sábado, 9 de junho de 2012

As 10 melhores introduções do Rock Interncaional


Após a lista das 10 melhores intros do rock nacional, resolvi fazer também uma top ten das melhores introduções do rock mundial.
Antes da lista em si, vou deixar as menções honrosas:

Menções honrosas:
Johnny B Goode (Chuck Berry)
Let's Twist Again (Jive Bunny and The Mastermixers)
Last Nite (Strokes)
I Love Rock and Roll (Joan Jett)
New Years Day (U2)
Dust In The Wind (Kansas)
Owner of a Lonely Heart (Yes)
Burn (Deep Purple)
All Right Now (Free)
Less Talk More Rock (Freezepop)
La Bamba (Richie Valens)
Stairway to Heaven (Led Zeppelin)

10º - Hells Bells (AC/DC)
Apesar do AC/DC ter várias intros famosas, como a de Highway to Hell, Back in Black ou TNT, a música de entrada do álbum Back in Black é simplesmente antológica. Começa com os sinos em referência ao luto do vocalista Bon Scott e depois entra a guitarra que vai ficando cada vez mais densa em conjunto com a bateria. Essa foi a abertura mais bem trabalhada dessa banda que marcou uma geração.


9º - The Kids Aren't Alright (Offspring)
Apesar do Offspring ser taxado por muitos como uma banda comercial, eles tinham o dom raro de caprichar na parte instrumental, principalmente nos pesados riffs de guitarra. The Kids Aren't Alright - uma paródia de The Kids Are Alright, do The Who, tem uma massa sonora que chega quase à microfonia sem destoar, coisa para poucos...


8º - In Between Days (The Cure)
Poucas intros são tão limpas, eufônicas e tão gostosas de se escutar quanto a de In Between Days: uma verdadeira obra de arte.


7º - Layla (Derek and the Dominos)
Um dos solos mais famosos e mais tocados do rock não poderia ficar de fora dessa lista. O solo em conjunto com o riff formaram uma harmonia poucas vezes vista numa introdução.


6º - Iron Man (Black Sabbath)
Não existe introdução mais lúgubre, pesada e clássica que a de Iron Man. Não existe roqueiro que não se arrepie até a alma com o riff dessa abertura.


5º - Smells Like Teen Spirit (Nirvana)
Muito provavelmente o solo mais pesado e representativo nascido nos anos 90. Poucas coisas na história do rock fizeram tanto estrago e botaram tanta gente para fazer rodas punks quanto o solo dessa música épica.


4º - Eye of The Tiger (Survivor)
Um dos solos mais famosos da história ficou conhecido no Brasil por ser a canção de abertura das lutas de boxe na Globo e por tocar durante a série Rocky, do Stallone. A entrada dessa música é absolutamente revigorante.


3º - BitterSweet Symphony (The Verve)
Se a introdução da colocação anterior já era famosa, essa daqui então nem se fala. Tocada à exaustão nas rádios e na tevê durante o fim dos anos 90, essa canção (que foi um plágio da música orquestrada dos Rolling Stones chamada The Last Time) ficou simplesmente épica com a entrada no violino.


2º - Hallowed Be Thy Name (Cradle Of Filth)
Esta canção do Iron Maiden ganhou uma versão turbinada do Cradle Of Filth: e põe turbinada nisso! Talvez essa tenha sido a intro mais enérgica, assustadora e com a guitarra mais marcante que eu tenha escutado na vida.


1º - Sweet Child O' Mine (Guns N' Roses)
Reúna o Slash em seu auge junto com vários músicos inspirados num dos melhores álbuns da história que você saberá porque essa introdução é a melhor de todos os tempos. Ou melhor dizendo: não se contente com explicações, apenas escute.


