quinta-feira, 30 de novembro de 2023

É bom demais ter pinto pequeno

 

Não há uma discussão sequer na internet envolvendo o comprimento ou espessura do membro viril em que não apareça pelo menos uma dezena de homens inconformados por estarem "abaixo da média". É preocupante a quantidade de homens que sofrem injustamente por terem cometido o "crime" de terem nascido com o pênis pequeno. Isso é muito triste, porque cansei de ler relatos de rapazes que sofreram bullying por isso, que têm vergonha de ir à praia, que não namoram, que passaram dos 30 anos de idade e são virgens, que têm a autoestima muito baixa e alguns até que chegam a falar de depressão e suicídio por esse motivo. 

Essa cultura do falocentrismo é extremamente danosa para os homens por colocar, erroneamente, o poder, a masculinidade e a autoestima masculina no tamanho do pênis. E isso é agravado pela indústria pornográfica que reforça de uma maneira totalmente equivocada a ideia de quanto maior o membro, mais prazer ele proporciona, padronizando um tamanho que está exageradamente acima da média. Porém, a verdade é que essa cultura sexista e falocêntrica do falo avantajado como o centro do poder não possui nenhuma coerência. Na antiguidade clássica, por exemplo, era exatamente o contrário, pois os homens com menor pênis mostravam mais sabedoria, intelecto e possuíam seus instintos sob controle. Claro que essa visão antiga também era equivocada, porque o tamanho do órgão genital não tem nada a ver também com capacidade cognitiva. Mas a verdade é que apesar da ideia do falo gigante ser associada a maior masculinidade, ter o dito-cujo pequeno tem, sim, as suas vantagens.

Ser pequeno possui uma grande vantagem.

Cansei de ver em sites de acompanhantes algumas profissionais deixando claro que só faziam o programa se o cliente tivesse o pênis pequeno. Elas recusavam o atendimento com homens com mais de 12 cm por terem o útero baixo e sentirem muito desconforto na penetração. E por ser pequeno, isso abria possibilidade para variações sexuais, como sexo oral e anal, sem restrições e sem "frescura". Mas a vantagem não para por aí. 

Os pequenos fazem a alegria da mulherada.
 

Certa vez, aprendi com um velho conhecido que o segredo para "pegar mulher" era fingir ou dar a entender que você, homem, possui um pênis pequeno. Diga sem medo para a mulherada antes de levá-las para a cama que a sua "ferramenta" de trabalho é bem pequena. Isso porque homens que se gabam do tamanhão do próprio p@u, no geral, são ruins de cama. Eles só têm o tamanho para impressionar e ficam falando isso para tentar causar uma boa impressão, já que a cultura falocêntrica endeusa esse tipo de homem. Mas como já diz o velho ditado, é melhor um pequeno brincalhão que um grande bobalhão. O cara que tem pinto pequeno sente que precisa compensar isso com outras "habilidades" e costumam mandar muito melhor no jogo da sedução, nas preliminares e no sexo em geral com a mulherada. São esses caras com piru pequeno que costumam dar aquele banho de língua inesquecível nas gurias, que dão aquele beijo de deixar as pernas bambas, que têm pegada, que exploram com carinho os pontos erógenos femininos e que conhecem técnicas infalíveis para fazer a parceira ver todas as estrelinhas do universo e um pouco mais. E as mulheres percebem isso quase que instintivamente, camarada. Daí eu te pergunto: que mulher vai trocar um homem confiante, sedutor, carinhoso, companheiro, fiel, divertido e bom de cama por outro ignorante que só tem um pinto gigantesco para oferecer? Aliás, pintos grandes costumam causar mais dor, enquanto que os menores cabem em qualquer lugar sem desconforto. Além do que, na hora H existem posições e técnicas (pompoarismo) que fazem o pequeno brincalhão render muito mais. E antes que tentem me refutar, lembre-se que se essa teoria estivesse errada, não existiriam lésbicas no mundo.

Os humilhados serão exaltados.


Então, caro amigo, se você tem um equipamento mais "humilde", se orgulhe dele. Ele pode ser justamente o grande diferencial que separa os caras ruins de cama dos caras inesquecíveis.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Como sobreviver a uma tempestade geomagnética


Se você achou que a pandemia do coronavírus foi a pior coisa que poderíamos enfrentar nesta década de 2020, pode apertar os cintos que vem coisa muito pior por aí. Duvida? Então imagine ter que passar semanas, meses ou até anos sem telefone, sem internet, sem GPS, sem energia elétrica, com caos generalizado no mundo e com um colapso nas telecomunicações nunca visto antes na nossa história. Imagine incontáveis noites de blecaute global e um prejuízo de trilhões de dólares que só seríamos capazes de nos recuperar décadas depois. Imaginou? Tenso, não? E não: isso não é alarmismo e nem tema para um novo filme apocalíptico de Hollywood.

Infelizmente, existe a possibilidade real (cerca de 12% de chance) do Sol emitir uma violenta ejeção de massa coronal (EMC) na direção do nosso planeta dentro dos próximos dois anos. E são justamente essas EMC que podem causar todo o cenário apocalíptico descrito anteriormente. Ejeções de massa coronal ocorrem todos os anos, mas como Sol estará no pico máximo de sua atividade em meados desta década, estamos correndo o risco de ter nossos satélites, equipamentos eletrônicos e rede elétrica severamente afetados por este fenômeno. 

Na última vez que isso ocorreu, no ano de 1859, a tempestade solar causou uma pane geral nos sistemas de telégrafos num incidente que ficou conhecido como Evento de Carrington. Além disso, auroras boreais foram vistas em baixas latitudes, chegando a fazer a noite parecer dia. Se o mesmo fenômeno se repetir na era digital, viveremos um verdadeiro apocalipse tecnológico que poderá levar anos para voltar à normalidade. Mas o que fazer para minimizar esse estrago?

O Sol poderá nos levar de volta para o século XIX.

O Sol está sendo monitorado constantemente pelos nossos satélites e telescópios. Por isso, qualquer erupção solar é detectada com várias horas de antecedência, porque a velocidade das partículas carregadas é menor que a velocidade da luz, dando tempo para preparamos nossas defesas. O problema é que é impossível proteger todas as nossas estruturas eletrônicas. De um jeito ou de outro, iremos ficar sem internet e sem energia elétrica por tempo indeterminado, voltando no tempo, tecnologicamente falando, para o início do século passado. Em todo caso, podemos tomar algumas medidas desde agora para minimizar o estrago. 

A primeira coisa a se fazer é um backup dos nossos dados digitais em sistemas de armazenamento offline, já que as informações armazenadas em servidores poderão simplesmente desaparecer ou ficar inacessível por anos. Senhas, textos, artigos, planilhas, códigos, músicas, vídeos, fotos, trabalhos e tudo que houver em formato digital precisa estar salvo em mais de uma fonte segura, de preferência. 

Cena comum após uma tempestade geomagnética.


A segunda coisa a se fazer é ter em casa painéis solares e algum sistema onde possamos armazenar a energia captada para usar quando não tiver luz solar. Existem painéis solares mais simples e baratos que são vendidos em sites especializados e darão conta, pelo menos, de manter seu smartphone carregado e um ventilador para não morrer de calor nesse verão escaldante. Baterias, recarregáveis de preferência, poderão ser utilizadas para armazenar energia (isso inclui o uso de nobreaks). Outra opção mais cara é adquirir geradores de energia movidos a diesel. Existem geradores de vários tipos e tamanhos que darão conta do básico como geladeiras e aparelhos eletrônicos. Se isso for caro demais para você, invista, pelo menos, na compra massiva de velas e pilhas para não ficar na escuridão.


Imagine ficar assim por meses...

A terceira coisa a se fazer é estocar comida e água, pois sem aviões e veículos operados por GPS, teremos escassez de alimentos. E é bom pensar em alimentos que tenham um prazo de validade superior a seis meses, porque não sabemos quanto tempo durará este “apagão tecnológico”. Se você tiver algum terreno para plantar frutas e verduras, comece desde agora, porque isso poderá evitar insegurança alimentar. A falta de água também será generalizada, pois o abastecimento urbano depende de bombas elétricas. Ter caixas d'água e poços são opções obrigatórias para quem não quiser pagar caro por água mineral. 

