terça-feira, 8 de outubro de 2013

Filósofos machistas


Para grande parte dos filósofos, antigos ou não, faltava razão à mulher ou, na melhor das hipóteses, consideravam que elas possuíam um raciocínio inferior. Para os monges ocidentais, por exemplo, a figura feminina representava um constante risco a ser evitado; a personificação do próprio diabo. Talvez por isso mesmo que tantos absurdos tenham sido ditos sobre as mulheres até os dias atuais. Eis alguns exemplos:

“A mulher é um homem incompleto; um homem castrado." (Aristóteles)

“A mulher é um ser de cabelos longos e pensamentos curtos.” (Schopenhauer)

“Existe um princípio bom que gerou a ordem, a luz e o homem; há um princípio mau que gerou o caos, as trevas e a mulher.” (Pitágoras)

"O fato das mulheres se destacarem na história por sua capacidade intelectual não era um fator suficiente para serem reconhecidas. Para isto teriam que ser homens.” (Kant)

"A mulher foi moldada a partir das costelas de um homem." (São Tomás de Aquino)

"Deus criou a mulher de uma costela, de um osso torto. Se procurares endireitá-la, quebrará. Tenham pois paciência com as mulheres." (Maomé)

"Aconselhava-os a levar chicotes quando fossem com elas." (Nietzsche)

"A mulher foi o segundo erro de Deus." (Nietzsche)

"As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física." (Nietzsche)

"Dizia querer escrever de modo tão claro que até as mulheres o compreendessem." (Descartes)

“A inteligência da mulher é mais simples e elementar que a dos homens, mantém-se perpetuamente na infância; ela é incapaz de ver tudo que é exterior ao mundo fechado da domesticidade que a natureza lhe legou.” (Rosseau)

"Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem." (Sócrates)

"Fragilidade, o teu nome é mulher!" (Shakespeare)

"Eu não digo que toda mulher gosta de apanhar. Só as normais. As neuróticas reagem." (Nelson Rodrigues)

"O melhor movimento feminino ainda é o dos quadris." (Millôr Fernandes)


"A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem." (John Lennon)

PS: Não sei de que contexto a última frase de Lennon foi tirada. Ela pode ter sido apenas uma referência ao que o machismo faz com as mulheres, como crítica. 

 
Acho que comecei a entender porque existem tantas feministas radicais... Se até eu que sou homem acho essas frases uma fossa de misoginia, imagine uma mulher que sofre até os dias atuais com machismo, slut-shaming, assédios e outros absurdos. Sorte que o machismo está com os dias contados.

domingo, 6 de outubro de 2013

Casa ou apartamento: qual vale mais a pena morar?


Se tem uma dúvida que é muito comum para a maioria das pessoas que pretende comprar ou alugar um imóvel, esta dúvida é aquele velho dilema: casa ou apartamento, o que é melhor para mim e para a minha família?

Existem diversas variáveis para decidir sobre qual é o tipo de imóvel ideal para se morar. Entre as principais variáveis estão:
 
1- O número de pessoas que vai morar no imóvel.
2- O estilo de vida das pessoas (se viaja muito, se é mais caseira, etc).
3- A faixa etária e as limitações físicas das pessoas.
4- O tempo que a pessoa pretende morar no lugar.
5- A renda de quem pretende comprar ou alugar o imóvel.
6- Se a pessoa gosta de animais de estimação e de plantas.

É importante colocar essas variáveis pelo fato delas influenciarem diretamente nos gastos e nas necessidades do morador. Outro fator importante é a localização do imóvel. O bairro escolhido, a proximidade com o comércio, a proximidade com o trabalho, a oferta de transportes, se é mais urbano ou mais rural: tudo isso influencia bastante na decisão.

Antes de prosseguir, eu gostaria que ficasse claro que eu não sou nenhum especialista no assunto, não sou arquiteto e nem corretor: sou apenas alguém que quer servir de conselheiro ou de guia para ajudar na melhor escolha possível. Não quero que usem as minhas palavras como verdade absoluta, portanto, procure se informar através de mais fontes e converse com mais pessoas para que você possa fazer a escolha certa de acordo com o seu perfil.

