sexta-feira, 15 de abril de 2016

Todo homem é um estuprador em potenci... Não, péra!


As radicais do movimento feminista têm a mania de repetir o mantra sagrado de que tudo que tem pênis é estuprador em potencial. Mas parece que a realidade massacra qualquer generalização fundamentada em pensamento dogmático. Em julho de 2015, uma mulher foi presa na Inglaterra por agredir um motorista de Taxi. Motivo: ele recusou o sexo como pagamento da corrida. Como se isso não fosse o bastante, a mulher que agrediu o taxista já foi condenada 36 vezes por abuso sexual. A notícia completa segue aqui e a fonte original, em inglês, está neste outro link.
Já chega de achar que mulher é tudo vítima santinha e que homem é tudo maníaco e tarado. A espécie humana não tem padrões de comportamento definido por gênero porque ninguém é igual a ninguém.

Mas se você continua achando que mulher é tudo assim:


Então tá fazendo o que fora do convento, santa?

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Dilma e sua incrível capacidade de viajar no tempo

Os petralhas vão dizer que é montagem...

Ontem, ao dar uma bisbilhotada pelo Facebook, eu me deparei com uma galerinha compartilhando a foto abaixo:


Eu não sei se foi sarcasmo ou se foi sério, mas algumas pessoas pareciam mesmo acreditar que a Dilma tirou aquela foto ao lado de Adolf Hitler na década de 1930. Nem é preciso dizer que a foto é uma montagem tosca, mostrando que a turma antipetista não tem mais limites para desonestidade e sem-noçãozice. É totalmente impossível aquela foto ser real porque Hitler morreu em 1945 e Dilma nasceu em 1947. Essa tentativa desastrada de envolver o PT com o nazismo não dá certo, porque essa é a maneira mais estúpida de forçar a falácia de redução ao nazismo (reductio ad hitlerum). Se querem criticar o PT, critiquem o próprio PT ao invés de forçar uma associação surrealista entre nazismo e petismo.

A foto real que sofreu montagem

Enfim a única explicação que resta para quem acredita que a foto é real é dizer que Dilma Rousseff viajou no tempo. Se bem que isso não é algo tão absurdo de pensar levando em consideração que um certo astrólogo também defende que Che Guevara viajou no tempo e invadiu Angola 8 anos após a sua própria morte. Só nos resta mesmo rir da loucura paranoica desse antipetismo patológico e tresloucado.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

As verdadeiras razões por trás do Golpe


Muitos falam sobre o impeachment da Dilma, sobre a perseguição ao Lula e sobre essa tentativa de provar que apenas o PT é corrupto. Mas essas coisas não estão acontecendo à toa. Assim como a Primavera Árabe não aconteceu por acaso, o que se passa no Brasil atualmente também não é mera casualidade política. Há razões muito fortes para explicar tudo o que está acontecendo. Existem, basicamente, dois grandes motivos para essa verdadeira cassada contra o Partido dos Trabalhadores que aí está juntamente com o crescimento de ideologias neoliberais e fascistas. O primeiro e o mais forte motivo é o internacional. O segundo é o nacional. Vamos refletir sobre cada um deles.

1 - Os motivos internacionais
Já cansei de dizer neste blog que o Brasil, assim como todo o resto da América Latina, é o quintal dos EUA. Para as oligarquias ianques, somos os selvagens, os subdesenvolvidos e os latinos semianalfabetos que possuem um vasto território a ser explorado, saqueado e dominado. O Golpe de 64 foi a maior prova disso, porque os EUA não queriam outro país (além de Cuba) alinhado com os interesses da URSS durante a Guerra Fria. Daí que os norte-americanos patrocinaram o Golpe Militar para manter o Brasil (e outros países sul-americanos) sob o seu domínio. O que acontece hoje é parecido. O Governo do PT criou uma aliança econômica com os BRICS, formado pelo bloco Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. E o fortalecimento deste bloco econômico enfraquece o velho imperialismo norte-americano. Como já era de se esperar, os EUA estão tentando de tudo para enfraquecer os BRICS. E uma das jogadas mais previsíveis, como parte desse plano, é justamente de tirar parte do seu quintal das garras dos BRICS. Na atual conjuntura, nada melhor que expulsar quem apoia os BRICS do poder – o PT, no caso – e inviabilizar o seu retorno com todo o espetáculo midiático que foi feito para prender o Lula e desmoralizar o seu partido.

