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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Feliz aniversário, Presidente Lula!


Luiz Inácio Lula da Silva é uma lenda vida. Provavelmente a maior lenda política desde Vladimir Lenin. Meu falecido pai sempre exaltava o fato de que Lula é um fenômeno daqueles que só surge uma vez a cada século na história humana. Imagine a trajetória de vida inacreditável de um retirante da seca do interior de Pernambuco que chegou em São Paulo num pau de arara e começou a trabalhar aos 12 anos. Aos 17 sofreu um acidente de trabalho e perdeu o dedo. Trabalhou como metalúrgico num chão de fábrica, liderou uma luta sindical no ABC Paulista, fundou o Partido dos Trabalhadores e se elegeu Presidente da República QUATRO VEZES. Isso sem falar das prisões injustas e da revolução social que fez como político, colocando os pobres no orçamento pela primeira vez na história deste país. Lula nunca teve diploma e nunca andou junto com elites oligárquicas. Ele sempre foi do povo. Ele sabe como ninguém o que é passar fome, sabe o que o trabalhador sofre, sabe dos sonhos frustrados de quem não pode estudar, sabe da luta diária de milhões e milhões de trabalhadores que precisam matar um leão por dia para sobreviver. Ele foi chamado de "O cara" por Obama, teve o símbolo do "L" adotado como gesto antifascista e sempre foi recebido com reverência por todos os líderes mundiais, porque todos sabem da grandeza dele. E é por tudo isso e muito mais que não haverá outro como Lula neste século. Temos que ter orgulho de alguém que tirou tanta gente da miséria e fez mais pelo povo que todos os presidentes anteriores juntos. O simbolismo que há na trajetória de vida de Lula é algo que acende a esperança na luta da classe trabalhadora em todo o mundo. Lula será estudado por séculos, porque nesta era da idiocracia burguesa não houve nenhum fenômeno parecido. Temos que nos sentir orgulhosos e honrados de termos vivido na mesma época desta lenda viva. E aí vem gente achar que um miliciano, corrupto, fascista, mentiroso, covarde, recalcado e entreguista pode chegar aos pés de um cara como Lula. Flávio Bolsonaro fugiu do país com medo da cadeia que o Lula enfrentou de frente porque sabia que era inocente. Um energúmeno fujão e parasita como o Bozo Júnior tinha que sentir vergonha da própria existência, porque ele não é digno nem de desamarrar as sandálias do Lula.

O maior político da história do Brasil.


As pessoas pobres e trabalhadoras precisam parar de achar que esses políticos safados de direita querem o bem delas. Político de direita é financiado pelas elites para fazer o mesmo que era feito na ditadura: enriquecer ainda mais os mais ricos ao custo de piorar a vida, a renda e a dignidade do povo trabalhador. Se depender da direita, investimentos em saúde, educação e segurança viverão congelados eternamente pelo "teto de gastos" enquanto que os juros e os dividendos não param de crescer. Todo mundo que estuda um pouquinho de política e história sabe que a classe trabalhadora nunca deve votar em políticos de direita, porque eles mentem para o pobre e atendem somente aos interesses de especuladores, banqueiros, mega empresários, latifundiários, bilionários e burgueses em geral. Lula agiu justamente como uma forma de diminuir essa injustiça ao incluir o povão no orçamento público. É por isso que a nossa elite odeia tanto o Lula, porque ele ousou ser diferente. Mesmo não tendo feito nenhuma reforma de base, os governos Lula conseguiram melhorar muito a vida das pessoas. É por isso também que o norte e nordeste do Brasil dão tanto apoio ao PT e às esquerdas. Eles aprenderam que o PT não é um partido demagogo.

Minas e o nordeste salvaram o Brasil do fascismo outra vez.


Enfim, não quero me estender demais por hoje. Quero apenas desejar um feliz aniversário e muitos anos de vida ao maior presidente que já houve neste país. Feliz aniversário, Presidente Lula! O aniversário é do presidente, mas o povo é quem ganhará o presente com mais quatro anos de um governo de inclusão social que colocou o pobre como prioridade e melhorou a vida de milhões de brasileiros.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Vitória da democracia!


A vitória de Lula nas urnas contra o Bozo Jr não foi somente uma vitória da esquerda. Foi uma vitória da democracia, uma vitória do povo trabalhador, uma vitória do Brasil como República soberana. O rentismo, o trumpismo, o bolsonarismo, o fascismo, a milícia, a mentira e o ódio foram derrotados. A virada histórica teve o deputado André Janones mais uma vez atuando como protagonista nas redes sociais para integrar o exército do Lula contra o bolsonarismo. Mas o Janones não teria conseguido sozinho. Todo mundo que divulgou, compartilhou, conversou, convenceu, virou voto e ajudou a reduzir as abstenções também é um herói/heroína da democracia. O mentiroso golpista do Flávio Rachadinha, como mau perdedor que é, não aceitou o resultado assim como já era de se esperar. O que resta para ele agora é fugir para os EUA para não ser preso junto com o pai. Bem feito. 

Mas o ponto mais interessante é que apesar de termos eleito o congresso mais tenebroso da história, nomes importantes nas redes sociais conseguiram se eleger além do próprio Lula, tais como Jones Manuel, Ana Elisa e Humberto Matos. Isso mostra que é possível que a luta da classe trabalhadora possa ocupar espaço e crescer na internet. Portanto, de agora em diante, seremos resistência dentro e fora da web e temos que combater essa extrema-direita golpista para que nunca mais essa praga ameace o Brasil. A verdadeira luta está apenas começando.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Por que Lula?



A história do Brasil é dividida entre antes e depois de 2003. O povo brasileiro nunca foi colocado como protagonista nas políticas públicas até que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência em 2003. De lá para cá, saímos do mapa da fome, tivemos a valorização do salário, a solidificação como potência econômica, o aumento dos empregos, a liquidação da dívida externa, o combate real contra a corrupção, a transposição do rio São Francisco, os programas sociais, a estabilidade econômica e o respeito de todo o mundo. É por isso e muito mais que votar no 13 não é apenas gratidão: é a continuidade de um projeto que vem dando certo desde o início. Trocar o certo pelo duvidoso não é nada sábio. Se ainda estiver indeciso, ao invés de escolher um candidato submisso aos EUA e com zero experiência no poder executivo, pense com carinho em tudo que conquistamos e que pode ser perdido:

É Lula pelo SUS.
​Lula pelos direitos dos trabalhadores.
​Lula pelo salário mínimo.
​Lula pela geração de empregos.
​Lula pelos programas sociais.
​Lula pelo Bolsa Família.
​Lula pelo combate à fome.
​Lula por quem mais precisa.
​Lula pelo Minha Casa, Minha Vida.
​Lula pela agricultura familiar.
​Lula pela educação.
​Lula pelas universidades.
​Lula pela ciência e tecnologia.
​Lula pela cultura.
​Lula pela valorização das mulheres.
​Lula pelos idosos.
​Lula pela população LGBT+.
​Lula pelos povos indígenas.
​Lula pelo respeito a todas as religiões.
​Lula pela inclusão social.
Lula pelo fim das Bets.
Lula pelo fim da escala 6x1.
​Lula pela soberania do Brasil.

