A imprensa burguesa é muito pedante mesmo. Recentemente, ela veio pegar no pé do presidente Lula após ele declarar que o conceito de democracia é relativo quando foi questionado sobre a "ditadura" de Nicolas Maduro na Venezuela. E o pior é que ele estava certo. A democracia, conceitualmente falando, é um sistema de governo feito do povo para o povo. Sabe quantos países no mundo hoje são uma democracia real? ZERO! Não há países democráticos no mundo. O que temos hoje nos países ditos "democráticos" é o que eu chamo de 'arranjo democrático', que é um acordo entre as classes dominantes para fazer a população eleger representantes que mantenham o status quo do capital. Em outras palavras, é uma semidemocracia representativa burguesa. Se não for isso, ou é uma ditadura aberta, ou é uma ditadura velada. A Venezuela, por ser um país regido por um governo anti-imperialista, é tratado como uma "não democracia" pelo ocidente. Mas a Venezuela, ironicamente, apesar de não ser uma democracia propriamente dita, está mais perto de uma democracia real que os Estados Unidos. Isso porque a burguesia não exerce tanto poder no regime de governo da Venezuela quanto exerce nos EUA. Outro aspecto importante é que há sempre um jogo de interesses e de ideologias por trás do que é tratado como democracia pelo mundo. O que é democracia para os Estados Unidos não necessariamente é democracia para China, por exemplo, e vice-versa.
sexta-feira, 30 de junho de 2023
A Venezuela é ou não é uma democracia?
terça-feira, 27 de junho de 2023
Será que o nada realmente existe?
Sempre achei a existência do nada um grande paradoxo. Honestamente falando, acredito que o "nada" não existe da forma como costumamos pensar. Não há como a 'não existência' existir do ponto de vista da evidência empírica. A ausência absoluta de qualquer coisa (de tempo, espaço e matéria) é uma contradição teórica, porque essa ausência é, de certa forma, alguma coisa também. É como tentar imaginar o que é um metro cúbico de nada. Se há espaço, conceitualmente, há algo, mesmo que este algo seja um vazio perfeito. Acho que o cosmo é apenas um dos infinitos estados transitórios que o universo ocupa a cada ciclo que atravessa durante a eternidade. O nada é algo meramente teórico, já que a existência dele anularia qualquer possibilidade de coisas existirem do ponto de vista da relação de causa e efeito. A menos, claro, que o nada seja imperfeito e possa gerar flutuações quânticas de vácuo capazes de produzir instabilidades existenciais espontâneas. Eis aí o paradoxo. Será que isso não teria sido a causa do que chamamos de Big Bang?
Claro que esse raciocínio pode parecer apenas uma variação panteísta do argumento cosmológico ou do princípio antrópico. Mas o fato é que o universo mostra através de suas leis e constantes que independentemente de existirem multiversos ou da nossa realidade ser uma simulação de uma super inteligência artificial futurista, há algo que sempre existiu e que coloca a hipótese do nada como algo paradoxal e talvez até mesmo impossível. Afinal, como o nada pode gerar outra coisa a não ser ele mesmo sem deixar de ser um nada?
sábado, 24 de junho de 2023
O socialismo é bom até para os ricos
A internet praticamente não teve outro assunto nos últimos dias a não ser o desaparecimento do submarino Titan que implodiu no fundo do oceano ao fazer um passeio turístico com bilionários atrás dos destroços do Titanic. Ao contrário do que muita gente andou postando, eu não achei "bem feito" ou motivo de memes de mau gosto. Eu não acho a morte de seres humanos algo divertido ou digno de comemoração. Mas esse incidente lamentável poderia ter sido evitado se as vítimas não fossem tão ricas. Ora, esse passeio suicida rumo ao fundo do mar saiu por mais de 250 mil dólares: valor que nenhuma pessoa "normal" seria capaz de pagar. Se o mundo fosse socialista com as riquezas mais bem distribuídas, bilionários não existiram e a possibilidade de aventuras desastradas como essa seriam quase impossíveis. Então, ao contrário do que muitos pensam, o socialismo é bom até para os mais ricos.
domingo, 11 de junho de 2023
Jogos da minha vida #10: International Superstar Soccer
Era perto do fim do ano 1995. Foi naquela época que conheci o jogo de videogame que mais joguei na história da minha vida. Eu tinha ido fazer um trabalho do colégio em grupo na casa de um colega de classe e após terminarmos o trabalho, resolvemos jogar Super Nintendo. O jogo escolhido era um tal de Campeonato Brasileiro. Quando o jogo começou a rodar, fiquei impressionado. Diferentemente de todos os jogos de futebol que joguei antes, aquele era bonito, dinâmico, rápido e divertido. Além de ter os times brasileiros com os nomes reais dos jogadores, a narração era bem engraçada. Enfim, joguei junto com meus colegas e fiquei entusiasmado com aquele joguinho. Joguei este game outras vezes na casa de parentes e em locadoras até descobrir que ele era uma hack do original International Superstar Soccer. No ano seguinte, descobri a continuação melhorada dele, o International Superstar Soccer de Luxe que contava com mais times, melhor jogabilidade, mais recursos e uma narração lendária, especialmente nas hacks em portunhol com os times brasileiros.
Eu joguei tanto, tanto, mas TANTO o ISSS e suas variações que fiz absolutamente tudo que era possível: completei todos os desafios, modos de jogo, dificuldades, alterei cores, criei times, fiz campeonatos, transformei o juiz em cachorro, ganhei de virada por 120 gols de diferença, descobri glitchs e passei mais de seis horas seguidas jogando sem parar. Para ter noção do quanto amo esse jogo, eu jogo ele até hoje no emulador do celular. Quando estou na fila para algum exame ou consulta médica, lá estou eu jogando o ISSS de Luxe. Eu não tenho paciência para jogar games de futebol atuais, mas o ISSS me traz uma mistura de diversão e nostalgia por ser um game muito doido e dinâmico.
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| O craque Allejo foi inspirado no Bebeto. |
O que eu acho mais incrível neste game é a capacidade que só ele tem de nunca enjoar. Apesar das mentiras, da física sem nexo e dos pequenos bugs, não tem como não se divertir demais, especialmente com relação à narração em portunhol bizarro do narrador fanho. Frases épicas como "Forte gomba!", "grrrrande jogada!", "me dá estrume" e o famigerado "mocwwuwnmboo" (quando acabava a partida) eram absolutamente hilários. Os modos de jogo, as estratégias, o posicionamento, a marcação, a formação, as cores, as habilidades: tudo era customizável. Eu adorava, por exemplo, criar times bem ruins com jogadores cansados e goleiro manual só para ver quanto tempo eu segurava sem tomar gols ou qual era a menor goleada possível de tomar com aquele time horroroso. Também expulsava todos os jogadores de um time e deixava só o goleiro para ver a zoeira. Enfim, o game traz possibilidades quase infinitas. É por isso que ele é tão longevo na minha vida.
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| Um placar plausível no game. |
Cheguei a jogar depois o International Super Star Soccer 64 no Nintendo 64, mas a versão do Super Nintendo era imbatível. Seja sozinho ou com os amigos, não existe nenhum game que me divirta tanto.
sexta-feira, 9 de junho de 2023
Como superar o desconforto inicial na corrida
Eu corro regularmente há cinco anos e, apesar de estar bem condicionado fisicamente, na maioria das vezes, eu sinto bastante desconforto nos primeiros minutos de corrida. A sensação que dá é de que estou lutando contra meu próprio corpo, porque sinto indisposição, moleza, fraqueza nas pernas, perna pesada e outros sintomas desagradáveis. Isso sempre foi assim comigo desde que comecei a correr há cinco anos atrás. E eu percebi que isso não acontece só comigo. A maioria dos corredores, mesmo os mais experientes, também têm essa dificuldade inicial. Eu consegui resolver esse inconveniente usando uma técnica especial que eu chamo de 'trota-anda'.
O trota-anda é uma forma de aquecimento que me habituei a fazer antes de começar a corrida propriamente dita. Eu faço um percurso contínuo alternando caminhada com trote. Faço cem metros caminhando e cem metros trotando, ou então 40 segundos de trote e um minuto caminhando. Faço isso entre 10 e 15 minutos e, durante esse processo, percebo que vou me sentindo melhor. O corpo começa a acordar gradativamente e cada trote vai ficando mais intenso até que, no final, chego a correr por cem metros. Quando termino esse processo, aí, sim, estou disposto a correr continuamente de forma confortável.
Para mim, essa técnica funciona maravilhosamente bem. Além de acordar o corpo e aquecer, também ajuda a remover aquele ácido lático inicial que começa a dar uma queimada na perna nos primeiros minutos de corrida. São raros os casos em que eu já chego disposto e pronto para correr direto sem precisar aquecer. Na maioria das vezes, eu estou cansado, sonolento, com preguiça e doido para voltar para casa para dormir, mas essa estratégia é a que funciona melhor comigo. Naturalmente, isso não é nenhuma fórmula mágica, porque mesmo durante esse aquecimento, eu sinto muita preguiça. À medida que vou aquecendo é que a preguiça vai passando. Tem gente que já começa correndo direto sem aquecer e também deve sentir o mesmo desconforto que eu, mas de maneira mais intensa ainda.
Portanto, se você acha que a corrida não é para você porque o começo é difícil, então talvez essa estratégia possa te ajudar.









