quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Propostas do PQP


Se tem uma coisa que me faz rolar de rir é o tal do Horário Eleitoral Gratuito. Como normalmente os candidatos de partidos pequenos têm pouco tempo para falar e apresentar as suas propostas, eles costumam apelar para extravagância. E como política no Brasil não é algo muito levado a sério, então os próprios candidatos resolvem assumir o papel de palhaço. Embaixo segue um video com algumas dessas pérolas e uma sátira bem humorada do Jô:





 

Inspirado nesses candidatos sem noção, eu resolvi criar então um partido chamado PQP: ou Partido da Questão Proletária. E o presidente nacional desse partido, o Chifro Chifrudo, dá as caras com algumas propostas bem originais, falando tudo que muitos candidatos gostariam de falar no horário político:


Chifro Chifrudo e suas propostas como deputado
Propostas do PQP:
  • Criação da CNHP - Carteira Nacional de Habilitação para Pedestres
  • Implantação do ICOSAR - Imposto Cobrado Sobre o Ar Respirado
  • Implantação de bidês em banheiros públicos
  • Implantação de ar-condicionados em saunas públicas
  • Proibição de topless em praias de nudismo
  • Ampliação da licença fraternidade para 6 meses
  • Isenção de taxas de cirurgia para mudança de sexo verbal
  • Pena de Morte para crime de suicídio
  • Regulamentação de cintos de segurança para ciclistas
  • Construção de pista de pouso para discos voadores na Chapada Diamantina
  • Atendimento neonatal nas policlínicas veterinárias
  • Construção de um túnel entre a Terra e Marte para encurtar as viagens espaciais

VOTE NO PQP! É 171 NELES!

domingo, 16 de outubro de 2011

Os extraterrestres são bons ou maus?

Os Ets seriam bonzinhos?

A maioria das pessoas que eu conheço tem grande curiosidade em saber como podem ser os seres vivos que possam existir em outros planetas. Nesse aspecto, a ficção científica tem contribuído abundantemente para que o povo imagine os ETs das mais variadas formas possíveis.  E a imagem mais vendida dos ETs é que eles são maus e querem dominar a Terra. Muito embora, filmes como ET: O Extraterrestre tenham contribuído para que as pessoas vejam os alienígenas de uma forma menos hostil.

Ou os Ets seriam ameaçadores?

Em 1938, um programa de rádio norte-americano contou em forma de noticiário uma história fictícia sobre uma invasão alienígena. As pessoas que ouviram esse programa pensaram que se tratava de uma invasão alienígena real, o que causou pânico e confusão entre a população. Esse incidente mostra o quanto as pessoas temem uma invasão alienígena. Porém, eu tenho poucas razões para achar que um dia alguma espécie de alienígena hostil chegue até nós e ameace a nossa existência.
A ideia mais difundida em temas de ficção científica é de que os ETs se comportam como parasitas: ao consumirem todos todo os recursos de um planeta, eles logo procuram outro para explorar. Assim sendo, a Terra seria um prato cheio para esses ETs, devido a sua riqueza. Porém, eu tenho três boas razões para não levar essa hipótese a sério. A primeira razão é que achar um planeta como a Terra orbitando uma estrela é mais ou menos como encontrar uma agulha no palheiro. A galáxia possui mais de 200 bilhões de estrelas e nos achar no meio dessa batelada de constelações é bastante improvável. A segunda razão pela qual eu duvido que os ETs queiram dominar a Terra é que se eles tem a tecnologia para viajar pelo espaço, possivelmente eles também já devem ter encontrado fontes de energia alternativa e formas sustentáveis de lidar com os desabastecimentos. E a razão mais forte que eu tenho para pensar que eles não queiram vir até aqui nos atacar é que uma civilização hostil certamente se destrói antes de viajar pelo espaço. A tecnologia da criação da bomba atômica antecede a tecnologia de viagens espaciais. Além disso, o planeta Terra certamente deve ser um mundo bem diferente do deles, com temperatura, pressão, clima e gravidade que seriam mortais para qualquer alienígena.

Eis a razão pela qual os Ets malvados não virão até nós

Alienígenas hostis devem existir, mas a possibilidade deles nos visitarem é bem próxima de zero. Mesmo que eles captem as nossas transmissões de TV com seus radiotelescópios ou decodifiquem a Mensagem de Arecibo, uma guerra nuclear se encarregará de exterminá-los antes que eles preparem suas espaçonaves para nos atacar.
Como eu vejo muitos problemas com relação a viagens interestelares - seja por seu financiamento ou por sua duração - acredito que os únicos visitantes alienígenas que possamos receber um dia sejam robôs autônomos vindos de civilizações pacíficas. Somente robôs poderiam sobreviver a viagens de mais 400 mil anos de duração pelo espaço sideral e somente civilizações diplomáticas poderiam durar o suficiente para desenvolver uma tecnologia de viagem entre as estrelas.

