sábado, 19 de outubro de 2013

As vantagens de ser homem e de ser mulher


Para acirrar a velha guerra de sexos, vou listar a seguir as vantagens de ser homem e de ser mulher:
 
Vantagens em ser HOMEM

-Não menstrua.
-Não tem cólicas.
-Não tem TPM.
-Não fica grávido.
-Não sente as dores do parto.
-Não precisa se depilar.
-Não precisa furar a orelha.
-Pode raspar a cabeça sem pensarem que você é lésbico.
-Pode andar sem camisa.
-Pode fazer xixi em qualquer lugar.
-Pode fazer xixi em pé.
-Pode sentar de pernas abertas.
-Pode comer uma banana em frente a uma construção civil.
-Praticamente não sofre assédios nas ruas.
-Não precisa fazer exames ginecológicos.
-Não precisa usar salto alto.
-Não precisa fazer o teste do sofá.
-Não precisa engolir catarro pra não cuspir em público.
-Não precisa dá nó no intestino pra não peidar em público.
-Não precisa mudar o sobrenome ao casar.
-Não precisa fingir orgasmo.
-Ganha salários melhores.
-É mais forte fisicamente.
-Orgasmos são mais fáceis.
-Não tem que carregar uma bolsa cheia de tralhas para cima e pra baixo.
-Não tem que dispensar uma oportunidade de fazer sexo.
-Fazer sexo não deixa você preocupado com a sua reputação.
-Homem que gosta de sexo é normal, mulher que gosta é biscate.
-Filmes pornôs são projetados especificamente para nossa mente.
-Se você tem 34 anos e é solteiro, ninguém liga.
-Chocolate é um alimento como qualquer outro.
-Os mecânicos te dizem a verdade.
-Cabelos brancos e rugas são charme.
-Ninguém fica olhando para seu peito enquanto conversa.
-O risco de ser estuprado é quase zero.
-Homem barrigudo é charme, mulher é desleixada.
-É muito menos ofendido no trânsito.
-Pode pagar por sexo.
-Tem mais neurônios.

Vantagens em ser MULHER

-Ter certeza que o filho é seu.
-Sentir uma nova vida crescer dentro de você.
-A licença maternidade é maior que a licença paternidade.
-Não fica careca.
-Não broxa.
-Não precisa fazer exame de toque.
-Poder ficar excitada na praia.
-Quando o sabonete cai no vestiário da academia não é o fim do mundo.
-Greve de sexo surte o efeito desejado.
-Não precisa pagar a conta do restaurante.
-Há certos eventos que mulher entra de graça.
-Não é obrigada a se alistar no exército.
-Não precisa lutar em guerras.
-Se aposenta mais cedo.
-Não existe mulher 'corna'.
-Tem uma delegacia só para você.
-Se você diz que não gosta de sexo, ninguém te chama de gay.
-Ser virgem não é defeito.
-Pode usar roupas de qualquer cor.
-Pode chorar em público.
-Não precisa ficar o tempo todo provando que é mulher.
-Tem prioridade em botes salva-vidas.
-As mulheres sempre estão entre os primeiros reféns libertados.
-Poder dançar, abraçar, beijar e até dormir com uma amiga e ainda sim não parecer lésbica.
-Não precisa trocar o pneu.
-Sentar de pernas fechadas não dói.
-Na maioria das vezes é a mulher que recebe pensão.
-Nunca vai levar um golpe da barriga.
-Mulher não sofre circuncisão.
-Seguro de automóvel é mais barato para mulheres.
-Mulheres têm orgasmos múltiplos.

