sexta-feira, 1 de junho de 2018
Intervenção militar é coisa de república bananeira
Uma das características centrais do fascismo é a negação da política e da democracia como meios de resolver os problemas de ordem social. Os pedidos de intervenção militar que ocorrem impunemente pelo país indicam justamente essa descrença na política como real meio para solucionar os problemas de ordem social e econômica. A parte despolitizada da população acha que todo político é corrupto e que os militares são todos santinhos incorruptíveis, logo, eles (os milicos) devem tirar os políticos de lá para "moralizar" e "consertar" o país. Obviamente esta é uma ideia completamente estúpida porque além de não serem incorruptíveis, os militares permaneceram 20 anos no poder e devolveram um país ainda pior nas mãos de corruptos e entreguistas. Somente um povo que não lê e que foi alienado por décadas por uma mídia oligopolista de pior qualidade seria capaz de acreditar que os militares são solução para alguma coisa.
Eu não sei o que se passa na cabeça dos nossos coxinhas, mas sem dúvida os nossos reaças são bem piores que os reaças dos países de primeiro mundo. Nenhum reaça europeu ou norte-americano defende intervenção militar. Não existe mais essa possibilidade de surgirem ditaduras nos países desenvolvidos. Ou será que alguém imagina os franceses, ingleses, americanos ou alemães indo para as ruas pedir o exército na política? Isso seria simplesmente bizarro, impensável. Somente um país de alienados pode querer militares no poder em pleno século XXI. Ditadura militar é coisa de país de quinto mundo: coisa de república bananeira que não possui nenhuma condição de ser levada a sério. Aí os nossos coxas culpam os comunistas pelo atraso do país, sendo que nunca houve comunismo no Brasil – ou então culpam o PT e acham que tudo que houve de 2002 para trás foi lindo, maravilhoso e livre de corrupção. Sei não. Às vezes acho que o Brasil merece mesmo ter um Bolsonaro como presidente como castigo por ter a classe média mais imbecil e alienada do mundo. Nem dá para culpar as elites, porque a elite econômica só manda no país do jeito que manda porque a nossa classe média deixa e aprova. Infelizmente, nós merecemos o país que temos.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
E o Golpe fez água
Com Michel Temer e Pedro Parente na lona, com o país praticamente parado devido à falta de combustíveis e com o desemprego batendo recorde, fica muito evidente que o Golpe deu muito errado para o país. E falta de aviso não foi. Desde que o golpismo começou a se assanhar em 2015 que as forças progressistas denunciam a loucura entreguista e antipovo por trás dos interesses dos golpistas. Não é à toa, por isso, que Lula, mesmo preso, já aparece com 39% das intenções de voto, vencendo já no primeiro turno.
A seguir, dois vídeos de Bob Fernandes para abrir a mente de quem ainda insiste em defender soluções estúpidas como o neoliberalismo ou a intervenção militar para a atual crise.
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Detroit: Become Human - mais uma obra-prima dos games
Desde o maravilhoso trailer da Kara que eu já previa que Detroit: Become Human (DBH) seria um grande jogo por ele mexer com as emoções dos jogadores. Na mesma linha de Heavy Rain, Beyond: Two Souls e Life is Strange, o game – que estou acompanhando as gameplays através de canais gamers do YouTube – envolve o jogador na trama através de um enredo bem construído com múltiplas possibilidades de decisões e com consequências únicas para cada uma delas que afetam toda a história. A história protagonizada por três androides é uma mistura de Blade Runner com elementos emprestados dos romances de Isaac Asimov sobre a evolução das máquinas e da inteligência artificial. Mas mais que um simples game de ação, drama e suspense, Detroit Become Human traz uma critica social densa. Vemos nas entrelinhas do enredo uma crítica a toda a humanidade, aos nossos preconceitos, à nossa xenofobia, aos nossos medos, às nossas fraquezas e ao nosso conceito do que é "estar vivo". A nossa superioridade como espécie é colocada em xeque posto em vista a capacidade de empatia e de sentir e expressar sentimentos que os androides também possuem. Questões como alma, vida após a morte e deus vêm à toda em diversos momentos do game. A dublagem, apesar das pequenas falhas de sincronia, é muito boa, com uma linguagem natural, sem aquela dublagem artificializada e sem palavrões comuns em filmes. Aliás, a dublagem dos games de um modo geral é bem melhor do que a dos filmes por permitir maior naturalidade e liberdade para os dubladores. Isso deixa a experiência do game mais realista e imersiva. Ao invés de ouvir coisas do tipo:"aqueles tiras filhos da mãe estão nos prejudicando", você escuta o que realmente é dito:"aqueles policiais filhos da puta estão nos fodendo".
Enfim, é nessas horas que eu lamento não ter um PS4, porque além de ser graficamente impressionante (o melhor gráfico que vi até hoje num game), DBH tem uma temática que me fascina e um estilo de jogo que adoro. O trailer do game segue abaixo:
terça-feira, 29 de maio de 2018
Bozonazi milita contra si mesmo
O candidato a presidência pelos reaças não cansa de fazer bobagens. Além de ter confessado um crime sem querer quando afirmou ter negado aceitar a propina para reeleição de FHC (o crime foi em não ter denunciado a propina como parlamentar), ele ainda caiu numa contradição ridícula. A última do parlamentar foi ter morrido pela boca ao dizer que revogaria as medidas que ele mesmo apoiou em seu próprio projeto de lei. Olha só o escárnio:
É ou não é um trapalhão?
segunda-feira, 28 de maio de 2018
Alexandre Gracinha vira piada no Twitter
Um dos jornalistas políticos pau-mandado dos Marinho resolveu radicalizar no senso de humor e culpou Lula e Dilma pela atual crise causada pela política desastrada de preços dos combustíveis do pós Golpe. No post (já apagado), o
Pois é, não dá para esperar mais nada de um jornalista que além de ser reaça, ainda sofre de antipetismo patológico.
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| É um 'jênio' ou não é? |
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