quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Teste: Você é um reaça?


Você não sabe se é um reacionário? Quer descobrir? Então responda sim ou não para as 20 perguntas a seguir:

1- Pobre é assim porque merece?
2- Não existe racismo no Brasil?
3- Índio é preguiçoso?
4- Cotas é racismo contra branco?
5- Feministas são feminazis?
6- Ateus são imorais?
7- Trabalhador grevista é baderneiro?
8- Programas sociais é “populismo”?
9- Sindicatos só servem para difundir "baderna"?
10- Todo camponês sem-terra é vagabundo?
11- Acha que a corrupção no Brasil começou em 2003?
12- Tem alguns amigos negros, mas não quer sua irmã namorando nenhum deles?
13- Acha que nordestino afunda o Brasil?
14- Acha que os imigrantes bolivianos prejudicam a nossa economia?
15- Os direitos humanos existem pra defender bandido?
16- Gosta de humilhar pessoas humildes?
17- Baseia seus chutes dizendo: “li na Veja”?
18- Sente saudades da Ditadura Militar?
19- Não dá a mínima para a pobreza no Brasil?
20- Você se acha mais inteligente que o “povão”?

Se você respondeu sim para todas as perguntas, saiba que você é um reacionário-conservador. E assim como todos da sua laia, saiba que você também é racista (mesmo que cordial), arrogante, pedante, elitista e, evidentemente, um lixo humano.


Parabéns, seu boçal! O Brasil sempre foi feito pra você. Divirta-se!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A marginalização da prostituição


Há uma página no Facebook chamada Moça, você é machista, que eu curti (e curto) por ela ser uma referência em matéria de igualdade entre gêneros, algo que eu sou defensor. Ontem, ao olhar as atualizações dessa página, me deparei com um post que mostrava sete frases, algumas delas ditas por estupradores e outras divulgadas em revistas masculinas. O objetivo era que as pessoas tentassem diferenciar quais frases foram proferidas por estupradores e quais foram achadas em revistas. Vou deixar a imagem logo abaixo:

Estupradores versus revistas - clique para ampliar

Fonte:
Revistas masculinas usam o mesmo discurso de estupradores

Bem, eu, ao ver isso, naturalmente, fiquei chocado com o fato de que revistas voltadas para o público masculino tenham opiniões tão machistas e misóginas a ponto de serem indistintas de frases de estupradores. O teor é realmente ameaçador e agressivo. Mas só que aí tem dois problemas. O primeiro é que os nomes dessas revistas, não sei por que, não foram divulgados. Eu gostaria muito de saber que revistas são essas. Isso não foi citado na matéria e nem na publicação do estudo que saiu no site da Jezebel. O segundo problema é que tem um desses itens que não me soou machista ou misógino, inclusive me pareceu bem estranho estar nesta lista, que foi justamente a frase que fala o seguinte:

"Garotas de programas… elas sabem exatamente como deixar um homem louco. Eu desisti de namoradas. Elas não sabem como me satisfazer, mas garotas de programa sabem." (frase tirada de alguma revista)

Olhe só que coisa mais tendenciosa e preconceituosa colocar a prostituição no meio desse monte de imundícies. Eu até concordo que a prostituição (pelo menos aqui no Brasil) tenha virado um dos negócios mais rentáveis, a ponto do país ser uma referência em 'turismo sexual' no mundo. Mas acho absolutamente desonesto e moralista colocar a preferência de alguém pelo sexo pago nesta lista. Eu escrevi neste blog diversas postagens mostrando porque o sexo pago é, geralmente, muito superior em qualidade ao que é obtido dentro de relacionamentos. Antes que me chamem de machista, aviso logo que isso vale tanto para garotas quanto para garotos de programas. Homens e mulheres têm o direito de pagarem para ter um bom sexo. Não quero ofender os mais românticos, mas acho que comparar um PROFISSIONAL com alguém com quem se transa ocasionalmente ou "por amor" é simplesmente ridículo. É como comparar um carro de corrida com um carro de passeio para saber qual dos dois tem o melhor desempenho numa corrida.
OBS: Se algum ruminante disser que eu estou comparando mulheres com carros e as "objetificando" por isso, fique sabendo que eu estou comparando o DESEMPENHO.