E aí, vale mais a pena ser homem ou ser mulher?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Direita, esquerda e valores ideológicos


Apesar de existirem diferenças claras entre a direita e a esquerda política, não é novidade para ninguém que hoje a maioria dos partidos são híbridos neste aspecto. São poucos totalmente de esquerda ou totalmente de direita. Um dado interessante é que os conceitos de esquerda e direita hoje abrangem não apenas as questões econômicas (como apontam os diagramas políticos), mas também questões relativas aos valores ideológicos como um todo. A autora do blog Mundo Desalienado deu uma definição que achei bastante pertinente sobre o assunto e resolvi destacá-la para melhor compreensão deste post:

"Ao meu ver, a 'direita' sempre foi tida como a vertente mais adepta do conservadorismo e apoiadora do capital. A 'esquerda', por sua vez, regendo pela liberdade pessoal/de escolha e forte opositora do capital. Mas isso não quer dizer que alguém de direita têm que ser contra o aborto, a favor 'da moral e dos bons costumes', sair 'em defesa da família'. Em algum lugar entre a esquerda e a direita, existe ainda a extrema-esquerda, a extrema-direita, o centrismo, a centro-esquerda e a centro-direita, o anarquismo e o anarcocapitalismo."

Apesar da mudança de conceitos com o fim da Guerra Fria, há ainda quem use 'esquerda' e 'direita' apenas para se referir às questões econômicas, colocando esses dois lados como sendo meramente socialismo versus capitalismo. Na teoria, essa visão faz sentido, mas eu não vejo as coisas bem assim. Eu, em meu prisma pessoal da realidade, interpreto que à esquerda estão os movimentos de cunho social igualitário, enquanto que à direita estão os que prezam pela meritocracia individual – isso, claro, extrapola as questões econômicas porque tudo está interligado. Vale lembrar também que os termos 'esquerda' e 'direita' vieram da Revolução Francesa, onde o Terceiro Estado (povo) ficava à esquerda na assembleia nacional e a nobreza e clero ficavam à direita.
A seguir eu vou expor o que eu acho sobre algumas questões ideológicas que costumam definir se as pessoas são de esquerda, direita ou centro.

Diagrama com as posições políticas


Aspectos econômicos de esquerda
Já citei na postagem anterior que eu considero o mais justo dos capitalismos melhor que o mais justo dos socialismos. Mas antes que me chamem de burguesinho ou direitopata por isso, quero que fique claro que entre um socialismo justo e um capitalismo injusto, escolho a primeira opção sem pensar duas vezes. E é exatamente isso que eu vejo no caso do Brasil. Para quem não sabe, eu sou a favor da intervenção do Estado na economia, sou a favor da distribuição de renda e também sou a favor da redução de diferenças entre pobres e ricos. Mas tudo isso de forma democrática e com algumas restrições. Acho também que o Estado deve criar órgãos que dialoguem com o setor privado para definir sobre direitos trabalhistas que vigorem para todos sem prejuízos para as partes envolvidas. Não creio ser justo deixar o mercado cuidar de tudo sozinho, como defendem os anarcocapitalistas, uma vez que práticas como cartéis, monopólios e oligopólios são bastante frequentes quando não há um Estado influente para evitá-los. E diferentemente do que a direita defende, não acho que as desigualdades sociais sejam naturais e inevitáveis. O dinheiro deve ser medida de trabalho, e não de exploração.

Sem o Estado, a alta burguesia estará livre para fazer isso

Aspectos econômicos de direita
Apesar da minha inclinação esquerdista, sou favorável à propriedade privada, à existência de classes sociais (com menor desigualdade possível) e ao capitalismo. Eu acho o capitalismo um sistema econômico positivo, porque ele permite a ascensão social, o lucro, melhorias tecnológicas e um maior crescimento econômico. Além disso, empresas estatais são quase sempre problemáticas devido à sua deficiência em serviços e a sua precariedade de recursos. Pior que um monopólio privado é um monopólio estatal, porque os serviços são quase sempre burocráticos e a ausência de concorrência prejudica a economia. Neste aspecto, eu sou quase que inteiramente de direita. Como disse anteriormente, sou a favor da intromissão do Estado nos aspectos econômicos, mas não em tudo. Direitos como férias, jornada de trabalho, salário mínimo, décimo terceiro e previdência devem ser regulamentados para evitar a temível escravidão do salário e desproporções na mais-valia. Mas no resto, acho que a interferência do Estado traz mais problemas que benefícios devido ao excesso de burocracia e tributos. Existem outros aspectos que eu também me vejo mais liberal. Não acho correto, por exemplo, o governo tentar resgatar empresas que estão com dificuldades financeiras, pois acho que empresas mal administradas e mal planejadas precisam quebrar para que possam aprender com os seus erros. Também acho que privatizar pode ser uma boa opção dependendo do setor em questão. Mas acho totalmente bizarro os extremos de privatizar tudo ou mesmo estatizar tudo, pois cada caso é um caso. Creio que se o Estado não tem a menor competência para administrar um empreendimento, é melhor que torne-o privado, afinal, é dinheiro público sendo gasto à toa.