Condomínio horizontal: uma alternativa híbrida

Tipos de imóveis
Um fator importante antes de pensar em se mudar é o seu poder aquisitivo. Quem possui uma renda relativamente baixa provavelmente vai ter mais dificuldades para morar num condomínio pelo fato dele costumar sair mais caro. As taxas de condomínio geralmente são altas por incluírem manutenção, reformas, salários de funcionários, despesas gerais, contratos, impostos, etc. Enquanto que em casa você passa a ser o responsável direto pela manutenção do jardim e da calçada, podendo controlar melhor os gastos e reduzi-los.
O foco desta postagem está em casa e apartamento, mas além deles existem também os conjuntos residenciais, habitações públicas e imóveis coletivos. Veja mais sobre cada um deles:

Casa
Tipo de residência térrea ou com até dois andares cuja área pertence a um proprietário. Pode possuir quintal ou não. Sua grande vantagem é customização e a variedade de construções e formas, além da liberdade e privacidade.


Edifício (apartamento)
É um condomínio formado geralmente por prédios acima de quatro andares onde cada apartamento pertence a um proprietário. A vantagem deste tipo de imóvel é a segurança e a praticidade.


Conjunto residencial (conjunto habitacional vertical)
Trata-se de um grande conjunto de apartamentos pequenos formando diversos blocos. É uma alternativa mais econômica e popular em relação aos condomínios tradicionais.


Condomínios horizontais
É um conjunto residencial formado apenas por casas, onde os vizinhos não ficam tão próximos. Traz a privacidade das casas e a segurança dos apartamentos ao mesmo tempo. Mas os gastos são dobrados por haver a taxa de condomínio e também a manutenção da casa.


Imóveis coletivos
São casas ou apartamentos compartilhados por vários donos ou inquilinos. Também entram nesta categoria casas de estudantes e outras moradias coletivas.


Habitações públicas
Habitação pertencente ao governo que é dada ou financiada para pessoas de baixa renda como forma de reduzir o número de construções irregulares. É muito similar a um conjunto habitacional, porém, menor e mais simples.

Casas podem ser adaptadas para economizar luz e água

Vantagens e desvantagens
Para responder melhor a pergunta do título deste post, eu resolvi avaliar diversos problemas, vantagens e situações para depois indicar o tipo de morador mais adequado para cada imóvel.

Ratos, baratas e outras pragas
Quem mora em casa térrea certamente deve ter sérios problemas com ratos, baratas, escorpiões, cupins, pernilongos, besouros, rãs, sapos, cobras, gambás e até animais silvestres. Se você não gosta desses bichos e não quer ter problemas com eles, mantenha-se o mais longe possível do térreo. Apartamentos costumam manter as pessoas mais distantes desses bichos, especialmente os andares mais altos. E se você quiser morar em casa e também não gosta desses 'invasores', então procure uma área urbana longe de matas, onde esses animais aparecem um pouco menos.

Esmolés e pedintes
Quem mora em casa, especialmente as que possuem muro baixo e fácil acesso, certamente vai sofrer com este problema. Ajudar as pessoas necessitadas é sempre um gesto bonito, mas no caso de pedintes, isso foge do nosso controle, pois tem gente que faz do ato de pedir esmolas uma verdadeira profissão. Tem também muitos vigaristas que se fingem de cegos, surdos e doentes para te incomodar. Não é sempre que temos dinheiro para dar ou paciência para interromper os nossos afazeres e ir atender os pedintes. Se o que você quer é descanso, apartamentos costumam ser a melhor escolha para evitar pedintes.

