segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Folha de S Paulo é desmascarada por acadêmico


O doutor em ciências políticas Luis Felipe Miguel fez duas críticas acachapantes contra o jornaleco golpista Falha Folha de S. Paulo. A primeira crítica foi contra a forma irresponsável e tendenciosa com a qual a Falha Folha abordou as privatizações. E a segunda foi um direito de defesa à adolescente palestina Ahed Tamimi que está sendo acusada injustamente de "terrorismo" por israelenses que desejam publicamente sua morte e estupro por ela está defendendo a libertação Palestina.
Pois bem, em poucas linhas o cientista político reduziu a Folha ao que ela realmente é: um excremento jornalístico imprestável até para limpar a bunda.

A seguir, deixo as duas belas críticas do Luis Felipe Miguel às duas "reportagens" da Falha de S Paulo:

Jornalismo não é com a Folha
Para gerar a manchete de hoje, a Folha arranjou uma consultoria que decidiu que "privatizações renderiam até R$ 500 bi". Um valor gigantesco, de fazer cair o queixo do leitor assalariado.

Talvez fosse interessante perguntar o que esses 500 bilhões representam diante de uma dívida pública que ultrapassa os três trilhões - e se, em vez de privatizar, o passo fundamental não fosse auditar e repactuar a dívida.
Ou então o que esses 500 bilhões são diante do potencial de empresas como a Petrobrás, cujas reservas também se contam na casa dos trilhões. Ou, ainda, qual o significado de empresas estatais para o desenvolvimento do país e para a universalização de serviços públicos, guiada por critérios de inclusão e não de mercado.
Talvez desse até para imaginar outras formas, menos danosas socialmente, de geração de recursos, como taxação progressiva, combate à sonegação, revisão de isenções.
Mas todos esses caminhos se aproximariam perigosamente do jornalismo. E o ramo da Folha, como de seus concorrentes, é outro, é a produção de discurso ideológico.


Desonestidade jornalística da Folha não tem fronteiras
Quando finalmente decidiu notar a existência de Ahed Tamimi, a adolescente palestina presa por Israel, a Folha o fez numa matéria que é um primor de desonestidade jornalística até para seus próprios padrões. A repórter, que parece mais uma militante sionista, solta que Tamimi vem de uma família de “terroristas” e ignora as chocantes declarações de políticos e influentes jornalistas israelenses pedindo que ela seja morta ou estuprada na prisão. A adolescente aparece como alguém cujo objetivo é “irritar” os pobres soldados israelenses “apenas um pouco mais velhos do que ela” (e também armados com metralhadoras e granadas, mas esse detalhe não é lembrado). Uma fala de Tamimi afirmando o compromisso de dar a vida pela libertação da Palestina é apresentada como um convite ao suicídio. No meio do texto, há uma referência despreocupada à pretensa “indústria de fake news palestina”, uma maneira de deslegitimar, no atacado e sem qualquer discussão, todas as denúncias, comprovadas por observadores e jornalistas independentes, das atrocidades praticadas pelo Estado de Israel contra a população palestina.

domingo, 14 de janeiro de 2018

O canibal de Brasília está solto


Depois de receber uma semana inteira de pesados ataques de midiáticos, Bolsonaro surtou de vez e passou a se comportar como um animal acuado. Além de se tornar ainda mais agressivo que o de costume, assumiu, entre outras lambanças, que usou o dinheiro do auxílio moradia para "comer gente". Enquanto Lula foi condenado sem provas pelo juiz "imparcial" de Curitiba, as provas contra Bolsonaro sobram. Já os bolsominions, por onde andam eles mesmo? Ah, claro: 'tretando' com outros membros da direita que mostraram que o "Mito" deles não é tão mito assim.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Tio Sam nos quer subdesenvolvidos


Se alguém é ingênuo o suficiente para achar que a sabotagem política norte-americana a outros países é mera "teoria da conspiração", recomendo que reveja urgentemente os seus conceitos. Os EUA usam, sim, o combate à corrupção, os levantes populares orquestrados (as tais "primaveras") e as sanções como mecanismos de controle contra os países subordinados. O projeto neoliberal – que só serve para atender aos interesses do sistema financeiro internacional e de parte da alta burguesia nacional – não foi implantado por Temer após o Golpe para "salvar o Brasil". Quem acredita que as privatizações, o corte de investimentos, a reforma da previdência, a terceirização irrestrita e a reforma trabalhista foram feitos para "consertar o Brasil" é um midiota útil que não tem a mínima noção do que está acontecendo.
Todo esse ataque ultraliberal contra o Brasil foi idealizado pelas oligarquias financistas e executado sob o comando do departamento de Estado norte-americano. Em política, amigo, nada acontece por acaso. Se o Brasil tivesse continuado a crescer como vinha crescendo durante os governos do PT, hoje estaria numa posição de liderança global. Mas um país forte, influente e competitivo no mercado internacional seria uma pedra no sapato, um pesadelo, para os EUA e para os rentistas. Foi por isso que sofremos o Golpe e é por isso que estão tão desesperados em prender o Lula. O PT, por ser um partido nacionalista e social democrata, acabou virando alvo número um da imprensa burguesa que é financiada pelas grandes corporações internacionais. A onda de ódio contra o PT foi parte do plano internacional para desestabilizar e conquistar o Brasil. Tentaram fazer o mesmo na Venezuela, mas por lá a banda toca de outro jeito.

