terça-feira, 21 de abril de 2015

Outras sete músicas que me fizeram chorar

Há três meses eu fiz um pequeno compilado com sete músicas que me emocionaram em momentos diferentes da vida. Mas como faltaram várias canções que considero indispensáveis, resolvi fazer uma nova lista com mais sete canções que arrancaram lágrimas de mim seja pela beleza/tristeza delas ou por me servirem de fundo musical durante as intempéries da vida.

O blog voltará às suas atividades normais em breve, podendo incluir aí algumas novidades como um novo layout e a retomada de temas como astronomia, religião e ciência. Enfim, segue a lista das sete músicas:

7 - With or Without You (U2)


6 - La Solitudine (Laura Pausini)


5 - The Scientist (Coldplay)


4 - Con Te Partiró (Andrea Bocelli)

 
3 - Schindler´s List (Itzhak Perlman)


2 - Imagine (John Lennon)


1 - A Via Lactea (Legião Urbana)

domingo, 8 de março de 2015

O mito do sexo frágil 2


Há três anos atrás escrevi um post desconstruindo a falsa ideia de que as mulheres seriam o "sexo frágil" - em contraponto aos homens que seriam o "sexo forte". Claro que esses estereótipos dados a homens e mulheres são bastante infantis e perigosos, sendo prejudiciais tanto para um gênero quanto para o outro - mas o fato é que eles são indiscutivelmente falsos e construídos por uma sociedade que ainda é sexista e desigual.

Qual é o sexo frágil mesmo?

É comum nos fóruns masculinistas da vida achar argumentações que tentam colocar as mulheres como inferiores aos homens e, como hoje, 8 de março, é dia internacional da mulher, então resolvi aproveitar o pouco tempo livre que tenho para mostrar que de frágil e inferior as mulheres não têm nada. Vamos rebater os três argumentos mais comuns que supostamente "provam" que as mulheres são frágeis:

A força feminina está muito além dos músculos

1.Mulheres são naturalmente mais fracas que os homens...
É verdade que os homens possuem mais testosterona e, por isso, têm mais massa muscular, mais agressividade, mais libido e mais pêlos. Mas isso não significa ser mais forte. Ser forte, para a natureza, não é ter força bruta. A evolução mostra que ser forte é ser mais adaptável. Mulheres são menos fortes fisicamente (na média) que os homens, mas são mais resistentes a doenças genéticas por terem um duplo cromossomo sexual x, imunidade a certas doenças como a hemofilia, são capazes de sangrar todo mês sem morrer e ainda aguentam dores que os homens nem sonham em suportar (a dor do parto, dor da depilação, dor das cólicas, etc.). Não diria, com isso, que as mulheres são superiores ou biologicamente mais fortes, mas diria que "frágil" elas estão bem longes de ser. Aliás, essa história de "frágil" e de "docilidade" sempre foi uma forma de tentar fazer uma lavagem cerebral nas meninas para dominá-las e também para que elas pensem ser o que nunca foram numa sociedade dominada por homens.

Programadoras do 1º computador digital da história, o ENIAC

2.Mulheres são menos inteligentes que os homens, pois têm menos neurônios e inventaram menos coisas...
Essa afirmação é uma aberração total, e mesmo assim ela é muito levada a sério por pessoas supostamente sérias. Quantidade de neurônios não tem nada a ver com inteligência, o que torna uma pessoa inteligente é o conhecimento que ela acumula ao longo da vida e as conexões entre os neurônios. A prova disso é que pessoas com doenças degenerativas cerebrais, usuárias de drogas ou com idade avançada possuem um número menor de neurônios operantes, mas eles podem funcionar melhor que os de pessoas saudáveis que mantém o cérebro e a mente sedentárias. Testes de QI e exames de vestibular mostram todos os dias que mulheres e homens têm a mesma capacidade cognitiva e intelectual.
Quanto a inventar menos coisas, é bom que se diga que as mulheres passaram boa parte da história humana presas a uma vida doméstica onde suas existências se limitavam a cuidar do lar, dos filhos e do marido. E muitas ainda hoje deixam os estudos e a carreira de lado para se dedicar a cuidar da família. Jornada dupla não é para qualquer um, e mesmo assim, olha só nesse link o tanto de coisas que as mulheres inventaram - fora as informações extras sobre o ENIAC aqui. Isso sem falar, claro, de mulheres como Marie Curie e Lise Meitner que deram contribuições generosas à ciência.