Como as coisas são hoje em dia

Conclusão
Apesar de ter uma maior inclinação à esquerda nas questões econômicas, eu não gosto desse rótulo. Concordar com mais aspectos de esquerda que de direita não me torna um socialista. Eu sou apenas um ser livre que não gosta de se definir, afinal, definir-se é limitar-se. Considero ser importante o equilíbrio entre forças de direita e de esquerda.

Valores de esquerda e direita

Aspectos ideológicos e sociais
Deixados de lado os aspectos econômicos, eu vou listar a seguir o que penso sobre as questões sociais – questões essas das quais as minhas tendências são fortemente liberais/libertárias (ou de esquerda, se preferir). A extrema-direita conservadora apelidou o liberalismo social de "marxismo cultural" numa tentativa de demonizá-lo, mas, independente do nome que receba, esse movimento tem ganhado cada vez mais força, para pânico dos reacionários, coitados. Pois bem, vamos lá:

Posse de armas
Sou a favor, porque, para mim, todos têm o direito de se proteger e de proteger a sua propriedade. Porém, sou a favor também da substituição gradual de armas letais pelas armas não-letais. O problema, na minha visão, não é a posse da arma, mas o risco de morte que ela traz. O direito de usar armas letais deveria ser exclusivo das Forças Armadas e das Tropas Especiais da polícia.

Migração
Sou totalmente a favor da migração de pobres porque ela ajuda no desenvolvimento econômico e social.

Homossexualidade
Todo mundo tem o direito de amar quem quiser, portanto, a homossexualidade deve ser encarada com a mesma naturalidade que a heterossexualidade. Além disso, a sexualidade é algo pessoal e individual de cada pessoa. Se você não gosta de gays, então não seja um. Também sou a favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por esses casais.

Pobreza
Na imensa maioria dos casos, a condição econômica de uma família é algo hereditário. Quem nasce burguês, tende a continuar rico; já quem nasce na miséria, tende a continuar excluído. Muitos falam que a meritocracia burguesa é justa, mas não há meritocracia alguma quando uns nascem com tudo e outros com nada. A violência vem em grande parte justamente desta desigualdade entre pobres e ricos.

Pena de morte
Sou contra, porque acho que não cabe ao Estado julgar se alguém deve viver ou morrer, além do risco de punir um inocente. A exceção fica por conta dos casos de legítima defesa.

Criminalidade
Como citei anteriormente, grande parte da criminalidade vem da desigualdade entre ricos e pobres. É absolutamente desumano que muitos sejam discriminados pela sua cor, pela sua cultura, pela sua condição social e ainda ter um péssimo acesso à saúde, à educação e ao saneamento básico. Isso gera revolta, violência e luta de classes. Se todos tivessem as oportunidades que as classes média e a alta têm, os números da violências seriam bem menores.

Maioridade penal
Reduzir a maioridade penal não reduz a violência, só aumenta o número de presidiários em penitenciárias que não recuperam ninguém. É preciso investir na ressocialização e na reeducação de jovens infratores. É um senso de justiça muito distorcido querer eliminar a pobreza apenas punindo e oprimindo mais. O problema deve ser resolvido em sua raiz, dando mais formação e oportunidades aos jovens.

