sexta-feira, 30 de abril de 2021

Anvisa e Globo não merecem credibilidade alguma


Não há mais como esconder a má fé da Anvisa no boicote político à vacina russa Sputnik V. Está comprovado que tudo não passa de uma politicagem pró-estadunidense para que o Brasil compre as vacinas do eixo G7, como bem esclareci neste post. Ora, se a vacina russa é tão "maligna" quanto diz a Anvisa, então por que mais de 20 milhões de pessoas a tomaram e não tiveram qualquer reação? A desculpa esfarrapada de que a vacina é composta de vírus replicante, potencialmente perigoso à saúde humana, é uma balela que não tem lastro na realidade. Afirmar que o vetor replicante da vacina é elemento suficiente para condená-la é, sim, confissão de ignorância e incompetência profissional. Isso porque a vacina AstraZeneca – aprovada pela Anvisa – usa o mesmo princípio da Sputnik e possui a mesma tecnologia de fabricação.

Quanto ao tipo de adenovirus utilizado em ambas vacinas, deve ser esclarecido que a AstraZeneca usa vírus retirado de rim de chimpanzés, enquanto a Sputnik utiliza adenovirus retirado de orofaringe humana.  Ao condenarem a Sputnik, os técnicos deixaram de considerar que o vírus utilizado pela vacina russa é um vírus absolutamente domesticado, amplamente disseminado nas populações humanas e incapaz de produzir qualquer doença detectável. Esqueceram de dizer que o vírus do chimpanzé é, potencialmente mais perigoso.

Mas não é só Anvisa que está contribuindo para mais mortes por Covid-19 no Brasil. O Grupo Globo, a pedido dos seus financiadores norte-americanos, publicou nesta semana uma reportagem totalmente tendenciosa na GloboPlay com a clara intenção de difamar o Instituto Gamaleya durante uma visita as suas instalações. Isso torna a Globo, juntamente com a Anvisa, cúmplice do genocídio brasileiro, porque quanto menos vacinas, mais gente irá morrer, obviamente.

Na minha humilde opinião, Anvisa e Globo tinham que ser processadas internacionalmente por calúnia e difamação contra a Rússia e o instituo Gamaleya. E mais grave que isso, tinham que responder criminalmente por dificultar o acesso do país a mais vacinas e pelas mortes a mais que causarão pela falta delas.


quinta-feira, 29 de abril de 2021

Massacre


Chegamos hoje, em números oficiais, a 400 mil vidas perdidas no Brasil para a Covid-19. É, simplesmente, a maior tragédia da nossa história. Nem vou mencionar o descaso e a omissão do governo federal na progressão desses números, porque isso é fazer chover no molhado.

Não sei porque, essa conjuntura toda me lembra de uma música dos Titãs que, apesar de ter sido escrita há mais de trinta anos, sempre que a escuto, ela me soa cada vez mais atual.

 

MASSACRE

Massacre! Massacre de uomo!
Matança! Matança de dona!
Eu vi, eu vi, eu vi, eu vi, eu vi
En jornal nacionale!

El Duce! El Duce en Itália!
El Führer! El Führer en Germânia!
Brazil, Brazil, Brazil, Brazil, Brazil
Aldeia Globale!

Massacre! Massacre de uomo!
Matança! Matança de dona!
Eu vi, eu vi, eu vi, eu vi, eu vi
En jornal nacionale!

Massacre!
Massacre!
Massacre!

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Politicagem sobre a Anvisa agravará genocídio brasileiro


Qualquer pessoa que não more dentro de uma caverna longe da civilização já deve ter percebido que o negacionismo bolsonarista é o maior responsável pelo agravamento da pandemia no país. Mas, para piorar, há também uma disputa de protagonismo e de hegemonia global na produção e comercialização das vacinas. É claro que há, simultaneamente, uma guerra interna do (des)governo federal contra os governadores que estão tentando adquirir as vacinas. Só que o fator geopolítico está sendo mais preponderante nessa história.

A lambança envolvendo as vacinas começou quando o governo de São Paulo tentou adquirir a vacina chinesa Coronavac à revelia do (des)governo federal. Daí começaram os ataques mentirosos contra o governador de São Paulo, o acusando de "traição à pátria", de "comunismo" e de outros absurdos por optar pela vacina chinesa para salvar os brasileiros. A Coronavac, vítima de ondas e mais ondas de fake news, ficou apelidada, inclusive, de "vachina" pelo gado bolsonarista. E agora, como é de praxe, foi a vez do ataque à vacina russa Sputnik V quando os governadores do país se organizaram para adquiri-la. Só que dessa vez o bolsonarismo foi mais esperto: deixou a Anvisa sem informações suficientes para aprovar a vacina russa.

Note que não é mera coincidência que as vacinas fabricadas pela China e pela Rússia – países que encabeçam o bloco do Brics – sejam justamente as mais hostilizadas pelo (des)governo brasileiro. O (des)governo Bolsonaro tem um alinhamento ideológico descarado com os países do G7, formados por Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. Esses países do G7 protagonizam há anos uma espécie de nova "Guerra Fria" contra os países do Brics, boicotando-os e aplicando sanções diversas contra os mesmos, especialmente contra a Rússia. Perceba que a maioria desses países do G7 também boicotaram a vacina russa. Então, meus amigos, não existem coincidências nessa história. O que ocorre, além do negacionismo e genocídio deliberado, é uma politicagem asquerosa e criminosa para que o Brasil só adquira os restos das vacinas produzidas pelos gigantes do capitalismo ocidental.


Apesar de ser vítima nessa história toda, a Anvisa – que foi aparelhada pelo governo negacionista – se recusa, numa unanimidade burra, a revelar a verdade sobre os bastidores. É o (des)governo Bolsonaro que está trabalhando para a não aprovação da vacina. Agora, reprovar a vacina Sputnik com as desculpas mais toscas e contraditórias imagináveis da maneira como fizeram, torna a Anvisa cúmplice de um genocídio. 

Alegar que a Sputnik V não é confiável é, em primeiro lugar, um insulto aos russos, que jamais fabricariam em larga escala, exportariam para dezenas de países e vacinariam a própria população em massa com uma vacina ineficaz ou perigosa. Em segundo lugar, é um insulto também contra os mais de 60 países que aprovaram a Sputnik V, como se seus cientistas e órgãos regulatórios fossem todos irresponsáveis, burros e genocidas para com a própria população. Em terceiro lugar, há uma intenção óbvia do governo federal em desmoralizar os governadores com essa medida. Em quarto lugar, como citei anteriormente, os países que boicotaram a vacina russa ou são do G7, ou então estão alinhados ao G7. Em quinto lugar, a vacina principal aprovada pelo Brasil, a da Astrazeneca, foi rejeitada em diversos países e, além de ter uma eficácia relativamente mais baixa, há relatos de vários efeitos colaterais. Só que essa vacina a Anvisa aprovou sem qualquer desculpa.

Se ainda resta alguma dúvida de que caminhamos a passos largos rumo a uma carnificina ainda maior por conta dessa politicagem criminosa, basta ficar de olho nos números. Em breve chegaremos a 400 mil mortos; meses depois, a meio milhão; um milhão... Vidas essas que seriam poupadas se a politicagem e o negacionismo não fossem tão atrozes no Brasil.

domingo, 25 de abril de 2021

O racismo é irmão siamês do capitalismo


Se tem uma coisa que me deixa bastante indignado é ver o tanto de gente que, por desonestidade ou desinformação, gosta de tratar Cuba e EUA como se fossem iguais na questão do racismo. Notavelmente, ambos países possuem, sim, racismo – mas o que ocorre em Cuba é muito diferente do que ocorre nos EUA. O racismo cubano existe de maneira mais branda e residual, enquanto que nos EUA ele é muito mais agressivo e estrutural. Isso porque o capitalismo gera naturalmente mais racismo. Por ser um sistema que estimula a competição, o capitalismo dá para a classe média branca empobrecida a ideia – especialmente em tempos de crises – de que os "não brancos" (latinos, negros, orientais, muçulmanos, etc) querem "roubar" os seus empregos e seus privilégios. Daí o crescimento da xenofobia, do racismo e da extrema-direita como um todo especialmente na centralidade do capitalismo. Você não vê em Cuba, por exemplo, policias brancos espancando ou exterminando cidadãos de pele escura por qualquer motivo (ou sem motivo nenhum). O racismo em Cuba ocorre mais em casos isolados e está presente devido a um contexto histórico de exploração dos povos afro descendentes na América Latina como um todo. Ou seja: ele é, essencialmente, herança dos tempos anteriores à Revolução Castrista. Tanto é que em Cuba não há fascistas, não há xenofobia ou essa extrema-direita rancorosa para requisitar seu direito à supremacia. Já nos EUA, o racismo vive sendo retroalimentado e sempre piora nos tempos de crise e desemprego.

Portanto, nunca cometa o erro de achar que o capitalismo é igual ou menos pior que o socialismo quando se trata de racismo. Enquanto em Cuba o racismo é combatido de maneira estrutural através da educação, nos países capitalistas ricos ele é socialmente fomentado.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Sabe por que existem países ricos e pobres?

 

A imagem acima é autoexplicativa. Países ricos e pobres existem graças à dinâmica exploratória do sistema capitalista. O capitalismo, para quem não sabe (ou finge não saber), é um jogo de soma zero, ou seja: para existirem países ricos, é necessário que existam países pobres. Riqueza não surge do nada: ela vem ou do trabalho, ou da exploração dos que trabalham. Sabe por que o EUA é o país mais rico do mundo? Simples: porque ele investe mais em tecnologia, industrialização e poder bélico. Os países pobres também tentam investir em tecnologia, industrialização e poder bélico. O problema é que eles são rapidamente boicotados, sabotados, saqueados, pilhados, minimizados e explorados pelos países ricos que não querem concorrência. Políticas ultraliberais, embargos, lawfare e medidas de transferência de renda advindas do Consenso de Washington destroem qualquer ambição de qualquer país em desenvolvimento em se tornar rico um dia. O Brasil é um bom exemplo disso. As políticas neoliberais têm se tornado cada vez mais agressivas na terra descoberta por Cabral. Isso porque temos um potencial enorme para incomodar as grandes potências econômicas. Veja o nosso programa nuclear e a nossa base de Alcântara, por exemplo. Ambos foram sabotados pelas políticas de guerra híbrida estadunidenses. O que os países do G7 querem é a nossa dependência econômica: querem que sejamos um país extrativista que vende matéria-prima quase de graça para eles e, em troca, importamos produtos industrializados de alto valor agregado.

Portanto, esqueça esses argumentos racistas de que brasileiro é preguiçoso, de que japoneses e norte-americanos são mais inteligentes, de que somos um bando de vira-latas corruptos e outras tolices que nos cegam diante da real causa das desigualdades. Temos que lutar pelo fim do capitalismo, porque enquanto ele existir, viveremos para sempre em um planeta divido entre pobres e ricos.