terça-feira, 5 de julho de 2022

A burrice dos bolsominions é uma vergonha alheia total


É fato comprovado por pesquisas: quanto menos um bolsominion conhece da realidade, mais sabido ele se acha. Pude comprovar isso hoje ao vivo e em cores. Durante minha caminhada matinal no parque, escutei um grupo de fãs do inominável isentando-o de qualquer culpa pela situação caótica que o país está passando. Morreram brasileiros demais na pandemia? Ah, culpa do vírus e não do cara que falou: "E daí?". Os preços dos alimentos estão altos? Culpa da guerra na Ucrânia e não do plano econômica do Paulinho Guedes. O dólar está alto? Claro que a culpa é do presidente americano Joe Biden que não gosta do "mito". O litro da gasolina está muito caro? Ora, culpa do PT que "roubou" a Petrobras. Apareceram casos de corrupção no governo? Bah, isso é culpa da imprensa que está perseguindo o governo. Vários bolsonaristas foram investigados por fake news? Ora, culpa do Xandão do STF. Incrível como os caras colocavam culpa em tudo: pandemia, guerra, EUA, PT, STF, vírus, imprensa... menos no miliciano genocida. Os caras parecem que vivem num universo paralelo, presos em suas bolhas nas redes sociais.


Ainda bem que a maioria da população já caiu na real e percebeu quem é o verdadeiro responsável por toda essa merdalhada que está acontecendo no país. É por isso que tenho me esforçado para mostrar às pessoas a importância de varrer o Coiso da presidência já no primeiro turno.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Por que só os seres humanos têm alma?


Antropocentrismo: este é o motivo pelos quais os seres humanos se acham os únicos seres vivos do planeta (e até do universo) a terem uma alma. É muita arrogância achar que somente uma espécie entre bilhões de outras do planeta possui a capacidade de imortalidade ligada a um espírito imaterial. Afinal de contas, o que é que nós temos para sermos tão especiais assim? Consciência? Polegar opositor? Córtex cerebral? Linguagem? Chimpanzés têm tudo isso e eles – segundo a maioria das religiões – não têm alma. Esse nosso egocentrismo especista é apenas uma maneira delirante de nos sentirmos dominantes e especiais em relação aos outros seres vivos. 

Vale lembrar que até pouco tempo atrás algumas das maiores religiões não consideravam, por exemplo, que índios e escravos tivessem alma. Humanos pré-históricos também não tinham alma e outros hominídeos que os antecederam menos ainda. Então essa história de vida após a morte não passa de uma forma de controle social e conforto psicológico, já que ela só interessa para um grupo específico de humanos do momento presente. Como os animais, mesmo os sencientes, não possuem uma capacidade de interlocução que os coloque de igual para igual com os seres humanos, então eles são tratados por nós como sendo inferiores e desalmados. Na verdade, essa história de "alma" é mais uma questão política do que espiritual. Isso porque os animais até podem ter uma alma, mas como os humanos não têm como tirar proveito disso, então considera-se que eles não têm. Eu, como cético e ateu, acho que alma nem existe. Essas historinhas de vida após a morte, EQM, espíritos, anjos, céu e inferno não passam de folclore. Quer dizer, teoricamente, vida após a morte até pode existir, mas com certeza ela não é do jeito que as religiões preconizam. Vida após a morte estaria ligada, de um ponto de vista mais científico, a multiversos, universo cíclico, a clonagem, a criogenia e ao backup de consciência. E tudo isso inclui os animais, plantas e até micro-organismos.

Lembranças de Outra Vida: já pensou em reencarnar num cachorro?

É claro que há exceções. Existem religiões que consideram que os animais possuem alma e que nós, humanos, podemos reencarnar em outras espécies, inclusive espécies extraterrestres. É menos pior, mas continuo achando delirante, porque alma, na minha opinião, é algo tão real quanto o Coelhinho da Páscoa. Qualquer coisa que seja invisível, indetectável e intangível não deveria ser levada a sério por ninguém, especialmente por quem se considera mais inteligente que os demais animais.

domingo, 3 de julho de 2022

Deus não joga dados, mas joga videogame


Quando Albert Einstein proferiu sua célebre frase "Deus não joga dados", ele quis dizer que o universo não é aleatório ou incerto ao lidar com as probabilidades impostas pela mecânica quântica. Porém, aleatório ou não, de uma coisa eu tenho me convencido cada vez mais: de que o nosso universo se parece bastante com um ambiente simulado. Eu diria até mais: que nós podemos estar, neste exato momento, sendo NPCs de um jogo de videogame construído para entreter nossos criadores.

Afirmo que podemos estar dentro de uma simulação digital por várias razões. Para começo de conversa, o universo é estruturalmente matemático e obedece a uma série de leis fundamentais e constantes que são obrigatórias para o seu funcionamento harmônico. Um exemplo disso é o limite para a velocidade das partículas (fótons) que é a velocidade da luz. Se a velocidade da luz não tivesse um limite, nosso universo simplesmente colapsaria. Aí temos também as quatro forças fundamentais da natureza: gravidade, eletromagnetismo, força nuclear fraca e forte. Elas não são chamadas de fundamentais à toa. Sem elas, o cosmo sequer existiria como ele é e não permitiria a existência da vida. Isso sem falar da sintonia fina entre os valores das constantes fundamentais dessas forças que são determinantes para que as coisas sejam como são. Só que esses pontos mencionados não indicam, sozinhos, que o universo seja simulado, já que eu estaria apelando para uma teleologia barata para tentar provar o meu ponto de vista. O que realmente deixa as coisas suspeitas é a maneira independente com que o universo funciona – como se ele fosse uma máquina programada para obedecer a algoritmos específicos. É como se houvesse instruções típicas de computadores determinando como as coisas precisam funcionar no universo.

 

Olhando do ponto de vista quântico, há fenômenos que se assemelham muito com o famigerado comando "Crtl+Z" que há na programação. Ou seja: coisas se desfazem espontaneamente como estivessem obedecendo a um código-fonte pré-programado. Pior que isso é que usamos equações e valores fundamentais para calcular até as coisas mais simples, tais como os cálculos trigonométricos e os valores atribuídos a pi (π = 3,14159), a constante de Euler-Mascheroni (γ = 2,71828) e o número de ouro da proporção áurea (φ = 1,61803). Além disso, o fluxo em escala logarítmica como se comportam os raios cósmicos e as interações gravitacionais trazidas por buracos negros remetem a modelos que podem ser emulados em computadores. Isso porque eu nem mencionei que os nossos cinco sentidos são apenas impressões geradas por impulsos elétricos que chegam de maneira sistemática aos nossos cérebros. Essa química cerebral é algo que, diga-se de passagem, pode sofrer interferência de mecanismos eletrônicos como vimos em experimentos neurológicos tais como o Capacete de Deus ou, indo mais fundo, como a realidade simulada em filmes como The Matrix.

 

Como podemos observar, o nosso universo é estruturalmente lógico – e como todo sistema lógico, ele pode ser traduzido em código binário (bits e bytes) para transcrever suas informações. O que eu quero dizer com toda essa conversa é que, hipoteticamente, o universo pode ser algo virtual. Trocando em miúdos: nós já podemos estar em uma espécie de metaverso do futuro. E se realmente assim for, talvez Deus não seja um bom velhinho sentado em cima das nuvens, mas sim um programador que nos trata como meros avatares em seu joguinho de videogame. Já pensou?

sábado, 2 de julho de 2022

O que existia antes do Big Bang?


Uma das coisas que eu sempre me questionei é por que o universo tem exatamente 13,7 bilhões de anos. Por que ele não tem 20 bilhões, 100 bilhões ou 100 trilhões, mas exatamente esses 13,7 bilhões? O que aconteceu antes do Big Bang para que ele ocorresse naquele momento exato? É a busca por respostas como essa que a ciência se desdobra e evolui. O que sabemos hoje sobre o que podia existir antes do universo se expandir está totalmente ligado a hipóteses puramente especulativas. Isso porque, talvez, a relação de causa e efeito não existisse antes do Big Bang e as leis da física fossem bem diferentes. Temos hipóteses que vão desde o choque de branas pandimensionais até o universo cíclico onde o cosmo passa por ciclos infinitos de expansão e contração. Há também a hipótese da simulação que diz que vivemos numa espécie de The Sims (ou Spore) do futuro e que o Big Bang teria sido apenas o Big Boot desse jogo/sistema.



Enfim, o fato é que não podemos enxergar a origem do universo de forma dogmática como alguns cientistas mais céticos parecem encarar os hipotéticos eventos pré Big Bang. Dizer que não havia coisa alguma antes do Big Bang e ponto é muito vago e simplista. Afinal de contas, nada vem do nada. Isso seria o mesmo que perguntar onde é que você estava antes de ter sido concebido no útero da sua mãe e ter como resposta "não estava em lugar nenhum". Verdade que você não existia como pessoa antes de nascer, mas seus átomos e moléculas já existiam, sua mãe existia e as leis da natureza que permitiram a sua existência também já estavam aqui. Você não veio do nada. No caso do universo, talvez algum estado quântico que não obedeça as relações de causa e efeito, tais como as flutuações quânticas de vácuo, poderiam estar presentes antes do Big Bang e suas oscilações aleatórias numa escala infinita de tempo podem ter gerado o universo espontaneamente. Aliás, até hoje observamos partículas no vácuo do espaço-tempo sendo criadas e destruídas aparentemente do nada.

A singularidade que "causou" o universo antes mesmo da Era de Planck possivelmente existia de forma a armazenar toda a energia potencial que seria liberada no Big Bang. E essa energia pode ter sido liberada por eventos totalmente fora do escopo da ciência. Como é impossível acessar a informação de antes do espaço-tempo surgir, temos que deduzir as respostas através do que temos ao nosso alcance pelos olhos da ciência. Nunca é demais dizer que estamos lidando com os limites do nosso conhecimento, o que nos faz utilizar a filosofia para se questionar se a resposta para o que havia antes do Big Bang não pertence a um âmbito incognoscível à nossa superestimada mente primata. Se assim for, então talvez a resposta para essa pergunta não faça qualquer sentido lógico para nós – o que admito que seria muito frustrante. Mas, como bem digo, é ingênuo acreditar que o universo existe para ser compreendido por nós, uma vez que somos seres finitos tentando compreender a essência de algo que pode ser infinito.


Para saber mais:
BBC - Como era o universo antes do Big Bang?

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Será que vivemos numa progressão infinita de universos?


Você já se perguntou qual é a menor coisa que pode existir? E a maior estrutura que existe? Segundo as teorias científicas mais aceitas, a menor escala da física quântica é o Comprimento de Planck. Isso equivale a um comprimento 1,6 mil decilhões de vezes menor que um metro. É algo tão pequeno, mas tão pequeno, que só existe no campo da hipótese, já que nem os mais avançados aceleradores de partículas conseguiram detectar algo nessa escala. Já a maior estrutura que há no campo da hipótese é o multiverso. O nosso universo – que nós sequer podemos mensurar exatamente onde começa e onde termina – seria algo como um grão de areia nesse multiverso repleto de incontáveis universos paralelos de todo os tipos. Mas tanto a Escala de Planck quanto o multiverso podem ser apenas limites temporários dados pelo nosso atual conhecimento científico. Isso porque essa coisa que chamamos de "universo" pode se tratar meramente de uma estrutura de escala insignificante dentro de outras escalas que se estendem do infinitamente pequeno ao infinitamente gigante. Ou seja, podem existir coisas infinitas em todas as escalas, já que sempre haverá algo maior ou menor do que é descoberto. Isso pode responder o porquê de alguns dos maiores mistérios do universo, tais como o comportamento bizarro de diversas partículas subatômicas quanto a misteriosa expansão do universo causada pela energia escura.

O "perturbador" final de MIB.

Quem assistiu ao primeiro filme da série MIB - Homens de Preto deve ter ficado meio perturbado com aquele final que mostra o nosso universo como sendo uma mera bola de gude de um jogo entre extraterrestres. Mas o mais interessante é que a realidade pode não ser muito distante daquilo, uma vez que o nosso universo pode, em teoria, ser apenas um átomo de outro universo maior e este universo maior, por sua vez, pode ser um elétron de outro universo ainda maior e assim sucessivamente por todo o infinito. Talvez não exista um limite de tamanho para os universos que se sobrepõem como se fossem uma boneca matrioska cósmica sem fim. E o mesmo se aplica ao muito pequeno. Talvez existam infinitos universos com incontáveis dimensões dentro das menores partículas subatômicas conhecidas. E não importa o quão fundo nós vamos atrás do limite, porque é como procurar o fundo de um buraco sem fundo. Neste exato momento podem existir multiversos infinitos dentro dos átomos das nossas células neurais, por exemplo, sendo que em muitos desses "microuniversos" pode haver vida, incluindo vida inteligente procurando pelos limites do seu próprio universo. 

Será que vivemos num loop cósmico?

Se o universo for realmente ilimitado, isso significa que a busca pelo conhecimento nunca terá fim, não importando o quão avançada uma civilização seja. Isso quer dizer também que não há nada de especial no nosso universo, já que, neste contexto, ele surgiu por algum fenômeno atemporal de outras escalas cósmicas. Talvez alguma flutuação quântica de um microcosmos tenha gerado o nosso universo espontaneamente, assim como o nosso universo, talvez, gere outros universos paralelos ainda maiores graças à energia escura ou ao nosso poder computacional capaz de simular incontáveis universos virtuais, por exemplo. Enfim, apesar de achar essa hipótese de tudo ser infinito a mais plausível e interessante, a verdade é que, provavelmente, nunca saberemos toda a verdade.