Drogas
Algumas drogas mais leves, como a maconha, por exemplo, podem ser legalizadas, uma vez que é um direito do indivíduo querer usar drogas e sofrer sozinho as suas consequências. É melhor usar drogas comercializadas legalmente pelo Estado (com arrecadação de impostos), do que encher o bolso dos traficantes e alimentar a violência. E falando em traficantes, reprimir o tráfico é o mesmo que enxugar gelo, porque esta é uma guerra perdida. Sempre vai haver quem queira comprar e quem queira vender, seja a droga legal ou ilegal. E como já dizia o velho ditado: se não pode derrotar um inimigo, se alie a ele. Ou melhor: faça o seu inimigo se aliar a você.


Aborto
Sou a favor da descriminalização do aborto, porque o Estado não deve ter direitos sobre os corpos e os úteros das mulheres. Claro que deve haver uma regulamentação para evitar abortos em gestações avançadas, mas um amontoado de células intrauterinas não deve ter mais direitos que uma mulher adulta. Se você é contra o aborto, simplesmente NÃO o faça. Querer impor os seus valores morais, pessoais e religiosos sobre toda a sociedade é ditatorial e fascista. O direito à interrupção da gravidez deve ser livre. Do contrário, mais e mais mulheres morrerão em clínicas clandestinas. Afinal, sendo legal ou ilegal, quem quer abortar o fará de um jeito ou de outro.

Religião
A religião pode até servir de contenção para alguns criminosos, mas a mesma religião também pode servir de justificativa para se cometer atrocidades. Afinal, como disse o físico americano Steven Weinberg: "Com ou sem religião, pessoas boas farão coisas boas e pessoas más farão coisas más. Porém, para pessoas boas fazerem coisas más, é preciso religião."


Carga tributária
Não sou a favor da redução da carga tributária, sou a favor apenas de uma reforma tributária para distribuir os impostos de uma forma mais justa e que não atrapalhe o crescimento econômico do país.

Voto obrigatório
Sou a favor do voto facultativo. Primeiro porque é um direito do cidadão ser livre para votar ou não; e segundo porque o voto obrigatório permite a eleição de candidatos estúpidos como voto de protesto ou de alienação. O voto facultativo é exercido majoritariamente por pessoas que se interessam por política e ainda reduz despesas com as eleições. Além disso, o peso de um voto facultativo é maior porque o número de pessoas votando é menor.

Alistamento obrigatório (conscrição)
Sou 100% contra. Acho uma aberração que esta tradição da República Velha ainda seja mantida num país democrático. Deveria se alistar apenas quem quisesse e deveria morrer na guerra "pela pátria" (para defender os ideais políticos de uma elite dominante) apenas quem quisesse também. Apesar de não haver mais o serviço militar obrigatório na prática, é preciso riscar isso da nossa constituição em nome da liberdade dos seus cidadãos. A conscrição nada mais é um tipo de trabalho involuntário em defesa dos ideais do Estado. Portugal já aboliu essa prática medieval – e o Brasil, vai continuar nas trevas até quando?

Meritocracia
Sou a favor da meritocracia, mas desde que todo mundo saia em condições iguais. Enquanto um favelado não tiver condições de concorrer de igual para igual com um burguês, então não há meritocracia nenhuma.

Conclusão
Sou um libertário/liberal de esquerda. Não gostou?


Então toma! Rarará!

Leitura de apoio sobre esse tema:
Só existe esquerda e direita? E o que é isso?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Politicômetro e a militância partidária


É um ato praticamente instintivo da nossa espécie buscar um posicionamento político ou encontrar uma identificação partidária. No contexto atual, com a sacudida que as manifestações de junho de 2013 deram nas pessoas, especialmente nos mais jovens, houve uma busca quase em massa pela identidade política dos que nunca se interessaram muito pelo assunto. E uma das formas mais comuns que os jovens têm usado para tentar encontrar a sua posição política tem sido através de testes on line como o Politicômetro, o Diagrama de Nolan ou o Political Compass. Esses testes apresentam várias questões que, depois de respondidas, são usadas para apontar se a pessoa é de direita, de esquerda, conservadora ou libertária. Apesar de achar a ideia interessante, acho incrivelmente ingênuo que alguém confie nestes testes por duas razões. A primeira é que todos eles são tendenciosos e acabam forçando o leitor a dar uma determinada resposta a uma pergunta que, se fosse formulada de uma maneira diferente, talvez obtivesse uma outra resposta. E a segunda é que a média aritmética de algumas poucas questões não serve para definir o posicionamento político de ninguém.
Só para descargo de consciência, eu resolvi fazer alguns testes e abaixo vou mostrar os resultados.