Outro ponto importante dentro da questão internacional é a crise do petróleo. O petróleo, como quase todos sabem, é um combustível fóssil. E combustíveis fósseis não são eternos. Quando o petróleo do mundo está quase se esgotando, eis que surge o Brasil com a menina dos olhos do mundo: o Pré-sal. Além disso, a Petrobrax Petrobras, que é uma mina de ouro negro, também passou a ser motivo de interesse dos EUA. Tirar o PT do poder daria aos EUA a chance de recolonizar o país oficialmente, roubando as nossas riquezas e comprando nossas estatais a preço de banana. Quem não tem Mal de Alzheimer lembra muito bem que FHC fez exatamente isso durante o seu governo. E para quem não sabe, esse alinhamento do PSDB com os EUA é, inclusive, uma das razões para a blindagem dos tucanos por parte do MPF, da mídia golpista e de parte do judiciário.
Como tudo nessa história está interligado como num grande quebra-cabeça, as razões nacionais para a queda do PT – através desse Golpe de Estado travestido de impeachment – vêm, principalmente, da influência dos EUA sobre as nossas oligarquias, políticos e meios de comunicação.
O vídeo abaixo resume de forma concisa o que acontece no país:


2 - Os motivos nacionais
O fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais é a sentença de morte da direita política pelo simples fato dela ser antipopular. Essa direita é representada pelos grandes empresários, pela Fiesp, pela grande mídia e pela elite oligárquica. A direita não possui apoio da UNE, do MST, do MTST, da CUT, dos sindicatos, da grande massa assalariada, dos pobres e nem das forças democráticas. Os partidos que representam a direita só chegam ao poder de quatro maneiras: ou através de lavagem cerebral midiática; ou através de demagogia; ou através do poder do dinheiro; ou através de golpes, como está sendo agora. Com o fim do financiamento empresarial das campanhas políticas, a direita ficou sem saída, porque seus demagogos são corruptos, oportunistas e não enganam mais ninguém. Só há uma saída para eles: os Golpes de Estado. Além desse motivo nacional, ainda temos outros, tais como: a vingança pessoal do corrupto Eduardo Cunha contra o PT; a oposição carniceira do PSDB/DEM/PPS que não aceitou a derrota nas urnas em 2014; a crise financeira dos grandes meios de comunicação, especialmente das Organizações Globo; o medo dos mais ricos pela reforma tributária que ameaça taxar grandes fortunas e dividendos; a FIESP e entidades do gênero que defendem o patronato.

O curioso é que este Golpe está sendo defendido por uma maioria de parlamentares corruptos contra uma presidente que não cometeu nenhum ato ilícito comprovado desde que assumiu em 2010. Fora que há nomes reacionários e fanáticos como Marco Feliciano, Silas Malafaia, Bolsonaro, Maluf, Cunha e todo o tucanato apoiando esse golpeachment. Eu jamais ficaria do lado dessa gente de mente fechada e que só tem vocação para defender os próprios interesses e nunca os do povo.

PS1: E olha que eu nem citei o ódio de classe contra o PT, o Macarthismo e a massa de manobra da grande mídia guiada pelo efeito manada. Na verdade, essas são razões menos relevantes e que, sozinhas, não alteram porcaria nenhuma. Massa de manobra reacionária só serve mesmo para ser enganada e se enganar.

PS2: Se você acha que tudo isso dito aqui é teoria da conspiração, recomendo que escolha a pílula azul e volte a acreditar no que você quiser. Só uma dica: evite livros de história e mídias alternativas, porque eles podem te transformar num comunista.

