sábado, 31 de janeiro de 2015

Tá faltando homem?


Pois é, a vida das mulheres heterossexuais não anda nada fácil. Arrumar um bom partido para casar não tem sido tarefa fácil. Além da população masculina ser numericamente menor que a feminina, ainda temos outros problemas, tais como:

- Homens morrem mais e mais cedo que as mulheres.
- Muitos homens são gays.
- Muitos homens fazem voto de castidade e se celibatam.
- Muitos são nerds e preferem um videogame a uma mulher.
- Muitos são casados e comprometidos.
- Muitos só saem com prostitutas.
- Muitos odeiam relacionamentos (eu, por exemplo).
- Alguns preferem uma Real Doll a uma mulher de carne e osso.
- Outros são machistas, masculinistas e misóginos.

Isso sem falar na cambada de homens feios, ignorantes, estúpidos, violentos, chatos e preguiçosos. Realmente sobra muito pouco que preste para alegrar a mulherada. Pior ainda é a situação no Recife, que é a capital brasileira onde há proporcionalmente mais mulheres que homens (e segunda do Brasil, ficando apenas atrás de Santos). Deve ser por isso que as mulheres recifenses são as mais carentes do país. Vai ser preciso judiar do santo pra sair do caritó, visse?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Homem é tudo tarado


Não é preciso ser um especialista em comportamento sexual humano para perceber que os machos da nossa espécie se comportam de forma muito similar aos animais ditos irracionais. Em parte, podemos culpar a nossa biologia, porque a missão de quem produz gametas constantemente ao longo da vida é se acasalar com o maior número de parceiras possível para ter maior variabilidade genética e aumentar as chances de sobrevivência da espécie. Mas também temos o fator cultural, que sempre incentivou os machos a serem mais promíscuos. O que acontece então é isso que vemos a torto e a direito por aí: assédios, caras filmando mulheres por baixo da saia na rua e postando no Youtube, homens espiando mulheres se trocando pela fechadura, alto consumo de pornografia, olhares maliciosos para mulheres atraentes, etc. Eu sei que parece meio estúpido dizer isso, mas esses e outros comportamentos provam que nós, seres humanos, ainda somos seres essencialmente tribais.
Do ponto de vista da cronologia evolutiva, nós deixamos as cavernas há pouquíssimo tempo, de modo que em nada mudamos dos últimos 50 mil anos para cá. O nosso cérebro é o mesmo de um homo sapiens do final do paleolítico. Ou seja: tudo é muito novo, essas regras sociais, a tecnologia e a forma repressora e confusa com que lidamos com a nossa sexualidade. Nós somos literalmente macacos travestidos de seres civilizados tentando conviver com todas essas mudanças que ocorrem tão rápido. O problema todo é que os nossos instintos não mudaram em nada e esses comportamentos neanderthais da nossa sexualidade (especialmente a masculina) ainda persistem de forma muito insistente. E pra piorar, os homens são muito visuais, não ficam grávidos e não sofrem de frigidez (não existe homem frígido, existe homem broxa), fatores que estimulam ainda mais a taradice masculina.

É isso que nós somos

O que eu acho nessa história toda é que devemos buscar um ponto de equilíbrio: nem devemos nos comportar como primatas do pleistoceno e nem virar santinhos assexuados como querem as feministas fanáticas e os bitolados religiosos. Acho que ser tarado, até certo ponto, é natural e saudável. O que devemos sempre ter em mente é que o meu direito termina onde começa o do outro. Ser tarado (ou tarada) é natural, mas com moderação.

Somos todos primatas

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sete músicas que me fizeram chorar

Honestamente falando, sou bastante duro na queda quando o assunto é chorar. Porém, essa coisa amolecedora de corações chamada música é uma das poucas coisas capazes de fazer meus olhos se enxerem de lágrimas. A seguir vou listar em ordem crescente sete músicas que fizeram eu me emocionar em momentos marcantes da minha vida e que, de certa forma, ajudaram a tirar aquele peso que as vicissitudes da vida deixam na alma.

7 - I'll Take the Rain (REM)


6 - Last Kiss (Pearl Jam)


5 - Lightning Song (Anathema)


4 - My Heart Will Go On (Celine Dion)


3 - Now We Are Free (Lisa Gerrard)


2 - Layla (Eric Clapton)


1 - Heal The World (Michael Jackson)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Coração de papelão


Devido a minha falta de tempo, deixo mais um poema de minha autoria para manter o blog em movimento. Este poema, um dos meus prediletos, mostra que nunca devemos deixar de lado a criança que há dentro de cada um de nós, pois é esta criança que traz significado e entusiasmo pela existência. E lembre-se sempre de que o mais infantil dos adultos é aquele que ignora a criança que há dentro de si, afinal, a infância é só uma fase, mas ser criança é algo eterno.


Coração de Papelão

É divertido ser criança
Com um pedaço de papelão
E uma tesoura que alcança
A forma que nasce no coração.

É engraçado ser criança
Quando o amor é confiança,
Quando um sorriso é esperança
E quando a saudade é uma lembrança.

É triste deixar de ser criança
Quando o amor vira esperança,
Quando o sorriso é uma lembrança
E quando há saudade da confiança.

Quando o resquício da solidão
Bate à porta do coração
Há a triste sensação
De que o mundo é de papelão.

O segredo dessa lição
É ter uma criança no coração.
Basta ter uma tesoura na mão
E um sonho na imaginação.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Ser criança em 1994


Há 20 primaveras atrás chegava ao fim um dos anos mais divertidos e importantes da década de 1990, que foi o "anão" (ou seria anaço?) de 1994. Quem foi criança nesse ano certamente deve ter tido muitos motivos para não ter se esquecido dele - isso tanto é verdade que eu tive que dedicar um post inteiro só para falar sobre ele.

Pois bem, eu comecei o ano de 1994 com 10 anos de idade e o fechei com 11, portanto, esse ano marcou praticamente o início do fim da minha inesquecível infância. A transição da infância para a adolescência começou a se dar nessa época para mim. Isso, por si só, ajudou a tornar o ano de 1994 mais relevante para mim - mas para esse ano ter sido tão especial, muito mais precisou ocorrer durante os seus 365 dias. Para começo de história, vimos o controle da inflação no país com a chegada do Plano Real no Governo Itamar Franco. Isso mudou radicalmente a forma com que víamos o dinheiro. A nossa mesada passou a ter um valor estável e passamos a viver numa das eras de maior estabilidade econômica do país.
Porém, nem tudo foram flores, pois tivemos a morte do ídolo Ayrton Senna, que foi homenageado posteriormente pelos jogadores da seleção brasileira ao conquistar o tetracampeonato de futebol. E falando em futebol, o Brasil finalmente havia vencido uma Copa após 24 longos anos de jejum. A festa pelo título foi inédita para muita gente e aumentou ainda mais a euforia pelo esporte, pelo menos para mim. Foi a partir de 1994 que eu comecei a me interessar de verdade por futebol e comecei a jogar futebol de botão, a jogar pelada na escola, a colecionar álbuns de figurinha e a acompanhar os campeonatos nacionais com mais atenção.
Tivemos também a eleição presidencial, onde FHC venceu no primeiro turno e conhecemos um tal de Eneas, candidato que ganhou milhões de votos apenas falando o próprio nome na televisão.


Quem foi criança nesse ano também teve muito o que assistir, como a estreia dos Cavaleiros do Zodíacos na TV Manchete, a TV Colosso e o clássico eterno da Disney: O Rei Leão. Brinquedos, jogos e videogames também faziam sucesso mais ou menos na mesma proporção. Naquela época, as crianças ainda tinham vontade de ter um Super Nintendo e um brinquedo não eletrônico, como um autorama, por exemplo - diferentemente de hoje, onde os aparelhos eletrônicos jogaram para escanteio brinquedos como Lego, Playmobil, Comandos em Ação e Barbie. E falando em videogames, games como Sonic 3 & Knuckles, Donkey Kong Country, Doom 2, Warcraft, Streets of Rage 3, Mortal Kombat 2, King of Fighter '94 e Killer Instinct foram lançados também neste mesmo ano, sendo imortalizados décadas depois. Os computadores pessoais estavam começando a se tornar acessíveis para a classe média e a internet estava começando a dar os seus primeiros passos importantes no Brasil.


Em 1994 também tivemos outras coisas bacanas, como aquele comercial da Sadia de 50 anos, os comerciais toscos do Tele Amizade, as Olimpíadas do Faustão e a estreia de filmes como O Máscara e Debi & Loide, que fizeram a alegria da criançada. Enfim, 1994 foi um ano inesquecível. E como não podemos voltar no tempo para reviver aquela época incrível, nos restam as histórias e a saudade que aquele ano deixou.