Qual desses dois você escolheria para disputar uma corrida?

E tem mais, eu acho simplesmente RIDÍCULO esse preconceito contra a prostituição. Tirando os abusos dos cafetões, a prostituição como único meio de sobrevivência, o envolvimento com drogas e a prostituição infantil, o resto é um assunto exclusivo para as pessoas envolvidas. A luta hoje é justamente para que ocorra a descriminalização da prostituição como forma de tratar as garotas de programa como seres humanos, como pessoas dignas de direitos trabalhistas e de respeito. Esse discurso de tentar "salvar" as prostitutas de sua "vagabundice" é coisa de paladino papa-hóstia. Eu sou contra esse preconceito nojento que existe na nossa cultura cristã contra as prostitutas e que as coloca como escória. As prostitutas e prostitutos trabalham dignamente (sim, DIGNAMENTE) como qualquer outra pessoa. Mas pelo fato de usarem 'serviços sexuais', então a sociedade se arma de paus e pedras para atacá-los, já que o sexo na nossa cultura é tratado de lixo para baixo quando está fora da famosa tríade 'matrimônio - reprodução - heterossexualidade'.
Sei que, a essa altura, os moralistas estão querendo me enforcar pelo meu discurso, mas eu sou um defensor ferrenho das liberdades individuais. E ninguém tem o direito de legislar sobre o corpo dos outros, nem moralistas, nem religiosos e nem o Estado.

A prostituição é mais antiga do que sonha a nossa vã filosofia

E para os preconceituosos que estão se perguntando se eu gostaria de ver minha filha ou minha mãe como prostituta, eu respondo com outra pergunta: Você gostaria de ter um filho gay? A questão é diferente, mas os raciocínio é o mesmo. Eu não gostaria de ter um filho gay ou uma filha prostituta pelo fato de serem prostituta ou gay, mas sim pelo preconceito da sociedade contra eles. Se não houvesse preconceito e violência contra essas pessoas, eu aceitaria tranquilamente ter uma filha prostituta ou um filho gay, desde que isso não fosse contra a vontade deles e eles tivessem segurança e liberdade. Não faz vergonha ser prostituta ou homossexual: o que faz vergonha é este preconceito asqueroso. Eu não tenho preconceito com nada ligado ao sexo entre adultos que o fazem com pleno consentimento, por isso luto pelos direitos das profissionais do sexo e pelos homossexuais.

E se não gostou, desculpa, mas você tem mais é que ir pra...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os rótulos da nova (velha) política


Depois que parei para refletir melhor, cheguei à conclusão de que o embate entre esquerda e direita não faz mais muito sentido hoje em dia. Como não existe praticamente mais nenhum partido 100% de esquerda e nem 100% de direita, então o que nos sobra hoje são híbridos à serviço de suas próprias ambições. E a cada dia que passa, novas posições políticas surgem: é centro-esquerda, centro-direita, planície, extrema-esquerda, extrema-direita, anarco-capitalismo, anarco-comunismo, marxismo, marxismo de livre mercado (hã?), libertários, liberais, neoliberais, neoliberais socialistas (cuma?), socialistas libertários, liberais libertários, libertários liberais, etc. É tanta confusão na mistura desses termos, que a dicotomia entre esquerda e direita praticamente evaporou. Hoje, ao que me parece, há uma tendência onde cada um está refletindo isoladamente sobre pontos específicos da política – e não mais tentando se encaixar em ideologias pré-fabricadas da esquerda ou da direita. O problema surge quando tentam criar rótulos para definir-se. Como já cansei de dizer: definir-se é limitar-se.

Margaret Thatcher: zumbi da direita
Eu sempre tive um viés igualitário muito forte desde bem jovem. E a igualdade sempre foi o lema principal da esquerda. Apesar disso, eu não me defino como sendo de esquerda. Digo isso porque é possível ser igualitário e, ainda assim, defender a propriedade privada, o capitalismo e a existência de classes sociais, como é o meu caso. Apesar dos politicômetros da vida terem sempre me colocado à esquerda, eu ainda acho que sou muito mais centro do que esquerda. Na verdade, creio que esquerda e direita existam mais na teoria do que na prática. A verdade é que eu não simpatizo com extremos.

