terça-feira, 6 de outubro de 2026

Luto para mim é verbo


Pois é, camaradas, essas eleições de 2026 foram terríveis para a classe trabalhadora. A extrema-direita, representada majoritariamente pelo PL, ampliou ainda mais seu espaço no poder legislativo. Bufões homofóbicos como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato foram os deputados mais votados da história e o senado tem a maior bancada de extrema-direita desde a proclamação da república. E no primeiro turno para a presidência, o Bozo Júnior teve mais de 2 milhões de votos a mais que Lula. O resultado é desanimador para o campo democrático, tendo em vista que o pai do candidato do PL está preso justamente por tentativa de Golpe de Estado e sua vitória representa uma vassalagem descarada ao imperialismo de Donald Trump. 

Golpistas precisam permanecer presos.


Apesar dessa tragédia eleitoral, esse resultado acachapante da extrema-direita nas urnas não me surpreendeu. Isso porque vivemos uma era de idiocracia e alienação total da classe trabalhadora onde as Big Techs controladas pelos EUA, think tanks ultraliberais e igrejas neopentecostais trabalham incessantemente para que seus interesses econômicos se reflitam nas urnas. E tem dado certo, porque mesmo que o trabalho da esquerda seja incansável, o poder do capital sempre é maior. No fundo, ninguém que apertou 22 na urna se importa se vai ter gente catando osso no caminhão de lixo, se o quilo de feijão vai custar mais de R$ 30, se a gasolina vai disparar, se o meio ambiente será devastado, se as universidades públicas irão fechar, se os direitos trabalhistas irão de arrasta pra cima e se as minorias serão caçadas como bruxas na inquisição. Muito menos que o Flávio Rachadinha é corrupto e tem ligações com o crime organizado. Os eleitores do filho do Bolsomonstro só seguem o que o pastor manda, o que o influencer reaça vocifera nas redes sociais e o que os donos das bets praguejam por ressentimento. Às vezes, dá até vontade de ver o Rachadinha vencer mesmo só para ver esse povo sem noção trabalhar em escala 7x0, pagar mais imposto e ter tanto o SUS quanto a CLT destruídos. Isso se o PIX não for embora junto, já que o presidente fascista dos EUA não gosta nem um pouco desse meio de pagamento. Isso seria muito bom como pedagogia pelo sofrimento, mas com o nível intelectual de uma esponja do mar e com a lavagem cerebral das redes sociais, o povo vai passar décadas colocando a culpa no PT. É por isso que eu me recuso a desistir da luta.

Só a luta salva a classe trabalhadora.


Antes que essa cambada de fascistas categorize os socialistas como "organização narcoterrorista" e os Red Pills como ONG humanitária, eu vou seguir lutando para conquistar votos não para o Lula ou o PT, mas para a DEMOCRACIA. Mais uma vez, a luta será entre civilização contra barbárie, entre democracia contra despotismo miliciano-teocrático, entre trabalhismo contra rentismo parasitário, entre bem-estar social contra neoliberalismo entreguista, entre amor contra ódio... O Brasil NÃO merece esse retrocesso. Como já diziam os heróis combatentes, se eu tiver que morrer, vou morrer lutando.