Se essa lista te agradou, então é provável que também vá gostar da lista das dez maiores introduções do rock nacional:
As melhores introduções do Rock brasileiro

As melhores introduções do Rock brasileiro


Para uma música de rock virar lenda, ela precisa ter uma boa letra, uma batida contagiante e uma harmonia perfeita entre os instrumentos. Mas se além disso tudo a canção tiver uma bela introdução, pode ter certeza que ela tornar-se-á épica.
Nesse post eu vou listar as 10 melhores intros do rock brasileiro de acordo com os meus próprios critérios. Mas antes do Top 10, como é de praxe, farei algumas menções honrosas.

Menções honrosas:
Rubão: O Dono do Mundo (Charlie Brown Jr.)
Zé Ninguém (Biquini Cavadão)
Música Urbana (Capital Inicial)
Dezesseis (Legião Urbana)
Flores (Titãs)
Alagados (Paralamas do Sucesso)
De Música Ligeira/À Sua Maneira (Paralamas/Capital)

10º - Núcleo Base (Ira)
Essa intro caiu nessa lista mais pela beleza do que pela sua qualidade técnica. Apesar de ser bastante simples, ela consegue realçar aquele espírito de rock neoprogressivo pós-punk dos anos 80. Eu lembro que comecei a gostar do Ira graças a essa canção, que durante muito tempo foi um verdadeiro hino para mim.


9º - Tempo Perdido (Legião Urbana)
O álbum Dois da Legião Urbana foi um dos melhores da história do rock nacional. E uma das introduções mais famosas desse álbum foi a de Tempo Perdido, com uma guitarra simples, concisa e elegante. Possivelmente, esse foi o solo de entrada mais famoso da banda.


8º - Fátima (Capital Inicial)
Até hoje eu não sei explicar direito o que tem de tão fabuloso nessa intro, talvez a vocalização no estilo canto gregoriano, ou o teclado em harmonia com a guitarra, ou na bateria quase imperceptível. Só escutando para entender. Sempre senti uma coisa nostálgica e ao mesmo tempo paradoxal nessa entrada, como se fosse uma mistura de erudito com profano. E claro que eu estou falando da versão estúdio gravada nos anos 80, porque na versão acústica, a pobreza de recursos sonoros torna a intro quase irreconhecível.


7º - Andrea Doria (Legião Urbana)
Um dos solos mais belos, originais e bem trabalhados do nosso rock. Suave, harmonioso, um tanto exótico e caprichado nos detalhes. Uma verdadeira obra de arte do álbum Dois da Legião, que foi o mais forte instrumentalmente falando da banda.


6º - Lágrimas e Chuva (Kid Abelha)
Uma das introduções mais clássicas do rock nacional usa e abusa dos metais em harmonia com uma guitarra instigante. Adicione a isso uma bateria que entra com perfeição junto com uma batida dançante e temos uma obra prima do rock. Antes que alguém estranhe, estou falando da versão estúdio gravada em 1985 - e não da versão acústica.


5º - O Ponteiro Tá Subindo (Camisa de Vênus)
Se alguém duvida que em 5 segundos seja impossível criar um dos solos mais animais do nosso rock, ah, meu amigo, você precisa escutar essa introdução! E escute também a música inteira, garanto que você não vai se arrepender.


4º - Mundo Animal (Mamonas Assassinas)
Falando em solo animal, o riff de abertura dessa canção é suficiente para levantar qualquer plateia num show de heavy metal. Apesar desse solo ser fruto de uma das infindáveis paródias imitativas que os Mamonas criaram, o peso dessa guitarra descabela qualquer um.


3º - 1406 (Mamonas Assassinas)
Apesar de ser uma banda que não se levava a sério, a introdução de algumas músicas dos Mamonas era simplesmente incrível. A abertura no contrabaixo da 1406 (que é uma paródia de uma canção do Red Hot Chili Peppers) é imitada até hoje por quem está começando a tocar contrabaixo, tamanha a fama que esse solo ganhou. E a guitarra e a bateria também dão show aqui.


