terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Brasil precisa saber sobre as denúncias de Tacla Duran


O silêncio da mídia e da justiça sobre as declarações extraordinárias do advogado Tacla Duran mostra que o caso é tratado pelo sistema como algo a ser escondido e jogado para debaixo do tapete. É possível, sim, que Duran esteja mentindo em suas alegações feitas à CPI, mas como ele não foi noticiado nem para ser refutado, é de se suspeitar que tenha muito caroço nesse angu. Com esse gesto de omissão há, no mínimo, uma cumplicidade velada entre a Lava Jato e a grande imprensa corporativa. Tacla Duran não apenas falou tudo que sabia em detalhes como também trouxe provas e prints periciados do que disse. E, mesmo assim, o silêncio sepulcral da mídia corporativa sobre o caso continua, deixando no ar a sensação de que a Operação Lava Jato pode ter tomado o seu primeiro grande golpe. E o que vai acontecer agora com o futuro da Lava Jato? Deltan Dallagnol já deu a dica: "2018 será o ano da batalha final da Lava Jato". Pois é. Quem viver, verá.

A seguir, deixo dois vídeos esclarecedores sobre o caso:



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O exército russo é o mais divertido do mundo


O exército russo tem uma história muito vasta de conquistas e batalhas épicas, mas nada se compara com a habilidade musical e coreógrafa dos soldados e policiais da Terra de Putin. Os vídeos abaixo mostram que se o exército russo perde para o dos EUA em poderio bélico, ao menos ganha disparado em matéria de simpatia descontração. Saca só:










E como bônus, o exército russo tocando Lady Gaga e Gangnam Style:

domingo, 3 de dezembro de 2017

O que deu de errado com o Brasil?


Tenho visto, de uns anos para cá, o surgimento de alguns pensamentos contraditórios que jamais seriam admissíveis de se imaginar no Brasil há cerca de uma década atrás. Estão dizendo, por exemplo, que o fim dos direitos trabalhistas é bom para o trabalhador; que o fim dos direitos humanos é bom para os humanos; que o fim dos direitos dos animais é bom para os animais; que o machismo é bom para as mulheres; que o racismo é bom para os negros; que a homofobia é boa para os homossexuais; que o serviço público gratuito é ruim para os mais pobres; que entregar as nossas riquezas é um ato de patriotismo e que, ainda por cima, temos que clamar por uma "intervenção militar democrática". Esses raciocínios bizarros e paradoxais estão, infelizmente, se multiplicando mais rápido que a nossa capacidade de combatê-los. A dura verdade é que com esses pensamentos estrambólicos, torpes e estabanados, o Brasil se distancia cada vez mais das nações desenvolvidas e vai na contramão da evolução do resto do mundo. Daí eu me pergunto: o que deu de errado com o Brasil?

Tudo dentro da normalidade.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Fetiche por ditadura é doença psiquiátrica


O Brasil é mesmo um país bizarro. É um dos poucos países do mundo onde parte da sua população quer militares no poder através de uma ditadura. Não entra na minha cabeça que alguém prefira perder o direito ao voto em troca de autoritarismo e opressão. Onde já se viu algum país civilizado no mundo querer militares no poder? Vai ver se lá na Europa ou nos EUA as pessoas cogitam a possibilidade de ter milicos no poder. A função dos militares é de defesa – e não política. Colocar militares no poder é, inclusive, anticonstitucional. Além disso, os militares também são corruptos, porque a corrupção é um mal endêmico no Brasil. É preciso ser muito tapado para achar que os militares irão "eliminar" a corrupção do país. Isso é um delírio escapista de quem não conhece como o mundo real funciona. As pessoas que pedem por intervenção militar precisam ser estudas em laboratório para saber qual parte do cérebro delas parou de funcionar. Militares não são solução para porcaria nenhuma. A solução é aprender a votar direito e respeitar a democracia.

Não gostou? Então vai para a Coreia do Norte que lá tem uma ditadura sob medida para você.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Tacla Duran e o silêncio da mídia burguesa


O depoimento bomba do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran feito na CPMI da JBS não teve um segundo sequer de atenção no Jornal Nacional e foi citado de maneira quase invisível pela Folha. Entre outras denúncias graves, Tacla Duran afirmou por videoconferência, nesta quinta-feira passada (30 de novembro), que recebeu uma lista de políticos para denunciar e que o advogado Carlos Zucolotto, padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, o ofereceu um desconto de US$ 10 milhões na multa que ele pagaria à Justiça, desde que fosse fechado um acordo para que os US$ 5 milhões do valor final fossem pagos "por fora". Em outro momento do depoimento, em resposta aos questionamentos do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ele disse que Zucolotto "confirmou que tinha" proximidade com a força-tarefa da Lava Jato. Ou seja: segundo Duran, há uma indústria da delação com claro objetivo político. Isso mostra apenas o caráter imoral e golpista da Lava Jato.


Se não fosse pela mídia alternativa e pelos blogs "sujos", ninguém estaria sabendo do depoimento bombástico de Tacla Duran. Isso mostra apenas que a grande mídia burguesa – além de ser extremamente tendenciosa para os interesses das grandes corporações – omite informações importantes para seus leitores, fazendo-os de idiotas. É um escárnio total o silêncio dos grandes jornais sobre este caso. Mas enfim, o que esperar de uma emissora como a Globo que além de estar envolvida nos escândalos de propina da FIFA, ainda vazou ilegalmente (e com claras intenções golpistas) um áudio gravado (também ilegalmente) de uma presidenta da república? É como dizia Roberto Marinho: "o importante não é o que noticiamos, mas o que deixamos de noticiar".

Regulação e democratização da mídia JÁ!