Imagens do Memorial do Golpe 2016:
Blog do Itarcio (Claudicando)

terça-feira, 12 de abril de 2016

A inocência dos liberais

Estado mínimo resumido numa charge

Vamos imaginar uma partida informal de futebol. Todos sabem que um jogo de futebol possui várias regras bem conhecidas que o caracterizam como esporte para que ele seja jogável. O responsável por aplicar as regras da partida é o árbitro. Agora imagine que durante essa partida, um grupo de torcedores esteja inconformado com o fato do seu time estar perdendo. A solução mais lógica para isso seria fazer substituições, mudar de tática, aumentar a pressão da torcida, dar mais dinâmica aos volantes, transformar os laterais em alas, marcar a saída de bola, etc. Só que ao invés de pensar nisso, esse grupo de torcedores começa a culpar a arbitragem pela derrota em andamento do time, dizendo que o árbitro é ladrão e que as regras do jogo são injustas. Eles acham que o juiz está marcando faltas demais contra o time deles, que a arbitragem não está deixando o jogo fluir e que os auxiliares só estão marcando impedimento contra o time deles. Então a solução "genial" desses torcedores revoltados é simplesmente a de mudar as regras do jogo. Há faltas demais contra o time deles? Então a falta deixa de ser uma regra, até porque o time que fazia mais faltas na partida era justamente o mais violento e o que também estava perdendo. Há impedimentos demais contra eles mesmo com o time adversário fazendo uma linha de impedimento disciplinada? Então tira o impedimento da regra também. Pronto: o jogo agora segue sem faltas e sem impedimentos. E aí eu te pergunto: você acha que o jogo ficou mais justo, com mais liberdade, menos regras e menos intervenção arbitrária?
Pois bem, o que se sucede após essa mudança de regras é uma verdadeira selvageria campal. A pancadaria come solta, os jogadores começam a se agredir e vários gols em posição de impedimento são marcados a favor do time que mudou as regras. O jogo acaba virando uma confusão devido à pancadaria generalizada depois que o árbitro parou de marcar as faltas e impedimentos. A torcida do time que foi desfavorecido com as mudanças invade o campo e entra na briga também. O resultado é que o jogo acaba sendo encerrado e anulado. Notavelmente, diminuir os poderes da arbitragem não deu certo.

Agora pegue o exemplo da partida de futebol acima e substitua o jogo pela economia, os jogadores pelas empresas privadas, a arbitragem pelo Estado e os torcedores que mudaram as regras pelos defensores do Estado mínimo. Pronto, não preciso mais dizer porque eu sou contra o liberalismo econômico.
A ideia do liberalismo econômico é parecida com a desse jogo de futebol onde o juiz teve o seu poder de arbitragem reduzido para ele "parar de roubar" e deixar a partida correr livre. Esse tipo de mudança favorece aos grandes, aos mais fortes, aos mais violentos e aos que precisam de mais liberdade para impor as suas próprias regras. Assim sendo, a famosa "piscina de tubarões" estaria formada. Capitalismo sem Estado não é capitalismo: é selvageria, massacre e uma versão piorada do feudalismo.
Mas vamos trocar em miúdos para entender o problema do liberalismo econômico na prática.

O neoliberalismo conduz a economia por caminhos perigosos

Explicando sem metáforas
O liberalismo econômico parte do princípio de que o Estado não deveria legislar ou controlar o mercado. O mercado deveria funcionar livremente com suas próprias regras, porque segundo a teoria de Adam Smith, a autorregulação do mercado ocorre naturalmente através da tal "mão invisível". Isso justificaria, portanto, a ideia do Estado mínimo, ou do Estado zero, como profetizam os anarcocapitalistas. Essa ideia do Estado mínimo não está errada do ponto de vista filosófico. O problema é que ela só funciona, de fato, se inserida em um contexto de microeconomias ou em realidades fantasiosas onde as pessoas e empresas tivessem um comportamento exemplar do ponto de vista ético. Isso porque do ponto de vista da macroeconomia, o livre mercado gera práticas como cartéis, monopólios, oligopólios, dumpings e trustes – práticas essas que destroem qualquer liberdade econômica. Não há liberdade econômica, do ponto de vista prático, sem uma participação forte do Estado. O Estado existe para proteger o próprio capitalismo, a propriedade privada e a concorrência. A crise de 1929 mostrou o que acontece quando o mercado é entregue ao laissez-faire. O que salvou os EUA da maior crise da história do capitalismo foi justamente o keynesianismo: a tal intervenção estatal que os liberais tanto abominam.