2º - Popozuda Rock n Roll (DeFalla)
Antes que alguém que me chame de funkeiro enrustido, digo logo: odeio música funk. Mas essa intro faz uma fusão tão espetacular entre hard rock e funk, que não dá para ficar indiferente. A intro lembra bastante aqueles riffs pesadões do AC/DC com uma batida totalmente dançante. Essa canção, estranhamente, fez mais sucesso fora do Brasil do que por aqui.


1º - Homem Primata (Titãs)
Essa é de longe a melhor introdução entre todas as músicas de rock que escutei no Brasil. Desde a entrada mítica no contrabaixo até a guitarra inquietante, o solo de abertura dessa música é simplesmente perfeito.


Gostou da lista? Tem outra no link abaixo, só que são as dez melhores intros do rock internacional.
As 10 melhores introduções do Rock Interncaional

sábado, 2 de junho de 2012

As 15 melhores músicas do cinema



Após um mês sem postar nada no blog, resolvi passar rapidinho para deixar a minha lista pessoal das 15 melhores músicas do cinema internacional.

Vale salientar que eu avaliei as músicas-tema de cada filme, e não as trilhas sonoras em si. 


Bonus Track: James Bond Theme (Monty Norman)
Filme: 007
Antes de começar esse Top 15, eu quis deixar uma música que me marcou bastante, muito embora eu não a considere como sendo uma das melhores. A música tema dos filmes do 007 é uma canção que eu cativei bastante e que eu nunca poderia deixar de falar quando o assunto é música incidental.

15. Jaws (John Williams)
Filme: Tubarão
Uma das composições mais épicas do cinema que mantém o suspense à flor da pele e faz o espectador se arrepiar na poltrona. O autor dessa obra é o compositor John Williams, que é uma espécie de profeta sagrado das músicas para o cinema. Se acostume com esse nome, porque ele vai ser bem recorrente nessa lista.

14. Back To The Future (Alan Silvestri)
Filme: De Volta Para o Futuro
Eis uma das pérolas musicais mais marcantes do cinema com sua poderosa e épica batida.

13. Opening Titles from Miller's Crossing (Carter Burwell)
Filme: Ajuste Final
Se tem uma coisa que achei estranho nessa música é que ela não tem nada a ver com o filme e nem com o seu tema. Apesar desse pequeno desajuste, a música tema é tão bela que mereceu aparecer nessa lista.

12. Psycho (Bernard Herrmann)
Filme: Psicose
A música desse filme é uma das mais famosas da história e possivelmente também a mais conhecida por servir de fundo musical para incontáveis cenas de suspense e terror. A canção é tão incrível que dá um frio na espinha só em escutá-la.


11. Ghostbusters (Ray Parker Jr.)
Filme: Os Caça Fantasmas
Uma das canções-tema mais dançantes e divertidas que conheci e que fez tanto sucesso quanto o filme. Como eu era fã dos Caça-Fantasmas na minha época de criança, essa canção ficou marcada muito tempo na minha memória.

10. The Heat Is On (Glenn Frey)
Filme: Um Tira da Pesada
De todas as músicas dessa lista, essa foi a que me fez dançar mais. A música de filme que mais me fez dançar foi a 'beatlelada' Twist and Shout de Curtindo a Vida Adoidado, mas essa canção não foi uma música incidental, o que a deixou fora desse post.

9. The Raiders March (John Williams)
Filme: Indiana Jones
Todas as vezes que escuto essa música, eu me lembro da minha infância e de quando eu brincava de Indiana Jones no quintal da granja da minha avó. Sempre que toca essa canção épica, o meu espírito aventureiro vai a mil. E o autor dessa obra não poderia ser outro: John Williams.

8. Schindler's List (John Williams)
Filme: A Lista de Schindler
Uma obra prima da genialidade do super premiado compositor John Williams. Essa é uma das músicas mais tristes e ao mesmo tempo uma das mais belas da história do cinema. Essa canção dá um ar de dramaticidade a qualquer cena: é como se o som do violino tivesse sido tocado sob lágrimas.