Quem disse que mulheres não vão à guerra?

3.Mulheres não vão lutar na guerra...
É verdade que os homens normalmente vão lutar na guerra e morrem por lá enquanto as mulheres ficam em casa. Acontece que isso não é por culpa da suposta fragilidade das mulheres, mas sim por questões práticas. Numa guerra muita gente morre e biologicamente falando, a morte de muitos homens é menos perigosa que a morte de muitas mulheres, porque um único homem pode engravidar dezenas de mulheres, mas uma mulher só pode ficar grávida de um homem por vez e ainda leva mais nove meses para ter um bebê. Preservar as mulheres da carnificina da guerra tem muito a ver com isso também. Fora que mesmo assim muitas mulheres lutam voluntariamente em guerras. Não é por uma questão de força, mas por questões políticas e práticas.

Enfim, por hoje basta. Feliz Dia das Mulheres a todas aquelas conscientes, ou não, da verdadeira força que possuem.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Por que critico o feminismo?

Há atitudes que são passíveis de críticas

Muita gente acha que criticar algo significa diminuir, hostilizar ou ridicularizar. Triste engano. Pode ser até que críticas destrutivas tenham esse fim, mas no meu caso, todas as minhas criticas, ao que quer que seja, são sempre críticas construtivas - especialmente aos movimentos que eu apoio. As minhas críticas são para que os movimentos que eu defendo se fortaleçam - e nunca para destruí-los ou minimizá-los. Quando critico grupos stalinistas, por exemplo, não é porque eu odeio a esquerda política - é porque, como esquerdista, eu detesto que usem o autoritarismo e o maniqueísmo para defender ideais de esquerda. Quando eu critico ateus que debocham da crença alheia de forma totalmente desrespeitosa, não é porque eu sou antiateu, é porque eu, como descrente, acho que devemos usar sempre o bom senso e a diplomacia. E o mesmo se aplica ao feminismo, pois mesmo eu sendo um igualitarista ferrenho, não concordo com contradições e extremismos vindos de algumas feministas. Sabe, há momentos que precisamos saber fechar a boca e abrir os nossos ouvidos. Críticas são uma forma de fazer a gente refletir melhor sobre a nossa postura.

Mais uma atitude passível de críticas

Enfim, posto isso, vamos focar agora na questão do feminismo. O grande problema do feminismo é que ele tende a ser adotado como um movimento unigênero e cissexista, onde somente mulheres cis podem opinar ou criticá-lo - diferentemente de outros movimentos, como a esquerda política, o ateísmo ou o veganismo, por exemplo, onde TODOS podem criticar. Se um homem critica o feminismo, logo ouvimos coisas como "male tears", "cagação de regra", "iuzomismo" e mais meio mundo de neologismos adolescentes. Isso ocorre porque há feministas que enxergam os homens (todos uns machistas opressores, segundo elas) como inimigos ideológicos. Esse maniqueísmo de gênero joga para as feministas - e tão somente para AS feministas - a responsabilidade de serem as únicas juízas por seus atos e opiniões, mesmo quando eles são claramente equivocados e contraditórios entre si. É aí onde está o problema e é por isso que eu critico o feminismo. Não se pode querer impor mudanças sociais levando em consideração apenas a opinião de 50% da população. Movimentos sociais precisam ter o apoio de ampla maioria da população para serem colocados em prática. Enquanto o maniqueísmo fizer parte do fanatismo ideológico de muitas militantes feministas, as minhas críticas nunca vão deixar de existir. Não concordar em 100% com o que uma feminista leitora de Sheila Jeffreys diz não me torna um machista opressor, me torna apenas alguém que quer debater, trocar opiniões e mostrar que existe o outro lado da moeda.

E depois dizem que a misandria não existe...

Usando as feministas contra as próprias feministas
Uma das coisas que mais me deixa apreensivo é ver contradições entre as próprias feministas. Se por um lado, por exemplo, um grupo é a favor das mulheres terem a liberdade de vestirem como quiser, por outro lado há aquelas que acham que pouca roupa é sinal de hipersexualização ou objetificação, sendo contra esse tipo de roupa. Isso é uma contradição clara e, por isso, eu, muitas vezes, fundamento minhas críticas baseado em argumentos usados pelas próprias feministas, do tipo: "Ora, se as mulheres devem ser livres para usar roupa sensual, então por que outras feministas estão a criticando por ela estar usando uma roupa sensual?". Sempre que eu vejo comentários insanos, tresloucados e contraditórios vindo de feministas, eu procuro recomendar que quem os fez tire um minuto para conversar com outras feministas, porque não se pode servir a dois mestres. Ou você integra um movimento ou você cria rachas internos dentro do mesmo, como já previ neste post. E rachas internos não me parecem boa coisa para um movimento que já é tão hostilizado.
Outra coisa muito curiosa é a ausência de senso crítico de algumas feministas ao abordarem temas envolvendo a sexualidade. É preocupante ver um número cada vez mais crescente de feministas patrulhando a vida sexual de outras mulheres, dizendo o que elas podem ou não fazer. Um exemplo clássico disso é o sadomasoquismo. Enquanto os machistas dizem que mulher não pode praticar sadomasoquismo porque isso é "coisa de vagabunda", as (pseudo)feministas alegam que o sadomasoquismo não pode existir porque ele é "uma violência contra a mulher" e mais meio mundo de argumentos conservadores copiados na cara de pau de sites de apologética cristã. Não se iluda, pois sempre que você ver argumentos religiosos atrelados a discursos supostamente feministas, saiba que, das duas, uma: ou a feminista que usa esses argumentos não se libertou das amarras morais impostas pelo cristianismo e pelo patriarcado, ou então ela é uma feminista cristã. E feminista cristã, na minha opinião, é como uma freira travesti: não tem sentido, uma vez que o cristianismo se baseia num livro terrivelmente machista. E o mesmo tipo de crítica se aplica a outras coisas indo desde a apologia à obesidade até a luta pelo fim do cavalheirismo e do romantismo. Sem falar em toda essa papagaiada envolvendo outros aspectos da sexualidade, até porque, o pecado da luxúria precisa ser combatido até mesmo dentro do feminismo, não é mesmo, santas? Mas o pior de tudo mesmo é ter que aturar feminista homofóbica. Sim, eu já vi uma feminista homofóbica nos tempos de Orkut e achei aquilo tão bizarro que me deu até náuseas. A carteira de feminista daquela cidadã deveria ser cassada pelo Ibama para ela cantar de perua espalhafatosa lá no galinheiro das perdições (vulgo quengódromo).

Ui, que meda!

Enfim, não tenho mais paciência para esse assunto e nem estômago para discutir com essas carolas papa-hóstias que se fingem de feministas, colocando as mulheres livres sexualmente como vítimas da "opressão e da violência machista". Nesse sentido, a única coisa que tenho a dizer é Carpe Diem, honey! E quanto às bobonas invejosas que foram castradas pelo patriarcado e acham que ser feminista é castrar as outras e calar os homens, só digo uma coisa...



Namastê!

Leitura recomendada:
ISTOÉ - O movimento das antifeministas

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Femiloucas

Todos os homens são porcos - mas homens e mulheres são iguais.

Eu sou o tipo de pessoa que detesta repetir a mesma coisa muitas vezes, mas ok, vamos lá mais uma vez: eu sou totalmente a favor do feminismo e o apoio. Inclusive, já escrevi uma penca de posts (eis aqui o mais conhecido) falando sobre a importância desse movimento igualitarista para toda a sociedade. Além disso, eu também acompanho alguns sites e blogs feministas quando tenho tempo. Posto isso, quero que fique bem claro que o fato de ser defensor desse movimento não significa que eu apoio irrestritamente o que todas as feminstas andam dizendo por aí. Digo isso porque sempre há aquelas exaltadas, fanáticas e intolerantes que confundem o feminismo com seus anseios pessoais. E um dos lugares de onde mais brotam essas feministas tresloucadas (vulgo femiloucas) é a internet, especialmente nos debates envolvendo a sexualidade. Se você não for de outro planeta, deve saber muito bem que assuntos como pornografia, prostituição, transar de quatro e sadomasoquismo causam verdadeiras crises histéricas em algumas feminazis feministas mais fundamentalistas, imaturas e recalcadas. Um exemplo recente disso foi o livro/filme Cinquenta Tons de Cinza onde houve uma enxurrada de críticas a essa obra alegando que ela é machista, opressora, misógina, apoia a violência contra a mulher, apoia a cultura do estupro e mais meio mundo de mimimis. Ok, se você não gosta e acha tudo aquilo bizarro ou doentio, então não assista e não pratique. Mas lembre-se que você não é ditadora para dizer o que as outras mulheres podem ou não fazer, especialmente na cama! Uma coisa não é violência porque você julga ser violenta: uma coisa é violência quando o outro não consente naquilo.

