segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Vai ter golpe militar?


Algumas pessoas me perguntaram o que eu achei sobre as declarações de três generais do Exército de que os militares poderão voltar a tomar o poder. E a minha opinião é franca: eu acho que tudo isso não passa de blefe. Não há sentido nos militares darem um golpe de direita em um governo de direita. Essa história de que uma nova intervenção ocorreria contra "o caos" e contra "a corrupção" é ambígua e vaga demais. Corrupção sempre existiu e sempre existirá. A corrupção nunca foi um motivo real para dar golpes: ela sempre foi uma desculpa esfarrapada para disfarçar as razões reais dos golpes. Todos os golpes de Estado neste país foram dados para retomar o status quo da burguesia ameaçado por governos progressistas ou nacionalistas. Enquanto a Globo, a Fiesp, a OAB, a elite econômica e as oligarquias norte-americanas não quiserem um golpe militar no Brasil, ele não ocorrerá. Eu só começaria a ficar preocupado se a Globo – porta voz da plutocracia que controla o país – começasse a apoiar essa ideia de intervenção militar. Enquanto isso não acontecer, as falas dos generais não passam de bravatas para pressionar o governo atual a aumentar os salários e melhorar a logística dos militares, já que os cortes de investimentos promovidos por Temer também afetaram as forças armadas.

Não existe ditadura militar progressista no Brasil
O mais engraçado nisso tudo é a ilusão de alguns setores da esquerda que acham que os militares no poder serão menos piores que Temer. Não serão. As forças armadas sempre tiveram uma linha ideológica alinhada aos EUA e de cunho fortemente fascista. Não há a menor possibilidade de se pensar em um governo progressista promovido por militares brasileiros. O alto oficialato sempre teve aversão a tudo que fosse minimamente de esquerda. Um novo governo militar, se ocorresse, seria uma tragédia ainda pior que a atual por ser inerentemente autoritário e reacionário. Teríamos um estado de exceção com novos Atos Institucionais para censurar, prender, torturar, matar e banir indefinidamente a democracia no país. Até a internet seria totalmente controlada pelos militares, o que nos tornaria mais atrasados que países sem internet de banda larga. E isso seria um tiro no pé do capitalismo (neo)liberal, que é a nova tendência mundial.

domingo, 24 de setembro de 2017

Esse garotinho me inspirou


O país está atravessando um verdadeiro inferno astral: é guerra no Rio de Janeiro, STF votando a favor de ensino religioso em escolas públicas, cura gay legalizada, três generais da ativa falando abertamente sobre um novo golpe militar, país sendo vendido e destruído pelo governo cleptocrata... Mas há uma luz no fim do túnel. O garotinho abaixo me deu esperança de que as futuras gerações poderão construir um país melhor:

sábado, 23 de setembro de 2017

A síndrome da classe média


Certo dia, escutei uma jovem típica de classe média se lamentar durante uma festa porque estava com o cabelo igual ao da filha da faxineira. Noutro dia, observei o desânimo de um rapaz que tinha um celular igualzinho ao do ajudante de pedreiro. Já em outra oportunidade, vi uma mulher ficar muito irritada porque a empregada dela estava usando uma bolsa mais chique que a dela...
E assim é a classe média brasileira: consumista, arrogante e mesquinha. A classe média sente a necessidade mórbida de se diferenciar da "ralé" devido a um complexo de superioridade delirante. Por isso tanta raiva da esquerda, do Partido dos Trabalhadores e do "comunismo", seja lá o que "comunismo" signifique na cabeça dos integrantes da classe média. Todos os partidos são corruptos, mas o ódio é só contra a corrupção do PT. A classe dominante, vulgo elite econômica, rouba e parasita o Estado há séculos, mas a indignação é exclusivamente contra quem recebe o Bolsa Família. Não há coerência.

A classe média sofre de síndrome da classe média. Síndrome essa que é a essência do fascismo.

A classe média é um câncer e ponto final.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Nunca estivemos tão perto de uma guerra nuclear