Para saber mais:
Invasão alienígena

sábado, 15 de outubro de 2011

Chefões de videogame

Chefões são a causa de morte número um dos joysticks

Eu sempre tive um caso de amor e ódio com os chefões dos videogames. Isso porque os chefões sempre eram maus, fortes e tinham uma risada diabólica. Nesse aspecto, eu me via numa espécie de catarse, já que os chefões podiam fazer tudo que eu não podia e ainda eram respeitados por isso - o que me causava uma admiração incondicional pelos mesmos. Só que ao mesmo tempo que eu admirava os chefões, eu também os odiava. Isso porque eles costumavam dar muito trabalho para serem derrotados e me custavam muitas fichas no fliperama para obter um simples KO. Coincidência ou não, geralmente os chefões eram os últimos obstáculos a serem superados no final dos games. Para ver o final do game, antes tínhamos que passar por cima do cadáver desses personagens superpoderosos e de sangue frio.

Nada como uma família inteira de chefões para estragar o seu dia

O primeiro chefão que eu me lembro de ter enfrentado foi o Bowser (Rei Koopa) no Super Mario Bros do Phantom System. Tá certo que o Bowser não era um chefão típico, mas ele marcou a minha vida de gamer justamente pelo fato de eu nunca ter conseguido derrotá-lo no Mario Bros. Na verdade, eu até já consegui vencer o Bowser, o problema é que eu nunca consegui vencê-lo no último castelo - o que foi uma grande frustração até hoje para mim. Mas mudando o eixo da discussão, só fui enfrentar o primeiro chefão apelão mesmo no final do Sonic 2, do Mega Drive. Não era mole derrotar o Mecha Sonic e depois acertar mais 12 porradas no robozão do Dr. Robotinik sem nenhuma argola para servir de escudo. Mas esse, graças aos deuses dos videogames, eu consegui derrotar.

Um chefão fazendo aquilo que ele sabe fazer melhor: descendo a porrada!

Goenitz apelando
Os chefões mais apelões que eu enfrentei na vida foram os dos jogos de luta. No Mortal Kombat 3 tinha um tal de Motaro que era um sub-chefe que apelava mais que o chefão final do game (o Shao Kahn). Motaro era um centauro que rebatia todas as magias e um único golpe seu tirava mais sangue que dois ganchos do Jax (aquele carinha dos braços de aço). Outro chefão apelão pra burro era o Goenitz, do King of Fighters '96. Imagine você jogar com um time de três lutadores contra um único chefão sozinho. Eu, ingenuamente, pensei que seria moleza usar meus três lutadores contra o tal Goeniz, que lutava sozinho - ledo engano... Lembro que gastei mais de 50 créditos no emulador para derrotar o infeliz, que soltava especiais ao seu bel prazer e que, ainda por cima, não podiam ser bloqueados. Isso sem falar no furacão que o cara soltava e que cortava até o Ao Soboguen do Ryo com a energia piscando. O interessante é que a série KoF sempre foi abundante em chefões apelões, desde o Ômega Rugal do KoF '95 até o desgraçado do Igniz no Kof  '2001.

O desgraçado apelão do Igniz fazendo mais uma vítima

De todos os jogos de luta que eu me lembro ter jogado até hoje, o chefão mais apelão que eu vi foi a Sissy, do jogo Matrimelee para Neo Geo. Apesar de sua aparência frágil, ela é o chefão - ou melhor, a chefona - mais apelona que eu vi em toda minha vida de jogador de videogame. Descobri que só é possível derrotá-la aproveitando um bug do jogo, ou então fazendo como eu fiz: usando uma trapaça para poder jogar com ela mesma e usando toda hora o ultra-mega-apelão 'golpe do gênio'. Claro que há muitos outros chefões apelões nos games de luta, tais como o Azazel, do Tekken 6; ou o Blaze, do Mortal Kombat Armageddon; ou mesmo o Seth, do Street Figher 4. Todos eles já tiveram suas mães muito xingadas pelos gamers de todo o mundo (se é que boss de videogame tem mãe). E para quem não conhece a Sissy, o video abaixo mostra o único modo de vencê-la:



Ainda sobre os chefões dos jogos de luta, há de lembrar dos guerreiros que conheci no editor de games de luta 2D chamado Mugen. No Mugen conheci um tal de Diobrando (do Jojo's Bizarre Adventure), que tinha um golpe demoníaco chamado Za Warudo onde o tempo congelava e trocavam as cores da tela. No Mugen também conheci o hilário Omega Tiger Woods e o mega-apelão Cheap Boss Type, que dava vários golpes diferentes de uma só vez. Além do guerreiro Dark Storm, que era uma espécie de Ryu Negão e tinha a capacidade de gerar clones infinitos de si mesmo durante o round.