7. Gonna Fly Now (Bill Conti)
Filme: Rocky Balboa
Apesar do meu pouco interesse pelos filmes do Stallone, devo admitir que a trilha sonora da série Rocky é matadora. Tem duas canções nessa série que são verdadeiros hinos: Eye of the Tiger, que virou vinheta das lutas de boxe da Globo; e a revigorante música tema Gonna Fly Now.

6. Star Wars Main Theme (John Williams)
Filme: Star Wars
Eis uma das séries com a trilha sonora mais poderosa da história do cinema. As canções de Star Wars são épicas, fortes e retumbantes. Mais uma vez o espetacular compositor John Williams provou a sua competência absurda para criar músicas de sucesso para o cinema.

5. Can You Feel The Love Tonight (Elton John)
Filme: O Rei Leão
Possivelmente, o filme da Disney com a melhor trilha sonora de todos os tempos. Existem várias canções que poderiam protagonizar a música tema desse longa, como Circle of Life, Sound The Bugle, Hakuna Matata, I Can't Wait to be King, a música da morte de Mufasa, entre outras. Escolhi Can You Feel The Love Tonight para representar o filme por ela ser a que mais repercutiu.

4. My Heart Will Go On (Celine Dion)
Filme: Titanic
Eu conheço muita gente que detesta esse filme e que detesta mais ainda essa música, mas, francamente, eu sou incapaz de compreender o que leva alguém a não gostar de uma música desse nível. Para mim, My Heart Will Go On é uma daquelas canções que arrepia a alma e que não pode faltar em nenhuma lista que fale sobre música no cinema.

3. I Don’t Wanna Miss A Thing (Aerosmith)
Filme: Armagedon
Confesso que não gosto muito do Aerosmith, mas essa música daqui é tão maravilhosa, que seria impossível ficar indiferente. Apesar do filme Armagedon não ser tudo isso em matéria de enredo, a sua canção tema conseguiu o imortalizar.

2. Now We Are Free (Lisa Gerrard)
Filmes: Gladiador e 300
É a única música da lista que encabeça dois filmes: Gladiador e 300, sendo que ela toca apenas nos créditos do segundo. Cantada em hebraico na belíssima voz da intérprete Lisa Gerrard, essa música simplesmente se ajusta a qualquer grande filme épico. É aquele tipo de música que a gente sonha e se arrepia com cada acorde.

1. Also Sprach Zarathustra (Strauss Richard)
Filmes: 2001: Uma Odisseia no Espaço
No topo dessa lista está a canção mais marcante de toda a história do cinema e que já foi usada como plano de fundo musical para incontáveis comerciais, vídeos na internet e paródias de todo tipo. Não tenho palavras para descrever a grandiosidade dessa obra prima da história da música.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Argumentos criacionistas para explicar os fósseis

Isso non ecziste! \o/



"Os fósseis são restos de animais que morreram no dilúvio"




"O Diabo pôs os fósseis na terra para plantar a semente da descrença nos homens"



"Deus colocou os fósseis na terra para testar a fé dos homens"




"Fósseis não existem. Tudo não passa de uma conspiração científica contra a religião"


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Humanos do Futuro


No post que eu abordo a respeito dos Defeitos do Corpo Humano, eu exemplifiquei vários problemas que existem naturalmente na nossa anatomia. Porém, o paradoxo dessa história é que foram justamente os defeitos e as limitações do nosso corpo que nos permitiram criar ferramentas e armas para caçar, coletar, guerrear e nos auxiliar no dia-a-dia. Isso se torna evidente em algumas tarefas simples, como, por exemplo, armazenar e transportar água potável para uma longa viagem. Onde poderíamos transportar ou guardar água senão em utensílios como vasilhames, bacias, copos, garrafas, cascos de coco ou coisas do gênero?