Manutenção
Cuidar do jardim, consertar a goteira, cuidar da calçada, do muro e da grama só é interessante se você realmente amar muito tudo isso. Mas se você é daqueles que têm preguiça ou não tem tempo para isso, evite morar em casa – exceto que você esteja disposto a pagar jardineiros e empregados para este fim. Já em apartamentos, você estará livre disso, mas vai ter que desembolsar mais caro para pagar o condomínio.

Gastos com manutenção
No apartamento, todas as taxas são diluídas pelos moradores e, como consequência, o valor com a manutenção diminui. Já na casa, todos os custos para manter a pintura, a estrutura perfeita, o jardim bonito, a piscina limpa e outros itens recaem sobre o proprietário, o que acaba elevando os gastos.

Privacidade
Para quem gosta de ter mais privacidade, seja para mergulhar na piscina ou para fazer uma festinha com os amigos, casa é a melhor opção. A exceção fica por conta de casas com muros baixos ou que fiquem próximas a edifícios.

Liberdade
Quem mora em apartamento sabe o saco que é ter que obedecer as regras do condomínio, ir a reuniões de condomínio, eleger síndico e ter a falta de liberdade para escolher onde vai deixar o carro na garagem. Neste aspecto, casa é a melhor opção, sem dúvida.

Segurança
Os conjuntos habitacionais são de longe os mais seguros devido a enorme quantidade de apartamentos e pelo fato de ser um espaço fechado. Apartamentos e condomínios também transmitem mais segurança por serem um conjunto fechado e mais focado na segurança. O pior neste quesito é, sem dúvida, a casa. Em casa há a preocupação constante com ladrões, invasores, assaltantes, pessoas que pulam o muro, etc. É preciso, neste caso, investir alto em segurança, ter bons cães de guarda, contratar vigias, instalar cercas elétricas, usar câmeras de monitoramento e reforçar tudo com grades e cadeados.

Espaço para as crianças
Há algumas décadas atrás, apartamentos eram impensáveis para quem gostaria de ter filhos, uma vez que a falta de espaço era estressante e limitadora para muitas crianças. Mas atualmente, especialmente nos grandes centros urbanos, viver em condomínios ou em conjuntos habitacionais é a melhor opção para as crianças, porque permitem uma maior socialização e possuem espaços feitos só para elas, tais como parquinhos, salões de jogos, quadras, piscinas, etc. Por causa da violência, hoje as crianças dificilmente brincam na rua e têm poucas chances de conhecer outras crianças no bairro, dificultando a socialização. Então apartamentos com áreas de lazer amplas costumam ser a melhor opção.

Enchentes
Este é um problema quase 100% exclusivo de quem mora em casa. Morar em apartamentos acima do primeiro andar te deixam praticamente imune a ter o desgosto de ter a água suja invadindo a sua casa e destruindo os seus móveis e eletrodomésticos.

Incêndios
As chances de ocorrer um incêndio são praticamente as mesmas tanto em casas quanto em apartamentos. Mas apartamentos costumam ser mais perigosos porque um incêndio se espalha mais rápido e também é mais difícil de escapar, principalmente em andares mais altos.

Animais domésticos
Para quem gosta de animais, casa é disparada a melhor opção. Dependendo do tamanho do quintal, é possível criar animais de maior porte. Mas para quem não gosta de animais de estimação, não pode criá-los ou detesta o barulho e a sujeira que eles fazem, apartamento é a opção ideal.

Plantas
Mais uma vez casa é a opção ideal para quem gosta de plantar e cultivar espécies vegetais. Algumas plantas ornamentais de pequeno porte podem ser cultivados em apartamentos dentro de potes e próximos de onde haja sol, mas árvores e plantas frutíferas praticamente só têm como ser plantadas em um quintal relativamente espaçoso.

Falta de luz e de água
Condomínios mais completos costumam ter um gerador próprio, fato que evita aborrecimentos quando falta energia elétrica. O mesmo ocorre com relação à água encanada. Existem cidades onde o fornecimento de água é irregular ou então vive sendo cortado para consertos e reparos em tubulações, obrigando os moradores a guardarem água em caixas d'água e baldes. A solução é morar num condomínio que ofereça isso de forma privada ou que tenha poços. Em casa isso é possível mas pode acabar saindo mais caro porque toda a despesa cai sobre o proprietário sozinho.