Um chefão de mau humor

O chefão mais assustador que eu lembro de ter enfrentado foi a Hidra do primeiro God of War. O bicho era feio, enorme, barulhento e extremamente agressivo. Nem mesmo o minotauro de ferro ou o próprio deus da guerra do mesmo jogo pareceram tão assustadores quanto aquela Hidra gigantesca.

É preciso ser muito macho para encarar essa fera

Claro que eu não poderia encerrar esse post sem falar do jogo que mais me marcou em matéria de bosses: o Shadow of the Colossus. O criador desse game foi tão genial, que ele tirou todos aqueles capangas chatos e deixou apenas os chefões. Os chefões eram justamente os dezesseis colossus do game e todos eles eram gigantes e pareciam ter vida própria. Os colossus eram tão grandes que precisavam ser escalados para ser atingidos em seus pontos vitais. Esse game foi o que deu aos chefões o direito de ser, praticamente, os verdadeiros protagonistas do jogo.

Em Shadow of the Colossus tamanho é documento

Abaixo, uma canção em homenagem a todos os chefões dos games:
 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Spore - O game da evolução


Um dos melhores games que eu tive a oportunidade de jogar para PC foi o Spore. Esse game permite que o jogador comande a jornada de uma criaturinha customizada desde o seu estágio de célula até que ela evolua para a vida inteligente e mais tarde conquiste a galáxia. Parece um enredo meio absurdo, mas acontece que o game realmente é absurdo.
São ao todo cinco estágios pelos quais a criatura deve passar antes de dominar a galáxia. Cada um dos estágios tem a sua própria jogabilidade e o seu próprio objetivo. Enquanto no estágio de célula o bichinho praticamente só sabe comer, no estágio seguinte, o de criatura, é necessário buscar um novo ninho, procurar um parceiro para se acasalar, se aliar a outras criaturas ou, simplesmente, arrumar briga com outras espécies - tudo isso em busca dos preciosos pontos de DNA que servem para evoluir rumo à inteligência.
Dependendo do perfil traçado pela espécie ao longo do jogo, o jogador receberá novas habilidades que definirão a filosofia a ser seguida no estágio seguinte. Se você foi um predador e resolveu os conflitos de forma agressiva, a tendência é que a sua filosofia seja guerreira. Enquanto que se o seu histórico for pacífico e cheio de alianças, sua filosofia futura tenderá à diplomacia.
Darwin evoluindo sua criatura no Spore

Na minha opinião, Spore representou uma verdadeira revolução nos videogames, pois nunca a customização foi um fator tão preponderante num game. É possível criar quase todas as formas possíveis e imagináveis de criaturas, o limite é a imaginação do jogador. O responsável por essa obra de arte é o game designer Will R. Wright, da Maxis, que desenvolveu outros games de grande repercussão como o The Sims e o Simcity.
O Spore é uma simulação do próprio universo ou, mais especificamente falando, de uma galáxia inteira repleta de estrelas, planetas e vida. Até mesmo as goldilocks zone, cometas e classes espectrais das estrelas foram mantidas proporcionais no jogo. Acho que se eu tivesse jogado o Spore com 10 anos de idade, hoje eu teria virado astronauta, astrônomo ou até mesmo um exobiológo - tamanho foi o fascínio que tive com esse jogo.

Uma alvoroçada aliança entre tribos

Outra coisa que me impressiona muito neste game é o seu tamanho megalomaníaco e o nível absurdo de detalhes. Quando saímos para explorar o espaço sideral é que ficamos boquiabertos com a imensidão do game. São tantas estrelas e tantas formas de vida, que conhecer todos os sistemas solares soa como uma missão quase impossível.

A gigantesca galáxia do Spore

E nem pense que isso é tudo, porque aqui existem criaturas épicas gigantescas travando batalhas colossais, engraçadas coreografias representando o acasalamento, guerras insanas nas estrelas, centanas de ítens malucos: tudo isso com uma boa dose de humor caricato e um fundo musical empolgante. Além disso, há a possibilidade de fotografar e filmar os feitos do jogador no próprio game.

Um planeta habitável no game

Não há um objetivo final no Spore, mas uma das realizações finais do game é chegar ao núcleo da galáxia. Só que para chegar ao núcleo da galáxia é preciso antes passar pelos Grox. Os Grox são uma espécie de criaturas biomecânicas donas da maior, mais poderosa e mais temida civilização a galáxia.
O maior problema do game são os seus bugs, que, devem ser da ordem de mais de oito mil. Mas nada chega a tirar a diversão desse super jogo criado em meados de 2008 pela Maxis e que continua atualíssimo até os dias atuais.