Lembre-se que o futuro do nosso Brasil está nas suas mãos...

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Virar voto é a única forma de salvar a democracia


Virar voto nunca foi fácil. Mas virar voto de bolsonarista é uma tarefa absolutamente tenebrosa. Exige um esforço homérico e uma persistência hercúlea convencer uma pessoa catequizada no bolsonarismo a não votar no candidato da extrema-direita, nem que seja só para ele anular o voto. Não importa o que você diga de escabroso do Bozo Júnior que o bolsomínion padrão não deixará de digitar o número dos dois patinhos na lagoa nas urnas. Mesmo com o Lula desafiando o candidato do PL a abrir seus sigilos bancários e telefônico e ele NEGANDO, a gadaiada continua a dizer que o Lula é que é corrupto. Se o sr. Rachadinha cometesse um crime hediondo na frente de todos, ainda assim, 99% de seus eleitores aplaudiriam e confirmariam o voto nele. Parece que o duplipensar moral do eleitor médio da extrema-direita supera qualquer argumento racional, ético ou filosófico. Essa gente quer mesmo que o pobre se exploda, quer escala 7x0, quer ver gay sendo espancado na rua, quer ver mulher sendo assassinada por ex-companheiro, quer a aprovação do orçamento secreto, quer o fim do Pix como conhecemos, quer o Vorcaro e o Bozo pai soltos, quer as milícias no topo do poder, quer armas nas mãos de crianças, quer que o Trump literalmente EXPLODA o Brasil...

O jeito que tem é se fingir de bolsonarista arrependido e dizer que não vai votar no Bozo Jr porque ele não é malvado o suficiente. Tipo: não vai votar nele porque ele não vai liberar metralhadoras para os CAC, porque ele não vai implantar a pena de morte, porque ele não vai proibir a venda de vacinas contra Covid, porque ele não vai colocar o PT na ilegalidade, porque não vai reduzir a maioridade penal para 10 anos de idade, porque ele não é homofóbico e racista o bastante e também não vai desmatar a Amazônia o suficiente para fazer centenas de data centers de IA. Gente ruim não liga para coisas boas, eles só querem desgraça, quanto mais, melhor. Então eu aposto mais nisso para virar voto do que dizer que o Rachadinha vai trazer de volta as bets e cortar programas sociais. Até porque os bolsominions sempre retrucam dizendo, por exemplo, que a alta do preço dos alimentos e dos combustíveis que irá ser feita pelo Rachadinha na futura presidência é só "fake news de petista desesperado". Os bozistas estão tão presos no wishful thinking criado pela bolha ideológica deles que é quase impossível de furar quando você é alguém de fora do nicho político deles.

Outra opção menos complicada é convencer pessoas não-bozistas que não votaram no primeiro turno a ir votar no Lula no segundo. Essas podem ser convencidas com argumentos racionais, mas também não é fácil fazer o trabalhador apolítico perder um dia sagrado de descanso só pra ir votar. Enfim, é preciso trabalhar incessantemente para que o Brasil não vire um hospício de fascistas que odeiam o próprio país e o próprio povo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

A dinastia Bolsotrump vem aí


Algumas pessoas defensoras da democracia brasileira estão com medo de haver uma nova tentativa de Golpe de Estado caso o Flávio Rachadinha Bolsonaro vença as eleições. Esse medo é legítimo pelo fato do pai dele estar preso justamente por conspirar e planejar uma tentativa de Golpe lá em 2022. Só que sendo bem honesto, eu não acho que isso irá acontecer novamente. Isso porque, em caso de vitória, Flávio Bolsonaro terá os três poderes em suas mãos de tal forma que isso nem será necessário. O Congresso, dominado pelo PL e pelos partidos do Centrão, forma, naturalmente, maioria para aprovar qualquer coisa que o Flávio quiser. Quanto ao poder judiciário, Flávio, se eleito, poderá indicar até quatro ministros para o STF só no primeiro mandato e terá maioria para inocentá-lo de qualquer falcatrua, para censurar o que incomodar e cruzar os braços quando for conveniente. Para piorar, ainda há a imprensa hegemônica que fará uma pseudo oposição e o governo dos Estados Unidos dando todo apoio externo que o Bozo Júnior quiser. Se achou tudo isso pouco, lembre-se que esta é a última eleição do presidente Lula e não há NINGUÉM na esquerda ou mesmo no centro político que possa concorrer contra o clã Bolsonaro nas próximas eleições com chances de vitória em um país fascistizado. Ora, só com essa situação toda a favor não seria mais necessária ditadura nenhuma. Só que a desgraceira não para por aí...

Com as Big Techs ampliando o alcance do discurso bolsonarista nas redes sociais em nome da "liberdade de expressão" e com a oposição em minoria, poderemos ter um cenário que todo ditador sempre sonhou: em governar do jeito que quiser, pelo tempo que quiser, sem oposição relevante e sem nem parecer que é uma ditadura. O voto no Flávio Bolsonaro é uma forma de legitimar um despotismo miliciano que não tem nenhum compromisso que não seja em aumentar a miséria dos trabalhadores e o lucro exponencial da classe dominante. Essa é a tragédia que esperará por nós pelos próximos 8, 16 ou 24 anos com um nepotismo presidencial indefinido. O clã Bolsonaro não terá concorrência e as nossas estatais serão todas vendidas, os preços dos alimentos irão disparar (o preço do gás e da gasolina nem se fala), a precarização do trabalho será ainda maior com a maluquice de se receber por hora, movimentos sociais serão empurrados para ilegalidade com o título de "narcoterroristas", minorias serão marginalizadas e o pix será substituído por qualquer modelo de pagamento americano pior. E nem vou falar da tragédia que será para o meio ambiente, porque, né... Quem no Brasil liga pra isso?