Objetos atirados no quintal
Eu sei que é absurdo, mas tem muita gente sem noção por aí que se diverte jogando lixo na casa dos outros. Se você mora em casa e não possui muro alto, é bem provável que um dia se aborreça por causa disso.

Tempo para sair de casa
Se por um lado morar em apartamento é ruim devido ao tempo que se espera o elevador, morar em casa pode te custar alguns minutos a mais para poder fechar a casa inteira, ativar equipamentos de segurança, soltar o cão vigia, etc. Depende de cada caso.

Ventilação
Para quem vive em regiões quentes, a ventilação é algo bastante desejável. Apartamentos, em geral, são melhores neste aspecto, especialmente os mais altos. Casas também podem ser bem ventiladas, principalmente as que ficam à beira mar ou em locais altos.

Vista panorâmica
Semelhante ao item anterior, apartamentos altos são a melhor opção, mas também costumam ser mais caros.

Acúmulo de sujeira
Quanto mais próximo do solo, mais poeira e sujeira vão se acumular dentro da sua casa. E se a sua casa estiver em alguma rua não asfaltada, pior ainda. Neste quesito, edifícios são a melhor escolha.

Barulhos de vizinhos
Geralmente, por estarem mais próximos, os apartamentos costumam trazer mais problemas com relação a barulhos, especialmente em épocas de mudança ou reforma. Mas mesmo em casas distantes é possível ser incomodado por música alta, alarmes de carros, latidos de cachorro e até brigas de vizinhos.

Apesar de não ter condomínio, casas costumam sair mais caras

Conclusão:
Escolha morar em casa se você:
-Tiver uma família grande
-Gostar de animais de estimação
-Gostar de plantas e de cuidar do jardim
-Tiver tempo livre para cuidar da manutenção da casa
-Preferir privacidade a segurança
-For caseiro

Escolha morar em apartamento se você:
-Quiser morar sozinho
-Quiser ter maior interação social com os vizinhos
-Preferir segurança a privacidade
-Viajar muito

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A Baía de Guanabara pede socorro

A Baía de Guanabara que as pessoas fingem não existir

A maioria das pessoas, mesmo que nunca tenha ido ao Rio de Janeiro, certamente já deve ter visto em fotografias ou pelo menos ouvido falar na Baía de Guanabara. Esta baía, que engloba toda a região metropolitana do Rio e alguns municípios próximos, só perde em fama e em tamanho para a Baía de Todos-os-Santos, em Salvador (e talvez também para a Baía da Ilha Grande, também no RJ). Uma baía, para quem não sabe, é uma porção de mar ou oceano rodeada por terra por onde o mar avança para o interior do continente, formando uma reentrância na costa. No caso da Baía de Guanabara, apesar da sua relevância histórica e do seu apelo turístico, ela se transformou num verdadeiro lixão aquático. O problema da poluição nessa baía tomou proporções tão graves que todo o ecossistema em seu entorno está ameaçado, desde de espécies que sumiram da região até a destruição da vegetação costeira. Além da longa lista de problemas ambientais, temos também impactos negativos na economia, no turismo, no lazer e no dia a dia dos habitantes. Vai ser necessário um grande esforço coletivo para reduzir a poluição de um dos maiores cartões postais da Cidade Maravilhosa.

Vista panorâmica da Baía de Guanabara

Um pouco sobre a Baía de Guanabara

História
Mapa do século 16
Habitada pelos índios temiminós, a Baía de Guanabara foi descoberta pela expedição exploradora portuguesa em 1 de Janeiro de 1502. Os portugueses a confundiram com a foz de um grande rio, ao qual denominaram "Rio de Janeiro", por ter sido descoberto no mês de janeiro. Os indígenas locais, entretanto, tinham já uma designação tupi para a mesma: Iguaá-Mbara (iguaá = enseada do rio, e mbará = mar), ou então guana ("seio") bara ("mar"), "mar do seio", em referência a seu formato arredondado e à fartura de pesca que proporcionava.

