quinta-feira, 30 de maio de 2024

Cyberpunk 2077 renasceu das cinzas


Pois é... As postagens deste bloguinho têm sido publicadas quase com a mesma frequência das visitas do Cometa Halley. Essa minha baixa frequência de postagens nos últimos meses se deve a um conjunto de fatores. Além das minhas atividades rotineiras que já me tomam bastante tempo, tenho dedicado tempo extra também para estudar, treinar, fazer plano de negócios e, adivinhe só: jogar Cyberpunk 2077. Já escrevi várias postagens falando mal das condições que o jogo estava, mas após voltar a jogá-lo neste mês, fiquei positivamente surpreso. 

Estou com mais de 85 horas jogadas e posso afirmar que as atuais análises positivas que o game tem recebido na Steam foram justíssimas. Cyberpunk 2077 é, em 2024, praticamente outro jogo. O game está muito mais completo, otimizado e com pouquíssimos bugs. Mesmo o meu PCzinho da Xuxa aqui o roda tranquilamente em configurações intermediárias e na minha primeira gameplay só tive dois bugs, nenhum deles atrapalhou a jogatina. 

Sejamos justos, Cyberpunk 2077 é um jogaço. A história é boa, a ambientação é maravilhosa, a jogabilidade é fácil, os gráficos são lindos, o cuidado com os detalhes é espantoso e a gameplay te prende do início ao fim. Se o jogo tivesse saído assim no lançamento, seria GOTY com toda certeza. Tenho que parabenizar a CD Projekt Red pelo trabalho de ter concertado o game, porém, espero que não lancem mais games quebrados daqui pra frente. Enfim, gostei tanto do game que já estou pensando em comprar a expansão Phantom Liberty. Minha primeira gameplay foi com o V masculino nômade dando ênfase em ataques corpo a corpo. Já minha gameplay atual é com a V feminina corporativa netrunner num nível mais difícil e há inúmeras diferenças na gameplay. O fator replay do jogo é fantástico, porque existem muitas possibilidades de escolhas e formas de se completar os "trampos", sem falar dos múltiplos finais.

Que os haters do game me perdoem, mas Cyberpunk 2077 deu a volta por cima.

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Bolsonarismo moderado? Que tristeza! kkkkkkk


A vida às vezes parece um filme de comédia cheio de piadas ruins que nos faz rir de nervoso à toa. Há alguns dias, um jornalista qualquer de um jornal burguês qualquer veio com um papinho de cerca-lourenço para tentar viabilizar a volta da direita neoliberal ao poder. Como os partidos de direita tradicional perdem eleições para o PT desde 2002 e o bolsonarismo é radical demais até para nossa burguesia escravocrata, a piada de mau gosto da vez foi defender um tal de "bolsonarismo moderado". Isso me soou tão tragicômico e surreal quanto defender um "nazismo moderado" ou ter os seus pecados perdoados por um demônio. Bolsonarismo moderado não existe. O bolsonarismo é resultado da antipolítica, da despolitização das massas e da falácia de "soluções fáceis para problemas complexos". Não há como existir um bolsonarismo democrático e humanizado. Daí que citaram nessa conversa exemplos como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema como exemplos desse bolsonarismo brando. Quem conhece a carreira política de Zema e Tarcísio sabe que eles flertaram com o Bolsonarismo por puro oportunismo político. O máximo que eles podem fazer é um governo neoliberaloide com pseudo discurso fascistoide para entreter a massa reacionária. Mas será que é disso mesmo que o Brasil precisa? É óbvio ululante que NÃO.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

O grande problema do aumento da longevidade


Nós estamos vivendo um momento inédito da história humana. Pela primeira vez – graças, em especial, à internet – estamos tendo acesso gratuito a conhecimentos que não eram acessíveis para a maioria de nós no passado. Antes da internet, por exemplo, as pessoas só procuravam os profissionais da área da saúde quando estavam doentes. A medicina era, basicamente, curativa. Com a informação trazida por cientistas e médicos sobre saúde na web, hoje a medicina está se tornando cada vez mais preventiva. 

De cerca de uma década para cá, as pessoas não estão procurando o médico apenas quando ficam doentes ou para fazer exames de rotina, mas estão se preocupando também em ter qualidade de vida para não adoecerem e conseguirem viver mais e melhor. O YouTube e demais redes sociais estão cada vez mais repletos de profissionais de saúde nos ensinando como dormir melhor, como se alimentar melhor, como prevenir o estresse, como gostar de fazer atividade física e como ter uma vida mental mais saudável. Isso tudo tem feito com que as pessoas se cuidem mais desde jovens, porque a mentalidade com relação à saúde está mudando. Alie a isso os avanços da ciência e da tecnologia em produzir novos remédios, novas vacinas, novos tratamentos e cura para doenças antes incuráveis que a expectativa média de vida irá dar um salto significativo nas próximas décadas. 

A vida é uma festa para quem sabe viver.


As pessoas com menos de 50 anos de idade serão as mais beneficiadas por isso, porque ainda são jovens e, no geral, possuem a mente mais aberta a mudanças mais radicais nos seus hábitos de vida que os mais idosos. Afinal, é muito mais fácil você convencer um jovem de 30 primaveras a mudar seus hábitos de vida do que um velho ranzinza de 70 invernos. Além disso, o velho de 70 anos passou mais de meio século judiando da própria saúde com hábitos de vida errados que irão encurtar sua vida. O cigarro é um exemplo disso. É mais fácil convencer um jovem a não fumar do que fazer um velho viciado parar de usar a nicotina que ele consome desde a adolescência.

O que quero dizer com essa conversa toda é que essas gerações que nasceram de 1975 para frente terão um aumento brusco na expectativa média de vida. Atualmente, essa expectativa média de vida é de 76 anos (no Brasil), mas em algumas poucas décadas irá passar facilmente para os 80 ou até 85 anos. O grande problema disso será o impacto na previdência social, que exigirá que as pessoas trabalhem cada vez mais para se aposentar ganhando cada vez menos. Isso sem falar que o número de nascimentos tem caído ano a ano: o que contribui para o envelhecimento geral da população. 

Então a dica que eu dou para aqueles que estão cuidando da saúde física e mental é que cuidem também da sua saúde financeira. Não dá para se garantir apenas na previdência social. Então é preciso ir guardando um dinheirinho todo mês para que ele possa ser útil no futuro. O meu medo é que esses governos neoliberais queiram cortar as aposentadorias e deixem milhares de idosos desamparados como ocorreu lá no Chile. Portanto, o meu conselho de amigo é que a gente se prepare desde cedo para um futuro sombrio e incerto, porque não é todo mundo que vai aguentar trabalhar com mais de 85 anos de idade. 

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Afinal, a matemática foi descoberta ou inventada?


Certa vez, Galileu Galilei disse que "a Matemática é o alfabeto que Deus usou para escrever o Universo". Isso porque a matemática funciona muito bem para resolver a maioria dos nossos problemas quotidianos, dando a impressão que foi um grande matemático que projetou o universo. Mas, na realidade, não é bem assim que as coisas são. A matemática é um tipo de linguagem criada pelo ser humano para simplificar a natureza e torná-la acessível a nossas mentes primatas. A matemática é como um mapa de um planeta, porque serve muito bem para nos guiar e para usarmos como referência. Mas o mapa em si não foi descoberto, ele foi inventado por nós, pois se trata de uma aproximação distorcida da realidade. 

Sim, é tudo invenção da nossa mente.


A maior prova de que a matemática foi inventada é que todas as constantes físicas são números "quebrados", números irracionais ou dízimas periódicas compostas. Mesmo usando outras bases numéricas além da decimal, fica muito claro que a natureza não é perfeitamente matemática. O que quero dizer com isso é que se houver vida inteligente em outros planetas, certamente os seres de lá usarão algo parecido com a matemática, mas que não será necessariamente igual a que usamos. O pensamento humano é muito abstrato e isso às vezes pode nos iludir. Se eu falar, por exemplo, que "vi quinze", ninguém vai entender, porque o número quinze sozinho não significa nada. Posso dizer que vi quinze pessoas, quinze pássaros, quinze automóveis, mas falar que viu apenas quinze não faz sentido. Se você parar para pensar, quinze (ou qualquer outro número) não existe objetivamente, trata-se apenas de uma forma simbólica de medir quantidades.

sábado, 30 de março de 2024

Superar o capitalismo não basta


É um erro pueril de alguns companheiros achar que chagas sociais como racismo, sexismo e LGBTfobia irão desaparecer magicamente com o fim do sistema capitalista. É verdade que esses males são agravados pelo sistema de hierarquização social naturalizado pelo capitalismo, mas o preconceito foi algo que sempre existiu desde que os primeiros seres humanos andaram sobre este planeta. Se o foco da luta das esquerdas for apenas combater o capitalismo, cairemos na mesma armadilha que Cuba e União Soviética caíram. Na antiga URSS, a homofobia e o machismo ajudaram a enfraquecer o regime. Já em Cuba, a transfobia até hoje é uma das maiores cicatrizes sociais do passado. Como classe trabalhadora, temos, sim, que incluir as tais pautas identitárias na luta contra o sistema vigente. Afinal de contas, de que adianta viver em um mundo livre da exploração que, em contrapartida, nega direitos e liberdades a grande parte da população? Isso não é um papinho chato de grupos "pós-modernxs". Isso é um alerta de que a luta pela justiça social não acaba com o início de um novo modo de produção. Um mundo sem respeito às diferenças é um mundo muito perigoso e infeliz para se viver. Além disso, se abandonarmos essas causas, estaremos deixando que a ideologia liberal da direita se aproprie delas. A luta de classes não vai triunfar caso não se torne inclusiva. 

Superar o capitalismo não basta. Temos que superar tudo aquilo que nos coloca em guerra contra nós mesmos.