Che Guevara: zumbi da esquerda
Hoje em dia, a (falsa) dicotomia entre esquerda e direita existe mais para atender a interesses econômicos de uma elite dominante e também para dar audiência a velhos 'dinossauros' políticos. O que temos atualmente, na verdade, é um emaranhado de ideias de esquerda e direita em um único sistema econômico. É aquela velha história: para que defender a esquerda ou a direita isoladamente se podemos pegar o melhor que há em cada uma delas e fundir num único modelo econômico?

Com relação a partidos políticos, apesar de reconhecer certos partidos como sendo melhores que outros, creio que a militância partidária não passe de bobagem, porque, na prática, todos os partidos são manipulados. Além disso, muitos políticos só estão aí para agir em causa própria. Partidos políticos estão dentro do sistema, sendo assim, eles jogam de acordo com o próprio sistema. Nesta situação, ou votamos nos menos ruins, ou então teremos que pensar em outra coisa, seja no anarquismo, na tirania, no despotismo ou no populismo.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A beleza feminina como produto

Quem disse que a beleza não tem valor?

Ultimamente, tem ganhado cada vez mais força na internet um grupo de feministas (abolicionistas) que se posiciona contra o uso estereotipado das mulheres (ou da imagem feminina) na publicidade, na mídia e no jornalismo. Esse grupo se queixa de diversos abusos e exageros no uso da imagem das mulheres (ou de partes sensuais de seus corpos), argumentando, entre outras questões, que as mulheres não devem ser destacadas apenas por seus atributos físicos ou tratadas como objeto, já que elas não são "produto" para o "consumo masculino". Depois que andei bisbilhotando este Tumblr e postagens como esta, entendi porque há tanta chiadeira por parte de algumas mulheres (feministas ou não) com relação a isso (até comentei sobre isso neste post).
Abertura de Tieta
Realmente, há, de fato, um uso excessivo e muitas vezes desnecessário da sensualização feminina no jornalismo da internet e em jornais e revistas impressos. A forma como a mulher é representada muitas vezes é ridícula ou mesmo humilhante. Algumas pessoas gostam de rotular isso como objetificação, outras dizem que é machismo, outras dizem que é ditadura da beleza, enfim... o que ficou claro para mim é que há um anseio por censura muito grande por conta disso. Eu concordo que há um uso inadequado e parcial na exibição das mulheres (especialmente as bonitas) na mídia e na publicidade, criando um estereótipo perigoso e fazendo associações machistas. Uma moderação talvez seja necessária para esses casos. Mas o que me incomoda nessa história é que muitas dessas reclamações usadas atualmente pelas feministas pró-censura, curiosamente, são muito parecidas com aquelas mesmas reclamações de quando baniram da televisão brasileira aberturas de telenovelas que exibiam corpos femininos nus (como em Tieta e Pedra Sobre Pedra). O engraçado é que os argumentos anti-nudez usados no início dos anos 90 (objetificação, degradação, sensualização, etc.) vieram justamente de religiosos e moralistas que hoje atacam o feminismo. Acho estranho que as feministas tenham plagiado os argumentos dessa estirpe. Também acho paradoxal exigir o fim da nudez e da sensualidade na mídia enquanto protestam quase sem roupa pelas ruas. Mas enfim, deixando isso pra lá, alguém sabe dizer ao certo por que o corpo feminino é tão exaustivamente explorado pela mídia? Eu acho que tenho a resposta e pretendo desenvolvê-la a seguir.

Mulheres-objeto ou arte?

Por que a beleza chama tanta atenção?
Eu sei que tem muita gente que odeia história, mas não tem jeito, eu vou ter que falar sobre ela para explicar a origem de tudo isso. Se nós construíssemos uma máquina do tempo e viajássemos para cerca de 30 milhões de anos atrás – muito antes da espécie humana surgir – veríamos que os mamíferos que deram origem aos atuais primatas andavam sobre a terra com seus órgãos olfativos (vulgo narizes) bem próximos ao chão. Passados 25 milhões de anos depois, os descendentes primatas dessa linhagem ganharam a postura ereta, fato que afastou os seus narizinhos do solo e, consequentemente, diminuiu o poder do nosso olfato. Isso tanto é verdade que o olfato humano é uma verdadeira anedota se comparado com o de outros mamíferos farejadores. E para quem não sabe, o olfato era responsável, entre outras coisas, pela escolha do parceiro sexual. Nossos ancestrais eram mais ou menos como cachorros, que cheiravam a 'retaguarda' dos outros para reconhecer quem era macho, quem era fêmea, quem estava fértil, quem estava saudável... Com a perda do poder do olfato, o órgão que o substituiu nesta importante missão de achar um parceiro foi, adivinhe qual: os olhos! Se você for um bom entendedor, já deve estar sacando porque hoje as pessoas julgam se alguém é atraente não mais pelo cheiro, mas sim pelo aspecto visual. É por isso que o padrão usado pela espécie humana para escolha dos parceiros sexuais é a beleza física (foi aí que o conceito de 'beleza' surgiu). Mas o que é beleza? A beleza é um conjunto de atributos estéticos (como simetria, proporção e caracteres sexuais) que são biologicamente e culturalmente tratados como saudáveis, desejáveis e atraentes. É exatamente a beleza que nos faz preferir instintivamente uma pessoa com simetria bilateral ao invés de uma pessoa deformada para transmitir os nossos genes. A beleza, queira ou não, ajudou a construir a seleção natural entre seres humanos. É por isso que homens com ombros largos e cintura fina (formando o famoso triângulo invertido) costumam atrair mais a atração do gênero oposto – e é por isso que mulheres com cintura fina e quadris largos (o famoso violão) chamam mais atenção dos homens. A beleza é um anúncio que diz: "tenho excelentes genes para transmitir".

A beleza é um critério de escolha para parceiros saudáveis

A persistência do desejo
O poder da atração sexual
Vocês já viram como um cachorro se comporta quando sente o cheiro de uma cadela no cio? Ele fica bem agitado, né não? É comum você vê pelas ruas o poder de atração que uma cadela no cio exerce sobre os cães machos, acho desnecessário citar exemplos. No caso dos seres humanos, nós temos dois problemas com relação a isso. O primeiro é que as mulheres não têm cio. As fêmeas da espécie humana, apesar de terem um período fértil onde elas ficam um pouco mais, digamos assim, receptivas, as mudanças corporais e o cheiro praticamente se mantém inalterados ou imperceptíveis para os homens. Isso tornou as mulheres atraentes visualmente para os homens permanentemente, justamente porque o ciclo menstrual não causa impactos visuais relevantes na mulher. E o segundo problema é que os homens que não se sentiam atraídos pela beleza feminina ou que não gostavam muito da coisa de sexo, deixaram poucos descendentes. Some a esses dois problemas o fato de que nossos instintos são reprimidos socialmente em nome da moral e dos bons costumes e pimba! Você tem a resposta para a charada! É por isso que os homens são tão obcecados por mulheres atraentes e buscam vê-las o tempo inteiro.
Homens macacos adoram ver isso
O cérebro masculino praticamente evoluiu buscando parceiras atraentes, o que torna os homens até hoje reféns do poder de sedução feminino. E para colocar mais pimenta nesse caldeirão, adicione a isso tudo a alta dose de testosterona (hormônio da libido) no corpo masculino e a necessidade quantitativa (e instintiva) dos machos "cobrirem as fêmeas" para garantir a perpetuação da espécie. É por isso que revistas de mulher pelada vendem tanto, que filmes eróticos vendem tanto e que as prostitutas fazem tanto sucesso.

O capitalismo e a 'objetificação' feminina
A beleza vende!
O sistema capitalista depende de dinheiro para sobreviver, fato. E uma das formas que o capitalismo tem de chamar a atenção dos seus consumidores é explorando as nossas fraquezas mais instintivas. Quando mulheres gostosas atraentes e com pouca roupa são colocadas na publicidade, elas estão agindo, na verdade, como iscas para atrair os homens (héteros): algo que funciona tão bem que acabou 'viralizando'. O capitalismo usa a seu favor o desejo natural dos homens em ver mulheres bonitas para chamar a atenção para os seus produtos e serviços. Como na internet cada clique gera receita (dinheiro), então o uso da figura feminina é constante e abusivo. É por isso também que se multiplicam eventos como concurso de misses, de musas, de bumbum, de biquíni, etc. A beleza em si se transformou num grande negócio.

Durma com um barulho desse
Acontece que hoje temos três mazelas sociais que foram associadas (erroneamente) ao uso da beleza da mulher como 'negócio': a violência contra a mulher, a cultura do estupro e o machismo. Numa sociedade onde mulheres são reprimidas, vigiadas e estereotipadas para agradar visualmente os homens, isso gera um contramovimento dentro do feminismo que luta contra a exposição da mulher na mídia. Mas o problema não está no uso da mulher pela mídia, mas sim no machismo e na opressão contra as mulheres. É muito comum feministas associarem a nudez à exploração e insensibilidade masculina. Essa confusão é compreensível, porque vemos poucos homens sendo explorados pela mídia visualmente e pouca preocupação estética com os homens. Foi por isso que nesta postagem eu defendi uma objetificação saudável e um maior uso também da imagem masculina, afinal, homens também são atraentes para mulheres e para homens homossexuais (G-Magazine vende por que, né?). Eu acredito que a exploração da sensualidade masculina ainda é muito pobre na mídia porque a maioria dos publicitários são homens héteros – além do machismo e da homofobia que contribuem para a aversão ao nu masculino.
O que deve ser evitado, na minha opinião, são julgamentos e críticas baseados unicamente em emoção ou em wishful thinking para censurar ou remover tais conteúdos alegando teorias conspiratória diversas. A gente precisa enxergar também o outro lado da história para fundamentar melhor as nossas opiniões antes de militar a favor de uma postura ideológica.

Desejar não é 'coisificar'
Outro grande problema das pessoas que se posicionam contra qualquer tipo de objetificação é que elas generalizam e confundem frequentemente desejo sexual com abusos contra as mulheres. Acho o cúmulo da desonestidade e da associação forçada confundir 'cultura do estupro' com 'desejo sexual'. O desejo sexual é algo natural, a cultura do estupro, não. Além disso, não são só homens que "objetificam", muitas mulheres que vão nas baladas da vida também veem homens atraentes como "objetos a serem consumidos", para levá-los para cama e ter prazer com eles – e nem por isso é uma "objetificação nociva" contra o homem. Acho que todos têm o direito de ser castrados psicologicamente, mas querer castrar os outros com teorias conspiratórias é uma aberração moralista.

Flerte ou objetificação mútua?

Enfim, espero que tenha ficado claro o porquê do uso exaustivo da imagem de mulheres na mídia. Qualquer dúvida ou discordância, os comentários estão abertos para isso.

Tipos de feminismo


Graças à internet, o feminismo está se tornando um movimento cada vez mais popular. A cada dia, mais e mais pessoas se engajam ao movimento por compreender a sua vital importância para todos nós. Eu diria até que o feminismo está iniciando uma revolução que vai entrar para os livros de história do futuro. Vivemos, sem dúvida, um momento histórico único onde o poder do patriarcado está sendo contestado, encurralado e destruído aos poucos. Para se ter uma ideia, um estudo,  que foi conduzido em 70 países durante 40 anos, relatou que a mobilização de movimentos feministas foi mais importante para a redução da violência contra as mulheres do que o posicionamento político e até mesmo a riqueza dos países.
Pois bem, depois de observar durante algum tempo o movimento feminista como um todo, descobri que não há apenas um tipo de feminismo. Existem vários feminismos sendo disseminados por aí. E baseado nas minhas observações, percebi que há seis subtipos de feminismo integrando o movimento como um todo. Apesar de alguns não possuírem qualquer ligação com a ideologia original do feminismo, resolvi incluí-los na lista pelo fato deles se autointitularem feministas.

Feminismo tradicional (legítimo)
Este é o feminismo padrão, que é formado pela imensa maioria das feministas. Ele defende a igualdade, a liberdade, o fim do machismo, o fim do slut-shaming, o fim do feminicídio, o fim da violência contra a mulher, o fim da cultura do estupro, o fim do assédio, o fim de privilégios masculinos, o fim da falta de autonomia das mulheres, o fim da cultura sexista, o fim de leis que controlam os corpos das mulheres e o fim de padrões heteronormativos que causam sofrimento para todos. Este feminismo é parceiro dos direitos humanos e busca um mundo melhor para homens e mulheres. É este feminismo que precisa ser divulgado e difundido cada vez mais: seja através da internet, da mídia, da publicidade, da música, da arte e do entretenimento. Quanto mais pessoas compreenderem a importância desse movimento, mais justo e menos desigual o mundo será para todos. Geralmente, essas feministas usam o diálogo e manifestações pacíficas para reivindicar os seus direitos.