Características
Entrada da baía
A Baía de Guanabara é geograficamente resultante de uma depressão tectônica formada no Cenozoico, entre dois blocos de falha geológica: a chamada Serra dos Órgãos e diversos maciços costeiros, menores. A baía também possui mais de 20 ilhas e ilhotas, entre elas, as famosas Ilha do Governador, Ilha de Paquetá, Ilha Fiscal e a Cidade Universitária (que comporta parte da UFRJ).

Transportes
Estação das barcas no Rio
Além da famosa Ponte Rio-Niterói, que é a ponte mais extensa do país com seus mais de 13km de extensão, temos também diversas embarcações, entre elas as barcas, lanchas, catamarãs e bateau mouches que servem tanto a turistas quanto a moradores. Também podemos incluir aí os dois aeroportos, o Santos Dumont e o Tom Jobim (Galeão) que ficam também nesta baía.

Fonte: Wikipedia

Baía de Guanabara vista de um satélite

Poluição sem fim
O maior problema da Baía de Guanabara é, de longe, a sua poluição criminosa. Alguns gaiatos chegaram a apelidá-la de "Bacia de Guanabara" por conta do descaso com a questão ambiental e do mau cheiro.
Segundo a Wikipedia, cerca de 400 indústrias são responsáveis pelo lançamento de quantidades expressivas de poluentes na Baía de Guanabara e nos rios da sua bacia, incluindo aí resíduos orgânicos, esgoto doméstico e até metais pesados como chumbo e mercúrio (isso sem incluir os vazamentos de óleo). Uma estimativa é que atualmente são despejados por segundo cerca de 18 mil litros de esgoto sem tratamento na baía. Como se não bastasse o despejo irregular de esgoto, atualmente a baía recebe mais de 1000 toneladas de resíduos sólidos por dia. Em outras palavras, flutua na baía lixo urbano, que vai desde garrafas PET e pneus até móveis e eletrodomésticos. Essa poluição mórbida trouxe a extinção de diversas espécies de animais que habitavam a baía e praticamente impossibilitou banhos de mar nas suas mais de 50 praias, entre elas as famigeradas praias de Botafogo, do Flamengo e a de Ramos. No caso da Praia de Ramos, foi necessário que em 2001 o Governo do Estado tivesse criado o Piscinão de Ramos para atender a população da Zona Norte e da Baixada Fluminense, já que a água da praia é praticamente inacessível devido ao excesso de sujeira.

Piscinão de Ramos: alternativa à praia

Existem dezenas de espécies botânicas, zoológicas e ictiológicas que habitam ou procuram a baía de Guanabara para se alimentar ou se reproduzir, tais como golfinhos, tartarugas-marinhas, bagres e sardinhas. Muitas dessas espécies que fazem parte do ecossistema da baía acabaram sumindo ou morrendo, o que afeta diretamente os pescadores, os manguezais e todo o equilíbrio ecológico.
Todo mundo sabe que o Rio de Janeiro é uma cidade cheia de problemas, mas a poluição que a cidade enfrenta está trazendo o risco de piorar ainda mais as coisas, já que afeta a qualidade de vida dos seus habitantes e afasta os turistas. Deixar de cuidar dos aspectos ambientais não é apenas um descaso ecológico: é perda de dinheiro e de tempo também. Já passou da hora de reunirem esforços para acabar com essa pouca vergonha. O problema é monstruoso, por isso certamente vai levar décadas para consertar. Mas o que não podemos é tratar com desdém esse problema que é de todos.