Porém, as limitações do nosso corpo não ocorrem apenas a nível de ausência de ferramentas ou armas naturais, pois existem outros problemas que precisam ser resolvidos a longo prazo para não prejudicar o desenvolvimento evolutivo da nossa espécie.
Segundo várias correntes filosóficas, o nosso corpo é obsoleto e a sua evolução natural é muito lenta: o que causa um desencontro entre o que precisamos fazer e aquilo que de fato conseguimos fazer. Isso nos leva a crer que o nosso corpo precisará de modificações genéticas ou mesmo deverá receber partes biônicas para torná-lo mais efetivo.

Seremos mutantes no futuro?

Os super humanos
A série Os Super Humanos, de Stan Lee, mostra que existem muitas pessoas capazes de vencer seus limites e fazer coisas impressionantes com o próprio corpo. Mas tais pessoas são exceções, uma vez que a maioria dos seres humanos são limitados aos padrões genéticos da nossa espécie e não têm nenhuma possibilidade de virarem uma espécie de X-Men.
Um medida mais realista nesse sentido seria uma seleção artificial genética, que promove a escolha consciente dos genes saudáveis para que os bebês nasçam livres de genes ligados ao câncer ou à obesidade, por exemplo. Tais bebês têm até nome e se chamam designers babies (bebês projetados).

Criaremos bebês perfeitos?
Com o desenvolvimento crescente da engenharia genética, além de uma possível geração de superbebês, é possível que muitas doenças simplesmente desapareçam da face da Terra. A criação do DNA sintético foi um passo importante rumo a isso. Com um DNA 100% sintético, poderemos deter o envelhecimento e viver muito mais e melhor. Assim sendo, tomaríamos o controle de nossa própria evolução para tentar melhorar o que somos. O maior empecilho para isso, creio eu, seriam as barreiras éticas e religiosas.

Fontes:
Os super bebês (matéria da Superinteressante)
Pesquisador brasileiro ajuda a montar DNA artificial 

Stelarc e o seu terceiro braço robótico

O corpo biônico
O artista performático australiano Stelarc trabalha em suas peças o conceito de que o corpo humano é obsoleto. As performances de Stelarc envolvem comumente o uso da robótica e de outras formas de tecnologia ligadas ao corpo numa forma de evidenciar a limitação dos nossos membros.

Talvez alguém considere o Stelarc um cara meio maluco por fazer tais coisas, mas a questão da limitação do corpo humano é tratada com seriedade no meio científico. A seguir vou abordar alguns exemplos de artefatos que foram produzidos com o intuito de superar essa limitação física dos nossos corpos.

O HAL-5

O XO2

Existe um exoesqueleto robótico chamado HAL-5, produzido pela Cyberdyne, que amplifica o condicionamento físico e reduz o esforço exigido pelo corpo para realizar movimentos. Um dos objetivos desse robô é justamente o de ajudar pessoas com deficiência motora.
Outro exemplo de exoesqueleto robótico é o XO2. Produzido pela Raytheon, ele serve, entre outras coisas, como armadura e também para aumentar a força e a resistência do usuário. Este exoesqueleto tem sido usado por soldados americanos em treinamentos, como forma de superar a fadiga muscular e a força física natural.
Trapaceiro!

E um exemplo bem conhecido é do corredor paraolímpico da África do Sul chamado Oscar Pistorius. Esse corredor ficou conhecido como Blade Runner por não ter as duas pernas e usar próteses finas feitas de fibras de carbono. A questão é que as próteses o deixavam em grande vantagem em relação aos atletas comuns, isso porque além dele conseguir correr mais, também tinha o benefício de não sentir fadiga muscular, já que próteses não produzem ácido lático.
Esses exemplos mostram que existe uma tendência muito forte para se criar meios mecânicos que superem as limitações naturais do nosso corpo.

