Toda essa repercussão e euforia com a convocação do Neymar Jr. para a Copa do Mundo de 2026 mostra duas coisas muito interessantes a respeito do ser humano. A primeira é que os seres humanos sentem uma profunda necessidade de acreditar em algum tipo de messias. E a segunda é que o futebol não é apenas um esporte: é praticamente uma religião.
Em quase todos os lugares, dentro e fora da internet, as pessoas ainda estão discutindo se o Menino Ney tinha que estar entre os convocados ou não. Quem defende que ele não devia ter sido chamado usa argumentos lógicos sobre sua condição física, sua performance recente no Santos e a ausência de outros grandes jogadores em seu lugar como o João Pedro do Chelsea. Já quem defende a presença do Ney faz isso, na maioria das vezes, por tietagem, por fé ou por saudosismo. Eu concordo que apesar de não ser o mesmo de 2014, o Neymar ainda é um jogador acima da média que, queira ou não, ajuda a manter o time coeso e serve para assumir a responsabilidade pelo grupo. O problema é que uma andorinha só não faz verão. O Neymar, assim como Cristiano Ronaldo e Messi, é um ídolo internacional, garoto propaganda de várias grifes e o último jogador remanescente da velha guarda de craques brasileiros. Mas o cara não faz milagre em uma seleção cheia de problemas, com dificuldades técnicas e táticas e um treinador que não conseguiu ainda arrumar o time. Todo mundo sabe que a nossa seleção não está bem, mas a nossa profunda necessidade de crer em salvadores da pátria (seja na política ou nos esportes) cria a ilusão na maioria de que podemos colocar tudo nas mãos do Neymar e então estará tudo magicamente resolvido, que seremos hexa quase que por ação divina dos deuses do futebol.
Esse oba-oba com a Copa do Mundo me parece um delírio coletivo que funciona como escapismo para os problemas reais das nossas vidas. Pois mesmo que sejamos hexacampeões, o que isso muda nas nossas vidas cotidianas? Parece que tudo no ser humano gira em torno da profunda necessidade de acreditar em algo que traga algum significado para nossas vidas.
Não há uma discussão sequer na internet envolvendo o comprimento ou espessura
do membro viril em que não apareça pelo menos uma dezena de homens
inconformados por estarem "abaixo da média". É preocupante a quantidade de homens que sofrem injustamente por terem cometido o "crime" de terem nascido com o pênis pequeno. Isso é muito triste, porque cansei de ler relatos de rapazes que sofreram bullying por isso, que têm vergonha de ir à praia, que não namoram, que passaram dos 30 anos de idade e são virgens, que têm a autoestima muito baixa e alguns até que chegam a falar de depressão e suicídio por esse motivo.
Essa cultura do falocentrismo é extremamente danosa para os homens por colocar, erroneamente, o poder, a masculinidade e a autoestima masculina no tamanho do pênis. E isso é agravado pela indústria pornográfica que reforça de uma maneira totalmente equivocada a ideia de quanto maior o membro, mais prazer ele proporciona, padronizando um tamanho que está exageradamente acima da média. Porém, a verdade é que essa cultura sexista e falocêntrica do falo avantajado como o centro do poder não possui nenhuma coerência. Na antiguidade clássica, por exemplo, era exatamente o contrário, pois os homens com menor pênis mostravam mais sabedoria, intelecto e possuíam seus instintos sob controle. Claro que essa visão antiga também era equivocada, porque o tamanho do órgão genital não tem nada a ver também com capacidade cognitiva. Mas a verdade é que apesar da ideia do falo gigante ser associada a maior masculinidade, ter o dito-cujo pequeno tem, sim, as suas vantagens.
Ser pequeno possui uma grande vantagem.
Cansei de ver em sites de acompanhantes algumas profissionais deixando claro que só faziam o programa se o cliente tivesse o pênis pequeno. Elas recusavam o atendimento com homens com mais de 12 cm por terem o útero baixo e sentirem muito desconforto na penetração. E por ser pequeno, isso abria possibilidade para variações sexuais, como sexo oral e anal, sem restrições e sem "frescura". Mas a vantagem não para por aí.
Os pequenos fazem a alegria da mulherada.
Certa vez, aprendi com um velho conhecido que o segredo para "pegar mulher" era fingir ou dar a entender que você, homem, possui um pênis pequeno. Diga sem medo para a mulherada antes de levá-las para a cama que a sua "ferramenta" de trabalho é bem pequena. Isso porque homens que se gabam do tamanhão do próprio p@u, no geral, são ruins de cama. Eles só têm o tamanho para impressionar e ficam falando isso para tentar causar uma boa impressão, já que a cultura falocêntrica endeusa esse tipo de homem. Mas como já diz o velho ditado, é melhor um pequeno brincalhão que um grande bobalhão. O cara que tem pinto pequeno sente que precisa compensar isso com outras "habilidades" e costumam mandar muito melhor no jogo da sedução, nas preliminares e no sexo em geral com a mulherada. São esses caras com piru pequeno que costumam dar aquele banho de língua inesquecível nas gurias, que dão aquele beijo de deixar as pernas bambas, que têm pegada, que exploram com carinho os pontos erógenos femininos e que conhecem técnicas infalíveis para fazer a parceira ver todas as estrelinhas do universo e um pouco mais. E as mulheres percebem isso quase que instintivamente, camarada. Daí eu te pergunto: que mulher vai trocar um homem confiante, sedutor, carinhoso, companheiro, fiel, divertido e bom de cama por outro ignorante que só tem um pinto gigantesco para oferecer? Aliás, pintos grandes costumam causar mais dor, enquanto que os menores cabem em qualquer lugar sem desconforto. Além do que, na hora H existem posições e técnicas (pompoarismo) que fazem o pequeno brincalhão render muito mais. E antes que tentem me refutar, lembre-se que se essa teoria estivesse errada, não existiriam lésbicas no mundo.
Os humilhados serão exaltados.
Então, caro amigo, se você tem um equipamento mais "humilde", se orgulhe dele. Ele pode ser justamente o grande diferencial que separa os caras ruins de cama dos caras inesquecíveis.
Relacionamentos monogâmicos NÃO são fáceis. É preciso muita mão de obra para manter o romance, o encantamento, a conexão amorosa e o desejo sexual acesos no longo prazo. Isso porque todo relacionamento afetivo passa por crises, mesmices, decepções e desencontros que desgastam a relação no decorrer do tempo. Mas falando especificamente da questão sexual, relacionamentos heteroafetivos são praticamente uma bomba relógio. Em algum momento, as coisas irão descambar. É por isso que há tantas separações e pessoas infelizes em seus relacionamentos procurando terapia de casais. Há algo de podre no reino da Dinamarca.
Casais infelizes são a regra.
Homens e mulheres NÃO possuem a mesma dinâmica sexual por razões hormonais, bioquímicas, anatômicas e culturais. Homens querem sexo regularmente, mesmo que esse sexo seja mecânico e repetitivo. Enquanto que mulheres, normalmente, precisam ser estimuladas para isso, dando ao homem a obrigação de estar sempre investindo alto no jogo da sedução para manter o interesse sexual da parceira. O homem precisa mandar flores, enviar mensagens de amor criativas no zap, ser cavalheiro, lavar a louça, cuidar da casa, fazer compras, consertar o carro, pagar o jantar e saber instigar o desejo da mulher nos momentos certos. E se não for assim, o sexo torna-se desinteressante para mulher que, em resposta a essa indiferença, finge dor de cabeça para não transar, faz greve de sexo ou, simplesmente, trai o parceiro. Não é fácil para o homem ter que ser cordial, companheiro, compreensivo, criativo e sedutor com mulheres que mesmo com todo trabalho, muitas vezes não têm o mesmo interesse sexual deles. É por essas e outras que eu sempre defendi o sexo pago, porque nele, o homem tem o sexo que quer, com a mulher que ele escolher e sem ter tanto trabalho e tanto investimento de tempo e energia. Mas o sexo pago, como já destaquei em outra conversa, não é a melhor opção. Há algo muito melhor reservado para os homens do século XXI.
A mulher perfeita realmente existe!
Sendo bem franco, no dia que os homens descobrirem o que é uma sex doll hiper realista, acho que a humanidade acaba. Porque meu... Olha o tanto de coisas que citei lá em cima que o cidadão precisa fazer para mulher se interessar por sexo... Com uma Love Doll é sexo na hora e do jeito que o homem quiser para sempre, sem esforço e sem risco de IST! Claro que essas bonecas ainda são caras, especialmente as mais tops de silicone, mas o investimento compensa e muito. Creio que se os homens pensarem mais com a cabeça de cima, teremos uma revolução social e cultural sem precedentes na história humana. Homens serão sexualmente e afetivamente mais felizes sem maiores preocupações. Imagine se livrar de compromissos maçantes, filhos indesejados, golpes da barriga, golpes do baú, pensões, chantagens, traições, greves de sexo, TPM, DRs, brigas e estresse desnecessário escolhendo, simplesmente, ter uma linda ginoide ao seu lado ao invés de uma mulher de carne e osso. É quase um sonho. O cara vai estar sempre satisfeito sexualmente e afetivamente.
Elas são o passaporte para a felicidade.
Apesar de soar machista, isso também é bom para as mulheres, porque elas não precisarão mais aguentar um porco sexista, acomodado, barrigudo, violento, ciumento e egoísta dentro de um casamento sem amor. E vamos ser honestos: mulher nenhuma precisa de homem para ser feliz. Homem quase sempre só serve para atrapalhar e atrasar a vida da mulher. É da natureza do homem ser escroto e ainda tem o aval da sociedade machista para agir desse jeito. Garanto que a maioria das mulheres sente muito mais prazer brincando com os próprios dedinhos do que com um homem normal. Além do mais, existem também bonecos sexuais com aparência masculina para alegrar a mulherada. Todos saem ganhando.
E você aí feito trouxa se sacrificando por uma qualquer.
Bonecas sexuais foram projetadas e pensadas inicialmente para atender os homens sexualmente, mas elas têm muito mais utilidades que puramente sexo. Elas servem para brincar de figurinista, de fotógrafo, de maquiador, de cabeleireiro, de médico... Além de que são ótimas para assistir a um filme abraçadinho, dormir de conchinha e servir de privada emocional para nossos desabafos. Sem falar da conexão natural construída com elas por termos que dar banho, vestir, perfumar e cuidar quase como se fosse uma pessoa real. É por isso que não me canso de repetir que se os homens forem um pouquinho mais espertos, os relacionamentos entre seres humanos será coisa do passado num futuro bem mais próximo do que sonhamos.
Quando passei no vestibular, há 20 anos atrás, fiz aquilo que todo jovem fazia ao ingressar na faculdade pela primeira vez: raspei a cabeça inteira com a máquina zero. Foi a primeira vez que fiquei completamente careca. Apesar de ter achado até bacana por reduzir bastante o calor e me livrar de xampus e do barbeiro por uns três meses, teve uma coisa que me incomodou: duas entradas discretas bem na frente do couro cabeludo, indicando que cedo ou tarde, eu seria (ou não) um homem calvo. Ok, apenas levei a vida adiante. Para minha sorte, as entradas praticamente pararam de crescer por ali. Até hoje, elas não passaram de entradas discretas e acho que dificilmente vou ficar careca. Enfim, continuei cortando o cabelo mensalmente como sempre fiz durante os anos seguintes até que veio a pandemia do coronavírus em 2020. Todas as barbearias foram fechadas e fiquei preso em casa sem saber cortar o próprio cabelo e sem nenhuma maquininha para aparar. Então, eu fiz o que muitos homens fizeram durante a pandemia: tomei a decisão inédita na minha vida de deixar o cabelo crescer. Na verdade, eu já tive o cabelo grande quando era muito criança, mas isso era quando eu tinha uns 2 ou 3 anos de idade e, honestamente, eu nem me lembro. Mas hoje, já aos 40 anos de idade e há pouco mais de 3 anos deixando o cabelo crescer, posso dizer como foi o processo até me tornar um cabeludo e qual é a experiência de ter cabelos longos.
Primeiros meses do "projeto cabeludo"...
Meus cabelos hoje passam dos ombros e já estão quase na altura do peito quando secos. São cabelos negros cuja tipagem não sou capaz de identificar com exatidão por seu alto grau de metamorfose e maleabilidade. A raiz é lisa, o comprimento é ondulado e termina fazendo cachos. Lembra bastante o cabelo do cantor Silvério Pessoa, sendo que escuro. Mas para ter um consenso, vou tratá-lo como cacheado do tipo 3A, que é o que mais se encaixa segundo as definições 'cabeleireirísticas' que andei lendo por aí. Atualmente, meu cabelo está bem irado porque aprendi na base da tentativa e erro a cuidar melhor dele, mas o processo até ele ficar longo foi bem complicado. Isso porque o primeiro ano é o pior. Eu tentava esconder o cabelo com bonés e bandanas, porque o bicho estava muito feio, desengonçado e desgrenhado. Estava pior que o Mister Satan. Não dava para amarrar ainda e ele só ficava no lugar quando passava um quilo de gel. Foi nessa fase que vieram as piores críticas e os apelidos. Disseram que eu parecia um mendigo, um gay, um drogado, um marginal e até um personagem cômico de um canal do YouTube. Para ter ideia da barra que foi o negócio, teve gente na rua rindo na cara de pau do meu visual e cheguei até a tomar um chute por ser confundido com um maloqueiro. Foi punk o negócio. Por isso que durante o processo de virar um cabeludo, a resiliência é a melhor das virtudes, porque senão você vai querer cortar o cabelo logo que ele começar a ganhar vida própria e as reações negativas das pessoas ao redor vier. Tive que usar produtos diversos para fazer nutrição, hidratação e finalização e mesmo assim, o meu cabelo até hoje ama a rebeldia e se bagunça sozinho com o menor descuido. Falando do tempo de crescimento, o cabelo só começa a ficar bacana quando completa por volta de um ano e meio sem ver a tesoura, porque aí já é possível fazer um coque de cabelo inteiro e usar uns penteados diferentes. Mas até lá é um teste de paciência.
Cabelos longos dão outra personalidade.
Ter cabelos compridos é, obviamente, mais trabalhoso que ter cabelos curtos. Apesar de ser muito estiloso e permitir vários tipos de penteados e amarrações, cabelo grande exige mais dedicação e carinho. Além disso, pode se preparar para encarar embaraçamentos constantes, nós nas pontas, ressecamento, frizz, ralo entupido, visão periférica obstruída, franja caindo no olho, cabelo caindo na comida, cabelo tentando te sufocar nas ventanias, cabelo prendendo em galhos de árvores e até mais calor no verão. Porém, metade desses problemas citados desaparecem quando a gente o deixa preso. Só que ficar com o cabelo preso o dia inteiro é muito chato. Eu gosto de usar os fios soltos, mas isso exige mais cuidados e paciência.
Vai me dizer que não é estiloso ter cabelão...
No ano passado, deixei a barba crescer também, mas fiquei parecendo um lobisomem quando fiz uns 5 meses de barba crescendo. A barba grande dá a aparência de desleixo, daí que tirei a barba de vez e só a deixo crescer por alguns dias e depois raspo para variar o visual. E com a barba feita, já fui confundido com mulher algumas vezes, até porque fico parecendo um clone mal-acabado das minhas irmãs. Em todo caso, acho que ter cabelão é muito mais bacana que ter cabelo curto ou ser careca. Como homem, você se destaca dos demais e ganha elogios que não ganharia se tivesse aquele cabelo padrão. Na verdade, o cabelo longo masculino mostra mais a sua personalidade do que um aspecto estético, porque mostra que o homem é alguém que sai do senso comum e que não está preso a padrões. Fora que precisa ser forte para aguentar as críticas, xingamentos e apelidos durante o processo de crescimento. Aliás, não é à toa que os super-heróis, roqueiros e artistas comumente usam cabelos compridos para se destacar dos demais.
Por isso os headbangers são mais felizes.
Enfim, se você quiser saber na pele a real diferença entre ser careca e cabeludo, só é experimentar os dois e tirar as próprias conclusões. Se não tiver mais cabelo, perucas podem simular um pouco dessa experiência. Mas nada é mais divertido que passar pelo longo e trabalhoso processo até virar um cabeludo de verdade.
Pode observar: toda criança saudável quer mesmo é brincar, correr, subir na árvore, dar cambalhotas, jogar bola e gastar muita energia. Existe um brilho de empolgação e encantamento nos olhos de uma criança que vai se perdendo à medida que envelhecemos. Na verdade, a criança começa a ser podada pelos adultos desde nova quando fica proibida de sair para brincar, quando fica de castigo por sujar o tapete de lama ou quando ouve histórias do Velho do Saco (Papa-Figo) que rouba crianças. Aí vamos ficando cada vez mais rígidos, parados, reprimidos e desanimados. O brilho nos olhos vai diminuindo. Daí que quando a idade adulta chega, ficamos todos prostrados, sedentários, preguiçosos e reclamões. Isso está errado. Qual a graça de viver uma vida sem empolgação, sem descobertas, sem ânimo e sem movimento? Ter que viver para pagar contas, para ficar mofando em cima de um sofá ou mal-humorado com a vida...
Precisamos resgatar aquele espírito alegre, brincalhão e aventureiro que ainda pulsa dentro de nós. Perder essa essência divertida é perder aquilo que nos torna humanos. Então vamos dançar, vamos correr, vamos nos aventurar, vamos fazer descobertas, vamos despertar a criança adormecida que está dentro de nós. Afinal de contas, o mais infantil dos adultos é aquele que ignora a criança que há dentro de si. Vamos deixar de caretice, porque a velhice não existe. O que existe é gente que acha que não é mais criança. O que passa é a infância, mas ser criança é algo eterno, porque a alma humana é uma alma de criança. Não vamos deixar essa nossa essência se perder. Carpe diem!
Desde o primeiro ano deste blog que, vira e mexe, eu volto com este assunto por aqui. Como o título do post já revelou, eu estou convencido, definitivamente, de que os amantes ideais para os seres humanos são os não-humanos. Sendo mais específico, esses "não-humanos" são os famigerados bonecos/androides sexuais, conhecidos popularmente como love dolls, sex dolls ou bonecos sexuais hiper-realistas. Eles é que são, de fato, os melhores companheiros que uma pessoa pode ter. E não: isso não é coisa de doido. Com o avanço tecnológico e com o barateamento da produção, cada vez mais pessoas têm se relacionado com essas verdadeiras entidades do amor e da luxúria.
As amantes do futuro chegaram!
Bonecos sexuais realistas existem já há bastante tempo, mas foi desde o início da pandemia do coronavírus que esses bonecos sexuais realmente passaram a vender cada vez mais. O isolamento social obrigou as pessoas a procurarem esses amantes artificiais e desde então, parece que os preconceitos a respeito desses bonecos têm diminuído. Não por acaso que há casos de pessoas que pararam de se relacionar com seres humanos para viver ao lado desses bonecos. E não é para menos. Pare para pensar na enorme lista de vantagens que há em se relacionar com um companheiro artificial e eu não me surpreenderia se você, caro leitor, se convencesse de que é melhor mesmo deixar os humanos para lá.
Elas vão te deixar literalmente de queixo caído.
Relacionamentos afetivos monogâmicos entre seres humanos (sejam homos ou héteros) são complicados e exigem muita renúncia, paciência e dedicação dos dois lados. Quase todo relacionamento é marcado por brigas, baixarias, confusões, traições, mentiras, cobranças, chantagens, ciúmes, insegurança, ansiedade, preocupações, dívidas e outras adversidades que tiram nossa liberdade, estressam e cansam. Daí que com esses love dolls, nós temos todo o lado bom de um relacionamento sem todas essas coisas ruins. Fora que você não precisa dividir suas manias, idiossincrasias, vícios, segredos e fetiches com ninguém. Tudo ocorre de forma segura. Pessoas que gostam de ficar sozinhas, mas que não abrem mão de uma boa companhia podem fazer uso desses bonecos não só para o sexo, mas para não se sentirem tão solitárias. Dizem que abraçar uma boneca hiper-realista, dormir de conchinha com ela e até assistir um filme coladinho é uma experiência praticamente idêntica a vivenciar essas mesmas coisas com humanos de carne e osso. Fora que pessoas muito tímidas, associais ou que, simplesmente, preferem a solitude, acabam encontrando a companhia ideal nessas bonecas. Eu mesmo me enquadro no meio desses "esquisitos" que preferem um relacionamento com não-humanos, porque eu mesmo seria um péssimo marido. Eu sou daqueles que é capaz de ficar um mês inteiro comendo só pão com ovo para comprar aquele disco de vinil raro que falta na minha coleção. Fora que eu sou muito ciumento com minhas coisas e amo a liberdade de fazer o que quiser e na hora que quiser sem ter que ficar negociando ou dando satisfações aos outros. Na minha vida pessoal, eu sou muito egoísta e egocêntrico por amar a minha autonomia e a minha privacidade. Que mulher vai aguentar um sujeito como eu? Nenhuma. E iguais a mim existem milhões por aí, porque como já dizia o biólogo Richard Dawkins no best-seller O Gene Egoísta, cada cachorro que lamba sua caceta somos movidos pelos nossos genes egoístas de sobrevivência.
Imagina ela na sua humilde residência...
Falando do que observei mundo afora, cansei de ver casos – ao longo dos muitos anos que pesquiso sobre esse assunto – de pessoas que se apaixonaram de verdade por essas dolls. Os donos das bonecas cuidam delas com carinho, compram roupas e acessórios, dão banhos, levam para passear na cadeira de rodas e até mesmo se casam de verdade com elas. Se a gente olhar pelo lado do cuidado, do carinho, parece até que essas pessoas (homens, na maioria dos casos) estão cuidando de uma namorada deficiente. Não é à toa que pessoas assexuadas compram essas bonecas apenas para ter uma companhia que lembre um ser humano.
Vai me dizer que não parece uma pessoa real?
Apesar das bonecas sexuais terem essa função primordial de tirar o povo da solidão, elas também servem para uma infinidade de outras coisas, tais como piloto de testes para produtos, como dublês, como modelos fotográficas e até como bonecos de treino em cursos de resgate e enfermagem. Ou seja: ao contrário do que vociferam os moralistas de plantão, não é só sobre sexo e sexismo.
Agora, falando especificamente do aspecto sexual, essas sex dolls dão um show à parte, porque a intenção inicial era realmente de que elas substituíssem as ultrapassadas bonecas infláveis, adicionando realismo e dinâmica. Para se ter uma ideia, tem bonecas por aí que se movem, que fazem pompoarismo, que possuem lubrificação, que gemem, que interagem verbalmente, que simulam o movimento de uma respiração e que fingem orgasmos melhor que seres humanos. Elas fazem o que você quiser, quando quiser e quantas vezes você puder, te levando ao verdadeiro paraíso do sexo. E se você tiver preferências específicas, opções de bonecas é que não faltam: têm elfas, súcubos, demônios, alienígenas, personagens de games,
amputadas, grávidas, anãs e até seres híbridos (mulheres de quatro braços com chifres, por exemplo). Só que o mais absurdo de tudo não é nem o que elas fazem ou com quem elas se parecem. O que mais tem me impressionado nos últimos anos é o nível brutal de realismo. As dolls mais tops feitas de silicone são tão realistas, mas tão realistas, que se você colocar elas do lado de uma pessoa leiga, a pessoa não vai sequer desconfiar que se trata de uma boneca. As proporções são todas de um corpo humano real e as texturas são impecáveis incluindo sardas, manchas, tatuagens e até os poros da pele. As opções com sobrancelhas implantadas ou com dentes removíveis são tão assombrosamente reais que eu me questiono qual será o limite de realismo que atingiremos daqui a algumas décadas. Mas nem tudo são flores...
Bigamia só é crime entre humanos.
Todas as críticas éticas que vi até hoje sobre essas bonecas vêm sempre da mesma gente: ou de religiosos ortodoxos, ou de feministas radicais. É muito moralismo tosco e problematizações estúpidas que não adicionam nada de útil à discussão nessas críticas que envolvem comportamento ou aspectos sociais. Eu nem vou refutar essas críticas, porque as acho totalmente descabidas. As únicas críticas que merecem ser levadas em consideração com relação a essas ginoides são aos materiais que são feitas, ao peso exagerado e ao preço ainda muito alto. O preço médio no exterior é em torno de US$ 2.000, que se for comprada por alguém no Brasil, não sai por menos de R$ 20.000 por causa dos impostos e do frete. Algumas sex shops brasileiras revendem algumas dessas bonecas, como é o caso da famigerada Exclusiva Sex Shop. O preço não é muito convidativo, mas levando em consideração que se gasta facilmente mais de 20 mil pilas com anos de casamento, namoro ou com prostitutas, para um homem médio financeiramente, até que sai bastante em conta. Isso porque a boneca vai ser sua para o resto da vida. Se souber cuidar dela direitinho como manda o manual, ela pode durar por décadas, especialmente as bonecas de silicone que têm uma durabilidade maior que o TPE (Thermoplastic Elastomer) e o cyberskin.
Elas só precisam de amor e carinho.
Se você, como eu, for um entusiasta dessas bonecas hiper-realistas e tiver curiosidade ou interesse de adquirir alguma, vou deixar os links para os principais sites de fabricantes. Existem páginas de revenda, como a clássica Yourdoll que fornece bonecas de quase todas as marcas. Mas pela pesquisa longa que fiz em fóruns e reviews, as melhores marcas são a Starpery, a Zelex, a Fanreal e a IronTech. Há outras marcas boas como Piper Doll ou WM Doll, mas são marcas que deixam a desejar em alguns detalhes da construção ou que não têm um custo-benefício tão bom. Eu não recomendo comprar essas bonecas em qualquer lugar, porque há muitos sites não confiáveis que fazem propaganda enganosa e mandam bonecas infláveis no lugar. Por isso, se for adquirir uma, tenha todo cuidado onde fará sua compra. Se preferir, há também a opção das bonecas robóticas que falam e contam até piadas, mas também são bem mais caras.
Se você ainda não estiver convencido que essas bonecas são as melhores amantes, vou deixar um vídeo abaixo que pode te fazer mudar de ideia:
Comer de graça é comigo mesmo. É por isso, inclusive, que eu vou a festas só para comer de graça. Ou melhor: só para dar prejuízo. Brincadeiras à parte, eu não gosto de festas e nem vou a elas só para comer. Ainda mais depois que passei por um longo processo de reeducação e redisciplina alimentar. Posteriormente, posso até compartilhar coisas importantes que aprendi sobre dieta e alimentação. Mas o assunto que me fez escrever este post é que diferentemente do que muita gente pensa por aí (alô, neoliberaloides!) existe almoço grátis SIM! Na semana retrasada, por exemplo, eu acabei degustando um delicioso almoço grátis na minha própria casa. Não paguei um único centavo. Aliás, nem eu, nem ninguém. Foi absolutamente tudo free. Explico:
É tudo grátis.
No quintal da minha casa (sim, eu ainda moro em casa térrea com quintal) brotou um mamoeiro sozinho, sem que ninguém tivesse o plantado. Segundo a teoria mais aceita, ele nasceu graças a um passarinho que comeu a fruta e regurgitou sua semente por acaso sobre as férteis terras do meu humilde jardim. Daí que vários meses se passaram e o pé de mamão cresceu (sendo irrigado apenas pela água da chuva) e deu vários mamões. Mamões grandes, diga-se de passagem, daqueles que é impossível comer sozinho de uma só vez. Quando chegou na hora almoço, eu peguei um desses mamões maduros e comi ele quase todo. Daí eu pergunto: quanto me custou para almoçar esse mamão? A resposta, obviamente, é ZERO. Se você for parar para pensar, vai chegar à conclusão de que a natureza nos proporciona almoço grátis o tempo todo. A própria natureza se encarrega de plantar, adubar e irrigar. O único trabalho que nos resta e pegar e comer. O grande problema é que o ser humano poluiu os rios, privatizou a terra e fez da venda de alimentos um negócio. Daí que chegamos à conclusão precipitada de que todo almoço é pago. Mas, como acabei de contar, não é. Todo almoço devia ser grátis. A exceção ficaria por conta dos carnistas que se alimentam de pedaços animais assassinados. Esses precisam gastar energia e recursos para poder se alimentar. Mas se você é um bom frugívoro, vegetariano ou vegano, o mundo do almoço grátis foi feito para você.
Quem conhece este bloquinho há mais tempo sabe que eu
sempre fui um defensor incansável do sexo pago. Mas de uns tempos para
cá, tenho começado a achar que essa opção não é mais tão compensadora
assim. Digo isso porque viver de putaria a vida inteira cansa, drena
muito dinheiro e traz alguns riscos. Um programa decente hoje não sai
por menos de 200 paus, tem ainda o transporte, o motel e o risco de
pegar DST sempre existe, especialmente no caso do HPV. Fora que é
cansativo ficar catando prostitutas nos Skokkas da vida e verificando se
são confiáveis nos fóruns. E depois de já ter experimentando de tudo,
chega uma hora que você entra num estado de anedonia sexual. Você perde o
interesse nessa vida sem futuro de putanheiro. Sem falar que, com o avanço da
idade, a libido vai baixando naturalmente e o interesse em se arriscar
por sexo também diminui.
Uma só parceira é o ideal?
Isso
quer dizer que agora virei um defensor da monogamia? Rarará! Nem a pau,
Juvenal! O sexo monogâmico é, de longe, a PIOR opção. O homem fiel a
sua namorada ou esposa vai ter que ficar preso àquele sexo borocoxô e
burocrático sempre com a mesma mulher que, não, raro, sente ciúmes até
dos pornôs que o cara assiste. Isso sem falar de caras que convivem com
parceiras frígidas, pudicas, anorgásmicas, traumatizadas, cheias de não-me-toques, com doenças que inviabilizam o sexo convencional (ex: vulvodinia) e que se
amarram em usar greve de sexo como chantagem. Com prostitutas é muito
diferente, porque o nobre cavalheiro tem acesso ao green card da
putaria. Ora, o cara pode transar a hora que quiser e do jeito que
quiser com loiras, morenas, afros, mestiças, ruivas, com duas ao mesmo
tempo e fazer mil e uma surubices. É muito intenso, mas, como já disse,
tudo na vida cansa.
Viver de promiscuidade a vida inteira cansa.
Então
qual seria a solução? Poliamor? Casamento aberto? Parasitar a mulher do
próximo? Pegar a mulherada na balada? Morrer "na mão"? Não. Apesar de
que, em muitos casos, essas opções se mostram mais interessantes que um
sexo monogâmico tradicional. Mas a saída mais barata, menos arriscada e
mais moderna é a de adquirir amantes de silício e cyberskin. Sim, são
elas mesmas: as bonecas sexuais modernas também conhecidas como real
dolls!
Elas vieram para ficar!
Sim, eu sei que
parece piada, mas o nível de realismo dessas bonecas tem se tornado tão
impressionante que há algumas que são fisicamente indistinguíveis de
mulheres de verdade. Parece até coisa de ficção científica, mas é sério e real, muito real! São réplicas perfeitas, respeitando dimensões,
simetria e texturas. Lógico que há caras que sentem vontade de rir ao
olhar para uma doll dessas e imaginar que terão que transar com elas.
Realmente, tem muita doll por aí que é tão bizarra que cai facilmente no
vale da estranheza. Mas há muitos homens ao redor do mundo que se
divorciaram de suas mulheres de verdade para viver ao lado dessas
bonecas e até se casar com elas. E isso nem foi só pelo lado sexual,
mas pelo lado do cuidado, do carinho e do apego emocional. Parece coisa
de doente se olharmos essa interação recente entre humanos e bonecas (ou
ginoides) de forma fria, mas isso possivelmente será uma tendência no
futuro. No fim das contas, com a tecnologia avançado cada vez mais
rápido, em breve essas dolls atingirão a perfeição e ficarão tão ou mais
reais que pessoas de carne e osso.
Mulher ou boneca?
Raciocine
comigo: uma boneca dessas, apesar de muito cara, custa menos que 1 ano
com prostitutas, custa muito menos que manter uma namorada ou esposa,
estão sempre lindas, em plena forma, jovens, cheirosas e disponíveis
para você fazer o que quiser, quando quiser e quantas vezes você puder –
fora que serão suas para sempre e 100% fiéis. Você ainda pode ter um
harém delas, escolher aparência, personalidade (no caso das robóticas),
altura, medidas e até a textura das cavidades internas. Fora que não
haverá brigas, greve de sexo, DR, golpes, cobranças, chantagens
emocionais, divórcio, doenças, gravidez indesejada, fofocas, intrigas,
mentiras, problemas de convivência, compromissos chatos, atritos com a
família, perda de liberdade, prejuízos econômicos e centenas de outras
coisas indesejáveis em relacionamentos. Claro que há algumas
desvantagens nessas dolls como o peso (algumas pesam mais de 40kg), a
dificuldade para higienizar após o "uso" e o fato delas não se moverem
sozinhas (ainda). Mas, se colocarmos numa balança, os prós superam os contras de
forma bastante contundente.
Mano, olha o nível de detalhe disso!
É
claro que essas bonecas são totalmente inúteis se você quer formar uma
família, ser aceito socialmente ou ter amparo emocional. Elas ainda
fazem parte de um universo underground de pessoas que cansaram de vidas
que não valem a pena ao lado de pessoas reais. Se olharmos por uma visão mais ampla, a proposta dessas bonecas é até nobre, porque elas servem para controle social em países onde há mais homens que mulheres ou para "salvar" sujeitos que não conseguem arrumar uma parceira de jeito nenhum por falta de habilidades sociais ou por serem muito horrorosos. Fora que elas servem também para evitar que homens violentos e machistas se relacionem com mulheres de verdade – além, claro, do controle populacional e da redução da transmissão de DSTs. E é sempre bom lembrar
que aquele lado romântico e sexual plenamente felizes em relacionamentos
entre dois humanos são bobagens que idealizamos de novelas e filmes
adultos. A realidade é muito mais cruel e infeliz do que vemos nas
artes. Eu creio que, num futuro relativamente próximo, ter amantes
robóticos será algo comum. Além disso, nunca é demais lembrar,
como já proferiu o poeta Menotti Del Picchia: Não amar é sofrer, amar é
sofrer mais. Ninguém nunca vai ser 100% feliz com o que tem. Então o
segredo é tentar ser o menos infeliz possível. E essas bonecas parecem contribuir sensivelmente para este fim.
Essa é pra casar (ou não sim)!
PS: Só para não deixar dúvidas, todas as "garotas" que usei para ilustrar este post são bonecas.
Para quem quiser conhecer sites onde vendem essas bonecas, vou deixar alguns links abaixo. Mas já vou logo avisando para preparar o bolso, porque os gringos cobram os olhos da cara nelas. Para quem preferir, há também versões masculinas e versões trans.
Ah, como é gostosa a sensação de estar em paz consigo mesmo! O curioso é que, diferentemente da maioria das pessoas, eu só consigo atingir esse estado de espírito de plenitude quando estou longe de todos, isolado em meu paraíso pessoal. Sozinho, eu reflito melhor sobre a vida, tenho paz, tenho liberdade, tenho privacidade e me livro do medo do julgamento dos outros. Viver em coletividade é complicado, estressante e opressor. Somente quando estou sozinho é que eu posso realmente ser eu mesmo e ir às dimensões mais profundas da minha mente. Fico, assim, mais inteligente, mais sábio e mais feliz. Não sinto solidão quando estou sozinho. Aliás, sinto solidão quando estou cercado por pessoas e não consigo me sentir seguro para falar, expressar minhas ideias e agir diferente da maioria. Felicidade mesmo, só sinto na solitude: ela renova minhas energias e me faz sentir em contato com o cosmo de maneira que nenhuma outra experiência espiritual é capaz de me oferecer. É por isso que o autoconhecimento é tão vital. É através da autodescoberta existencial que a gente pode dar o nosso 100% nesta vida. E, sendo bem franco, acho que essa é a maior descoberta da vida.
Nesta semana, o nosso excrementíssimo presidente da república provou que inteligência não é seu forte e acabou, mais uma vez, confessando outro crime sem querer. Ao tentar defender o deputado bolsonarista Fernando Francischini, que foi condenado pela segunda turma do STF por fake news em 2018, o inominável disse ter cometido o mesmo crime que ele. Ora, ou o presidente tem certeza da sua impunidade, ou então ele é muito burro mesmo para admitir isso. E aproveitando que toquei no assunto burrice, eu percebi que o nosso lastimável presidente tem várias características que indicam que uma pessoa tem um baixo nível de inteligência. Vou listar a seguir sete características que definem uma pessoa como sendo burra:
Eufemisticamente falando.
1 - Ilusão de conhecimento - Esse talvez seja o maior problema das pessoas burras. Pessoas que acham que sabem de tudo, que nunca admitem a sua falta de conhecimento e que defendem suas impressões distorcidas da realidade (mesmo quando todos os especialistas no assunto dizem o contrário) estão dando um atestado de burrice. Isso é conhecido como o Efeito Dunning-Kruger. Não saber de algo não é sinal de burrice. Burrice é fingir que sabe das coisas sem saber.
2 - Persistência no erro - Uma pessoa que sabe que está errada ou que se recusa a enxergar que está errada e persiste no erro por arrogância, teimosia, implicância ou estupidez está ostentando mais uma característica de pessoa burra. Inteligente é quem percebe o seu erro e o corrige.
3 - Preconceito - A palavra preconceito vem de pré-conceito, ou seja: é a criação de um conceito pessoal de algo antes de se ter de fato um conhecimento sobre este algo. Pessoas preconceituosas sempre têm um QI e uma inteligência emocional mais baixos por serem medrosas, egocêntricas, arrogantes e antipáticas.
4 - Preconiza soluções fáceis para tudo - É verdade que alguns problemas na vida possuem soluções fáceis. Mas nem todos os problemas podem ser resolvidos de maneira fácil e rápida. Uma pessoa que acha que tudo na vida se resolve mexendo em poucas variáveis pode estar piorando as coisas ao invés de resolvê-las. É preciso desenvolver uma visão a longo prazo com estratégia. Inclusive, isso é o que determina, por exemplo, quem vence uma partida de xadrez. Ganha a partida aquele jogador que enxerga mais longe as jogadas. Pessoas simplistas e simplórias vivem tomando bomba da vida.
5 - Age impulsivamente - Quem só age por impulso ou emoção vai fazer muita merd@ na vida. Há coisas que precisamos pensar rápido para resolver. Mas para tudo que houver tempo para pensar, temos que elaborar de forma racional uma solução. Na verdade, este item é mais um sinal de ansiedade do que de burrice, mas quem é inteligente nunca vai sair resolvendo conflitos na base do imediatismo e do desespero.
6 - Tira conclusões precipitadas - Só se pode tirar conclusões sobre algo quando racionalizamos em cima de todas as evidências e analisamos todas as circunstâncias detalhadamente e imparcialmente. Tem gente que julga os outros baseado em um ou outro aspecto isolado sem olhar para o contexto geral, o que acaba gerando injustiças. Gente burra faz isso direto para praticamente tudo. Basta ler uma fake news no celular que já bate o martelo sobre sua opinião política, por exemplo. É preciso se informar nas mais diversas plataformas, tirar a prova e aprender a sair da sua bolha.
7 - Falta de curiosidade - Pessoas que aceitam qualquer resposta para questões fundamentais e que ficam relaxadas na busca pelo conhecimento condenam a si mesmas a uma vida limitada e ilusória. É preciso sair da zona de conforto para compreender a realidade das coisas e questionar por que as coisas são como são e por que as pessoas pensam diferente de nós.
Num dia ocioso qualquer, estive dando uma olhada num blog que listava as 20 razões para namorar. Apesar de uma coisa aqui outra acolá até ser bacana isoladamente, o namoro é um compromisso que não me atrai nem um pouco por diversas razões que vão desde a perda da liberdade até o estresse crônico. Porém, um item da lista me chamou atenção por eu particularmente detestar que é a "vantagem" de receber presentes no dia dos namorados. Ao contrário de quando eu era criança, hoje eu simplesmente ODEIO receber presentes, seja de namoro, de aniversário, de natal ou de qualquer outra data inútil que seja. E tem três motivos básicos para isso.
O primeiro motivo é que, normalmente, a gente não escolhe o que vai ganhar de presente e, na maioria das vezes, são coisas fúteis ou inúteis. Eu, por exemplo, tenho uma gaveta no guarda-roupas abarrotada de meias que ganhei de presente e nunca usei. Eu não sei por que as pessoas vivem me dando meias, sendo que eu só uso dois ou três pares de meias de poliamida (geralmente para corrida) por ano. E o pior não é isso. O pior é quando eu ganho uma caixa de chocolates justamente no início do meu período de dieta restritiva. E aí rola aquele constrangimento de ter que forçar aquele sorriso de falsa gratidão por algo que não me serve para porcaria nenhuma. Recusar presentes é deselegante, então tenho que aceitá-los por educação. Pois como minha avó dizia: a cavalo dado não se olha os dentes.
O segundo motivo, é que eu gosto de escolher o meu próprio presente e conquistá-lo com o meu próprio dinheiro. Isso me dá a sensação de mérito e de possuir real propriedade sobre o que tenho. Eu mesmo, se pudesse, me daria um presente útil todo mês e isso é muito melhor do que ganhar um presentinho aleatório de quem desconhece minhas necessidades. Fora que é muito mais gostoso você comprar aquele produto que você está de olho há bastante tempo.
O terceiro e último motivo pelo qual não gosto de receber presentes é que eu me sinto em dívida de gratidão com quem me presenteou. Eu fico "endividado" com a pessoa, sentindo a necessidade de retribuir dando outro presente como reconhecimento ou agradecimento. E eu acho isso horrível, porque lá vou eu fazer com outra pessoa algo que eu detesto que façam comigo. O problema é que eu fico sofrendo de ansiedade por tentar imaginar o que a pessoa quer e se ela vai gostar ou não. Fora que eu posso estar desperdiçando meu dinheiro comprando algo que pode ser inútil para outra pessoa. Então esse negócio de presente não é mesmo para mim.
Vamos ser honestos, Rede Social é um treco que nós acessamos quando estamos a fim de nos deprimir. Isso porque vemos pessoas com corpos perfeitos, com vidas muito melhores que a nossa, cheias de dinheiro no bolso, comendo coisas que não podemos comer e tendo bens de consumo que jamais teremos. É um festival de ostentação onde todos lá parecem felizes enquanto nós, meros mortais, vamos sobrevivendo em nossas vidinhas insossas de pessoas comuns. Quando chega a nossa vez de postar algo nessas redes, viramos reféns dos "likes" e ouvimos críticas destrutivas e desnecessárias que jogam a nossa já fragilizada autoestima no fundo do poço. E como se isso não bastasse, agora as redes sociais do Meta (marca mãe do Facebook e do Instagram) estão permitindo legalmente postagens preconceituosas, violentas e criminosas contra russos devido ao conflito na Ucrânia. Daí eu me pergunto: redes sociais estão tornando as nossas vidas realmente melhores?
Eu raramente acesso as redes sociais, porque além de servir de meio de depressão, de rede de fofocas, de super exposição, de roubo de dados e de formação de bolhas sociais, elas não me trazem nada de útil. A única rede social que eu realmente gostava era a do extinto Yahoo Respostas, porque lá não havia tanto espaço para se deprimir e nós ainda aprendíamos, ensinávamos e fazíamos amigos com nossas perguntas e respostas. O também extinto Orkut, apesar dos problemas, era menos pior que os Instagrans e Facebooks da vida, porque eu mesmo só logava para participar das discussões nas centenas de comunidades que eu participava.
Enfim, a internet de hoje, além de perigosa, está também nos tornando cada vez mais burros, mais superficiais, mais deprimidos, mais preconceituosos e mais doentes. Se depender de mim, o boicote a essas pragas chamadas redes sociais já começou faz tempo. E garanto que minha vida está muito melhor sem toda aquela superexposição e depressão.
É praticamente impossível encontrar alguém cuja idade física seja idêntica à idade mental. Isso porque o desenvolvimento do corpo ocorre num compasso diferente da nossa mente. Pegue duas pessoas de 40 anos de idade, por exemplo. Uma delas viajou o mundo inteiro, conheceu várias culturas, interagiu com milhões de pessoas, fez várias faculdades, casou duas vezes, teve filhos, trabalhou em diversas áreas, leu centenas de livros e fala cinco idiomas. Muito bem. Agora pegue outra pessoa com os mesmos 40 anos de idade que passou seus últimos 20 anos preso em uma solitária. Essa segunda pessoa tem dificuldade para falar o único idioma que sabe, tem problemas para reconhecer rostos e não sabe de quase nada do mundo ao seu redor. É como se ela tivesse parado no tempo quando tinha 20 anos. Apesar de ambas pessoas citadas terem os mesmos 40 anos, a diferença de experiências vividas faz com que uma seja mentalmente muito mais "velha" que a outra. E levando isso para a humanidade como um todo, após a chegada da internet banda larga, essa diferença entre "idade vivida" e "idade aprendida" ficou ainda mais gritante. Um adolescente de 15 anos de idade hoje pode saber muito mais sobre a vida do que eu com quase 40 anos. Isso porque os jovens de hoje (geração z em diante) nasceram em um mundo onde a internet de alta velocidade já estava estabelecida. A velocidade da informação é muito maior do que era na minha época de adolescente. Ou seja: a idade cronológica não influencia tanto no nosso conhecimento.
Com relação às potencialidades físicas, pode-se dizer quase o mesmo. Isso porque apesar da idade cronológica ser um fator que limita o nosso desempenho em quase todos os esportes, ela não impede que possamos adotar um estilo de vida saudável ou bater nossos recordes pessoais. Eu, hoje, por exemplo, consigo correr e pedalar muito mais longe e mais rápido do que quando tinha 15 ou 18 anos. Depois que virei uma pessoa ativa e passei a cuidar da alimentação, tem dias que eu me sinto como se fosse um leão que voltou para reinar, é impressionante. Isso porque eu nem falei dos idosos que praticam esporte e me deixam perplexo com tanta saúde. No parque onde eu faço meus treinos de calistenia e corrida tem um senhorzinho que corre muito mais rápido que eu e já correu inúmeras maratonas. Se você vê o velhinho correndo, nossa, parece uma pessoa de 30 anos performando. E o pior é que ele não fica sequer ofegante nos treinos, mesmo correndo com máscara.
Enfim, acho que precisamos repensar sobre a (ir)relevância da nossa idade cronológica. O que vale é a nossa bagagem e o que fazemos da vida.
Da mesma forma que existe uma cruzada moralista contra a pornografia, existe também outra cruzada moralista contra outras formas de entretenimento, como é o caso do Big Brother Brasil. O que tem de gente chata, moralista e sem noção criticando o BBB todos os anos não está no gibi. Na minha opinião, perder tempo atacando o reality show é um misto de falta de assunto com falta de ter o que fazer. Se não gosta, não assista e pronto. Vai ser feliz fazendo o que você gosta. Mas até aí tudo bem, o problema é quando começa a aparecer gente assinando petição para tirar o programa do ar e sugerindo projetos de lei para proibir esse tipo de programa. Aí tenha dó...
E antes que venham me acusar de ser telespectador do programa, eu não assisto BBB. Os únicos BBBs que assisti foram os BBB 3, 4 e 5. Depois disso, não consegui mais gostar daquele programa e nunca mais assisti ou tive qualquer interesse. Só que uma coisa é não gostar, outra coisa é pagar de pseudo intelectual, dizendo por aí que o programa é tudo o que não presta. Apesar de ter minhas críticas a esse tipo de reality show, uma coisa é você criticar pontos específicos, outra coisa é entrar para a seita anti-BBB e agir de forma completamente fanática e alienada só para dizer que é "do contra". Se não gosta, beleza, mas ofender a quem assiste alegando que a pessoa é burra ou que fica mais burra com o programa é de uma diarreia mental que me dá pena. Quem assiste o BBB não quer ficar mais inteligente, quer apenas entretenimento, quer ter assunto para conversar ou simplesmente se distrair com o programa. Se você parar para pensar, até músicas, séries na Netflix e jogos de videogame também "emburrecem", já que muitos deles não ensinam nada de útil. Outra coisa que me incomoda é que muita gente que critica o BBB e que quer proibir o programa, o critica sem sequer assisti-lo. E se critica e o assiste, é um hipócrita, porque está dando audiência a um programa que diz odiar.
Enfim, se não quer nem ouvir falar do programa, bloqueia tudo ligado a ele ou ande com pessoas que não falem de BBB. Eu sei que é um saco esse monte de feeds envolvendo notícias do programa, mas tudo isso é bloqueável. Agora, vir com esse papinho de proibir, censurar e tirar do ar. Sinto muito, não vai funcionar. Aliás, isso iria incentivar mais as pessoas a assisti-lo, pois como já dizia aquele velho ditado, "tudo que é proibido é mais gostoso".
Todo dia eu agradeço a Deus – mesmo não acreditando Nele – por Ele ter me feito feio deste jeito. A minha feiura sempre me afastou das mulheres, especialmente das complicadas. Isso me salvou dos perrengues de muitos relacionamentos monogâmicos desastrosos e de mulheres difíceis de se conviver. Hoje, estou solteiro e feliz e quero morrer assim, porque ninguém merece uma pessoa insuportável, chata, ciumenta, agressiva, possessiva, vingativa, infiel, golpista, interesseira e que ainda exige fidelidade. Isso sem falar dos problemas pós separação envolvendo mentiras, pensões, guarda dos filhos e perseguições. É por isso que estilos de vida como o MGTOW têm crescido tanto por aí. O bom da vida é a gente ser livre, independente, saudável e feliz. Relacionamento desgasta, estressa, adoece e nos faz perder muita coisa
boa na vida. Se quer companhia, recomendo que tenha amizades
verdadeiras, um pet e um bom livro de cabeceira. Amor próprio também é
uma forma de amor, por isso que ter sorte no amor é saber amar a si mesmo e ser capaz de cuidar de si mesmo. E isso não vale só para homens, vale para mulheres também.
Se você é um homem feioso, pobre, sem grandes habilidades sociais e nenhuma mina dá bola para você, dê graças a Deus e saiba que você é um sortudo, um privilegiado. Esse negócio de ficar correndo atrás de mulher e se considerando um fracassado por não conseguir (incel) é uma imposição sexista que diz que todo "homem de verdade" tem que ser pegador, macho alfa, etc. Tudo bobagem. A verdadeira felicidade não mora dentro dos outros: ela mora dentro de nós mesmos.
Nós vivemos numa sociedade sexualmente frustrada e mutilada. A sexualidade é associada desde a Idade Média ao feio, ao sujo, ao pecado, ao obsceno, ao proibido. Mulheres são reprimidas ao tentarem se descobrir sexualmente. Homens são reprimidos por terem aprendido que o sexo heterossexual precisa ser falocêntrico, do contrário, a masculinidade deles estaria ameaçada. E todos juntos são reprimidos por aderirem a essa coisa antinatural chamada monogamia. Apesar de toda a liberação sexual trazida pela pílula anticoncepcional, pela necessidade do uso do preservativo para se proteger da AIDS e pelos estimulantes sexuais como as pílulas para combater a impotência sexual, a humanidade, especialmente no ocidente, ainda encara o sexo como tabu, como algo que devemos fazer escondidos entre quatro paredes – e que o ideal seria que a reprodução ocorresse de forma assexuada, como ocorreu com a Virgem Maria. Então a pornografia entra nesse contexto como uma espécie de válvula de escape. Na realidade, ela é um reflexo do tipo de sociedade que vivemos e de como nós tratamos a nossa própria sexualidade. A pornografia mainstream é uma forma de dizer que estamos todos frustrados, reprimidos, doentes e que descontamos a nossa agressividade e os nossos desejos recalcados naquilo que visualizamos nos filmes pornôs. Tanto é, por exemplo, que as categorias mais vistas nos sites adultos são de pornografia homossexual, pornografia transexual e de pessoas com corpos fora do padrão de beleza – o que explica porque vivemos numa sociedade homofóbica, transfóbica e gordofóbica.
Mas isso não é tudo. A pornografia como um todo mostra que, socialmente, o sexo tem uma íntima ligação com a violência, com a dominação e com essa verdadeira latrina que nós transformamos a nossa própria sexualidade. O filme pornográfico não mostra um universo paralelo imaginário: ele mostra o que buscamos no nosso íntimo. Buscamos extravasar nossas fantasias, buscamos alívio e uma fuga da realidade. Não é à toa que há pessoas que se viciam em pornografia e recorrem a grupos como o NoFap como saída para esse vício. As pessoas não estão buscando mais prazer, sensações sinestésicas e experiências mais profundas no sexo: elas estão buscando apenas alívio para suas tensões de forma imediata.
Livro pornográfico mais antigo do mundo.
O sexo nosso de cada dia é altamente entediante e borocoxô, especialmente quando atrelado à monogamia. Acrescente a isso o fato de que todos nós
temos sonhos, fetiches, fantasias e desejos não realizados. E a pornografia existe para
atender essa demanda, oferecendo escapismo sexual. O sexo serve, em muitos casos, como válvula de escape da própria
agressividade, porque ele acalma após o orgasmo, causa saciedade e
bem estar. Na natureza ocorrem coisas parecidas também. Os bonobos, por
exemplo, resolvem seus conflitos e tensões fazendo orgias. Só que nós não somos bonobos e continuamos a dar murro em ponta de faca. Ao invés de resolvemos os problemas sociais ligados a sexualidade, o que muitos fazem é ou se viciar na pornografia, ou atacá-la como se ela fosse o problema. Só que como eu estou cansado de dizer, pornografia não é causa: é sintoma.
Game pornográfico mais famoso do mundo.
É por isso que o entretenimento pornográfico mostra coisas tão atraentes. É o sujo, é o depravado, é o imoral, é o proibido, é a tara: tudo isso é que atrai a maior parte do público. Filme pornô educativo, bonitinho, higiênico, romântico e que mostra coisas "comuns" não vende.
Homens – que são o principal público-alvo – querem ver putaria mesmo, safadeza sem limites e sem amarras
morais. A pornografia é um escapismo sexual para nossas angústias mais íntimas. Claro que a dominação masculina como fetiche tem influência do
machismo que sempre existiu na sociedade, mas a pornografia não se limita a
isso, pois ela é muito mais abrangente que o observado no mainstream. Acusar
toda pornografia de ser sexista é ingênuo, porque desconsidera a
pornografia feminista e as incontáveis ramificações underground que
fogem desse padrão de dominação masculina.
A dendrofilia é um aspecto lúdico do escapismo sexual.
O combate sistemático que existe de grupos cristãos e feministas contra a pornografia mostra apenas que estamos tentando jogar a sujeira para debaixo do tapete. O problema não está na pornografia como muitos pensam, mas na relação nada saudável que temos com a nossa própria sexualidade. É isso que precisamos resolver antes de replicar argumentos equivocados de personalidades folclóricas como Catharine MacKinnon, Andrea Dworkin, Gail Dines ou Shelley Luben, como se eles tivessem alguma validade acadêmica ou psicossocial. O mundo não precisa de mais repressão e moralismo. O mundo precisa de mais liberdade para redescobrir e reinventar a sua sexualidade. Posso até estar equivocado em minha conclusão, mas um mundo sexualmente feliz não seria tão dependente de pornografia como é hoje.