Mais informações em:
Baía de Guanabara continua poluída depois de 20 anos de investimento
10 anos depois do acidente, Baía de Guanabara continua poluída

domingo, 29 de setembro de 2013

As pontes mais famosas do Brasil

Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros: uma das mais belas do país


Ponte Rio-Niterói (Ponte Presidente Costa e Silva) - Baía de Guanabara-RJ


Ponte Octávio Frias de Oliveira (Ponte Estaiada) - São Paulo-SP


Ponte de Todos - Newton Navarro - Natal-RN


Ponte Juscelino Kubitschek - Brasília-DF


Terceira Ponte de Vitória - Baía de Vitória-ES 


Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros - Aracaju-SE


Ponte Rio Negro - Manaus/Iranduba-AM


Ponte Estaiada da Alça Viária do Pará - Belém-PA


Ponte de Porto de Alencastro - Paranaíba-MS


Ponte da Boa Vista - Recife-PE


Ponte Hercílio Luz - Florianópolis-SC


Ponte Internacional da Amizade - Foz do Iguaçu-PR/Paraguai 


Ponte Presidente Dutra (Rio São Francisco) - Juazeiro-BA/Petrolina-PE


Ponte Estaiada João Isidoro França - Teresina-PI


Ponte Ernesto Dornelles (Rio das Antas) -  Bento Gonçalves/Veranópolis-RS


Ponte do Guaíba - Porto Alegre-RS

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Violência doméstica contra o homem


Alguém pode estar estranhando o título desta postagem e pensando algo do tipo: "Como assim violência contra o homem?", ou: "Mas não são sempre os homens que agridem as mulheres?", ou ainda: "Ah, mas os homens que apanham das mulheres são minoria". Pois bem, se você, caro(a) leitor(a) possui algum tabu sexista ou algum preconceito baseado em gênero, acho bom rever os seus conceitos antes de começar a ler esta postagem. O que vou mostrar agora é um conjunto de evidências que desmentem o mito de que apenas os homens são agressivos e violentos. Mulheres podem ser tão agressivas e perigosas quanto qualquer homem, especialmente em uniões "estáveis".

O mito da testosterona
Haja testosterona...
Existe um argumento "biológico" muito usado em debates para tentar explicar o alto número de mulheres que sofrem agressões físicas dos seus maridos. Este argumento nada mais é que a maior presença de testosterona no organismo masculino em comparação com o feminino. É verdade que a testosterona é um hormônio responsável pela libido, pela agressividade e pelo crescimento da massa muscular – porém, a quantidade de testosterona não define se alguém será agressivo ou não. A agressividade é construída por uma penca de influências que vão desde a herança genética, passando pelo estado emocional e indo até o ambiente em que o indivíduo vive. Apesar de possuírem menos testosterona em seu organismo, as mulheres também são mais sensíveis às variações deste hormônio. Uma dose idêntica de testosterona aplicada em homens e mulheres causa efeitos diferentes. Isso é notável em pessoas que fazem reposição hormonal. É muito comum mulheres se sentirem muito mais agressivas e dispostas fisicamente que os homens após receber doses iguais deste hormônio (coisa que ocorre muito, por exemplo, nos esportes em casos de doping). Isso destrói o mito de que ter mais testosterona torna os homens mais agressivos. Portanto, a violência é inerente a todos os seres humanos, independente de sexo.

"Nosso código genético carrega instintos egoístas e agressivos que foram vantagens necessárias para a sobrevivência no passado." 
(Stephen Hawking)

Elize Matsunaga: mulheres também matam

A parcialidade dos números da violência doméstica
Isso não é engraçado
Em um dia qualquer, eu estava lendo em um famoso blog feminista que a violência doméstica só ocorre de homens contra mulheres, porque o contrário não seria possível, já que a mulher é mais fraca fisicamente que o homem (ideia do sexo frágil). Segundo essa inferência, um soco ou um chute de uma mulher não são tão fortes a ponto de machucar um homem. Ok, eu vou considerar que isso é uma generalização positiva, afinal, de fato, a maioria dos homens é fisicamente mais forte que as mulheres. Porém, a maioria das agressões domésticas das mulheres contra os homens não são através de socos ou pontapés, como algumas pessoas sugerem. Na maioria dos casos, as mulheres usam instrumentos cortantes (facas, talheres e facões), arremessam objetos (copos de vidro, ferro de passar roupa quente, cinzeiros, vasos de porcelana, louças) e usam utensílios domésticos para golpear seus companheiros (garrafas, vassouras, panelas). E para piorar, grande parte dos homens que sofrem agressões de suas companheiras não denunciam por medo do ridículo, já que somos condicionados a ver o homem como o "sexo forte". Fora que o homem que apanha de mulher é "covarde", "frouxo" e vira motivo de piada na delegacia. Adicione a isso o fato de que muitos homens não reagem à violência da mulher justamente porque eles sabem que vão perder a razão se forem enquadrados na Lei Maria da Penha. Isso sem falar nas mulheres que agridem verbalmente e que destroem objetos ou utensílios (automóveis, computadores, celulares) dos maridos. A psicóloga Simone Alvim, que pesquisa sobre este tema, aborda o assunto em detalhes no vídeo abaixo. O vídeo é longo, mas vale a pena conferir:



Outro problema é a manipulação de números com relação à violência doméstica. Muitos casos de agressões são omitidos e acabam se contradizendo nas próprias estatísticas. O vlogueiro Clarion de Laffalot mostra esse aspecto em um de seus vídeos:



Ainda sobre os números envolvendo violência contra o homem, em uma pesquisa feita em oito países europeus, apenas em Portugal a violência sobre mulheres é sempre maior. Outra pesquisa realizada pela Unifest aponta que as mulheres são mais agentes de casos de violência doméstica do que vítimas. Os links dessas notícias seguem abaixo:
Violência doméstica sobre homens revelada em estudo
Mulheres agridem mais do que homens, diz estudo

Que lei protege os homens da violência doméstica?

Justiça sem sexismo
Existe muita parcialidade em pesquisas sobre a violência doméstica, por isso mesmo que estatísticas neste sentido não são confiáveis. É por esta razão que as leis deveriam ser iguais para todos. Quero que fique bem claro que eu não sou contra a Lei Maria da Penha, muito pelo contrário – eu sou a favor do fim de qualquer tipo de violência doméstica. Mas para isso é preciso combater a parcialidade e o sexismo nas leis para que TODAS as pessoas estejam protegidas contra a violência. A Lei Maria da Penha, apesar do sua importância fundamental, é uma lei parcial, pois foca apenas nos casos de violência do homem contra a mulher, quando, na verdade, deveria abranger violência doméstica de qualquer tipo (casais homossexuais que o digam). Se houver discordância com relação a isso, há um vídeo do vlogueiro Bernardo (abaixo) citando um exemplo onde tanto a Delegacia da Mulher quanto a Lei Maria da Penha desconsideraram o sofrimento de uma mulher que era agredida por sua companheira:




E há outro vídeo do Clarion mostrando a parcialidade da Lei Maria da Penha:



Creio que deveria existir uma Delegacia da Família (ao invés de apenas delegacia da mulher) e uma lei imparcial que condenasse a violência doméstica vinda tanto de homens quanto de mulheres (incluindo casais héteros e homos). Quem se posiciona contra isso está apenas dando munição para blogs misóginos atacarem as feministas. Homens e mulheres não podem se enxergar como inimigos e lutar para ver quem tem mais direitos que o outro. Isso não apenas é infantil, como acaba alimentando a uma guerrinha desnecessária e sem vencedores que apenas estimula desejos de vingaça. O que as pessoas deveriam exigir era tão somente a IGUALDADE.

Para terminar, um vídeo do próprio Clarion em que ele elogia uma lei contra a violência doméstica colocada recentemente em pauta pelo senado:


Mais sobre o assunto em:
Mulheres agridem seus parceiros impunemente
Mulheres que batem e homens que calam