sábado, 9 de junho de 2012

As melhores introduções do Rock brasileiro


Para uma música de rock virar lenda, ela precisa ter uma boa letra, uma batida contagiante e uma harmonia perfeita entre os instrumentos. Mas se além disso tudo a canção tiver uma bela introdução, pode ter certeza que ela tornar-se-á épica.
Nesse post eu vou listar as 10 melhores intros do rock brasileiro de acordo com os meus próprios critérios. Mas antes do Top 10, como é de praxe, farei algumas menções honrosas.

Menções honrosas:
Rubão: O Dono do Mundo (Charlie Brown Jr.)
Zé Ninguém (Biquini Cavadão)
Música Urbana (Capital Inicial)
Dezesseis (Legião Urbana)
Flores (Titãs)
Alagados (Paralamas do Sucesso)
De Música Ligeira/À Sua Maneira (Paralamas/Capital)

10º - Núcleo Base (Ira)
Essa intro caiu nessa lista mais pela beleza do que pela sua qualidade técnica. Apesar de ser bastante simples, ela consegue realçar aquele espírito de rock neoprogressivo pós-punk dos anos 80. Eu lembro que comecei a gostar do Ira graças a essa canção, que durante muito tempo foi um verdadeiro hino para mim.


9º - Tempo Perdido (Legião Urbana)
O álbum Dois da Legião Urbana foi um dos melhores da história do rock nacional. E uma das introduções mais famosas desse álbum foi a de Tempo Perdido, com uma guitarra simples, concisa e elegante. Possivelmente, esse foi o solo de entrada mais famoso da banda.


8º - Fátima (Capital Inicial)
Até hoje eu não sei explicar direito o que tem de tão fabuloso nessa intro, talvez a vocalização no estilo canto gregoriano, ou o teclado em harmonia com a guitarra, ou na bateria quase imperceptível. Só escutando para entender. Sempre senti uma coisa nostálgica e ao mesmo tempo paradoxal nessa entrada, como se fosse uma mistura de erudito com profano. E claro que eu estou falando da versão estúdio gravada nos anos 80, porque na versão acústica, a pobreza de recursos sonoros torna a intro quase irreconhecível.


7º - Andrea Doria (Legião Urbana)
Um dos solos mais belos, originais e bem trabalhados do nosso rock. Suave, harmonioso, um tanto exótico e caprichado nos detalhes. Uma verdadeira obra de arte do álbum Dois da Legião, que foi o mais forte instrumentalmente falando da banda.


6º - Lágrimas e Chuva (Kid Abelha)
Uma das introduções mais clássicas do rock nacional usa e abusa dos metais em harmonia com uma guitarra instigante. Adicione a isso uma bateria que entra com perfeição junto com uma batida dançante e temos uma obra prima do rock. Antes que alguém estranhe, estou falando da versão estúdio gravada em 1985 - e não da versão acústica.


5º - O Ponteiro Tá Subindo (Camisa de Vênus)
Se alguém duvida que em 5 segundos seja impossível criar um dos solos mais animais do nosso rock, ah, meu amigo, você precisa escutar essa introdução! E escute também a música inteira, garanto que você não vai se arrepender.


4º - Mundo Animal (Mamonas Assassinas)
Falando em solo animal, o riff de abertura dessa canção é suficiente para levantar qualquer plateia num show de heavy metal. Apesar desse solo ser fruto de uma das infindáveis paródias imitativas que os Mamonas criaram, o peso dessa guitarra descabela qualquer um.


3º - 1406 (Mamonas Assassinas)
Apesar de ser uma banda que não se levava a sério, a introdução de algumas músicas dos Mamonas era simplesmente incrível. A abertura no contrabaixo da 1406 (que é uma paródia de uma canção do Red Hot Chili Peppers) é imitada até hoje por quem está começando a tocar contrabaixo, tamanha a fama que esse solo ganhou. E a guitarra e a bateria também dão show aqui.


2º - Popozuda Rock n Roll (DeFalla)
Antes que alguém que me chame de funkeiro enrustido, digo logo: odeio música funk. Mas essa intro faz uma fusão tão espetacular entre hard rock e funk, que não dá para ficar indiferente. A intro lembra bastante aqueles riffs pesadões do AC/DC com uma batida totalmente dançante. Essa canção, estranhamente, fez mais sucesso fora do Brasil do que por aqui.


1º - Homem Primata (Titãs)
Essa é de longe a melhor introdução entre todas as músicas de rock que escutei no Brasil. Desde a entrada mítica no contrabaixo até a guitarra inquietante, o solo de abertura dessa música é simplesmente perfeito.


Gostou da lista? Tem outra no link abaixo, só que são as dez melhores intros do rock internacional.
As 10 melhores introduções do Rock Interncaional

6 comentários:

  1. Menção honrosa para Paralamas e Charlie Brown jr.
    Excelente seleção.
    Bjos

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    1. Tantos os Paralamas quanto o Charlie Brown Jr possuem outras músicas excelentes que eu vou colocar numa lista especial falando sobre os melhores solos de guitarra e também na categoria MPB.

      Brigadim e Bjos.

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  2. Tem umas coisas engraçadas sobre música; o Paralamas foi vendido como sendo rock nacional, e nunca passou de uma banda de Ska, o mesmo se pode dizer da Legião, que se não era Ska, tampouco era rock.

    Recentemente adquiri um DVD "corsário" do Led Zeppelin, e fiquei surpreso ao ver que minha banda favorita transitava pelo heavy metal, progressivo e rock'n roll com a mesma desenvoltura. Não é a toa que dizem que a banda é o elo perdido entre essas categorias musicais.

    Fui fã da Blitz; na efervescência musical dos anos 80 tínhamos um leque de opções maior. Depois de 10 anos de bunda do Tchan, restou pouca vida musical inteligente no país, graças a deus (rss) que os Mamonas foram "precocemente" arrebatados, mas parece que a gente está se recuperando afinal.

    Abraço.

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    1. Verdade, a Legião e os Paralamas eram uma mistura de um negócio meio pop com Ska. Exceto uma ou outra canção, essas duas bandas e muitas outras vindas da geração de 80 tocavam um rock mais 'light'.

      Putz, mas falar do Zeppelin num post sobre rock nacional já é covardia, hein? rss) Só o Jimmy Page já valia por uma banda inteira. Apesar do Zeppelin ser taxado de 'hard rock' pelo público mais leigo, a banda era uma salada de estilos que misturava o vocal estérico do Plant com a guitarra nua e crua do Page.

      Só discordo no que diz respeito a estarmos nos recuperando, porque com tantos "Eu quero tchus e quero tchas" tocando no país inteiro exaustivamente, resta-nos apenas tocar um tango argentino...

      Abraço.

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  3. Eu citaria as guitarras muito bem gravadas de Pátria Amada do grupo Inocentes e o baixo invocado de Vitrine Viva do Ira! como excelentes introduções.
    Abraço

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    1. Sabe, Janerson, a década de 80 foi a década de ouro para o rock nacional. Além dessas belas músicas que você citou, tivemos um comprometimento maior com a música como arte. E olhe que nos anos 80 tivemos muitas bandas boas que não tiveram maior destaque - diferentemente dos dias atuais, onde quase não há uma preocupação estética com as canções.

      Valeu pela participação. Abraço.

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