Fontes:
XO2: A armadura militar robótica
HAL-5: o exoesqueleto que amplifica seu condicionamento físico
Oscar Pistorius, o Blade Runner


Avatares robóticos
Eu, robô...
Indo mais a fundo na questão do corpo biônico, a equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis fez com que macacos com implante cerebral fossem capazes de mover um braço virtual usando apenas a força do pensamento. Além disso ainda era possível sentir texturas e formas com o tato do braço virtual.
É plausível que a longo prazo tenhamos seres humanos totalmente imersos num mundo virtual, como se fosse uma espécie de Matrix onde cada indivíduo tenha o seu próprio avatar. Ou podemos ir ainda mais longe: talvez seja possível que as pessoas controlem robôs por pensamento para realizarem tarefas perigosas, como apagar um incêndio ou lutar numa guerra, por exemplo. É possível também que cada pessoa tenha vários robôs a sua disposição para se conectar e ir fazer tarefas cotidianas com menos riscos, como sair de casa debaixo de uma tempestade para ir trabalhar ou mesmo para não correr o risco de morrer numa viagem de avião.

Fonte:
Macacos sentem estímulo vindo de braço virtual

Será que pensamos tão rápido quanto podemos?

Limite da velocidade do pensamento
Eu lembro de ter assistido certa vez a um documentário do qual perdi a fonte que falava sobre crianças superdotadas. Nesse documentário, os professores dessas crianças superdotadas alegavam com certa frequência que elas pensavam mais rápido do que eram capazes de falar ou escrever. É como se elas pensassem em quatro ideias diferentes ao mesmo tampo, mas só pudessem exprimir uma de cada vez. Isso acontece porque a nossa capacidade de comunicação é limitada pela velocidade da fala. Se falarmos rápido demais, ninguém vai entender, então precisamos falar numa velocidade mais lenta, o que cadencia a rapidez do nosso raciocínio. Acredito que a maioria das pessoas pensem na mesma velocidade em que falam para não se perderem. Mas se pudéssemos nos expressar na mesma velocidade do pensamento, então teríamos um desenvolvimento tecnológico e social bem mais veloz.
Possivelmente, por essa razão, muitas pessoas superdotadas se saiam tão bem em fazer cálculos de cabeça, ou em resolver quebra-cabeças, ou jogar xadrez, uma vez que nesses casos a velocidade do pensamento não precisa ser cadenciada para uma transcrição.
Nesse caso, seria necessário desenvolver algum sistema que interligue as pessoas telepaticamente, para que ideias sejam transmitidas sem a lentidão da fala ou da leitura. Talvez um chip implantado no cérebro que decodifique ondas cerebrais ou coisa parecida possa servir para que haja uma comunicação instantânea de pensamentos.

Imagine o estrago que você faria se tivesse um cérebro desse tamanho!

Sobre a limitação temporal do cérebro
Existe uma teoria que defende que quanto maior é o desenvolvimento de um cérebro, menos limitado no tempo e no espaço ele é. Se pegarmos animais como cães, gatos, vacas ou pássaros, nota-se que para eles só existe o tempo presente - ou seja: não existe uma noção bem definida de passado e de futuro para esses animais. O máximo que eles podem ter é alguma vaga informação gravada na memória de que algo pode ser familiar ou se algo é conhecido ou não. A imensa maioria dos animais é incapaz de fazer abstrações ou correlações envolvendo passado e futuro. No caso dos humanos, nós somos capazes de nos abstrair e viver imersos em lembranças ou imaginar como será o futuro. Em um cérebro superdesenvolvido, talvez não exista uma fronteira entre passado, presente e futuro, pois tudo acontece quase que simultaneamente, pois estaríamos interligados entre essas dimensões paralelamente. Afinal, se formos limitar o presente, talvez cheguemos a conclusão que ele nem mesmo exista, uma vez que 1 segundo atrás é passado - mas 1 milésimo de segundo atrás também é passado. Só que 1 milésimo de segundo à frente é o futuro! Então, onde fica o presente nessa história? Bom, talvez precisemos fazer um upgrade no nosso cérebro para compreender esse enigma!

Fonte:
O futuro já aconteceu - (matéria da Superinteressante)