segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Liberte o louco que há dentro de você


Não existe ninguém normal no mundo, porque a doidice é um comportamento inerente a todo indivíduo normal. Posto isso, digo sem hesitar que somos, na verdade, um bando de doidos reprimidos que achamos que é normal aderir a essa loucura coletiva chamada de "normalidade". A normalidade nada mais é que uma imposição insana de um estereótipo de loucura socialmente aceitável. E aí que vivemos na ditadura da "normalidade". Ou melhor: na ditadura da loucura coletiva. Daí que seguimos normas, padrões e comportamentos que não refletem quem nós somos. Somos apenas atores interpretando papéis socialmente construídos, escondendo o nosso verdadeiro eu por trás de máscaras.
Agimos irracionalmente ao sufocar a nossa própria loucura, achando, equivocadamente, que a normalidade é o contrário da loucura. É preciso cometer a loucura de sair desse ciclo de maluquice ditatorial para que todos nós sejamos felizes com a nossa própria loucura ao invés da loucura socialmente imposta.
Porém, não é fácil ser um louco lúcido quando todo mundo faz parte de uma loucura inconsciente, burra e demente. A loucura coletiva é sedutora, confortável e contagiante – mas só a loucura pessoal é capaz de trazer autoconhecimento, felicidade e liberdade. Temos que aprender a pensar fora do sistema, a contestar as normas e a ver o mundo sob uma ótica crítica. Quem não for capaz de fazer isso, jamais será um louco lúcido.

Liberte o louco que há dentro de você.

Um exemplo de louco lúcido.

domingo, 10 de dezembro de 2017

A reforma da previdência é o remédio errado para a doença errada


Como hoje estou sem tempo para tratar de outros assuntos, vou deixar dois vídeos educativos tratando sobre a reforma da previdência. O tal "rombo" ou "deficit" não é causado pela falta de contribuintes, mas pelos desvios de dinheiro, pelas fraudes, pelos privilégios envolvidos no processo e pela sonegação. Essa reforma da previdência é possivelmente a mais absurda de todas as reformas golpistas trazidas por Temer e sua laia de corruptos. Não podemos ficar calados.



sábado, 9 de dezembro de 2017

Pode ter Golpe Militar, sim!


Eu conversei com várias pessoas de minha confiança sobre a possibilidade de um novo golpe militar e fiquei estarrecido com o que escutei. Um dos meus mentores me disse recentemente numa conversa pela web que o Golpe Militar é o último recurso que a alta burguesia possui para manter sua supremacia. Se o parlamentarismo não der certo, se nenhum candidato do mercado decolar e se Lula ou Ciro ameaçarem vencer as eleições para fazer mudanças no sistema, pode ter certeza que os militares tomarão o poder de assalto outra vez. Os militares – ao contrário do que adoradores de patos infláveis e os olavetes tresloucados pensam – não agem por conta própria ou por "clamor popular". Os militares são subordinados à alta burguesia nacional e à plutocracia internacional. Se a burguesia quiser, terá golpe militar, sim! Inclusive, a desculpa esfarrapada de combater a "ameaça comunista" agora virou a de "evitar o caos" e de "combater a corrupção". Quem antes era acusado de "comunista" agora será acusado de "corrupto". Mas o terror, a violência, os assassinatos, a tortura, a censura e o autoritarismo serão rigorosamente os mesmos de outrora.


Então é bom que todos fiquem atentos com o desenrolar dos fatos políticos em 2018, porque se a burguesia se sentir ameaçada, o Golpe Militar será inevitável. Os generais que falaram publicamente e impunemente de "intervenção militar" já deram o recado. Só estão esperando que algo ameace desfazer as reformas golpistas que eles entrarão em ação com tanques, fuzis e violência para implantar mais uma longa ditadura. A burguesia já partiu para o tudo ou nada empurrada por mais uma crise no capitalismo. Deram golpes em Honduras, Paraguai, Brasil e estão tentando desestabilizar a Venezuela. E agora que começaram o ataque contra a democracia, não há mais como voltar atrás. A alta burguesia declarou guerra ao resto do país.
Por isso, é preciso haver uma grande mobilização popular contra um possível Golpe militar e partir para as ruas em defesa da democracia como ocorreu na Turquia num caso de tentativa de golpe. O golpe militar na Turquia foi desmontado pela própria população graças à mobilização nas ruas. E isso também precisa ser feito caso tentem o mesmo por aqui. Do contrário, serão pelo menos mais 20 anos de uma nova ditadura militar. E isso não pode mais ser tolerado na história deste país.

Os coxinhas podem até dizer com euforia que o Golpe militar será maravilhoso, que será nacionalista, que vai tocar o terror contra os "esquerdopatas", que vai "acabar" com a corrupção, etc. Mas eles também irão sofrer com esse golpe, porque a internet inteira será censurada, todo mundo vai viver sob o clima constante de medo e vigilância, liberdade individuais serão suprimidas e mesmo um coxinha desse pode ser mandado para um DOI-CODI caso alguém os acuse sem provas de "subversão".
Portanto, é preciso tomar cuidado e se preparar para defender a democracia.

Ditadura NUNCA MAIS!

Única resposta possível a um golpe militar fascista

PS: É óbvio que há uma revolta legítima da maior parte da população contra o atual governo, mas em hipótese alguma golpes de Estado são soluções para isso. A solução para isso é o respeito à democracia e às vozes das urnas.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O Brasil tem a direita mais troglodita do mundo


Diferentemente da direita europeia, que é mais civilizada, a direita brasileira é formada em sua maioria por um bando de apedeutas completamente desconexos com a realidade. Fruto de uma mídia burguesa parcial, de um ensino que não estimula o pensamento crítico e de uma sociedade historicamente desigual e elitista, essa direita tem crescido cada vez mais.

