quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
E se Jesus voltasse hoje para o Brasil?
Acho engraçado que muitos que se dizem cristãos no Brasil são radicalmente contra qualquer ideologia de esquerda. Mal sabe essa gente que Jesus foi o primeiro comunista que existiu. Isso tanto é verdade que muita gente anda confundindo Jesus com Marx.
Mas isso não é tudo. O mais grave é que certamente Jesus seria crucificado novamente, num sentido metafórico, claro. Certamente ele seria xingado de comunista e agredido como Chico Buarque foi no Leblon. O que esperar para um homem que defendeu pobres, adúlteras, o respeito, a tolerância, o amor ao próximo e a caridade? Isso sem mencionar que alguns pastores de igrejas neopentecostais transformaram o nome de Jesus num grande negócio: fato este que Jesus sempre repudiou. Nada mais herético que transformar o nome de Jesus em um ícone do capitalismo.
Se nem o Papa Francisco e o Arcebispo Dom Hélder Câmara escaparam dos rótulos de comunistas, o que dizer então do próprio Jesus?
Parece que combater a pobreza, a usura, a ganância, a vaidade e a avareza virou um mantra exclusivamente socialista, quando, na verdade, o cristianismo foi o primeiro a propagar tais ideias. E como o pensamento da direita conservadora tem dominado grande parte da população, é certo que Jesus seria taxado de todos esses rótulos ridículos que usam por aí contra os esquerdistas. Talvez, o melhor lugar para Jesus voltar, quem diria, seria justamente aquele lugar que os reaças tanto julgam como sendo o inferno na Terra: Cuba.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
A indignação seletiva de quem sempre teve tudo
Engraçado ver essa indignação seletiva do pessoal que usa o exemplo da Venezuela para atacar a esquerda. Muita gente está indignada, e com razão, pelo fato de estar faltando comida, remédios e até papel higiênico na Venezuela. Mas essa mesma gente não fica indignada com o fato de faltar comida remédio e papel higiênico para os mais pobres nos países capitalistas. O capitalismo é um sistema que gera desigualdades naturalmente e não há como escapar do fato de que muitos serão excluídos desde o nascimento, condenados à pobreza, à fome, à violência, ao preconceito e a todas as consequência que isso tudo possa trazer. Se hoje no Brasil, mesmo com o avanço de programas sociais como o Fome Zero; o Bolsa Família; o Minha Casa, Minha Vida e outros mais, ainda temos fome e desigualdade, imagine então no tempo em que o príncipe das privatizações
O mundo ideal é aquele onde não falta papel higiênico para ninguém: e não só para a classe burguesa.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Outro amigo de Lula recebe propina
Essa história da grande mídia brasileira ficar repetindo semanalmente que algum "amigo de Lula" recebeu dinheiro sujo está tão prolixa que os editores da Folha de S. Paulo até tiveram de preguiça de consertar o Ctrl+V que saiu na capa do jornal, mesmo quando o amigo de Lula era do PSDB. Saca só:
Alguém pode alegar que o nome de FHC aparece embaixo nas manchetes menores, veja bem NAS MANCHETES MENORES. Quem já fez design, jornalismo ou publicidade sabe que jornais usam hierarquia de informações para dar ênfase a certas notícias mais relevantes. E a notícia principal é sempre o PT. Apareceu o PSDB, aí ganha um espacinho bem menor ali pelo canto só para fingir que está fazendo média. A Folha só não consegue superar a Veja em matéria de antipetismo e tendenciosidade. Ridículo.
E depois dizem que o tendencioso sou eu...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Cada década tem o estilo musical que merece
Num dia desses estive conversando com um fã de rock nacional e ele contou que a música brasileira hoje está sucateada. O argumento desse roqueiro foi de que depois dos anos 90 tudo começou a piorar cada vez mais, até chegarmos ao fundo do poço com Michel Teló, Gustavo Lima, Psirico e coisas piores. E, realmente, depois que começou aquela onda de Axé Music nos anos 90, a coisa realmente desceu ladeira abaixo.
Nos anos 60 tínhamos a Bossa Nova e a Tropicália; nos anos 70 foi a vez da MPB e do Brega prevalecerem; nos anos 80 foi a vez do Rock e da Lambada; na década seguinte, a de 90, tivemos o Axé Music e o Pagode; aí na década de 2000 foi a vez do Funk Pancadão e do Forró Eletrônico até culminarmos na década atual com o insuportável Sertanejo Universitário dominando as paradas. Não sei se é preconceito meu, mas realmente tenho uma indiferença muito grande pelo que predominou a partir dos anos 90: funk, axé, pagode, forró eletrônico e esse insuportável sertanejo universitário. Sempre fui fã de MPB e rock e às vezes penso que nasci na época errada por não poder mais presenciar shows dos meus ídolos. Mas enfim, ainda bem que os estilos musicais não morrem, porque até hoje podemos viajar no tempo escutando as músicas de épocas que gostaríamos que nunca tivessem terminado. O que me preocupa é o que virá na próxima década. Será algo bom? Ou será alguma novidade lamentável como temos visto dos anos 90 pra cá? Quem viver, verá.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
2016 será muito melhor
Neste primeiro post de 2016, eu gostaria de parabenizar a todos aqueles que lutaram pela defesa da democracia e não deixaram de acreditar no futuro do país, mesmo com as intempéries político-econômicas. Apesar de nem mesmo nomes da oposição terem se safado das denúncias de corrupção, ainda há quem lute por um país melhor. Afinal, como já dizia o escritor Edmund Burke: "Para que o mal triunfe, basta que o bem se cale." E não vamos nos calar, nunca.
Feliz 2016, camaradas!
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