"Coerência" liberal

O que torna alguém liberal?
O número de liberais econômicos têm crescido de forma rápida e preocupante na internet. Isso ocorre basicamente por duas razões. A primeira é que a maioria dos usuários frequentes da internet são da classe média – e a classe média é a que paga mais impostos e ao mesmo tempo é a que tem mais condições socioeconômicas para empreender. O liberalismo, para o deleite dessa classe média, profetiza justamente a redução da carga tributária e também uma facilidade maior para abrir e gerir empresas. A segunda razão é a descrença nos políticos. Com todos esses escândalos de corrupção e incompetência dos governos, é tentador crer que menos políticos (ou menos Estado) seria a solução.
Outra conclusão que leva a esse pensamento liberal é a ideia equivocada de que o Estado é naturalmente corrupto, parasita e explorador. Por conta disso, as grandes empresas corromperiam o Estado para obter vantagens. Assim sendo, o Estado controlaria a economia de modo que esse controle favorecesse essas grandes empresas, prejudicando as demais concorrentes, evitando, assim, uma concorrência leal e justa. Isso é o que alguns liberais gostam de chamar de "corporativismo". Portanto, a solução para isso, segundo os liberais, seria reduzir os poderes do Estado e fazer várias privatizações. Isso seria necessário para que as corporações corruptoras não tenham como manipular nem o Estado e nem as estatais ao seu favor para gerar monopólios e oligopólios "legais". Apesar dessa ideia estar fundamentalmente correta, essa solução de "menos Estado" não funcionaria pelo simples fato de que os cartéis e oligopólios formar-se-iam do mesmo jeito, já que o Estado não teria força para regular as grandes empresas. Menos Estado é uma ideia que favorece à burguesia, à alta burguesia. Os trabalhadores e os pequenos e médios empresários não têm nada a ganhar com isso.



Com menos Estado e sem a interferência do mesmo no campo econômico, as empresas corporativistas nem precisariam gastar dinheiro para corromper os políticos a fim de manter os oligopólios. E assim viveríamos numa verdadeira ditadura corporativa. É inocente demais achar que num livre mercado as empresas que fazem cartel permitiriam que você ou qualquer um competisse contra elas, estragando seus negócios. Um exemplo disso é a mídia televisiva aberta. Quem evita a democratização da mídia são as poucas famílias que controlam as poucas emissoras de tevê – e não o Estado "malvadão". Seria muito mais interessante para o Estado ter uma mídia pluralista e democrática até para que ele tenha mais arrecadação de impostos, já que a grande mídia corporativa sonega impostos por eles serem proporcionais (ou altos demais) aos seus lucros. Empresas menores pagariam menos impostos e, por serem mais numerosas, elas aumentariam a arrecadação de impostos por haver menos empresas sonegando. O problema não é o Estado, mas o corporativismo que corrompe o Estado. Essa corrupção ocorre, principalmente, através do financiamento empresarial das campanhas eleitorais, de lobbys, de propinas, de jetons, de conchavos, de mensalões com dinheiro privado, de tráfico de influência ou de ameaças diretas mesmo.
O grande problema do liberalismo é que ele tem sido encarado como uma religião, como a única salvação para um sistema político e econômico cheio de falhas. Porém, o liberalismo é tão utópico quanto o comunismo. Ele é perfeito na teoria, mas teorias perfeitas não funcionam para seres imperfeitos, como nós, humanos.