Existem basicamente três direitas no Brasil. A primeira delas e a mais antiga de todas é a direita reacionária. Essa é aquela direita fascista e conspiranoica que quer a volta da ditadura militar, que é falsa moralista e que é contra todo e qualquer avanço social por ser cristã fundamentalista. Os integrantes dessa direita invariavelmente são idólatras do astrólogo de extrema direita Olavo de Carvalho e consideram Bolsonaro uma espécie de Messias. O segundo tipo de direita é a neoliberal. Essa até defende liberdades individuais, mas carece de empatia por apoiar o massacre total da burguesia contra os trabalhadores. Essa direita é a apoiadora número um das reformas ultraliberais colocadas em prática por Michel Temer e aplaude de pé todo o entreguismo e privataria criminosa das nossas estatais. Já o terceiro tipo de direita é a anarcocapitalista. Essa direita vive no mundo da fantasia, cega pela utopia de que o capitalismo pode sobreviver sem o "Estado malvadão". Os ancaps são aqueles que acham super normal o comércio de bebês e a escravidão por dívidas. Eles vivem num mundo onde o mercado é uma espécie de entidade sagrada na Terra.


Enquanto a direita europeia respeita a escolha das urnas, respeita o funcionalismo público, oferece serviços públicos de qualidade e tem um mínimo de patriotismo, a nossa é essa podreira tóxica impossível de ser reciclada. Como bem disse o ator Pedro Cardoso (que mora há alguns anos em Portugal), "a direita europeia se parece muito com esquerda brasileira". Estamos décadas de atraso atrás da Europa e não há nenhuma perspectiva de mudança nas próximas gerações. E ainda há quem culpe a esquerda pelo Brasil estar na latrina que está....

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Vem aí o golpe do parlamentarismo


Diante da incapacidade de deter o crescimento de Lula nas pesquisas e de produzir candidatos viáveis, o que tem restado como solução desesperada para a elite tem sido o parlamentarismo, ou melhor: o 'semiparlamentarismo'. Apesar do parlamentarismo ter sido amplamente rejeitado pela população no plebiscito feito em 1993, os políticos corruptos e a direita golpista estão se articulando para tentar impor um parlamentarismo disfarçado. Esse parlamentarismo serviria tanto para salvar Michel Temer quanto para manter os planos de governo da direita de pé por décadas. E isso, claro, não passa de mais um Golpe contra a população. Aliás, é interessante ver como a direita está desesperada, porque já se fala abertamente em golpe militar, parlamentarismo e até mesmo no cancelamento das eleições de 2018. As saídas da direita para 2018 não são mais democráticas. Isso acende um sinal vermelho para que todos estejam alertas para defender com unhas e dentes a democracia e as eleições diretas.

O semiparlamentarismo
O golpe do parlamentarismo não pode ser dado de forma abrupta e descarada para não ser rejeitado pela população. O mais provável é que os três poderes se unam para deformar o presidencialismo através de um grande acordo que transfira paulatinamente os poderes do presidente da república para o de um primeiro ministro eleito pelo congresso corrupto. O presidente não seria capaz de tomar nenhuma medida no poder e serviria apenas como figurante do processo. O presidente teria a mesma importância política que a rainha da Inglaterra, ou seja: seria uma figura meramente diplomática que não possuiria qualquer poder político. A ideia é mais ou menos essa: pode ganhar a eleição, mas não pode governar. Assim sendo, as eleições de 2018 seriam apenas uma fraude, uma farsa, para as pessoas acreditarem que ainda há um presidente governando o Brasil.

Partidos que estão a favor do povo e contra o sistema

A importância de saber votar para o poder legislativo
Se o povo votasse para o legislativo (deputados e senadores) com a mesma coerência com que vota para o poder executivo, não teríamos sofrido o Golpe em 2016. O povo, a duras penas, aprendeu a votar para o poder executivo. Isso porque ao votar para presidente e governador, as pessoas olham o partido, as propostas e o plano de governo do candidato. Mas para o legislativo, infelizmente, a maioria das pessoas ainda vota no mais bonitinho, no mais simpático, no que tem o jingle de campanha mais divertido, no que faz palhaçada, no que promete arrumar uma vaga de emprego, no amigo, no pastor, no professor, no cara que deu um par sapatos, etc.
Daí que, por conta dessa falta de bom senso ao votar para o legislativo, o nosso parlamento é tomado por ruralistas, fanáticos religiosos, corruptos, servos do mercado e oportunistas de todo tipo. Por isso é preciso ver o que cada candidato defende, o partido ao qual ele pertence e o seu histórico. Na dúvida, é sempre bom votar em siglas progressistas como PT, PCdoB, PDT, PCO ou PSOL. Também é interessante votar em mulheres e negros que são minoria na nossa política para melhorar a nossa representatividade. Lembre-se que ou o deputado está do lado dos trabalhadores, ou está do lado da elite burguesa, não tem meio termo. E quem está do lado da elite nunca está do lado do povo. Devemos votar em ideias e não em políticos.
Com um congresso de maioria nacionalista e progressista, teríamos reforma política, reforma agrária, reforma tributária, fim do financiamento privado ilimitado de campanha, reforma na educação, auditoria da dívida pública e regulação da mídia. O único jeito de se reverter todas essas reformas golpistas e ter um governo lutando ao lado da população ao invés dos muitos ricos é votando direito para o legislativo.

O Brasil precisa de mais mulheres politizadas no poder

Portanto, volto a afirmar: vote em deputad@s e senador@s dos partidos que defendem os interesses da população para que não sejamos governados por um Temer ou Aécio até o fim dos tempos.