O mais bizarro e engraçado desse futuro cenário é que os despolitizados irão dizer que toda desgraça do Brasil causada pelos Bolsonaros será por culpa do PT, tipo aquele meme "E o PT, hein? E o Lula?" É para você ver como a alienação da classe trabalhadora é estarrecedora. O trabalhador de classe média acha que é um burguês só porque investe uns trocados na caderneta de poupança e em criptomoeda – aí depois não entende porque vive endividado... Que Deus, se existir, tenha piedade deste país...

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Uma virada eleitoral é totalmente possível


Bertolt Brecht já dizia que a cadela do fascismo está sempre no cio. Isso porque em um mundo capitalista, sempre teremos uma parte da população (algo entre 15% a 30%) que abraça organicamente a extrema-direita durante os momentos de crise. No Brasil, esses fascistas sempre votaram no PSDB por falta de opção, mas com a popularização do radicalismo político encabeçado pelo clã Bolsonaro na mídia e na web, a coisa escalou de forma quase incontrolável. Daí então que desde meados da década de 2010 que o fascismo tupiniquim tornou-se a força preponderante na política. Só que esse fascismo de agora é diferente de tudo que a direita macarthista produziu até hoje no Brasil. Desde os tempos da República Velha – passando inclusive pelas ditaduras do Estado Novo e a civil-militar de 1964 – e indo até o Dr. Enéas Carneiro, nunca se viu uma direita tão vulgar, vira-lata e antipatriota. A extrema-direita de hoje não é só violenta, reacionária e golpista: ela é principalmente entreguista e corrupta. Os figurões do PL querem dar o controle total do Brasil para os Estados Unidos, incluindo aí segredos de Estado e todas as nossas riquezas naturais. Se o Flávio Bolsonaro ganhar, é a Casa Branca que vai mandar aqui. E o Donald Trump já mostrou que quer as nossas terras raras, petróleo, aquíferos, fim do Pix, venda das estatais, endividamento com o FMI e subserviência absoluta aos interesses da burguesia norte-americana. O Laranjão do partido republicano quer que o Brasil vire uma Argentina ou uma Venezuela com mais um fantoche na presidência. Os EUA simplesmente querem nos roubar e usam toda essa banalidade do mal trazida pela extrema-direita bolsonarista para tomar conta de toda a América Latina. É por isso que algo precisa ser feito enquanto há tempo para que essa direita miliciana não acabe de vez com o país.

É irracional querer o fim dos programas sociais.


Porém, algo importante precisa ser dito: a maioria dos eleitores do Bolsonaro NÃO são fascistas. Os eleitores do Flávio Rachadinha são heterogêneos. Entre os que digitaram 22 nas urnas tem pessoas comuns cansadas da violência urbana, pessoas que não conseguiram melhorar de vida mesmo nos governos petistas, pessoas que seguiram por osmose a onda reacionária, pessoas que nunca tiveram consciência de classe, pessoas apolíticas, gente que acha que político é tudo igual, gente cansada da cultura woke (e do "politicamente correto"), antipetistas, conservadores com pânico moral, religiosos incautos, voto de cabresto por pressão do patrão e, claro, os fascistas propriamente ditos. A maioria dessa gente foi cooptada através das redes sociais. Essas pessoas não são monstros: são pessoas comuns, trabalhadoras, iludidas pelo canto da sereia midiática entoado há décadas pela burguesia que ganhou força na internet graças à inclusão digital massiva nos últimos anos. Tirando os fascistas, que são caso perdido, toda essa gente pode mudar o voto. Ainda que votem contrariados no PT, é menos pior que façam oposição a um democrata do que ver a democracia como conhecemos ser desmontada por um bando de bandidos de terno e gravata. Não é possível que um povo que seja majoritariamente contra as privatizações e contra a escala 6x1 caia no duplipensar paradoxal de votar em massa naqueles que são a favor de tudo que elas são contra. Lembrando que esta será a última eleição do Lula, depois disso, sabe-se lá o que nos espera. É por isso que eu acredito na possibilidade real de uma virada nas urnas. Se houver a campanha certa direcionada para as pessoas certas, teremos a chance de respirar um pouco pelos próximos 4 anos. Não podemos deixar que o filhote do Bronco Apocalíptico (vulgo Bolsomerda) acabe com o Brasil. Mesmo que as pesquisas continuem mostrando o candidato da burguesia na frente, o jogo só acaba quando todas as urnas forem apuradas.

Essa turma? NUNCA MAIS!

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Luto para mim é verbo


Pois é, camaradas, essas eleições de 2026 foram terríveis para a classe trabalhadora. A extrema-direita, representada majoritariamente pelo PL, ampliou ainda mais seu espaço no poder legislativo. Bufões homofóbicos como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato foram os deputados mais votados da história e o senado tem a maior bancada de extrema-direita desde a proclamação da república. E no primeiro turno para a presidência, o Bozo Júnior teve mais de 2 milhões de votos a mais que Lula. O resultado é desanimador para o campo democrático, tendo em vista que o pai do candidato do PL está preso justamente por tentativa de Golpe de Estado e sua vitória representa uma vassalagem descarada ao imperialismo de Donald Trump. 

Golpistas precisam permanecer presos.


Apesar dessa tragédia eleitoral, esse resultado acachapante da extrema-direita nas urnas não me surpreendeu. Isso porque vivemos uma era de idiocracia e alienação total da classe trabalhadora onde as Big Techs controladas pelos EUA, think tanks ultraliberais e igrejas neopentecostais trabalham incessantemente para que seus interesses econômicos se reflitam nas urnas. E tem dado certo, porque mesmo que o trabalho da esquerda seja incansável, o poder do capital sempre é maior. No fundo, ninguém que apertou 22 na urna se importa se vai ter gente catando osso no caminhão de lixo, se o quilo de feijão vai custar mais de R$ 30, se a gasolina vai disparar, se o meio ambiente será devastado, se as universidades públicas irão fechar, se os direitos trabalhistas irão de arrasta pra cima e se as minorias serão caçadas como bruxas na inquisição. Muito menos que o Flávio Rachadinha é corrupto e tem ligações com o crime organizado. Os eleitores do filho do Bolsomonstro só seguem o que o pastor manda, o que o influencer reaça vocifera nas redes sociais e o que os donos das bets praguejam por ressentimento. Às vezes, dá até vontade de ver o Rachadinha vencer mesmo só para ver esse povo sem noção trabalhar em escala 7x0, pagar mais imposto e ter tanto o SUS quanto a CLT destruídos. Isso se o PIX não for embora junto, já que o presidente fascista dos EUA não gosta nem um pouco desse meio de pagamento. Isso seria muito bom como pedagogia pelo sofrimento, mas com o nível intelectual de uma esponja do mar e com a lavagem cerebral das redes sociais, o povo vai passar décadas colocando a culpa no PT. É por isso que eu me recuso a desistir da luta.