Como se não bastassem as provocações mútuas entre Donald Trump e Kim Jong-un, está ocorrendo também neste momento um aumento das tensões diplomáticas entre os governos da Índia e do Paquistão. No caso de Índia e Paquistão, sempre houve atrito entre esses dois países, principalmente devido aos conflitos envolvendo a Caxemira. Mas o problema dos dias atuais é que os ânimos estão muito exaltados entre esses dois países que possuem juntos mais de duas centenas de armas nucleares. Então imagine o problema: de um lado, EUA e Coreia se ameaçando mutuamente com armas de destruição em massa. Do outro lado, Índia e Paquistão no mesmo embalo. Qualquer falha diplomática e qualquer erro no controle do uso das armas nucleares pode desencadear um ataque nuclear generalizado com milhões de mortos.
Diferentemente da época da Guerra Fria, onde a briga nuclear era exclusividade das grandes potências, hoje a ameaça vem também de países menores. Se duvida que é uma ameaça, basta lembrar que com apenas uma centena de bombas atômicas já é possível produzir uma catástrofe global irreversível.
Por isso eu digo que é necessário sempre buscar a via diplomática para resolução de conflitos – especialmente nesta época onde qualquer conflito local pode disparar um conflito nuclear que trará consequências letais para todos os seres humanos deste planeta.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

The Witcher: O primeiro simulador de triângulo amoroso


Desde o game The Witcher 1 que o protagonista Geralt de Rivia vive enrolado em relacionamentos e casos amorosos de curto e longo prazo. Mas o que se viu no glorioso The Witcher 3 foi um verdadeiro simulador de triângulo amoroso. Neste último game, Geralt precisa tomar a difícil decisão de com quem é que ele vai terminar a sua história, se é com Triss Merigold ou com Yennefer de Vengerberg.

O que descobri em minhas pesquisas pela web foi que a maioria das pessoas que apenas jogaram os jogos preferiram a Triss. Já quem leu os livros preferiu ver o bruxeiro terminar com a Yennefer. Responder qual das duas é melhor para o nosso witcher é algo que acaba sendo uma decisão muito pessoal. Eu posso dar a minha sincera opinião, mas eu mesmo não tenho muita segurança para dar uma resposta taxativa, porque as duas feiticeiras são ótimas companheiras para Geralt. Mas enfim, vamos às minhas conclusões:

Geralt e Triss em uma das cenas mais bonitas do game.


Eu fechei o Witcher 3 três vezes começando do zero. No meu primeiro save, Geralt terminou com Yennefer porque eu conhecia a história de ambos dos livros e sei que Yennefer é a mulher da vida dele. Apesar de Geralt ser apaixonado pela Yen, eu, pessoalmente, não gostei muito dela devido ao seu temperamento difícil. Apesar de achá-la absurdamente linda, Yennefer me pareceu antipática, arrogante, enjoada, mandona e trata Geralt quase como se fosse seu capacho.

Já a Triss Merigold é uma pessoa mais afável, compreensiva e atenciosa. Dá para notar que Geralt não gosta tanto dela quanto da Yen, mas eu noto que Geralt e Triss se harmonizam melhor. Eu fiquei com a impressão, inclusive, que Triss gosta mais do bruxão que a própria Yen. Enfim, se eu fosse o Geralt, eu escolheria a Triss Merigold por ter me identificado mais com ela. Tanto que ainda no meu primeiro save me deu um dó danado naquela cena de despedida em Novigrad, tendo que ver ela ir embora com o coração partido para Kovir. Eu fiquei mal mesmo, porque desde que vi a Triss Merigold pela primeira vez lá no Bosque da Podridão que me encantei por ela. Foi só no meu segundo save que Geralt ficou com Triss.

No terceiro save, eu não pensei em ficar com ninguém, mas como eu queria jogar as expansões do game com este último save, reescolhi a feiticeira de cabelos negros e olhos lilás. No fim das contas, observando melhor a história, deu para notar que a chatice da Yen era mais devido à preocupação com o sumiço de Ciri e também por conta dos ciúmes da colega Triss. Posteriormente, Yen vira outra pessoa, mostrando seu lado mais doce. Apesar de que, para mim, Triss me pareceu mais meiga, companheira e carinhosa que ela. 

O game tenta ser imparcial para não influenciar na escolha romântica do protagonista, mas às vezes fica a impressão que os produtores puxaram mais a brasa para a sardinha da Yen. Desde o sonho do Geralt no início do game que o jogo meio que 'diz' que Yennefer é o grande amor dele. Tem também um beijo que Yen rouba do Geralt em Kaer Morhen, na frente da Triss, que mostra que ela gosta mesmo do bruxão. Isso sem falar de uma canção muito bonita cantada pela poetiza Priscilla que fala do relacionamento entre os dois, que inclusive vou deixar abaixo:



Enfim, no fim das contas, o Geralt da minha campanha final acabou terminando oficialmente sua história com a feiticeira do perfume lilás e groselha. Mas independentemente de com quem o bruxeiro termine, ele será feliz tanto com uma quanto com a outra.

Não tem feitiço que separe esses dois

PS: Eu descobri posteriormente que terminar com as duas ao mesmo tempo não dá muito certo. E nem me pergunte o porquê.