domingo, 10 de abril de 2016

sábado, 9 de abril de 2016

Tião Brega prevê o futuro do astrólogo tabagista


O compositor e cantor Sebastião Mendes Lages, mais conhecido como Tião Brega, fez uma previsão escatológica sobre o futuro do astrólogo fascista Olavo de Carvalho. A música cantada a seguir, apresentada no Programa do Ratinho, mostra de maneira bem humorada o destino de quem fuma sem parar e ainda por cima diz de forma categórica para os seus seguidores que fumar não faz mal.


É isso que o Olavão é: um TROUXÃO! Rarará! Enquanto o fabricante do cigarro fica rico, o otário vai para o caixão! Genial.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Ah, mas você votou no Temer!" - É sério isso, santa?

O mordomo de filme de terror cansou de ser figurante

A nova onda dos reacionários pró-impeachment é dizer que as pessoas que votaram na Dilma também votaram no seu vice decorativo Michel Temer – por isso, não deveriam reclamar caso ela seja impichada. Pois é, se tem uma coisa difícil nessa vida é achar lógica nos argumentos da reaçada golpista. Ok, vamos por partes, como já dizia Jack, o Estripador...

Diga-me com quem andas que eu te direi quem és

Sim, Michel Temer era aliado da Dilma nas duas primeiras eleições e apoiava o seu mandato e as suas propostas. Mas o Temer que aí está agora é um traidor, um sujeito que defende um impeachment sem crime e ainda quer governar o país usando um plano de governo PIOR que aquele sugerido pelo PSDB em 2014. Entre Temer e Aécio, se eles tivessem trazido as propostas que têm hoje, eu acho que o senador tucano seria menos pior. Esse Temer neoliberal e golpista JAMAIS receberia o meu voto: e, além disso, não estava escrito na testa dele que ele tornar-se-ia o oportunista ganancioso que aí está. Foi Temer que abandonou o governo, e não o contrário. Ele deixou de ser vice para virar um golpista cego pela sede de poder. Vices presidentes devem assumir definitivamente apenas em situações extremas. Porém, quando um vice participa de uma trama golpista para assumir o poder, ele já não é mais um vice: é um inimigo.
Mas o que me estranha mesmo nessa história toda são os reaças, porque se Temer esteve durante 13 anos com o PT e recebeu voto dos "petralhas" nas duas últimas eleições, o que diabos os reaças teriam a ganhar com Temer presidente? Se ele traiu o PT, porque não trairia a oposição também? Acho que a incoerência vem por parte dos coxinhas, porque eles estão apoiando um impeachment que vai colocar o maior partido da base aliada do governo petista no poder.
Durma com uma incoerência dessa...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O game com a melhor trilha sonora do Super Nintendo


Todos sabem que o Super Nintendo produziu jogos inesquecíveis durante a década de 90. Mas o que mais me marcou nesses jogos não foi a diversão, o desafio ou os gráficos. O que mais me marcou na era 16 bits foram as músicas dos games. Era irônico porque, na época, meus amigos e colegas gostavam de ouvir rock, pagode, axé music e pop. Mas eu, o esquisitão aqui, gostava mesmo era de ficar apreciando as canções dos jogos de videogame, especialmente as do meu Mega Drive. Mas foi quando eu conheci o SNES e escutei as trilhas sonoras deslumbrantes de Super Mario World, Street Fighter 2 e Top Gear que eu realmente me encantei de vez por músicas de jogos. O Super Nintendo foi a cereja do bolo dessa geração de consoles, chegando a ter canções melhores que as do todo poderoso Neo Geo. Apesar das limitações tecnológicas dos consoles da era 16 bits, eles conseguiram reproduzir trilhas sonoras que marcaram toda uma geração que cresceu jogando videogame.
Enfim, este post é uma singela homenagem ao jogo com as melhores canções do Super Nintendo, que foi o fabuloso Donkey Kong Country 2, da Rare, lançado em 1995. A imersão das canções desse jogo era afinadíssima com a ambientação das fases: tudo bem orquestrado e cuidadosamente trabalhado pelo gênio David Wise. O tema do game envolvendo piratas serviu, inclusive, de inspiração para compor, posteriormente, uma das canções da trilha sonora de Piratas do Caribe. O mais fantástico é que até nas fases mais difíceis e chatas do game tínhamos canções literalmente de arrepiar, como foi o caso da inesquecível Stickerbrush Symphony. Aliás, esta canção é considerada a melhor da história do SNES por muita gente, inclusive por este que vos escreve. A seguir vou deixar duas versões da Stickerbrush Symphony. A primeira é a versão original do game e a segunda é a versão remasterizada:




Outra canção marcante deste game foi a alegre Snakey Chantey, da fase mais divertida de se jogar: a Rattle Battle. A canção original segue abaixo:


O game tem uma trilha sonora tão espetacular que seria injusto colocar uma ou outra por aqui. No vídeo abaixo eu deixo a trilha sonora completa do game, com destaques para Boss Bossanova, In a Snow-Bound Land e Mining Melancholy. Coloque seu fone de ouvido e aprecie sem moderação.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Janaína Paschoal também é vítima do machismo


Uma das primeiras falácias usadas pelos machistas para desqualificar o argumento de uma mulher é atacar a própria mulher. Dizer que a mulher está louca, descontrolada, histérica, alucinada, mal amada, possuída por entidades demoníacas e fora de si é uma falácia machista derivada do argumentum ad hominem. Quando um homem age de forma exagerada, ninguém chama ele de "homenzinho histérico". Mas se for uma mulher, o termo "mulherzinha histérica" surge quase como um mantra sagrado do machismo.
Recentemente, a capa da revista IstoÉ usou esse tipo de machismo para atacar a presidenta Dilma Rousseff: fato que gerou grande descontentamento entre petistas, feministas e demais pessoas sensatas dentro e fora da internet. Posteriormente, quando a professora e jurista Janaína Paschoal – que foi coautora do pedido de impeachment contra a presidenta Dilma – fez um discurso mais forte e inflamado, acabou sendo rotulada também das mesmas coisas: histérica, ensandecida, emocionalmente descontrolada e fora de si. Engraçado que quando um homem têm um ataque de fúria, as pessoas dizem: "Ah, ele apenas exaltou-se", ou então "Ele é um pouco esquentadinho". Foi exatamente isso que disseram quando o ex-ministro Ciro Gomes teve uma explosão de raiva contra os manifestantes que protestaram na frente da sua casa. A diferença de tratamento entre Ciro e Janaína pela mesma forma exaltada de se manifestarem é bastante notável.

Essa crítica, sim, faz sentido (clique para ampliar)

Antes que alguém me xingue de coxinha, quero que fique bem claro que eu discordo dos argumentos da Janaína Paschoal. Sou contra o impeachment por não enxergar base legal nele, porém, não sou cego e nem parcial para ver que mais uma mulher está sendo atacada por "parecer uma doida varrida" – e não por ter argumentos fracos ou equivocados.
O interessante disso tudo é que o machismo está nos dois lados dessa história. Dessa vez, os esquerdomachos resolveram sair do armário e esbravejar seu machismo rancoroso contra uma mulher apenas porque ela pensa diferente deles. E a turma da direita golpista segue na mesma linha com argumentos que reafirmam a suposta "loucura" da jurista: " Também, com um governo desse, qualquer um ficaria maluco" – disse um comentarista numa dessas páginas de direita.
Para terminar, digo algo óbvio para os esquerdomachos de plantão: se você se comporta igual ao seu inimigo, você não é diferente dele.