Só a luta salva a classe trabalhadora.


Antes que essa cambada de fascistas categorize os socialistas como "organização narcoterrorista" e os Red Pills como ONG humanitária, eu vou seguir lutando para conquistar votos não para o Lula ou o PT, mas para a DEMOCRACIA. Mais uma vez, a luta será entre civilização contra barbárie, entre democracia contra despotismo miliciano-teocrático, entre trabalhismo contra rentismo parasitário, entre bem-estar social contra neoliberalismo entreguista, entre amor contra ódio... O Brasil NÃO merece esse retrocesso. Como já diziam os heróis combatentes, se eu tiver que morrer, vou morrer lutando. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O Brasil não pode voltar a ser o paraíso da desgraceira


O meu tempo para escrever ultimamente tem sido que nem salário de office boy: mínimo. Apesar disso, eu não poderia deixar de mandar ver um post neste bloguinho para descascar essa extrema-direita escabrosa que desde 2018 ameaça o Brasil. E para também não tomar o tempo de ninguém, prometo ir direto ao ponto desta vez.

Verdade seja dita: o filho 01 do protoditador preso é o representante número 1 também da estupidez política da nação. Um sujeito cuja família tem ligações históricas com milicianos e que nunca explicou direito suas cobranças ao banqueiro preso Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse nem devia ser levado em consideração por ninguém minimamente sério. É um escárnio que o Flávio Rachadinha Bolsonaro tenha a possibilidade de governar um país sem nunca ter trabalhado na vida e também por estar descaradamente a serviço dos interesses dos Estados Unidos. É bizarro e lamentável que alguém prefira um falso defensor da democracia no poder que qualquer outro nome da direita para ser o representante do antipetismo. Com todos os defeitos e propostas das quais discordo fortemente, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, por exemplo, estão anos-luz à frente do Flávio Vorcaro Bolsonaro pela experiência que ambos possuem no poder executivo e pelo respeito de ambos à democracia. Aliás, Ronaldo Caiado seria um adversário teoricamente mais difícil para Lula num eventual segundo turno por ter uma rejeição mais baixa e também por ter muito mais decência que o filho 01 do Coiso. Mas, de certa forma, ainda bem que os reaças votam com o intestino e não com o cérebro. Enfim, as propostas tresloucadas e ineficientes do Flávio Bolsomonstro para governar o país só perdem em bizarrice para o que é proposto pelo candidato ultraliberal do MBL que, diga-se de passagem, mais parece um Javier Milei recém saído da quinta série.

Diga-me com quem andas que eu te direi quem és.


Nunca é demais lembrar que a maioria dos apoiadores do candidato do PL para a presidência também apoiaram a tentativa de Golpe de Estado do pai dele em 2022, fato que coloca a democracia em cheque novamente. Então temos de um lado o Flávio Bolsomonstro fingindo ser uma versão light do próprio pai e do outro, acuada, temos a democracia. Mesmo que o eleitor não seja progressista, simplesmente é um non sense deixar de apoiar um governo que baniu as bets, que isentou de imposto de renda quem recebe até R$ 5.000 por mês e que quer acabar com a escala 6x1. Qualquer coisa que tenha um Q.I oscilando entre o de uma ameba e uma ostra sabe muito bem que Flávio Bolsomonstro não é e nunca será opção para nenhum país minimamente civilizado. A menos, claro, que queira que Brasil volte a ser o paraíso da desgraceira que foi quando estava sendo desmontado, saqueado e sucateado por um bando de rapinas com fantasia de super heróis conservadores.

O Brasil merece coisa melhor que isso.


Eleição é coisa séria, meu povo. Não se pode voltar atrás depois de apertar o botão verde na urna. E o peso na consciência de votar errado é um castigo que ninguém merece, porque o país inteiro vai pagar pela escolha errada de quem escolheu votar com ódio ao invés da razão.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Game over para as bets


 

Sim, não é fake news: as plataformas de apostas online, as tais bets, estão oficialmente proibidas no Brasil. O presidente Lula assinou nesta sexta-feira, 25 de outubro, uma medida provisória que proíbe em definitivo essas casas de apostas online. É claro que há um viés estratégico nesta decisão a menos de dez dias das eleições, mas independentemente disso, o povo brasileiro é que sai ganhando (e muito) ao deixar de perder dinheiro com essas empresas de apostas que agiam como uma verdadeira máfia. As bets sempre foram uma forma de ludibriar e roubar os mais pobres. Mesmo legalizadas e fornecendo receita para o Estado via impostos, as bets lucravam insanamente ao endividar a classe trabalhadora, fazendo as pessoas perderem seus bens, suas economias e tendo suas famílias destruídas graças essa praga. As associações de bets alegam que vai aumentar o mercado clandestino e que o apostador estará desprotegido com essa medida. Em parte isso até é verdade, mas a questão é que a grande maioria das pessoas não vai jogar de forma clandestina, já que o acesso a essas apostas ilegais é muito mais restrito e a chance de ser roubado é muito maior para quem ousar se arriscar. A medida do governo pode causar incômodo no começo, mas no médio e longo prazo, as pessoas serão beneficiadas, porque não estarão mais sendo roubadas por jogos de azar. Mesmo que você não goste do presidente Lula, precisa admitir que isso era a coisa a certa a se fazer. Só quem ganhava com as bets eram as casas de aposta online. Ainda bem que essa era do roubo via esses Tigrinhos da vida chegou ao fim. As pessoas precisam parar de achar que ficarão ricas da noite para o dia com dinheiro fácil. Todo enriquecimento lícito leva tempo, estratégia e investimento, especialmente para o trabalhador assalariado. Por isso que enquanto não houver investimento em educação financeira e política, o povo sempre estará suscetível a jogos de azar e esquemas de pirâmide financeira que só levam todos nós a falência.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Extrema-direita é samba de uma nota só


Não importa o país ou a época, aonde quer que você observe, a ultradireita é o mesmo estrupício em qualquer lugar do mundo. A vitória da AfD na Alemanha – coisa que não acontecia desde a era Hitler – escancara uma tendência mundial de busca da população por um alívio para as crises trazidas pelo capitalismo financeiro. Guerras, desigualdade, violência, desemprego, baixos salários... tudo isso faz parte das crises cíclicas estruturais do capitalismo. Essas crises, diga-se de passagem, não são resolvidas com remendos constitucionais (PECs e PLs) e muito menos mantendo as estruturas capitalistas intactas. O monstro do fascismo sabe disso e se omite, porque o que o fascismo quer, na realidade, é um recrudescimento do regime vigente. Por isso, ele espreita atentamente, esperando a oportunidade para ameaçar as democracias com discursos populistas rasos e sofismas repletos de soluções fáceis para problemas complexos. E para sustentar os discursos de ódio bradados impunemente para tirar o foco dos problemas reais, a extrema-direita sempre busca minorias inocentes (imigrantes, judeus, comunistas, pobres) para serem culpados injustamente pelas crises. Toda essa onda reacionária, racista, xenófoba, misógina, macarthista e focada no combate dos sintomas da violência (e nunca nas causas, na prevenção) é a receita usada pela extrema-direita há décadas para seduzir eleitores incautos, despolitizados e cansados de soluções democráticas. Foi assim com Trump, Netanyahu, Milei e com os Bolsonaros.

O filhinho 01 do ex-presidente preso, por exemplo, continua a verborragizar aquele velho e encardido discurso do "bandido bom é bandido morto" só que, desta vez, com palavras mais sofisticadas. Perceba que o fascismo sempre usa o MEDO como principal capital político para angariar votos. É sempre o medo dos imigrantes, medo do desemprego, medo da violência, medo do comunismo, medo da ideologia de gênero, medo do que não se conhece direito... Isso é pregado, claro, junto com aquele discurso neoliberal suicida de "cortar gastos públicos" e vender tudo que for estatal para o capital internacional lucrar com o que é nosso. Fascistas brasileiros também são, além de entreguistas, falsos moralistas, já que todos eles estão envolvidos direta ou indiretamente em escândalos de corrupção, seja com rachadinhas ou com esquemas milionários com ex-banqueiros presos. Isso quando não apelam para ideias totalmente trogloditas como o fim do sufrágio universal, fim dos direitos trabalhistas e de diversas conquistas civilizatórias que tivemos desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Enfim, não há nada que se aproveite na extrema-direita a não ser motivos de sobra para nunca votar nela. E olha que nem estou pedindo para que as pessoas virem socialistas. Só estou querendo que o país e o mundo não pereçam diante dessa loucura que o capitalismo produz de tempos em tempos. Afinal, como já dizia Bertolt Brecht: "A cadela do fascismo está sempre no cio".

quarta-feira, 29 de julho de 2026

A decadência constrangedora da direita burra


A extrema-direita brasileira parece ter ativado o modo kamikaze nos últimos acontecimentos envolvendo o filho mais velho do presidiário ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de ter disseminado várias fake news contra o atual governo, em um encontro com diplomatas em Brasília, resolveu atacar a integridade das urnas eletrônicas brasileiras com várias mentiras. Basicamente, Flávio Rachadinha alegou que nossas urnas não são confiáveis assim como o pai dele também precisou fazer para se tornar inelegível. Achando pouco, o filho 01 convidou o presidente fanático da Argentina para atacar autoridades brasileiras na convenção do PL e, de quebra, resolveu entrar numa sinuca de bico ao exibir um vídeo gerado por IA do próprio pai. Lembrando que é proibido usar a imagem do pai preso em regime domiciliar para fins eleitorais, o que pode acarretar prisão em regime fechado para o Bolsonaro pai ou punição por deep fake com cassação e multa para o Bolsonaro filho e o PL.

Todo esse imbróglio malcheiroso envolvendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro juntamente com as sanções dos EUA dadas ao Brasil têm causado o efeito contrário do desejado pela direita que é o fortalecimento do governo Lula. Basta olhar as últimas pesquisas que nota-se um crescimento tanto na aprovação do atual governo quanto nas intenções de voto do Lula. A direita burra, representada pela família Bolsonaro, não está favorecendo a oposição – muito pelo contrário. Eleitores moderados que tinham alguma simpatia pelo PL estão se abstendo não só de apoiar o filho 01 do presidiário inelegível, mas também estão ajudando a aumentar as estatísticas de votos brancos e nulos. Isso, queira ou não, acaba sendo ruim para a democracia, porque parte do eleitorado não se sente representado por ninguém. 

Eu sei que muita gente trata política partidária como sendo uma espécie de Fla-Flu ideológico, mas é necessário termos uma visão mais ampla dos fatos sem briga. Precisamos, numa democracia saudável, ter direita e esquerda debatendo suas propostas e caminhos para desenvolver o Brasil de forma civilizada. Mas o que temos no país hoje, infelizmente, é quase uma falsa dicotomia política. De um lado, temos uma centro-esquerda genérica, quase apartidária, que tenta parecer mais "palatável" a todos e ganhar mais votos dos indecisos sendo mais "centro" propriamente dito que esquerda. Do outro lado, uma direita que é ou entreguista, ou golpista, ou tresloucada/olavista, sem propostas realistas para desenvolver o país. Nessa palhaçada, apesar do Brasil ter um potencial absurdo para ser uma potência global, ficamos sem empresas fortes sendo subsidiadas pelo Estado, sem investimento em tecnologia, sem industrialização e acomodados como meros exportadores de commodities. Comparando com o futebol, estamos como a seleção brasileira que é a única pentacampeã do mundo, mas que não consegue mais ganhar nenhuma Copa. Precisamos mudar para melhor e com visão a longo prazo sem pensar somente no lado eleitoral. 