Não caia nessa conversa

É por isso que é importante se pensar em candidatos para as eleições deste ano que se comprometam em reverter toda essa tirania neoliberal imposta contra o nosso povo. Privataria, austeridade e medidas antipopulares NÃO são boas para o Brasil. Os trabalhadores e aposentados não merecem mais ser pisoteados para que seus rendimentos sejam disfarçadamente transferidos para pagar os juros da dívida e enriquecer ainda mais os homens mais ricos do planeta. O Estado deve governar para o povo, e não para as elites rentistas. E os EUA que se danem para lá com seu imperialismo sanguinário e com esse sistema capitalista insustentável.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Guest Post: O nazismo é de extrema-direita e ponto final


Para fechar de vez essa "polêmica" sobre em qual lado do espectro político o nazismo está (polêmica esta que não existe nas academias), o historiador Felipe Schadt trouxe argumentos que provam que o nazismo é de extrema-direita. Segue abaixo o texto dele na íntegra que foi publicado no Facebook:

Tá vendo essa pilha de livros aqui? Nela, apenas livros sobre o nazismo. Na minha especialização em História na PUC-SP, meu objeto de pesquisa foi a Eugenia no cinema nazista. Tinha que ler sobre, certo? Vários livros muitos bons, inclusive duas biografias de Hitler, uma de Joachin Fest e outra de Ian Kershaw (os dois maiores biógrafos de Hitler). Sabe o que eu encontrei nessas minhas leituras?
Muita coisa, mas nunca (nunca mesmo) encontrei nenhuma menção ou dica de que o Nazismo teria sido um movimento de esquerda!
Mas tem um livro que eu li que não está nessa pilha. Ele tem evidências bem mais diretas sobre o assunto que vou compartilhar com vocês. O livro em questão é o Mein Kampf (Minha Luta), a autobiografia do Hitler escrita (perdoem a piada) por ele mesmo! Deem uma lida nessas citações aqui e depois, tirem suas próprias conclusões:

“Em um tempo em que os melhores elementos da nação morriam no front, os que ficaram em casa, entregues aos seus trabalhos, deviam ter livrado a nação dessa piolharia comunista” (p. 76)

“Não hesito em declarar que julgo os homens que arrastam o movimento de hoje na crise de divergências religiosas piores inimigos da pátria que qualquer comunista com tendências internacionais, pois converter o comunista é a tarefa do movimento nacional-socialista” (p. 239)

“Vencendo a minha relutância, tentei ler essa espécie de imprensa marxista, mas a repulsa por ela crescia cada vez mais.” (p. 30)

“Se o judeu, com o auxilio do seu credo marxista, conquistar as nações do mundo, a sua coroa de vitórias será a coroa mortuária da raça humana” (p. 32)

“Não precisamos dizer nada sobre os mentirosos jornais marxistas. Para eles o mentir é tão necessário como para os gatos o miar” (p. 107)

“(...) para arranjar dez cadeiras no parlamento, ligam-se com os marxistas, inimigos de todas as religiões” (p. 118)

“Eis a verdadeira essência da doutrina marxista, se é que se pode dar a esse aborto de um cérebro, criminoso a denominação de “doutrina”” (p. 140)

“O sintoma da fraqueza que representam esses 15 milhões de marxistas, democratas, pacifistas e centristas, não é somente perceptível a nós, mas muito mais ao estrangeiro, que mede o valor de uma aliança conosco por esse peso morto” (p. 146)

“Mais do que qualquer outro grupo, os marxistas, ludibriadores da nação, deveriam odiar um movimento cujo escopo declarado era conquistar as massas que até então tinham estado a serviço dos partidos marxistas dos judeus internacionais. Só o título “Partido dos Trabalhadores Alemães” já era capaz de irritá-los” (p. 154-155)

... E ainda tem mais! Tá aqui o link do livro para quem quiser ler. Ele é de domínio público. Custo zero. Só é ler. Aí quem sabe você começa a pensar pela própria cabeça e pára de ficar comprando e repetindo as ideias de quem nunca leu um livro sequer sobre o assunto. E para quem quiser saber mais, o vídeo do próprio Felipe Schadt explicando seus argumentos sobre o assunto segue aqui.

Direita unida em Charlottesville: bandeira liberal no meio de neonazistas

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Amar em tempos de ódio


Estamos vivendo em tempos realmente sombrios. A ignorância tem se multiplicado através de teorias conspiratórias, o medo da violência e do desemprego têm assolado o país, o capitalismo atravessa mais uma crise global, os preconceitos têm se naturalizado, os discursos de ódio têm se multiplicado... E o que mais tem me assustado nisso tudo é o ódio, a intolerância e a desumanização daqueles que são diferentes de nós.

Não dá mais para viver num país com pessoas assim

A única solução para combater esses ódios é pondo em prática justamente o inverso dele: o amor. Sim, eu sei que parece um clichê romântico-utópico falar de amor nessas horas, mas eu não consigo imaginar uma solução melhor. E o mais irônico é que, apesar do ódio, vivemos num país de maioria cristã onde a maioria das pessoas acredita que Deus é amor e que devemos amar o próximo como a nós mesmos. Então o que devemos fazer é dar o exemplo no nosso cotidiano. Devemos aprender a pedir desculpas, a perdoar, a ser solidário, a respeitar o diferente e a construir um mundo mais igualitário, altruísta e tolerante. Portanto, a regra é espalhar o amor, porque o amor quando bem semeado só gera mais amor.



Não perca mais o seu tempo odiando. Temos um tempo de vida tão curto nesta existência e vamos gastar esse tempo odiando os outros? A vida, como li certa vez, "é um lapso de luz entre duas eternidades de escuridão". É por isso que temos que aproveitar da melhor forma possível cada segundo que nós temos e por em prática esse verdadeiro ato revolucionário que é amar em tempos de ódio.

Namastê.