Já a quarta e última coisa a se fazer é manter uma quantidade razoável de dinheiro em espécie guardado em casa, porque com a pane eletrônica geral, certamente pix e cartões ficarão inutilizáveis. Uma dica final seria que no dia que a temível tempestade fosse anunciada, todo mundo tire da tomada todos os aparelhos eletrônicos e se mantenha longe deles, pois mesmo desligados, eles podem dar choques elétricos.

Isso não seria nada bom de ser visto nos céus do Brasil.


Com relação às telecomunicações, os governos e empresas precisarão deixar equipamentos de reserva à disposição para substituir o mais rapidamente possível o que for danificado. Sistemas anti pane e anti surto elétrico precisarão estar prontos para evitar estragos maiores. De resto, é rezar para que telefones e a internet possam voltar o mais rápido possível.

Portanto, se algum dia faltar energia elétrica, internet e telefone ao mesmo tempo, existe a chance de uma terrível tempestade geomagnética estar acontecendo. Se você enxergar mais estrelas que o normal à noite devido à menor poluição luminosa e auroras boreais clareando a noite, pode ter certeza que o apocalipse tecnológico começou. Então, esteja preparado!

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

E esses uniformes sensuais aí, pode isso?

 

No mês passado, mais uma polêmica envolvendo "sexualização excessiva" apareceu na imprensa e ganhou ainda mais notoriedade nas redes sociais. A polêmica foi que as jogadoras dos times femininos do campeonato inglês Aston Villa, Newcastle e Wolverhampton estavam usando uniformes "sensuais demais". Isso porque o material esportivo produzido pela empresa Castore estava fazendo as atletas transpirarem demais e ainda por cima absorviam o suor de forma ineficiente, deixando o uniforme mais pesado (e mais colado ao corpo) do que o habitual. E para ilustrar isso, colocaram propositalmente as fotos e vídeos da atacante suíça Alisha Lehmann com o polêmico uniforme, já que ela possui o corpo mais, digamos, 'avantajado' entre as atletas. Pronto, isso bastou para a liga das senhoras católicas, radfems e nofapistas ficarem bastante exaltados. Sobre essa notícia, eu tenho dois pontos relevantes para destacar.

Usar a Alisha como referência também é covardia.

 

O primeiro ponto é que, sim, a Castore e outros materiais esportivos realmente abusam de tecnologias para sensualizar o máximo possível as atletas. Isso acontece também em outros esportes, como no atletismo e no voleibol, por exemplo, e causa, frequentemente, problemas de mobilidade para as atletas só para elas ficarem mais atraentes para o público masculino. Só que essas marcas não fazem isso por serem meramente sexistas, mas porque é uma forma de chamar mais atenção para o futebol feminino que é menos visto que o masculino por vivemos em uma sociedade machista. Os patrocinadores que colocam seus logotipos nas camisetas e shorts precisam que as marcas sejam vistas pelo maior número possível de pessoas, então os fabricantes fazem o uso dessa "estratégia" para atrair os olhares do público masculino. 

É por isso que eu acho que deviam ser as próprias atletas que tinham que escolher os uniformes que pretendem usar, afinal, são elas – e somente elas – que estarão expostas em um esporte de alto rendimento. Só que enquanto existir machismo e capitalismo, provavelmente essa será uma guerra perdida.

Corpos avantajados chamam atenção em qualquer uniforme.
 

O segundo ponto dessa discussão é o aspecto moral. Mulheres com corpos "perfeitos" sendo expostas na mídia sempre causaram incômodo por impactar na autoestima de adolescentes do sexo feminino. Além de causarem ciúmes em mulheres comprometidas que tem que aturar seus maridos babando para os corpos esculturais da concorrência. Eu entendo isso perfeitamente, mas há uma certa hipocrisia aí. Ninguém problematizou, por exemplo, quando o ex-jogador da seleção masculina de futebol Hulk fez sucesso entre o público feminino e o público gay por seu corpo avantajado. Ou como os super heróis masculinos possuem corpos de bodybuilder expostos em roupas ultra coladas ao corpo. A busca pelo corpo perfeito também faz mal aos homens, já que muitos deles literalmente morrem de tanto tomar esteroides para ficarem com o físico de seus ídolos. 

Mantenha os uniformes e tire a Alisha que acaba a objetificação.

 

No caso dos grupos progressistas, essa hipocrisia moral fica bastante evidente, porque se fosse uma mulher obesa no lugar de uma Alisha Lehmann sendo objetificada ou hipersexualizada, ninguém reclamaria, porque enxergariam isso como "quebra de tabu" e "empoderamento", apesar da situação ser rigorosamente a mesma. Ou se o problema fosse o oposto, o excesso de roupa, ninguém reclamaria também, mesmo que causasse problemas muito piores de mobilidade e desempenho. Apesar que no caso da Alisha ou do Hulk, até se ambos estivessem vestidos com roupas de apicultor iriam chamar atenção. Note, inclusive, que somente a Alisha é usada como referência nas matérias e posts sobre este assunto, porque apesar das demais atletas usarem o mesmo uniforme, elas não incomodam o povo por terem corpos "comuns". O que incomoda os moralistas não é o uniforme em si, mas os corpos "perfeitos" expostos. Ou seja, se a Alisha não jogasse no Aston Villa, ninguém nem estaria falando sobre este assunto. Esse aspecto parcial tira toda a seriedade do debate.

Então é preciso ter um ponto de equilíbrio nessas discussões para que possamos buscar soluções reais e não soluções simplistas baseadas em moralismo cínico.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Argentina elege o pior presidente possível


É sabido que as abelhas não devem perder tempo explicando às moscas que mel é melhor do que merda, mas... Pelamordedeus, caros hermanos, de onde vocês tiraram a ideia que Javier Milei é solução para alguma coisa? Elegeram um sujeito que reúne as piores características possíveis para ser presidente de um país. Milei é uma espécie de Paulo Kogos da geração X que se aproveitou da onda de extrema-direita que assola o mundo desde a crise sistêmica do capitalismo de 2008 para mostrar que pior do que está, fica SIM. Não há como esperar nada de útil de um lunático que pretende fechar o banco central, dolarizar a economia, legalizar a venda de órgãos, que toma decisões com base em tarô e que acha a venda de crianças algo plausível no futuro. O cara é uma piada de mau gosto pior que o nosso inelegível ex-presidente, porque ele não tem sequer maioria no congresso a favor dele. Sei que é clichê o que vou proferir, mas não há mais nada a fazer a não ser tocar um tango argentino. Que Deus, se existir, tenha piedade dos nossos hermanos.

domingo, 19 de novembro de 2023

Eles estão entre nós!


Um dos meus maiores sonhos de criança era ver um dinossauro de verdade ao vivo. Daí que quando descobri que eles haviam sido extintos, o que restou foi engolir a seco a decepção e me contentar com o que via nos Jurassic Parks da vida. Mas foi aí que, como num plot twist da vida real, um belo dia acabei descobrindo que, na verdade, nem todos os dinossauros foram extintos e que muitos deles continuam por aqui até hoje. Os dinossauros exterminados no final do Cretáceo, há 66 milhões de anos atrás, foram os dinossauros não aviários de grande porte. Mas os demais dinossauros sobreviveram e eles estão por aí até hoje cobertos de penas coloridas, ostentando belos cantos e colocando ovos exatamente como faziam no Mesozoico. Sim, as aves são dinossauros. E não, as aves não são descendentes dos dinossauros: elas são, de fato, um tipo de dinossauro, assim como nós somos um tipo de mamífero e não descendentes deles. Os pássaros são dinossauros porque compartilham mais características com os dinossauros do que com outros grupos de animais vivos. Essa evidência está escrita tanto no DNA quanto na fisiologia das aves.

E você achando que todos eles haviam morrido...

Então, se você quiser ver um dinossauro pessoalmente, nem precisa construir uma máquina do tempo, basta dar uma olhada pela sua janela que você verá vários deles tentando fazer tiro ao alvo com titica bem em cima das nossas cabeças.