E pelamordedeus, direita brasileira, crie vergonha na cara. Apoiar as insanidades da família Bolsonaro é, como já dizia Boris Casoy, uma VER-GO-NHA.

domingo, 31 de maio de 2026

Fim da escala 6x1 é pauta da esquerda


Tem coisas nesta vida que são óbvias, mas por vivermos numa sociedade alienada politicamente e imbecilizada pelo fascismo, nunca é demais lembrar da verdade. Dito isso, é preciso ressaltar que o fim da escala 6x1 aprovada pela câmara não é e nunca foi uma proposta da direita. Quem sempre defendeu e continua a defender os direitos da classe trabalhadora é a esquerda. A maior prova disso é que a proposta teve votos contrários apenas dos partidos de direita. Só quem não é a favor do trabalhador ter mais qualidade de vida e dignidade é a burguesia que, diga-se de passagem, foi representada de forma bastante caricata pelo dono da Havan com suas ironias tragicômicas.  

Os trabalhadores que odeiam a esquerda e vomitam macarthismo gratuito internet afora devem agradecer à esquerda por terem direito a férias remuneradas, décimo terceiro salário, jornada de trabalho de menos de 50 horas semanais e salário mínimo com aumento acima da inflação. Achar que é melhor um mundo onde as classes dominantes são livres para nos explorar até a morte é, simplesmente, uma forma patética de fazer vassalagem para as oligarquias globais. Nosso dever como classe que produz a riqueza do planeta é nos unir para que tenhamos o mínimo para viver com dignidade. Enquanto a classe trabalhadora não entender isso de forma majoritária, sempre iremos ter pacotes de austeridade impostos pela direita para enricar quem vive de nos explorar.

sábado, 2 de maio de 2026

Precisamos abrir os olhos


A rejeição histórica do senado ao advogado geral da União Jorge Messias para a vaga no STF não foi um fato político isolado. O incidente teve várias camadas. Além da indicação do advogado ter frustrado parte da ala progressista por ele ser um homem branco e conservador, tivemos também uma série de articulações nos bastidores envolvendo o presidente do Senado, ministros do STF e a "rasteira" de aliados importantes por falta de blindagem no caso do Banco Master. Logo em seguida, veio a derrubada do veto presidencial ao PL da dosimetria, mostrando que o Governo Federal está com dificuldade de articulação, queda de popularidade e em clara desvantagem numérica no legislativo. Essa turbulência, em parte, é por culpa do próprio governo que tem feito concessão demais ao agronegócio, ao centrão, aos bancos, ao imperialismo e aos corruptos. Isso colocou o governo Lula nas mãos de oligarquias perigosas que nunca se contentam com o muito que ganham. Contudo, é inegável que a desgraça seria menor se a direita bolsonarista e o centrão não fossem maioria no congresso. E é aí que entra a importância da conscientização dos eleitores.

Vivemos em um presidencialismo de coalizão. E este é um sistema de governo que exige alianças e coligações para se obter apoio para governar. Portanto, as pessoas precisam evitar votar em candidatos que não estejam alinhados politicamente entre si. Não faz sentido votar no Lula para presidente e em deputados do centrão na mesma eleição. Isso abre espaço para barganhas, chantagens, lobby e conchavos em nome da estabilidade. O resultado dessa bagunça é essa dificuldade de governabilidade que é comemorada pelos bolsonaristas como se fosse algo bom. No fim das contas, são os corruptos que sempre levam a melhor nesse cenário de instabilidade política, já que eles são oportunistas e se aproveitam das crises para aumentar suas áreas de influência e seus ganhos pessoais ilícitos.

Já ao governo Lula resta o enfrentamento e parar de ceder tanto ao centrão e aos neoliberais que fingem querer conciliação. Precisa indicar uma mulher negra progressista ao STF, não blindar aliados corruptos e ficar do lado certo que é o da sua base eleitoral, porque se for para cair, que seja atirando e defendendo os trabalhadores, minorias e quem o ajudou a se eleger ao invés de ficar nas mãos dos corruptos da velha direita.

domingo, 5 de abril de 2026

Basta de tiranos megalomaníacos no mundo


Donald Trump é um bufão de um império em decadência. É simplesmente uma piada de mau gosto que um presidente que almejava receber o prêmio Nobel da Paz esteja a brincar de reizinho do mundo de forma tão irresponsável. Primeiro, Trump taxou impunimente o mundo inteiro, causando uma bagunça desnecessária na economia global e encarecendo os produtos nos EUA. Segundo, ele ordenou o sequestro do presidente da Venezuela e deixou lá um governo refém de seus interesses para prejudicar negócios com China e Cuba. Cuba, por sua vez, além do bloqueio econômico histórico que sofre dos EUA desde os anos 1960, agora não recebe mais petróleo venezuelano e isso causou uma crise energética e humanitária sem precedentes no país caribenho a troco de nada. Logo depois, veio aquela maluquice de querer tomar a pulso a Groenlândia, causando uma crise sem precedentes dentro da Otan. Daí, sem mais e nem menos, para agradar a extrema-direita israelense, o Laranjão se junta com Netanyahu para atacar o Irã e se coloca numa sinuca de bico por não conseguir desbloquear o Estreito de Ormuz. Isso sem falar de todo aquele incidente deplorável envolvendo a polícia de imigração dentro do próprio país. 

Ou o escândalo do Epstein deve ser realmente algo muito grave a ponto de precisar de toda essa bagunça para ser abafado, ou então o desespero pelo crescimento da China diante da crise norte-americana está fazendo o narcisista da Casa Branca surtar de vez. Tudo bem que Trump é um fascista, mas até o fascismo tem seus limites de atuação. O que fica claro com toda essa porralouquice americana é que a humanidade precisa se reorganizar urgentemente para lidar com tiranos magalomaníacos e evitar que eles cheguem ao poder. Em um momento de decadência do capitalismo e com tantas armas de destruição em massa espalhadas pelo planeta Terra, não é inteligente permitir que irresponsáveis coloquem a existência da humanidade sob ameaça. 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Por um mundo com menos ódio


Foi aprovado no Senado, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei que inclui a misoginia (crime de ódio contra as mulheres) na Lei do Racismo. Assim como já havia sido feito em 2019, quando o STF também incluiu a homofobia na mesma lei, a misoginia passará a ser punida como um crime de preconceito. A proposta segue para sanção do presidente Lula. Pois bem, sendo bem honesto, sabe o que eu achei? Uma vergonha. Isso mesmo: uma vergonha! Uma vergonha que tenham DEMORADO TANTO para incluir o ódio contra o gênero feminino como uma forma letal de preconceito. Se este PL tivesse sido criado antes, movimentos masculinistas (como o redpill) não teriam crescido tanto e a vida de centenas de mulheres podia ter sido poupada nesta verdadeira epidemia de feminicídios. Mas o que realmente me assusta nisso tudo é a reação (especialmente a masculina) na internet diante da aprovação deste PL.

Políticos bolsonaristas e da extrema-direita em geral, como bons reaças que são, reagiram com o intuito de tentar invalidar e derrubar o PL. Inclusive, tem um deputadozinho bem famoso aí (que me recuso a digitar o nome) que ganhou muita visibilidade quando chamou a aprovação deste PL de "aberração" e que vai trabalhar para derrubá-lo. Isso sem falar do esgoto a céu aberto na própria surface web que trouxe à tona milhares de homens compartilhando verborragia sexista, falácias reacionárias e muita misoginia que só reforçam a necessidade de combater a violência de gênero. Apesar de achar essa cambada de reaças um atraso civilizacional, numa coisa eu concordo com eles: é preciso ser bem específico na tipificação deste crime. Este projeto precisa ser bem claro e específico sobre o que é, do ponto de vista constitucional, a misoginia. Porque se for depender da boa vontade interpretativa de um poder judiciário formado majoritariamente por homens e que chegou ao cúmulo de aprovar como "união estável" o estupro de uma menina de 12 anos por um homem adulto, o nosso machismo estrutural vai fazer este PL parecer só mais uma "Lei para inglês ver". Sem mencionar que mesmo fora do esgoto a céu aberto das bolhas masculinistas estão aparecendo pessoas comuns (homens e mulheres) que estão sendo radicalmente contra esta mudança na lei com todo tipo de argumento, seja ele lógico ou não.


É preciso que fique claro que todo e qualquer avanço civilizacional a favor de minorias ou grupos de vulnerabilidade social precisa ser defendido para nos manter vivos como espécie neste planeta. Existem milhares de ogivas nucleares espalhadas pelo mundo prontas para serem disparadas a qualquer momento. E se os ódios e preconceitos não forem combatidos na raiz, a nossa probabilidade de sobrevivência ao longo das décadas despenca vertiginosamente, especialmente com essas crises sazonais do sistema capitalista global. É na inclusão social e na teia de proteção do Estado que essas minorias têm garantias mínimas para serem tratadas com dignidade. Fora que essa medida também ajuda a diminuir o tanto de ódio que há neste mundo. E, infelizmente, ainda existe MUITO ódio contra tudo que é feminino em pleno século 21 pelo fato deste ser um século de mudanças onde grupos oprimidos estão começando a desafiar o sistema e a conquistar seus espaços e seus direitos. Uma lei contra a misoginia tem que ser comemorada ao invés de ser combatida, porque ódio contra as mulheres é ódio contra toda a humanidade. Não há futuro em um mundo que tenta manter a violência e os privilégios de uma classe opressora através da impunidade e da falsa defesa da liberdade de expressão. 

Esta lei precisa ser sancionada e ainda assim ela não é garantia de nada. A lei contra o racismo e a homofobia está aí, mas mesmo assim, ainda há MUITO racismo e homofobia no Brasil ocorrendo impunemente. Temos que combater a violência e o preconceito não apenas na lei, mas nas nossas atitudes como cidadãos no nosso cotidiano. Temos que ensinar o respeito, o altruísmo, a empatia, a gentileza, a solidariedade, a generosidade e a inclusão aos nossos filhos. Porque é através dessas pequenas mudanças para o bem que teremos a chance de ter um mundo melhor. 

E antes que alguém diga asneiras, eu não estou apenas defendendo as mulheres. Eu estou NOS defendendo. Eu estou defendendo a mim, a você e a todos os seres humanos, porque se não fosse por uma mulher, nem eu e nem você teríamos sido gerados. E um mundo com menos ódio é um mundo com menos dor onde todos nós teremos mais chances de continuar existindo como espécie. Portanto, encerro este post parafraseando um autor desconhecido que li por aí: "Em tempos de ódio, amar é um ato revolucionário". Isso porque quem ama não perde tempo odiando ninguém. 

quinta-feira, 12 de março de 2026

O Senhor da Guerra não gosta de crianças


Quando eu digo que o capitalismo é a maior ameaça para humanidade, essa afirmação não é por alarmismo ou por paixão socialista barata. O sistema capitalista precisa de guerras para se manter existindo. Essa guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã é um exemplo clássico disso. A alegação de que o Irã está desenvolvendo armas nucleares é só uma desculpa esfarrapada da extrema-direita para manter a hegemonia do petrodólar e prejudicar a rota da seda da China com o Oriente Médio. Claro que a indústria bélica norte-americana também usa seu lobby para promover a carnificina e há a intenção em reforçar o controle da região através do protetorado americano no Oriente Médio que é o Estado de Israel. Mas o que realmente motiva tudo isso é a soberba e a ganância sem fim do maior império capitalista do mundo. Nada disso estaria acontecendo se os EUA fosse um país socialista. É por isso que sempre reafirmo que jamais haverá paz enquanto o capitalismo existir.


Deixando de lado essas justificativas estúpidas para a guerra, temos que atentar para o fato mais doloroso e ignorado nessa história que são as baixas civis. Um míssil norte-americano do tipo Tomahawk detonou uma escola no sul do Irã matando mais de 160 pessoas, sendo 110 crianças. Cento e dez crianças que morreram de forma brutal por motivações idiotas de um império em decadência. E não vai parar por aí, porque o capitalismo não gosta de paz e o Senhor da Guerra não gosta de crianças.



E depois ainda tenho que me explicar por que sou de esquerda...


domingo, 8 de março de 2026

Basta de machismo na política


Se tem uma coisa que não faz o menor sentido para mim é o apreço de uma parcela oprimida da população por seus algozes. Ontem foi divulgada mais uma pesquisa do Datafolha onde Flávio Bolsonaro aparece logo atrás do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva quase empatados tecnicamente. Eu não fiquei surpreso com esses números, mas confesso que fiquei um pouco estarrecido de saber que boa parte das intenções de voto do Flávio Bolsonaro vieram de mulheres. Ora, o senador do PL é filho de um homem que está preso por tentativa de Golpe de Estado e que sempre desdenhou as mulheres, chegando ao cúmulo de dizer que uma deputada "não merecia" ser estuprada. Sem falar de outras incalculáveis asneiras machistas ditas pelo Bolsomonstro que deixaram claríssima sua aversão grotesca por mulheres. Em contraste com as falas misóginas do mentecapto da extrema-direita, ontem, em um pronunciamento, o presidente Lula mostrou, entre outras coisas, a importância de combater a violência de gênero e de valorizar a força de trabalho das mulheres. Para mim, pelo menos, a diferença entre Lula e os Bolsonaros quando se trata de respeito às mulheres é abissal.

Enfim, a gente sabe que existe um sentimento antipetista muito forte especialmente dentro da classe média, mas considerar seriamente o voto num sujeito envolvido em vários escândalos e que é filho de um corrupto, golpista, sexista e genocida da pandemia é irracional – especialmente partindo de alguém do sexo feminino. A direita brasileira precisa se reinventar, do contrário, o Brasil será um eterno refém de políticos arruaceiros e oportunistas que surfam na onda do fascismo. O Brasil precisa de um projeto de construção, mas o fascismo tupiniquim, infelizmente, só tem projeto de destruição. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O futuro do capitalismo é totalmente cyberpunk


Quem conhece o universo distópico criado por Mike Pondsmith já entendeu que a franquia Cyberpunk trata de uma sociedade à beira do colapso devido a um capitalismo sem controle. Violência, criminalidade, drogas, vício, desigualdade, poluição, destruição da natureza, colonialismo corporativo e desesperança fazem parte de um futuro onde a tecnologia de implantes cibernéticos roubou o que restou de humanidade das pessoas. Um ultra capitalismo tecnológico com Estado mínimo onde as megacorporações fazem guerra armada entre si só mostra a monstruosidade de um mundo onde o lucro está acima de tudo. O anime Cyberpunk Edgerunners e o game Cyberpunk 2077 mostram a corrupção, a brutalidade e o fetiche pelo cromo como protagonistas da cidade de Night City. Ninguém naquela cidade é verdadeiramente livre ou feliz, porque as corporações roubaram os sonhos e as esperanças das pessoas, jogando-as num pesadelo que pode terminar a qualquer momento seja em um apocalipse tecnológico causado por IAs maléficas que estão além da Barreira Negra, ou em uma guerra nuclear entre as megacorporações armamentistas. Não há bom presságio em Night City.

Não há esperança em um mundo sem futuro.


O mais interessante é que essas semelhanças com o mundo real não são mera coincidência. Pondsmith, como gênio literário, nos apresenta uma visão do futuro de um mundo capitalista. E não há qualquer possibilidade do futuro do capitalismo ser bom, mesmo numa perspectiva otimista. Se não abrirmos os nossos olhos e lutarmos contra esse sistema, mais em breve do que imaginamos iremos entrar numa realidade igual ou pior. O que a distopia grita o tempo todo é um óbvio "não há futuro no capitalismo". Isso porque o capitalismo torna as pessoas racistas, egoístas e corruptas. O senso de coletividade neste sistema é destruído e as pessoas passam a buscar poder, status, materialismo e sucesso individual a qualquer custo. Os nossos semelhantes tornam-se degraus para serem pisados e peões para serem explorados. Somos desumanizados e vistos como meros objetos utilitários para os que almejam o poder. Só no capitalismo a ideia de que "quem não rouba é otário" pode fazer algum sentido. 

Quem não for capaz de compreender isso será como um gado feliz indo direto para o abatedouro. E quando for tarde demais lembre-se: Cyberpunk avisou...


O futuro do capitalismo é o fim de todos nós.


domingo, 25 de janeiro de 2026

Trump não é louco. É um fascista.


Achar que o presidente norte-americano Donald Trump é um louco, sociopata, infantil ou senil é bastante tentador dado seu comportamento tresloucado durante o primeiro ano de presidência. Afinal, o cara tarifou o mundo impunemente, sequestrou o presidente da Venezuela, quer tomar a Groenlândia, quer se apossar do Canal do Panamá e ameaça a soberania de aliados como o Canadá. O problema é que as ações de Donald Trump refletem o comportamento típico de um narcisista que lidera um império em declínio. A China têm crescido ano a ano e, em breve, tornar-se-á a maior potência econômica do planeta. O que resta aos EUA para atrasar a perda do posto de maior economia global é recorrer ao botão de pânico do capitalismo que é justamente o fascismo. Se os Estados Unidos não conseguirem manter a hegemonia do petrodólar, a queda do império será quase imediata. Então o que resta é apelar para invasão de países, guerras, tarifaços, golpes de Estado, chantagem econômica e encrudescer o regime no próprio país. Trump e seu governo de extrema-direita vivem sinalizando apoio indireto a grupos neonazis, contam com sua própria Gestapo (a polícia de imigração) que pratica assassinato de civis e demonstra um desapreço imensurável pela ciência e pela democracia. Todo esse método político de Trump é claramente fascista. A política imperialista do Big Stick e a reedição da Doutrina Monroe mostram que os EUA não são somente uma nação imperialista, mas que também usam o fascismo como metodologia de poder para controlar o mundo.

sábado, 17 de janeiro de 2026

O triste fim do mito fracassado

Ontem me deparei com uma postagem no Reddit que explicitava o quão patético e minúsculo está sendo o fim de Jair Messias Bolsonaro na política brasileira. E não é para menos. Ora, o "mito" atacou as urnas eletrônicas, perdeu uma reeleição mesmo roubando e com todas as vantagens, se recusou a aceitar a derrota, falhou miseravelmente em dar um golpe, foi rejeitado ao pedir ajuda do Trump, foi condenado de forma justa e mesmo tendo a chance de cumprir a pena em regime domiciliar, teve a cara de pau de violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. E agora, preso em regime fechado no complexo da Papuda, alegou tortura pelo barulho do ar-condicionado e por não ter smart TV. Tudo isso com crise de soluço. Eu diria que foi um fim justo para um palhaço fascista que foi corresponsável pela morte de centenas de milhares de brasileiros na pandemia e que afundou o país no mapa da fome. Mas o melhor de tudo foi o racha que ele causou entre seus aliados e as penalidades que o Eduardo Bananinha recebeu por desertar para os EUA para defender sanções contra o Brasil. E fechando com chave de ouro, os filmes brasileiros (Ainda Estou Aqui e Agente Secreto) que criticaram a ditadura que ele defendeu foram premiados internacionalmente.

O único ponto a lamentar é que apesar do bolsonarismo estar capengando, a extrema-direita segue firme no Brasil e no mundo. Qualquer político que flerte com autoritarismo e macarthismo vai ganhar notoriedade e votos suficientes para colocar novamente a democracia sob ameaça. Só nos resta lutar.