Mais uma razão para regular o capitalismo

Solução
A melhor solução – que não por acaso vem da centro-esquerda – não é de aumentar ou diminuir o Estado, mas sim a de acabar com a corrupção do Estado para que ele não favoreça às grandes corporações, permitindo assim, uma liberdade econômica de fato. Claro que o Estado também não pode ser gigantesco e onipotente para não correr o risco de virar um capitalismo de Estado semelhante ao que acontece com Cuba. A diferença entre capitalismo de Estado e o capitalismo financeiro é que, no primeiro, o Estado oprime sozinho; já no capitalismo financeiro, o Estado se une à plutocracia para explorar eu, você, a direita e a esquerda. A diferença entre o fascismo/corporativismo e o socialismo/capitalismo de Estado é que o primeiro representa os ideais da burguesia, e o segundo representa os ideais dos parasitas Estatais. O que interessa mesmo para o povo é o bem-estar social, a justiça no trabalho e uma economia que possa dar a todos chances iguais. Por isso é necessário um equilíbrio de forças entre Estado e mercado. Qualquer extremismo neste sentido é autodestrutivo.
A grande cartada para que tudo dê certo é criminalizar e punir severamente todas as práticas corporativistas que mantém o poder e o oligopólio das grandes empresas privadas graças a corrupção do Estado. O Estado precisa ser forte, sim, e, principalmente, idôneo para que possa ocorrer, de fato, uma real e democrática liberdade econômica. Diminuir o Estado a um nível mínimo – como sonham os liberais – só serve para fortalecer ainda mais os oligopólios. Oligopólios estes que nada mais são que o tal jogo sem regras citado lá no início do post. O jogo de futebol precisa de regras, assim como o capitalismo também precisa de regras centrais para funcionar e ter sentido como modo de produção. A autorregulação do mercado é uma fantasia tão crível quanto a fantástica fada do dente. Não caiam nesse conto que é propagado pelos representantes das grandes corporações como se isso fosse salvar o país. O que salvará o país é o trabalho, a democracia e a honestidade.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Lula dá a volta por cima


A nova pesquisa do Datafalha Datafolha mostra algo que os golpistas não esperavam: que apesar de todo o persistente e covarde ataque midiático contra Lula, a tentativa de destruir a sua imagem não deu certo. Sim, Lula foi perseguido, massacrado, difamado, esculachado, grampeado, proibido de assumir o cargo de Ministro – não obstante sobe e volta a liderar, ou a co-liderar – as pesquisas em todos os cenários. Os gráficos do Datafolha, divulgados no início de abril, seguem abaixo:



Marina Silva, a eterna indecisa, está onde sempre esteve e de onde certamente nunca sairá: em lugar algum, como a candidata dos que rejeitam a política. O PSDB, em clara decadência, tem seus candidatos perdendo cada vez mais votos para a extrema direita. Já o Lula segue renascendo das próprias cinzas para liderar as pesquisas novamente. Mas aí alguém diz que o índice de rejeição dele está muito alto. Muito alto uma pinoia! Porque essa rejeição é mínima para um homem que todos os dias, nos jornais e nas tevês, é acusado de todo o tipo de falcatruas e que por medo da reação popular (e, talvez, por outras razões) não foi para os cárceres de Sérgio Moro. Inclusive, a mesma pesquisa aponta que para 39% dos brasileiros, Lula foi o maior presidente brasileiro de todos os tempos.
O povo brasileiro é, antes de tudo, um forte. Sem nada, senão um ou outro comentarista, uns blogs paupérrimos, o boca a boca e a memória histórica, vai se esclarecendo. Os que cogitam atentar contra a democracia brasileira precisam pensar duas vezes, porque os tempos mudaram. Tudo o que se mostra na pesquisa pode virar uma onda que não dependerá mais de televisão nem de jornais. Até porque os grandes jornais perderam credibilidade com sua divulgação seletiva e tendenciosa de grampos e supostos crimes de um único partido. A imprensa, o quarto poder, está perdendo seu poder de influência e virando vítima da própria loucura. Nada será como antes. Ou os golpistas mudam de tática para cassar os direitos políticos de Lula e derrubar o PT, ou eles terão que passar várias décadas adiando o entreguismo (vulgo recolonização) do Brasil.
O que realmente me preocupa nessa história toda é que os golpistas estejam orquestrando algo muito mais sério para evitar que Lula assuma o poder numa próxima eleição. A única coisa da qual ninguém pode escapar, como todos sabem, é a morte. E é isso que pode ser a bala de prata de uma plutocracia que sempre esteve acima da lei e que não consegue deter Lula de jeito nenhum. Mas eles não tentarão assassinar o Lula como fizeram com John F. Kennedy, porque isso o martirizaria e daria uma força descomunal ao PT. Uma morte como a de Ulysses Guimarães ou de Eduardo Campos, que pareceram acidentais, pode ser a salvação de psicopatas que tenham muito dinheiro no bolso. Uma sabotagem de uma aeronave poderia ser um exemplo disso. Eu não duvidaria da psicopatia que um plutocrata seria capaz de por em prática em uma situação extrema. Mas enfim, ainda há muita água para passar por baixo da ponte.

E, para terminar, uma aulinha de gramática: