofreria para sempre caso o amor da vida dela, o Seiya, morresse nas mãos de Aioria. Lembro de ter chorado um bocado na época com o fim triste do valente Cassius.

2 - A morte de Camus de Aquário
Uma das batalhas mais épicas e ferozes de todo o seriado foi a que aconteceu entre Hyoga e o mestre do seu mestre, o Camus de Aquário. Hyoga e Camus já haviam se enfrentado na casa de Libra, onde o cavaleiro de Cisne acabou sendo derrotado e colocado num esquife de gelo. Após ser liberto do esquife por seu amigo Shiryu e ter seu corpo "aquecido" pelo cavaleiro de Andrômeda, Hyoga voltou a enfrentar o seu mestre Camus na casa de Aquário. Na batalha para alcançar o sétimo sentido e o zero absoluto, Camus acabou renunciando a própria vida para ensinar a técnica suprema ao seu discípulo. A cena final com a casa de aquário toda congelada e os dois cavaleiros desabando é uma das mais memoráveis do anime.

1 - O Último Dragão de Shiryu
O momento mais triste de todo o seriado foi quando Shiryu precisou usar o golpe proibido pelo seu mestre para derrotar Shura de Capricórnio. O golpe proibido era nada menos que o Último Dragão: um golpe suicida que matava o praticante e o seu adversário. Apesar de ser uma cena violenta, onde Shura tem o seu braço decepado, quando os cavaleiros percebem que Shiryu usou o golpe final, o clima de tristeza é devastador. Esse momento é tão triste que até o mestre Ancião de Libra chora abundantemente pela morte de seu discípulo. Mas o que mais emociona mesmo na cena é o diálogo final entre Shura e Shiryu onde o cavaleiro de ouro se arrepende dos seus erros. A cena é muito triste, mas muito bonita. Na minha opinião, foi a mais inesquecível de toda a história. Quem não chorou nessa cena não pode ter coração.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Curiosidades sobre o ninja Jiraiya


Como hoje tenho uma série de compromissos e também tenho que aproveitar as promoções da Black Fraude Friday, não estou com tempo para escrever uma postagem mais elaborada. E para não perder o embalo de um post por dia, vou deixar um vídeo muito bacana sobre as curiosidades nerds do meu maior ídolo de infância: o incrível ninja Jiraiya.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O ninja Jiraiya marcou uma geração


Não há um só adulto que nunca tenha tido um ídolo durante a infância. Comigo não foi diferente. Durante bons anos da minha infância, o meu maior sonho era ser um ninja, um ninja igual ao Jiraiya. A TV Manchete durante os anos 80 e 90 foi um verdadeiro celeiro de super heróis importados do Japão, o que fez da minha geração (a tal 'geração Y') uma das mais saudosistas em matéria de seriados live-action nipônicos. E foi justamente através da Rede Manchete que me tornei um fã incondicional do incrível ninja Jiraiya. Eu me lembro – com uma certa saudade, confesso – dos muitos tombos, cortes, arranhões, hematomas e ossos fraturados ao brincar de ser um ninja. Quando eu vestia a minha fantasia de Jiraiya (o que chamam hoje de cosplay), aí é que eu me sentia um verdadeiro ninja. E foi numa dessas travessuras que ganhei a minha primeira fratura e passei um bom tempo com a perna no gesso. Aliás, ô experienciazinha cabulosa que foi usar gesso! Quando a perna coçava, tinha que usar pincéis daqueles bem compridos para dar uma coçada por baixo do gesso. Fora que passar semanas sem imitar o Jiraiya foi um verdadeiro castigo para mim.

Claro que eu me encantei por todos os heróis dos tokusatsus e super sentais da Manchete, tais como Jaspion, Black Kamen Raider, Jiban, Cybercops, Changeman, Flashman, etc. O problema é que nenhum outro me obcecou tanto quanto o Jiraiya. Eu queria ser um ninja e ponto. Tive uma dúzia de espadas de brinquedo e a última delas se quebrou durante uma batalha frenética contra uma caixa de papelão. E essa última me deixou particularmente triste, porque era uma espada cara, que acendia a luz e tinha até uma bainha para guardá-la. Tive também alguns bonecos do Jiraiya com que eu brincava quando não estava imitando o ninja. Lembro até hoje que um dos meus cachorros na época comeu a perna do Barão Owl e quase mutilou também o Dokusai, o que me deixou irremediavelmente irado. Como vingança, amarrei um monte de latas no rabo do coitado do cachorro. Claro que fazer isso com o pobre bicho foi uma covardia, mas, enfim, sabe como é criança.
Outra coisa que eu fazia muito era "lutar" contra monstros imaginários. Qualquer coisa na época virava inimigo: caixa de papelão, árvore, bicho de pelúcia, balão de aniversário, botijão de gás, pneu velho, roupa no varal, saco de roupa velha, boneco joão-bobo e até o velocípede da minha prima virou um "ninja do mal". O bacana de ser criança era que a imaginação fluía livremente, como já dizia a bela canção de abertura dos Muppet Babies: "basta fechar os olhos e fazer de conta que você está em qualquer lugar".

Dokusai em um duelo de vida ou morte com o ninja Jiraiya!

Depois de alguns anos mais velho, cai na real que não tinha como virar ninja. Ninja só faz se arrebentar e apanhar para os caras mais velhos da escola. Mas aquela época bacana da minha infância onde eu achava que podia ser tudo não teria sido a mesma se não fosse pelo incrível ninja Jiraiya. Pobre dessa geração atual que nunca assistiu a TV Manchete. Os adolescentes de hoje nunca terão ideia do que perderam e do quão divertido era ter um super herói como o famoso ninja que marcou a minha infância e toda uma geração.

Jiraiya provando que era ninja de verdade

Para finalizar, deixo a abertura clássica que imortalizou o ninja na memória dos fãs:

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Somos todos formadores de opinião

Cole sua foto aqui

Quem já passou dos trinta anos lembra bem de como as coisas eram antes da popularização dos microcomputadores. A tecnologia analógica era que prevalecia com máquinas de escrever, walkmans, discos de vinil, mídia impressa monopolista, televisão de tubo com Bombril nas antenas, fotografias que precisavam de "revelação", games em cartucho, telefone apenas fixo... Mas em 2016, a tecnologia evoluiu para a conversão digital e sua consequente convergência para uma única mídia. Hoje, qualquer pessoa provida de um celular moderno tem câmera digital, tevê digital, rádio, música, filmes, games, bloco de notas, telefone e o principal: acesso à internet. E a internet muda tudo.
Através da internet a gente pode acessar informações livremente, ouvir o que quiser, ver o que quiser, ler o que quiser, baixar o que quiser, comprar o que quiser, achar o mapa de qualquer lugar e muitas outras funções ao alcance de um único aparelho conectado. Qualquer pessoa com um celular pode gravar entrevistas, gravar áudios, produzir vídeos, filmar fatos históricos, escrever em blogs e depois postar tudo isso em seu canal, podcast ou rede social. Temos, hoje, um poder individual de comunicação que há 30, 40 anos somente as emissoras de televisão tinham. É como se cada pessoa munida de um celular ou tablet fosse um Roberto Marinho ou um Sílvio Santos que tem a liberdade de criar um canal no YouTube e postar tudo o que quiser como se fosse uma pequena emissora de televisão. E ainda podemos ganhar dinheiro e patrocínio com isso...

Fala, mestre!

A grande e velha mídia tradicional fundamentada em televisão, rádio e jornal impresso está com os dias contados. Ela entrou em decadência desde que parte da sua audiência começou a despencar devido ao seu conteúdo fraco e à competição com a internet. Isso sem falar que na internet a gente não fica preso a uma grade de programação com horários fixos. Na internet, a gente pode assistir na hora que quiser o nosso programa favorito. Então a internet é o espaço ideal para que todos possam ser não apenas jornalistas, mas o que bem quisermos: comentaristas, artistas, músicos, professores, mágicos, astrólogos, cientistas, gamers, designers, comerciantes... Temos potencial e liberdade para gerenciarmos as nossas próprias emissoras na web. Conseguir uma concessão para operar um canal de TV no Brasil é coisa do passado. Na internet, sim, é que há a verdadeira democratização da mídia.

Aproveite este poder que você tem em suas mãos!

Namastê!

segunda-feira, 28 de março de 2016

domingo, 27 de março de 2016

A Globo está perdendo audiência para sua rival

Para quem não leu, no post passado eu expliquei porque a audiência da Globo está descendo ladeira abaixo. As pessoas que são contra o Golpe ou que estão cansadas de ver a superproteção da Globo aos tucanos estão gradativamente deixando de assistir a emissora. E adivinhe quem resolveu aproveitar esse público que está abandonando a Globo? A Rede Record decidiu mostrar em seu jornal o listão da Odebrecht com os nomes de alguns dos envolvidos (incluindo os tucanos) só para desmoralizar a Globo e pegar parte de sua audiência. O Bispo Macedo é mais esperto do que se imagina, porque ele está literalmente roubando a audiência repudiada pela Globo sendo apenas um pouco mais imparcial em seu telejornal.

Para quem duvida, o vídeo segue abaixo: