domingo, 5 de abril de 2026

Basta de tiranos megalomaníacos no mundo


Donald Trump é um bufão de um império em decadência. É simplesmente uma piada de mau gosto que um presidente que almejava receber o prêmio Nobel da Paz esteja a brincar de reizinho do mundo de forma tão irresponsável. Primeiro, Trump taxou impunimente o mundo inteiro, causando uma bagunça desnecessária na economia global e encarecendo os produtos nos EUA. Segundo, ele ordenou o sequestro do presidente da Venezuela e deixou lá um governo refém de seus interesses para prejudicar negócios com China e Cuba. Cuba, por sua vez, além do bloqueio econômico histórico que sofre dos EUA desde os anos 1960, agora não recebe mais petróleo venezuelano e isso causou uma crise energética e humanitária sem precedentes no país caribenho a troco de nada. Logo depois, veio aquela maluquice de querer tomar a pulso a Groenlândia, causando uma crise sem precedentes dentro da Otan. Daí, sem mais e nem menos, para agradar a extrema-direita israelense, o Laranjão se junta com Netanyahu para atacar o Irã e se coloca numa sinuca de bico por não conseguir desbloquear o Estreito de Ormuz. Isso sem falar de todo aquele incidente deplorável envolvendo a polícia de imigração dentro do próprio país. 

Ou o escândalo do Epstein deve ser realmente algo muito grave a ponto de precisar de toda essa bagunça para ser abafado, ou então o desespero pelo crescimento da China diante da crise norte-americana está fazendo o narcisista da Casa Branca surtar de vez. Tudo bem que Trump é um fascista, mas até o fascismo tem seus limites de atuação. O que fica claro com toda essa porralouquice americana é que a humanidade precisa se reorganizar urgentemente para lidar com tiranos magalomaníacos e evitar que eles cheguem ao poder. Em um momento de decadência do capitalismo e com tantas armas de destruição em massa espalhadas pelo planeta Terra, não é inteligente permitir que irresponsáveis coloquem a existência da humanidade sob ameaça. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Azzurra fora da Copa do Mundo outra vez


Não sou ovo, mas confesso que fiquei chocado com a eliminação da seleção italiana de futebol na final da repescagem contra a Bósnia. Terceira Copa do Mundo seguida que a Squadra Azzurra vai ficar de fora caindo nas repescagens. Inacreditável como uma seleção tradicional e tetracampeã do mundo consegue tal façanha. É verdade que as eliminatórias europeias são mais duras que as sul-americanas para se classificar diretamente, mas isso não é desculpa para esse fiasco. É praticamente toda uma geração que fica de fora da maior disputa de futebol do mundo, sendo que essa é a maior Copa da história com 48 seleções. 

O resultado dessa lambança é que o presidente da federação italiana renunciou, Buffon, o chefe da delegação, pediu demissão e o técnico Gattuso também pulou fora. Se a federação não fechar de vez, precisará passar por uma renovação profunda. Serão agora 16 anos, no mínimo, sem ver a poderosa Itália numa Copa do Mundo. Apesar de ter achado bom por um lado ter uma tetracampeã mundial a menos para ameaçar igualar as cinco estrelas do Brasil, é muito bizarro e lamentável ver uma seleção tão importante fora de novo enquanto que outras bem mais fracas estarão na disputa. Espero, honestamente, que essa crise no futebol italiano seja resolvida e que possamos voltar a ver uma Itália competitiva novamente. 

Enfim, parabéns para a seleção da Bósnia pela classificação, porque deram a volta por cima após serem desdenhados pelos jogadores italianos depois de vencer o País de Gales e estão indo ao mundial por mérito próprio.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Por um mundo com menos ódio


Foi aprovado no Senado, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei que inclui a misoginia (crime de ódio contra as mulheres) na Lei do Racismo. Assim como já havia sido feito em 2019, quando o STF também incluiu a homofobia na mesma lei, a misoginia passará a ser punida como um crime de preconceito. A proposta segue para sanção do presidente Lula. Pois bem, sendo bem honesto, sabe o que eu achei? Uma vergonha. Isso mesmo: uma vergonha! Uma vergonha que tenham DEMORADO TANTO para incluir o ódio contra o gênero feminino como uma forma letal de preconceito. Se este PL tivesse sido criado antes, movimentos masculinistas (como o redpill) não teriam crescido tanto e a vida de centenas de mulheres podia ter sido poupada nesta verdadeira epidemia de feminicídios. Mas o que realmente me assusta nisso tudo é a reação (especialmente a masculina) na internet diante da aprovação deste PL.

Políticos bolsonaristas e da extrema-direita em geral, como bons reaças que são, reagiram com o intuito de tentar invalidar e derrubar o PL. Inclusive, tem um deputadozinho bem famoso aí (que me recuso a digitar o nome) que ganhou muita visibilidade quando chamou a aprovação deste PL de "aberração" e que vai trabalhar para derrubá-lo. Isso sem falar do esgoto a céu aberto na própria surface web que trouxe à tona milhares de homens compartilhando verborragia sexista, falácias reacionárias e muita misoginia que só reforçam a necessidade de combater a violência de gênero. Apesar de achar essa cambada de reaças um atraso civilizacional, numa coisa eu concordo com eles: é preciso ser bem específico na tipificação deste crime. Este projeto precisa ser bem claro e específico sobre o que é, do ponto de vista constitucional, a misoginia. Porque se for depender da boa vontade interpretativa de um poder judiciário formado majoritariamente por homens e que chegou ao cúmulo de aprovar como "união estável" o estupro de uma menina de 12 anos por um homem adulto, o nosso machismo estrutural vai fazer este PL parecer só mais uma "Lei para inglês ver". Sem mencionar que mesmo fora do esgoto a céu aberto das bolhas masculinistas estão aparecendo pessoas comuns (homens e mulheres) que estão sendo radicalmente contra esta mudança na lei com todo tipo de argumento, seja ele lógico ou não.


É preciso que fique claro que todo e qualquer avanço civilizacional a favor de minorias ou grupos de vulnerabilidade social precisa ser defendido para nos manter vivos como espécie neste planeta. Existem milhares de ogivas nucleares espalhadas pelo mundo prontas para serem disparadas a qualquer momento. E se os ódios e preconceitos não forem combatidos na raiz, a nossa probabilidade de sobrevivência ao longo das décadas despenca vertiginosamente, especialmente com essas crises sazonais do sistema capitalista global. É na inclusão social e na teia de proteção do Estado que essas minorias têm garantias mínimas para serem tratadas com dignidade. Fora que essa medida também ajuda a diminuir o tanto de ódio que há neste mundo. E, infelizmente, ainda existe MUITO ódio contra tudo que é feminino em pleno século 21 pelo fato deste ser um século de mudanças onde grupos oprimidos estão começando a desafiar o sistema e a conquistar seus espaços e seus direitos. Uma lei contra a misoginia tem que ser comemorada ao invés de ser combatida, porque ódio contra as mulheres é ódio contra toda a humanidade. Não há futuro em um mundo que tenta manter a violência e os privilégios de uma classe opressora através da impunidade e da falsa defesa da liberdade de expressão. 

Esta lei precisa ser sancionada e ainda assim ela não é garantia de nada. A lei contra o racismo e a homofobia está aí, mas mesmo assim, ainda há MUITO racismo e homofobia no Brasil ocorrendo impunemente. Temos que combater a violência e o preconceito não apenas na lei, mas nas nossas atitudes como cidadãos no nosso cotidiano. Temos que ensinar o respeito, o altruísmo, a empatia, a gentileza, a solidariedade, a generosidade e a inclusão aos nossos filhos. Porque é através dessas pequenas mudanças para o bem que teremos a chance de ter um mundo melhor. 

E antes que alguém diga asneiras, eu não estou apenas defendendo as mulheres. Eu estou NOS defendendo. Eu estou defendendo a mim, a você e a todos os seres humanos, porque se não fosse por uma mulher, nem eu e nem você teríamos sido gerados. E um mundo com menos ódio é um mundo com menos dor onde todos nós teremos mais chances de continuar existindo como espécie. Portanto, encerro este post parafraseando um autor desconhecido que li por aí: "Em tempos de ódio, amar é um ato revolucionário". Isso porque quem ama não perde tempo odiando ninguém. 

quinta-feira, 12 de março de 2026

O Senhor da Guerra não gosta de crianças


Quando eu digo que o capitalismo é a maior ameaça para humanidade, essa afirmação não é por alarmismo ou por paixão socialista barata. O sistema capitalista precisa de guerras para se manter existindo. Essa guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã é um exemplo clássico disso. A alegação de que o Irã está desenvolvendo armas nucleares é só uma desculpa esfarrapada da extrema-direita para manter a hegemonia do petrodólar e prejudicar a rota da seda da China com o Oriente Médio. Claro que a indústria bélica norte-americana também usa seu lobby para promover a carnificina e há a intenção em reforçar o controle da região através do protetorado americano no Oriente Médio que é o Estado de Israel. Mas o que realmente motiva tudo isso é a soberba e a ganância sem fim do maior império capitalista do mundo. Nada disso estaria acontecendo se os EUA fosse um país socialista. É por isso que sempre reafirmo que jamais haverá paz enquanto o capitalismo existir.


Deixando de lado essas justificativas estúpidas para a guerra, temos que atentar para o fato mais doloroso e ignorado nessa história que são as baixas civis. Um míssil norte-americano do tipo Tomahawk detonou uma escola no sul do Irã matando mais de 160 pessoas, sendo 110 crianças. Cento e dez crianças que morreram de forma brutal por motivações idiotas de um império em decadência. E não vai parar por aí, porque o capitalismo não gosta de paz e o Senhor da Guerra não gosta de crianças.



E depois ainda tenho que me explicar por que sou de esquerda...


domingo, 8 de março de 2026

Basta de machismo na política


Se tem uma coisa que não faz o menor sentido para mim é o apreço de uma parcela oprimida da população por seus algozes. Ontem foi divulgada mais uma pesquisa do Datafolha onde Flávio Bolsonaro aparece logo atrás do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva quase empatados tecnicamente. Eu não fiquei surpreso com esses números, mas confesso que fiquei um pouco estarrecido de saber que boa parte das intenções de voto do Flávio Bolsonaro vieram de mulheres. Ora, o senador do PL é filho de um homem que está preso por tentativa de Golpe de Estado e que sempre desdenhou as mulheres, chegando ao cúmulo de dizer que uma deputada "não merecia" ser estuprada. Sem falar de outras incalculáveis asneiras machistas ditas pelo Bolsomonstro que deixaram claríssima sua aversão grotesca por mulheres. Em contraste com as falas misóginas do mentecapto da extrema-direita, ontem, em um pronunciamento, o presidente Lula mostrou, entre outras coisas, a importância de combater a violência de gênero e de valorizar a força de trabalho das mulheres. Para mim, pelo menos, a diferença entre Lula e os Bolsonaros quando se trata de respeito às mulheres é abissal.

Enfim, a gente sabe que existe um sentimento antipetista muito forte especialmente dentro da classe média, mas considerar seriamente o voto num sujeito envolvido em vários escândalos e que é filho de um corrupto, golpista, sexista e genocida da pandemia é irracional – especialmente partindo de alguém do sexo feminino. A direita brasileira precisa se reinventar, do contrário, o Brasil será um eterno refém de políticos arruaceiros e oportunistas que surfam na onda do fascismo. O Brasil precisa de um projeto de construção, mas o fascismo tupiniquim, infelizmente, só tem projeto de destruição. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O futuro do capitalismo é totalmente cyberpunk


Quem conhece o universo distópico criado por Mike Pondsmith já entendeu que a franquia Cyberpunk trata de uma sociedade à beira do colapso devido a um capitalismo sem controle. Violência, criminalidade, drogas, vício, desigualdade, poluição, destruição da natureza, colonialismo corporativo e desesperança fazem parte de um futuro onde a tecnologia de implantes cibernéticos roubou o que restou de humanidade das pessoas. Um ultra capitalismo tecnológico com Estado mínimo onde as megacorporações fazem guerra armada entre si só mostra a monstruosidade de um mundo onde o lucro está acima de tudo. O anime Cyberpunk Edgerunners e o game Cyberpunk 2077 mostram a corrupção, a brutalidade e o fetiche pelo cromo como protagonistas da cidade de Night City. Ninguém naquela cidade é verdadeiramente livre ou feliz, porque as corporações roubaram os sonhos e as esperanças das pessoas, jogando-as num pesadelo que pode terminar a qualquer momento seja em um apocalipse tecnológico causado por IAs maléficas que estão além da Barreira Negra, ou em uma guerra nuclear entre as megacorporações armamentistas. Não há bom presságio em Night City.

Não há esperança em um mundo sem futuro.


O mais interessante é que essas semelhanças com o mundo real não são mera coincidência. Pondsmith, como gênio literário, nos apresenta uma visão do futuro de um mundo capitalista. E não há qualquer possibilidade do futuro do capitalismo ser bom, mesmo numa perspectiva otimista. Se não abrirmos os nossos olhos e lutarmos contra esse sistema, mais em breve do que imaginamos iremos entrar numa realidade igual ou pior. O que a distopia grita o tempo todo é um óbvio "não há futuro no capitalismo". Isso porque o capitalismo torna as pessoas racistas, egoístas e corruptas. O senso de coletividade neste sistema é destruído e as pessoas passam a buscar poder, status, materialismo e sucesso individual a qualquer custo. Os nossos semelhantes tornam-se degraus para serem pisados e peões para serem explorados. Somos desumanizados e vistos como meros objetos utilitários para os que almejam o poder. Só no capitalismo a ideia de que "quem não rouba é otário" pode fazer algum sentido. 

Quem não for capaz de compreender isso será como um gado feliz indo direto para o abatedouro. E quando for tarde demais lembre-se: Cyberpunk avisou...


O futuro do capitalismo é o fim de todos nós.


domingo, 8 de fevereiro de 2026

Você sabe quem realmente inventou o avião?


Em todos os lugares do mundo, exceto no Brasil, quem recebe o título pela invenção do avião são os irmãos Wilbur e Orville Wright que realizaram o primeiro voo controlado, motorizado e sustentado de um avião mais pesado que o ar em 17 de dezembro de 1903. Até aí estaria tudo bem se não fosse por um cara chamado Alberto Santos Dumont que realizou o primeiro voo sem auxílio de rampas, ventos ou catapultas em 23 de outubro de 1906. No Brasil, Santos Dumont é o pai da aviação por, entre outros argumentos, ele ter nascido no Brasil. Mas então, quem realmente inventou o avião? Irmãos Wright ou Santos Dumont? E a resposta surpreendente é: nenhum deles! Quem inventou o avião foi um gênio italiano chamado Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou, simplesmente, Leonardo da Vinci. Calma que eu explico o porquê.

O verdadeiro pai da aviação.


Quando falamos de invenção em termos acadêmicos modernos, falamos de projeto e não necessariamente de construção. Design é projeto e o designer é o profissional que realiza o projeto. E os primeiros projetos de protótipos funcionais de aeronaves foram criados por Leonardo da Vinci entre 1480 e 1505. Esses objetos voadores conhecidos como "aeroplanos" foram fruto de bastante estudo por parte de Leonardo da Vinci (especialmente na biônica e aerodinâmica das aves) e culminaram, entre diversos protótipos, no ornitóptero, que funcionava batendo as asas como os pássaros. O mais interessante é que testes práticos sérios realizados por cientistas e engenheiros no século XXI usando os projetos originais de da Vinci fizeram os protótipos voarem de verdade. Isso quer dizer então que o primeiro projeto de avião (ou aeródino) que voava de verdade foi feito no início do século XVI pelo polímata e gênio Leonardo da Vinci, e não pelos construtores dos aviões modernos quatro séculos depois. Os irmãos Wright e Santos Dumont foram geniais e modernizaram algo que já tinha sido inventado antes, realizando um voo tripulado, mas quem realmente inventou o avião primeiro foi Leonardo da Vinci.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A violência contra os animais precisa ser combatida


Nenhum animal merece sofrer. Muito menos aqueles que são incapazes de fazer qualquer mal contra alguém e que são leais e companheiros até a morte. Animais de estimação são anjos da guarda. Eles nos protegem, nos guiam, nos trazem companhia, nos ensinam a amar incondicionalmente, nos tratam como melhores amigos, nos dão carinho... Pessoas que não gostam de cães e gatos – excetuando-se por razões de traumas ou fobias – não têm ideia do quanto é linda e engrandecedora uma relação de carinho entre humanos e animais. Infelizmente, como todos já sabem, o cãozinho Orelha se despediu deste mundo de forma trágica, cruel e covarde. Mesmo que não sejam punidos, os jovens que o torturaram e tiraram a sua vida carregarão para sempre ou o remorso, ou o rótulo de covardes: de pessoas sem empatia que representam perigo para a sociedade. Não acredito na justiça humana e muito menos na "divina". Mas acho que toda ação gera uma reação e tudo que fazemos de bom ou de mau para os outros voltará para nós mesmos de alguma forma. Não estou desejando mal algum aos rapazes que cometeram tal crueldade, mas, gostando ou não, a vida costuma dar troco. Afinal, quem vai querer conviver com pessoas que espancaram brutalmente um ser indefeso? Eu poderia até apelar para o uso político do caso (como alguns colegas já fizeram na web), dizendo que Santa Catarina – estado com mais fascistas por metro quadrado do Brasil – fomenta a falta de empatia graças a extrema-direita que cresce por lá. Mas a coisa vai além. Violência contra animais é algo que ocorre diariamente em todo Brasil e não apenas em estados tomados pelo fascismo.

Na época que eu tinha redes sociais, eu me lembro que seguia uma página no Instagram que mostrava o trabalho de um grupo de voluntários que resgatava cães e gatos em situações de abandono e maus-tratos na minha cidade. E a quantidade animais que eles resgatavam vítimas de toda forma de violência era revoltante. É surreal a quantidade de animais domésticos que são torturados, espancados e assassinados de tudo quanto é jeito diariamente. Eu espero que o caso do cão Orelha sirva de símbolo na luta contra essa violência cotidiana contra os animais. É preciso ser mais duro com quem pratica essas atrocidades contra os bichos. Ainda que a maioria dessas violências seja feita por crianças e adolescentes, algo precisa ser feito. Isso porque eu nem mencionei a violência legalizada e sistematizada contra outros animais em abatedouros e frigoríficos. Aves, bovinos, suínos e peixes são mortos todos dias em condições que nem podemos imaginar. Fora outras bizarrices como brigas de galo, rinhas com cães, vaquejadas e até formas cruéis envolvendo veículos de tração animal que são casos descarados de violência que ocorrem em plena luz do dia.

Há muito o que ser feito. Espero que outros Orelhas não precisem passar por isso novamente até que algo seja feito em defesa de suas vidas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Será que o hexa vem?


Vamos lá. Sou péssimo em futurologia e um desastre em análises futebolísticas, contudo, há alguns pontos interessantes a serem observados que podem favorecer a conquista brasileira do hexacampeonato de futebol masculino em 2026. O primeiro ponto é a localização. A seleção ficará hospedada em Nova Jersey, o que vai favorecer o deslocamento com relação aos estádios e aos campos de treino em todas as etapas do torneio, evitando viagens longas e exaustivas. Para os que gostam de coincidências, o Brasil caiu no grupo C, o mesmo que esteve ao ser campeão em 2002 e também a Argentina caiu neste mesmo grupo na Copa de 2022 quando foi tricampeã. Faz também 24 anos que o Brasil ganhou o último título, assim como ocorreu entre 1970 e 1994 no México e nos Estados Unidos, respectivamente, sendo esses dois dos três países sedes da Copa de 2026. Interessante lembrar que somente a Alemanha conquistou um título nas Américas em 2014, o que mostra a dificuldade dos europeus em jogar fora da Europa. Coincidentemente, também passamos sufoco nas eliminatórias, assim como foi em 1994 e 2002 e nem éramos os maiores favoritos nessas copas. E se o Brasil for primeiro do seu grupo, dependendo do chaveamento para a segunda fase, terá a chance de só enfrentar uma seleção europeia na final – lembrando que são sempre seleções europeias que eliminam o Brasil desde 2006. Se pintar uma europeia antes, há grandes chances de ser a Inglaterra nas quartas. Mas sempre que o Brasil enfrentou a Inglaterra, foi campeão, então, creio que seja um bom negócio para nós. Sem falar que o Carlo Ancelotti é um dos treinadores mais vitoriosos da história. Será que isso tudo significa que iremos levantar o caneco? É óbvio que não.

Bom demais pra ser verdade...


Desde 2010 que a seleção brasileira não parece mais jogar como um time. Parece que somos apenas uma seleção sem entrosamento, sem patriotismo, sem aquela gana nos olhos, sem sentir orgulho de vestir a canarinha. Os nossos jogadores são bons, mas parece que a seleção se tornou algo secundário e os clubes que eles atuam é que são o mais importante. Fora que não vejo mais aquele futebol arte, do drible desconcertante, dos lances geniais... Parece que somos uma seleção europeia jogando focada em marcação e esquema tático. Por mais que seja detestado por parte da torcida, somente o Neymar ainda carrega essa "energia" da velha guarda e ele nem está mais na sua melhor forma. Daí que a gente olha para os adversários e vê que o futebol evoluiu muito no resto do mundo. Não tem mais seleção boba nesta copa. A Copa Africana das Nações mostrou que o futebol está muito nivelado tanto a nível técnico quanto a nível tático. A prova disso é que o Brasil perdeu amistosos contra Marrocos e Japão. Isso sem falar das seleções sul-americanas que nos atropelaram nas eliminatórias e na Copa América. E as europeias nem vou citar para não ressuscitar traumas do passado.

Não custa nada sonhar.


A verdade é que apesar da seleção brasileira ter sido a única a disputar todas as copas e ser a única pentacampeã, não tenho grandes esperanças no hexa. Acho que ninguém tem, na verdade. Mas ainda assim irei torcer. Um título seria muito bom para desapegar a imagem da camisa amarela dos patriotários e ajudaria a unir um pouco mais um país tão polarizado politicamente devido a crise do sistema capitalista. As novas gerações merecem ver um Brasil campeão e sentir como é bom ver o nosso país no topo do pódio mais uma vez.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Trump não é louco. É um fascista.


Achar que o presidente norte-americano Donald Trump é um louco, sociopata, infantil ou senil é bastante tentador dado seu comportamento tresloucado durante o primeiro ano de presidência. Afinal, o cara tarifou o mundo impunemente, sequestrou o presidente da Venezuela, quer tomar a Groenlândia, quer se apossar do Canal do Panamá e ameaça a soberania de aliados como o Canadá. O problema é que as ações de Donald Trump refletem o comportamento típico de um narcisista que lidera um império em declínio. A China têm crescido ano a ano e, em breve, tornar-se-á a maior potência econômica do planeta. O que resta aos EUA para atrasar a perda do posto de maior economia global é recorrer ao botão de pânico do capitalismo que é justamente o fascismo. Se os Estados Unidos não conseguirem manter a hegemonia do petrodólar, a queda do império será quase imediata. Então o que resta é apelar para invasão de países, guerras, tarifaços, golpes de Estado, chantagem econômica e encrudescer o regime no próprio país. Trump e seu governo de extrema-direita vivem sinalizando apoio indireto a grupos neonazis, contam com sua própria Gestapo (a polícia de imigração) que pratica assassinato de civis e demonstra um desapreço imensurável pela ciência e pela democracia. Todo esse método político de Trump é claramente fascista. A política imperialista do Big Stick e a reedição da Doutrina Monroe mostram que os EUA não são somente uma nação imperialista, mas que também usam o fascismo como metodologia de poder para controlar o mundo.

sábado, 17 de janeiro de 2026

O triste fim do mito fracassado

Ontem me deparei com uma postagem no Reddit que explicitava o quão patético e minúsculo está sendo o fim de Jair Messias Bolsonaro na política brasileira. E não é para menos. Ora, o "mito" atacou as urnas eletrônicas, perdeu uma reeleição mesmo roubando e com todas as vantagens, se recusou a aceitar a derrota, falhou miseravelmente em dar um golpe, foi rejeitado ao pedir ajuda do Trump, foi condenado de forma justa e mesmo tendo a chance de cumprir a pena em regime domiciliar, teve a cara de pau de violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. E agora, preso em regime fechado no complexo da Papuda, alegou tortura pelo barulho do ar-condicionado e por não ter smart TV. Tudo isso com crise de soluço. Eu diria que foi um fim justo para um palhaço fascista que foi corresponsável pela morte de centenas de milhares de brasileiros na pandemia e que afundou o país no mapa da fome. Mas o melhor de tudo foi o racha que ele causou entre seus aliados e as penalidades que o Eduardo Bananinha recebeu por desertar para os EUA para defender sanções contra o Brasil. E fechando com chave de ouro, os filmes brasileiros (Ainda Estou Aqui e Agente Secreto) que criticaram a ditadura que ele defendeu foram premiados internacionalmente.

O único ponto a lamentar é que apesar do bolsonarismo estar capengando, a extrema-direita segue firme no Brasil e no mundo. Qualquer político que flerte com autoritarismo e macarthismo vai ganhar notoriedade e votos suficientes para colocar novamente a democracia sob ameaça. Só nos resta lutar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Que 2026 seja um ano horrível para os patriotários


Quando eu digo que os reaças são os maiores inimigos do Brasil, não é exagero e nem figura de linguagem. Olhe, por exemplo, como eles reagiram à premiação do filme Agente Secreto no Globo de Ouro. Foi um festival de acusações falsas, torcida contra e análises totalmente desmioladas do filme. Não foi diferente do que aconteceu no Oscar do nosso outro filme Ainda Estou Aqui onde os mesmos reaças safados fizeram questão de torcer contra. A arte e o cinema brasileiro dando orgulho ao país e os conservas torcendo contra. Aliás, torcer contra o Brasil sempre foi o forte dessa ralé subintelectualizada que teve a cara de pau de, em pleno 7 de setembro, exibir aquela bandeira norte-americana enorme nos protestos na avenida Paulista. E quando o presidente venezuelano foi sequestrado durante aquela invasão militar ilegal do Tio Sam, fizeram questão de pedir que o mesmo ocorresse no Brasil. Tá bom ou quer mais?

Por essas e outras que ser reaça é, sobretudo, a arte de ser antipatriota. Eu sei que estou sendo repetitivo ao afirmar isso em mais uma postagem, mas é que me dá mal-estar ver esses bostões fantasiados com as cores do país bradando aos quatro ventos que são "patriotas". Não são patriotas patavinas nenhuma. São, na real, a antítese de tudo que pode ser considerado ufanista. São um bando de alienados que merecem ser chamados de patriotários.

Espero que se a seleção brasileira for campeã da Copa do Mundo, que seja com aquela camisa vermelha que eles tanto abominaram. E também com a reeleição do Lula em outubro para eles enfartarem de vez. Vai ser o maior Death Note da vida real, ahahah.

Mas papo sério agora, os verdadeiros patriotas são aqueles que apoiam uma Revolução Brasileira. Somente uma revolução brasileira nos livraria desses traidores da pátria, evitaria esses trocentos golpes de Estado que tivemos ao longo da história e nos colocaria dentro do "Clube da Bomba". Se o Brasil tivesse uma bomba atômica, eu queria ver que país se meteria a besta conosco. É por isso que a esquerda namastê precisa deixar de ser ingênua ao falar mal de um plano de revolução. A menos que queiram passar o resto da vida dialogando com fascistas e temendo golpes de Estado patrocinados pelos EUA, eu recomendo que pensem com carinho em como seria muito melhor sermos realmente uma potência. O Brasil não merece ser uma república das bananas. O Brasil merece ser o gigante que é.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Maduro não é um criminoso, mas os EUA, sim


Após dar um rolê pela internet para saber o que as pessoas estão comentando sobre o sequestro de Nicolás Maduro, confesso que fiquei decepcionado com alguns supostos progressistas. É normal e esperado que os reaças e a direita em geral estejam comemorando, mas ver gente que se diz de esquerda ou a favor da liberdade para a América Latina fazer coro com Bolsominion é algo, no mínimo, bizarro. 

Apesar do presidente Nicolás Maduro ter enfraquecido elementos do chavismo para se manter no poder, ele se opôs até o fim ao roubo do seu país pelas garras estrangeiras. Diferentemente de Rússia e China que compravam o petróleo venezuelano, o imperialismo norte-americano sempre foi obcecado por literalmente roubar os recursos naturais da Venezuela e por isso sempre financiou golpes na tentativa de controlar politicamente o país. E ninguém pode se opor ao imperialismo sem ter um pulso firme. As pessoas que acusam o Maduro de "ditador" devem se lembrar que tanto China, Rússia e Estados Unidos também são "ditaduras" se for usado o mesmo critério da "opressão". No caso norte-americano, os EUA também têm seus presos políticos, suas execuções, torturas e perseguições até hoje para manter a hegemonia do império ocidental. Não há uma democracia real nos EUA, uma vez que os governos tanto de democratas quanto de republicanos trabalham para atender aos interesses das mesmas classes dominantes do país. 

Mas o pior de tudo é a acusação totalmente desmiolada do governo Trump de que Maduro seria um "narcoterrorista". Nunca apresentaram uma prova sequer disso e mesmo que fosse verdade, isso não dá direito a país nenhum do mundo de invadir outro e depor seu chefe de Estado. Após esse incidente na Venezuela, a América Latina passou a ter o risco real de ter qualquer país dominado e invadido para ser pilhado e desestabilizado. É uma VERGONHA que a esquerda cirandeira esteja apoiando um país imperialista que deixou claro, na maior cara de pau do mundo, que agiu para roubar o petróleo venezuelano e que nos trata como colônias, como quintal, como inferiores.

Temos a obrigação moral de, no mínimo, repudiar a ação criminosa na Venezuela. Não precisamos necessariamente virar uma "colônia rebelde dos EUA", como é o caso de Cuba, nem de ter armas nucleares, como a Coreia, para se defender da tirania neocolonialista. Mas repetir como papagaios adestrados o discurso entreguista, lambe-botas e covarde da imprensa burguesa é um atestado de covardia e traição à pátria.

Esquerda cirandeira, por favor, né?


domingo, 4 de janeiro de 2026

O imperialismo ataca novamente a América do Sul


Ontem eu passei o dia inteiro longe da internet e dos canais de notícias em geral por questões de saúde. E quando retornei o contato com o mundo na manhã de hoje, a notícia do sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos militares americanos me veio como uma bomba. 

Desde o século passado que não se via uma ação militar golpista norte-americana agindo diretamente na América do Sul. A operação foi um ato ilegal, criminoso e absolutamente condenável sob todas as perspectivas. E esse repúdio não tem nada a ver com espectro político ou opinião pessoal sobre Maduro. Chefes de Estado de diversos países e cientistas políticos tanto de esquerda quanto de direita condenaram esse verdadeiro assalto à Venezuela, porque além dele violar o direito internacional, também abriu o precedente perigoso para outras ações militares na América do Sul. Basta lembrar que todos os países invadidos pelos EUA foram desestabilizados politica e economicamente. E não apenas os próprios paises invadidos sofreram com a invasão, mas toda região vizinha também. 

Ao contrário do que os ingênuos pensam, os EUA não estão defendendo democracia ou liberdade. Os oligarcas do império do norte se sentem donos do mundo e dão carta branca a si mesmos para pilhar e dominar países ricos em petróleo, minerais e terras raras. Uma invasão militar na Venezuela é, sim, um ataque contra toda a América do Sul. Qualquer um que relativize ou apoie este espetáculo golpista do governo Trump ao nosso continente está sendo cúmplice de toda a loucura imperialista que os Estados Unidos impõem ao mundo desde o século passado. Nós não podemos continuar sendo o quintal das forças imperialistas. É nessas horas que vemos quem são os verdadeiros patriotas.