A que ponto nós chegamos (ou que elas chegaram)...


Num post aleatório desses sobre BDSM, recebi um comentário tão estereotipado e sem noção de uma pseudofeminista, que ele serviu apenas para provar como há pessoas imaturas engajadas no movimento. Esse tipo de reação debiloide, desproporcional e tragicômica de supostas feministas é bizarra e lamentável ao mesmo tempo, porque mostra que a falta de uma liderança dentro do feminismo - e também a falta de um conhecimento mais profundo sobre o mesmo - deixam algumas mulheres sem rumo, tornando várias delas fanáticas e birutas. E quem adora esse tipo insano de feminista radical são justamente os machistas, misóginos, mascus e antifeministas em geral, porque eles se enchem de razão quando dizem: "Olha aí, estão vendo como são as feministas? Estão vendo como eu tenho razão quando digo que elas são todas umas fanáticas desvairadas?". E aí que o tiro sai pela culatra. Honestamente, acho que as feministas mais maduras e sérias deveriam puxar essas noiadas pelas orelhas e chamá-las para conversar um pouco, porque elas prestam um belo desserviço a um movimento lindo que tem deixado de ser visto com seriedade devido à infantilidade de algumas de suas integrantes. Desculpa dizer isso, mas feminismo é coisa séria, e não um passatempo ideológico de gente que quer bancar a revolucionária na internet.

Essa conseguiu se superar...

Mas se você acha que a minha opinião não vale nada porque eu sou homem e mais meio mundo de mimimi androfóbico/misândrico/cissexista, então vai assistir o 50 Tons de Cinza que o teu mal é falta de umas palmadas nesse seu traseiro gordo.

Ah, não gostou? Então...

Posts sobre este tema recomendados para leitura:
O Antifeminismo
Feminismo Exagerado

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A monogamia é a morte do sexo


Sexo e casamento são uma antítese natural. O casamento monogâmico é a forma mais eficaz de castrar as pessoas. Casar é um suicídio sexual. Se o seu único parceiro não estiver a fim de transar (ou não puder), você fica sem sexo, mesmo se você estiver precisando muito - pois ao contrário do que os puritanos e moralistas fingem acreditar, o sexo é sim uma necessidade biológica (vide pirâmide de maslow). Casamento é coisa para quem não gosta de sexo e quer formar uma família. O exclusivismo, os ciúmes, a rotina e a fidelidade idealizada são um anátema, um malogro: uma verdadeira afronta ao nosso passado evolutivo de poliamor e poligamia (ou você acha que os nossos antepassados durante o paleolítico se casavam para transar ou ter filhos?).
A solução, na minha opinião, é o amor livre (também conhecido como poliamor). Dessa forma ninguém precisa renunciar novos amores, novas paixões e nem transas sem compromisso. De quebra, diminuímos esse sentimento de propriedade sobre o nosso ser amado e passamos a tratar o ciúme e a traição de forma mais madura. Ninguém precisaria mais sofrer para se manter "fiel" a um único parceiro em um casamento falido. É normal nos iludirmos com a paixão, com a atração e com o desejo, acreditando, assim, que envelheceremos desejando para sempre a mesma pessoa - mas isso é apenas uma quimera romântica, pois nada dura para sempre. Pergunte-se, no fim das contas, por que nós podemos ter um milhão de amigos, mas só podemos ter um único amor íntimo... Será que isso tem alguma lógica?
Na minha opinião, a monogamia é um pacto sadomasoquista, porque a fidelidade é contra a natureza humana.