Spore tornou-se tão popular que recebeu uma wikipedia só para ele, a Sporepédia.
Recomendo bastante o game, principalmente para quem gosta da mistura de games com ciências e muitas horas de risadas frente ao PC.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Saudades da Infância


Confesso que fui uma criança privilegiada. Recifense de nascimento e de criação, vim ao mundo através de uma família humilde que precisou abrir mão da minha guarda quando eu tinha apenas meses de vida para entregar-me aos cuidados de uma outra família mais abastada. E, graças a essa doação, acredito que tive uma infância realmente diferenciada. 
Os heróis da Hanna Barbera

Fui criança no final dos anos 80 e começo dos anos 90: uma época encantadora para ser criança. Peguei a era de ouro da televisão, onde pude assistir os melhores desenhos: Hanna Barbera, Disney, Marvel Studios, Looney Tunes e os animes e tokusatsus da TV Manchete. Também vi os melhores programas infantis: Rá-tim-bum, Mundo de Beakman, TV Colosso, Balão Mágico e Xuxa - além daqueles filmes que marcaram gerações, como os Goonies; ET, o Extraterrestre; Esqueceram de mim; as Tartarugas Ninja e os Caça Fantasmas. Lembro-me também das minhas coleções de brinquedos do He-man, dos Comandos em Ação, dos carrinhos em miniatura, dos álbuns de figurinhas, dos videogames e das primeiras mesadas que me renderam bons momentos de diversão nos fliperamas.


Raspa-raspa

Como toda boa criança, eu acreditei que o Papai Noel entrava pela chaminé (mesmo não tendo chaminé lá em casa); acreditei que o Coelhinho da Páscoa escondia os ovos de páscoa pela casa; acreditei que a gente precisava jogar um dente de leite no telhado para nascer outro em seu lugar... Também fui criança numa época onde podíamos brincar na rua sozinhos, seja de pique-esconde, de bola de gude, de pipa (ou papagaio), de estilingue (bodoque), de iô-iô, de queimado (dodgeball), de amarelinha, de pirocóptero ou de polícia e ladrão. E os sabores que marcaram a minha infância foram os mais diversos: goiabada, cocada, picolé, 7 Belo, chup-chup, raspa-raspa, cavaquinho (biscoitos cilíndricos, tipo canudo), rapadura, paçoca, Sonho de Valsa e os salgadinhos da Elma Chips. Uma das coisas que eu adorava era colecionar as figurinhas que vinham nos pacotinhos da Elma Chips ou aqueles cartões que vinham no chocolate Surpresa trazendo informações sobre os dinossauros e outros animais. E, falando em animais, tive diversos cachorros no quintal da minha casa, em especial, um tal de Cinzo, que foi meu cãozinho número 1 - sem falar das inesquecíveis visitas que fiz aos animais silvestres no jardim zoobotânico. 


Disney on Ice

Além de tudo isso, eu fui abençoado com várias professoras inesquecíveis, entre elas a minha professora da primeira série do primário, que chamávamos carinhosamente de 'Tia Neide' - e também a gaúcha Silvana, na terceira série do fundamental, que era carinhosa, atenciosa e nos dava até presentes, sendo uma verdadeira 'mãezona' para a turma. Também me recordo de quando eu tinha por volta dos 6 anos de idade e tive o prazer de fazer a minha primeira viagem de avião, onde conheci o Rio de Janeiro. Nessa viagem, eu assisti o Disney on Ice, onde vi o Mickey e sua turma patinando no gelo artificial do Maracanãzinho; passeei nas barcas da Baía de Guanabara; me impressionei com a extensão da ponte Rio-Niterói; vi o Corcovado e a Urca da varanda do apartamento dos meus tios em Botafogo; senti o friozinho gostoso de Barra Mansa e avistei as belas praias de Niterói.

Por tudo isso, acredito que eu tenha sido uma criança muito feliz. E devo isso às minhas duas famílias. Foi a minha família do coração que me acolheu, que me educou e que guiou os meus passos rumo ao futuro. E foi a minha família biológica que me deu a existência e a entrega incondicional para que eu fosse feliz. É por essa razão que eu sou totalmente favorável à adoção e que considero a família como sendo o principal alicerce da sociedade. Pode ser até que o resto da minha vida seja insossa e sem maiores emoções, mas o que vivi naqueles tempos de guri já foi suficiente para que a minha vida inteira tenha valido a pena.