Sempre que assisto a debates entre a esquerda moderada e a esquerda revolucionária, a vontade que me dá é de dar uma chacoalhada nos moderados para lembrá-los que o que vivemos no Brasil não é uma democracia propriamente dita. O que vivemos é a ditadura da burguesia – conhecida também como plutocracia – onde o Estado burguês existe para atender aos interesses dos oligarcas que detém o real poder. Por questões de sobrevivência e governabilidade, todos os governos (independentemente de partido) nessas democracias burguesas precisam governar para o grande capital. O povo – a classe trabalhadora – vem em segundo ou terceiro plano. É por isso que TODOS os direitos conquistados pelos trabalhadores no capitalismo vieram na base de muita luta, sangue, suor e lágrimas. Direitos como salário mínimo, férias remuneradas, décimo terceiro salário e jornada de trabalho de menos de 50 horas semanais encontraram muita resistência por parte da burguesia, porque foram fruto de muita luta da classe operária.
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| Ué, já esqueceu da luta de classes? |
Se não houver mobilização popular, greves e pressão contra os governos, nós NUNCA teremos direito a nada além de exploração. Não existe burguês bonzinho, até porque a busca constante por lucro e acumulação os obriga a agir como predadores. É por isso que para alcançarmos a verdadeira liberdade, com salários justos e jornadas de trabalho que não sejam abusivas, teremos que derrubar esse sistema capitalista selvagem e substitui-lo por outro onde os trabalhadores, de fato, sejam o poder real. Só assim viveremos num mundo mais íntegro para aqueles que produzem a verdadeira riqueza do mundo: os trabalhadores.


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