Feminismo radical
Este feminismo é ideologicamente idêntico ao tradicional. A diferença é que ele crê que só é possível mudar o mundo, de fato, através da luta e do radicalismo. Esta é a ala mais agressiva e autoritária, que costuma chocar, incomodar, escandalizar, gritar, protestar e até mesmo partir para a briga como forma de fazer com que as reivindicações femininas sejam atendidas e levadas a sério.


Feminismo Abolicionista (antiliberal)
Dentre as feministas há também um grupo mais conservador e antiliberal que acredita que a censura e algumas proibições se fazem necessárias para proteger as mulheres. Segundo as abolicionistas, o Estado deve regular certos comportamentos para evitar o "abuso" e a "exploração" das mulheres. Estas feministas se posicionam claramente contra a prostituição, contra a pornografia, contra o aborto, contra games sexistas, contra a 'objetificação' humana, contra a exposição sensual do corpo feminino na mídia e até contra a participação feminina em instituições "sexistas" como, por exemplo, as Forças Armadas. Geralmente, apelam para o discurso da degradação feminina e, não raramente, abraçam algumas ideologias cristãs. Francamente, eu não vejo esse grupo como feminista, mas sim como antifeminista, porque ele entra em conflito direto com muitos ideais do feminismo tradicional.


Andrea Dworkin: ícone separatista
Feminismo Separatista
É aquele que é formado por mulheres que acreditam que apenas as próprias mulheres devem fazer parte do movimento feminista. Se baseiam na ideia de Andrea Dworkin que dizia que as mulheres tinham direito a um estado, assim como os judeus, pelos crimes cometidos pelo patriarcado ao longo da história. Há outras também que sonham com uma sociedade feminina (ginocêntrica).


Feminismo Sexista (femismo)
Entre as feministas estão também aquelas que não lutam por igualdade, mas, sim, por privilégios e revanchismo. É um grupo pequeno, formado quase sempre por fundamentalistas que querem uma vingança por toda a repressão que o patriarcado as causou. O nome correto para esse movimento é o femismo, que é um machismo invertido, onde querem sobrepor as mulheres em relação aos homens. Algumas militantes deste movimento são claramente misândricas, ginocêntricas e até, acredite, heterofóbicas (pois consideram a heterossexualidade uma forma de opressão). A proposta dessas militantes não é a igualdade – fato este que as afasta da real luta do feminismo. Também não considero esse grupo como sendo feminista. Na minha opinião, são pessoas que querem aparecer e queimar o filme do feminismo através de uma guerrinha de sexos inútil. Este tumblr comprova a minha teoria.

A autêntica feminazi

Feminismo fascista (feminazismo)
Existe uma subdivisão dentro do Femen de integrantes que tem islãfobia (fazem boicote a atletas e imigrantes mulçulmanos), adotam ideais nazistas e fascistas, fazem apologia à violência contra homens (testículos mutilados), usam símbolos e ícones (flores brancas) que remetem à pureza ariana, são gordofóbicas e racistas (só aceitam mulheres brancas e magras) e simpatizam com conservadores como Bolsonaro e Feliciano. Eu acredito que esse tipo de organização é um movimento neonazista disfarçado de feminista, daí que eu acho bastante justo rotulá-lo de feminazi (feministas + nazistas). Claro que sei que o termo feminazi, criado preconceituosamente pelo conservador americano Rush Limbaugh, infelizmente, costuma ser usado de maneira ofensiva pelos reacionários para hostilizar todas as feministas. Mas, para mim, feminazis são esses grupos de extrema-direita que querem fazer arruaça para aparecer através de ideologias fascistas. Se alguém duvida disso, acho bom dar uma olhada neste post aqui.

PS: As definições criadas nesta postagem não devem ser tomadas como verdades, pois não se tratam de nenhum estudo acadêmico. Aqui temos apenas a opinião de quem está começando a compreender melhor o feminismo.