sexta-feira, 30 de julho de 2021

Bolsonaro precisa ser contido enquanto há tempo


Quando ocorreu a invasão do capitólio norte-americano no início de 2021, o nosso inominável presidente avisou com todas as letras que se ele perdesse a eleição, viríamos algo muito pior no Brasil. Se alguém achou que era exagero ou brincadeira, a live onde ele falou diversas mentiras sobre as urnas eletrônicas e o nosso sistema eleitoral foi um preparo de terreno para isso. É lógico que pessoas normais, que formam a maioria da população, sabem que as afirmações bolsonaristas sobre as urnas eletrônicas não passam de teorias conspiratórias desmioladas que já foram refutadas inúmeras vezes pela imprensa e pelo TSE. O grande problema é que a seita bolsonarista conta com cerca de 30% da população. E aquela live conspiracionista foi feita justamente com o intuito de incitar o gado a tumultuar as eleições de 2022. Então é necessário que o presidente seja responsabilizado pelas mentiras sem provas que disse em sua live. Porque se a repreensão ficar somente nas notinhas de repúdio, pode ter certeza que estaremos alimentando uma tentativa de golpe no ano que vem. Na minha opinião, Bozonazi tem que ser impichado e julgado por todos os crimes que cometeu.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Não se fazem mais guloseimas como antigamente


Num dia desses qualquer, eu resolvi fazer meu "dia do lixo" comendo algumas barras de chocolate e constatei algo que muita gente reclama: que os chocolates de hoje em dia perderam muito do sabor em comparação com aqueles comercializados nos anos 80 e 90. Isso porque dos anos 90 para trás não existia preocupação praticamente nenhuma com o aspecto nutritivo dos produtos industrializados. O que importava naquela época era fazer a comida mais gostosa possível para vender mais. Contudo, depois de uma série de regulamentações e exigências de mercado, chocolates, achocolatados, sorvetes, salgadinhos, doces, biscoitos, bolachas, molhos, catchups, maioneses e até os macburgers ficaram muito menos saborosos. Tiraram o excesso de açúcar, de gorduras, do sal e de outros ingredientes que, apesar de impactarem negativamente na nossa saúde, deixavam a comida muito mais deliciosa. Honestamente, eu daria tudo para entrar numa máquina do tempo e comer um bom e velho Galak oitentista ou daqueles x-milho cheios de bacon e maionese que só quem viveu nos anos 90 sabe como era. E hoje, a coisa é tão radical que nem publicidade desses alimentos existe mais. Aí que a nostalgia aumenta mesmo, afinal, quem não se lembra (com a boca salivando) do "pirulito que voa-voa" ou do "Compre Baton"?

Eita, trem bão!

quarta-feira, 28 de julho de 2021

A lógica capitalista não tem lógica nenhuma


Muito trabalhador assalariado comemorou a ida do bilionário dono da Amazon para o espaço. Foi quase uma histeria coletiva nas redes sociais de tanta bajulação, impressionante. Apesar desse tipo de evento ser um marco do turismo espacial, é de rir de tristeza do tanto de gente que precisa fazer hora extra para pagar aluguel se empolgando com essa notícia como se, um dia, eles também pudessem ir ao espaço. Ora, vamos abrir os olhos e ser minimamente realistas. A dura realidade é que pessoas comuns irão morrer de tanto trabalhar só para sustentar os luxos e feitos de plutocratas como Jeff Bezos e Elon Musk. No mundo capitalista contemporâneo, os trabalhadores são escravos do sistema financeiro e iludidos por uma imprensa corporativa que esconde a realidade dos fatos. E a realidade dos fatos é que eu e você somos apenas peças descartáveis do alicerce que sustenta a riqueza absurda de uma minoria opulenta que caga e anda para toda injustiça e desigualdade social da humanidade. É neste mundo que você quer continuar a viver?

terça-feira, 27 de julho de 2021

Pois é, nós avisamos...


É impressionante como ninguém mais se choca ao ver o presidente da república do Brasil posar ao lado de simpatizantes de ideias neonazistas. Desta vez, foi ao lado de Beatrix von Storch, neta de um ministro nazista, que faz parte de um partido xenófobo da extrema-direita alemã. Durante as eleições de 2018, o mundo inteiro denunciou que Jair Bolsonaro tem diversas características ideológicas alinhadas ao nazifascismo, mas parece que 57 milhões de brasileiros ignoraram esse fato na hora de digitar 17 na urna eletrônica. E o resultado é esse que está aí: negacionismo, milhares de mortes, ameaças de golpe, agressões à imprensa e provocações nazistas. Falta de aviso não foi. Ou será que você consegue imaginar Lula, Haddad ou Dilma fazendo o mesmo? Francamente, viu...


segunda-feira, 26 de julho de 2021

Sobre os uniformes femininos nas olimpíadas


É bizarro e lamentável que em pleno século 21 atletas tenham que protestar para terem o direito de escolher que tipo de roupa querem utilizar nas competições. Essa recente polêmica envolvendo as norueguesas no handebol de praia e as alemãs na ginástica nas olimpíadas de Tóquio mostram que esse padrão engessado de uniformes, especialmente para mulheres, é completamente desnecessário. Na minha opinião, são as próprias atletas que devem escolher o que irão vestir desde que, claro, tenham como se diferenciar das atletas do outro time. É ridículo e cruel que uma pessoa seja obrigada a usar biquíni em um dia frio. As atletas não estão ali para serem bonitas ou desfilar, mas para competir. Se elas quiserem usar biquíni, usem. Se quiserem usar calças, usem. Se quiserem usar burca, usem. O que tem que valer é a decisão delas. Chega dessas federações cheias de homens sexistas decidindo o que as mulheres devem vestir. Eu sou totalmente contra uniformes e padronizações, portanto, eu sou a favor dessa causa. Lembrando que isso vale tanto para as atletas que querem usar mais ou também menos roupas, porque usar calça e mangas compridas debaixo de um sol de quarenta graus também é sacanagem.

O único problema que eu vejo nos argumentos contra o uso de "uniformes sensuais" é aquela ideia cristã medieval de ver o corpo da mulher como "fonte de pecado e luxúria" e ter que ser coberto por isso. Tem um monte de cristão falso moralista e de mulheres com baixa autoestima que protestam contra os "uniformes sensuais" só porque isso os incomoda. Ser contra a sensualidade é uma idiotice sem tamanho, porque a "maldade" está sempre nos olhos de quem a vê. Se uma pessoa socializada numa tribo/cultura que usa pouca roupa ver as atletas de collant, por exemplo, com certeza irá achar que elas estão com "roupas demais". Já pessoas de regiões muito frias do planeta irão achar justamente o oposto: que mesmo de calças as atletas estão "quase nuas". Isso é invariavelmente cultural e nada tem a ver com aquele argumento moralista aloprado da "objetificação sexual". Aliás, roupa nenhuma objetifica as pessoas, o que objetifica é o tipo de tratamento que uma pessoa recebe. Biquínis, maiôs, sungas e shorts curtos não têm que ser proibidos, eles só tem que ser opcionais. Agora obrigar a usar certos tipos de uniforme, seja fio dental ou burca, é que é um absurdo. Tem que ter liberdade para todos.