Como é possível ver acima, os dois testes apontam que eu sou um libertário de esquerda. O problema é que essas definições, mesmo que corretas, tendem a rotular e estereotipar as pessoas. E como eu costumo dizer por aí: definir-se é limitar-se. A média obtida no teste apontou que eu sou de esquerda, mas houve perguntas das quais a minha opinião era de direita, como, por exemplo, a questão sobre a melhoria de empresas de telefonia que foram desestatizadas. O mesmo ocorreu com relação às questões libertárias e conservadoras. Existem pouquíssimas pessoas que são 100% direita ou 100% esquerda e a maioria delas ou são fanáticas, ou simplesmente "compram" um pacote ideológico de um dos lados e o segue como se fosse uma religião. A solução é que as pessoas esquecessem desses rótulos e procurassem pensar por si mesmas com relação a cada questão. No meu caso, apesar de ter sido de esquerda durante a maior parte da minha juventude, hoje eu me defino mais como centrista. Creio que a maturidade reduz alguns radicalismos e nos torna mais reflexivos. Antes, por exemplo, eu via o capitalismo como um mal por ele disseminar desigualdades. Mas hoje eu já considero que o mais justo dos capitalismos é melhor que o mais justo dos socialismos, com as devidas restrições, claro.

Diagrama de definições econômicas

Militância partidária
Semelhante à questão do direcionamento político citada anteriormente, eu vejo que a militância partidária segue na mesma linha. Quase sempre os militantes de um partido tendem a se comportar como uma torcida organizada e a defendê-lo como se ele fosse uma religião. Isso leva não apenas a negação do pensamento individual como também ao fanatismo. Ser simpatizante e seguidor de um determinado partido é saudável, mas adorá-lo cegamente ignorando os próprios conceitos é algo que não faz muito sentido. Em casos mais extremos, militantes partidários tendem a fazer vista grossa para escândalos e casos de corrupção. Além disso, há o velho problema da infidelidade partidária, onde muitos se infiltram num partido para queimar o filme do mesmo e depois fazem o bom e velho troca-troca. E também há o problema dos partidos que mudam frequentemente de postura (como é o caso do PMDB, por exemplo), que acabam transformando os seus militantes em bobos alegres.
Apesar de considerar alguns partidos melhores e mais confiáveis que outros na minha escala de valores, eu não coloco a minha mão no fogo por nenhum. Nunca é demais dizer que ninguém é incorruptível e que cada partido tem o seu preço, pois como já dizia o cronista José Simão: "Não há virgem na zona". Sou favorável à pluralidade partidária e à democracia, mas me recuso a tratar um partido ou uma ideologia como representante da minha forma individual de pensar.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Edir Macedo: o homem mais rico do mundo


Eu já estou de saco cheio de falar deste tal Bispo Macedo, por isso, vou deixar que ele fale por mim a respeito do poder que o dízimo tem:


E aí, arrancar dinheiro em nome de Deus é ou não é um grande negócio?



domingo, 13 de outubro de 2013

Feminismo e religião - complemento

Mulheres destruindo imagens católicas na marcha das vadias

No post passado (este aqui), eu tentei mostrar a incoerência na possível aliança do feminismo com as religiões. Por sorte, depois de publicar o post, achei um vídeo do pastor Malafaia onde ele tenta se aproximar das feministas com uma conversinha muito fiada, mostrando como eu tinha razão no post passado. Aproveitei e coloquei o vídeo sugerido no post scriptum da postagem passada. Mas como não sei se todo mundo viu, vou reanexar o mesmo vídeo abaixo.
Se você não tiver estômago para ouvir o Malafaia vociferar por oito minutos, eu vou tentar resumir o que ele disse em seguida.


O pastor basicamente apela para aquela questão da "degradação feminina", enfatizando sobre os comerciais que usam o corpo da mulher como "objeto sexual" para vender produtos. Ele acusa que mulheres peladas na mídia são uma "afronta" ao feminismo e às mulheres – além de criticar o padrão de beleza artificial das mulheres da publicidade. O problema é que ele acaba associando a "vulgarização" e "indecência" da mulher à quantidade de roupa e ao seu tipo físico. Só aí já há uma bela contradição, uma vez que muitas feministas protestam justamente para que as mulheres não sejam rotuladas por suas roupas. Eu até entendo esse discurso mequetrefe do Malafaia, mas a mulher que tem o corpo igual ao "padrão" é que acaba sendo hostilizada nessa história por estar igual ao modelo "repressor e machista". Outra crítica minha é que "vende" seu corpo quem quer. Se uma pessoa quer usar seu corpo num comercial para ganhar dinheiro, o que eu, você ou o Malafaia tem a ver com isso?
Esse discurso inflamado do pastor é uma tentativa rocambolesca de manobrar para que os dogmas cristãos sejam incorporados pelo feminismo. Para quem não sabe, o cristianismo condena a nudez, o desejo, o prazer sexual, a masturbação e até o pensamento na "mulher" do próximo. Querer tirar os corpos masculinos e femininos das propagandas é uma forma de tornar a nossa sociedade mais cristã, já que a nudez e o desejo são um pecado contra a castidade. Saca?

Como a mulher era vista pelos santos católicos

Feminismo versus religião
O feminismo, em sua essência, é um movimento revolucionário, secularista, de luta contra a opressão sexista, de luta contra o preconceito e a favor da igualdade. Essas características são, essencialmente, de movimentos de esquerda. A imensa maioria das religiões (para não dizer todas), são de direita, pois são defensoras do patriarcado, machistas, homofóbicas e conservadoras. O fascismo NÃO possui qualquer semelhança com o feminismo. Tem também outras coisas que a religião (cristã) defende que são um verdadeiro insulto ao feminismo, tais como condenar o aborto até em casos de estupro, não excomungar estupradores, condenar uniões homoafetivas, condenar a forma com a qual as mulheres se vestem e condenar também a liberdade sexual feminina (slut-shaming). Será mesmo que religião e feminismo têm tanto assim em comum?

Caça às Bruxas: as feministas se esqueceram dela?

Adendo sobre a pornografia
Mulher não pode ver pornô
Além de todas as incoerências na tentativa de casar religião com feminismo que apontei no post passado, também faltei falar sobre a pornografia – entretenimento condenado amplamente por quase todos os religiosos que também apelam para o velho discurso da "degradação". Daí que surgem movimentos ridículos como o Dirty Girls Ministries, que são evangélicas americanas que querem "purificar" as garotas que curtem pornografia, apelando para a culpa na tentativa de "curá-las" do vício da pornografia. Ou então o Pink Cross Foundation, da ex-atriz pornô e evangélica Shelley Lubben, que faz militância cristã contra a pornografia fundamentando-se na exploração feminina nos filmes pornôs. A despeito de tudo isso, acho uma coisa totalmente non sense querer banir a pornografia, coisa que os evangélicos aqui do Brasil tentaram fazer criando petições públicas para proibi-la e criminalizá-la. Eu acho que todo mundo tem que ser livre para fazer filmes pornôs e assisti-los sem ter que aguentar aporrinhação de religiosos e feministas que vão nessa onda. Não vou me estender sobre esse assunto porque já falei demais sobre ele numa série de três posts, cuja primeira parte deixo linkada aqui.

Para fechar esse assunto, vou deixar um vídeo muito bom do jornalista Luiz Carlos Prates onde ele mostra definitivamente porque mulheres e religião não combinam entre si: