segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Um post para aterrorizar os coxinhas


Vivemos tempos perigosos. A extrema direita tem crescido no mundo e no Brasil. Jornais corporativos como a Folha repetem a mesma estratégia da Alemanha Nazista ao reprimir "baderneiros" e ao defender um governo usurpador que ascendeu ao poder com a ajuda das elites e do parlamento corrupto. Temo seriamente que as coisas acabem caminhando para uma nova ditadura. Nada impede que os homens que estão no poder suspendam as eleições diretas e justifiquem um Estado de exceção. Às vezes penso que o único jeito de se combater essa plutocracia que manda no Brasil desde 1500 seja através de uma revolução, porque sempre que a burguesia se sente ameaçada, ela abre o canil do fascismo e aplica seus golpes pela manutenção do status quo. Acreditei que seria possível fazer reformas de base no Brasil por via democrática, por via do voto – mas parece que isso tem se tornado uma utopia pueril. Pois como já dizia Engels, na introdução ao clássico Luta de Classes na França, de Marx:

“… a burguesia não admitirá a democracia, sendo mesmo capaz de golpeá-la, se houver alguma possibilidade de as massas trabalhadoras chegarem ao poder." (F. Engels)

Se é uma revolução que eles querem, é uma revolução que eles terão! Avante, Camaradas!

Adelante, compañeros!

Que os grandes heróis nos inspirem nesta luta:

























Agora chorem, capitalistas sem capital! kkkk!

OBS: Este post teve a intenção de ser ofensivo. É uma doce provocação para os macarthistas de plantão que vivem infestando este blog de comentários reacionários, fascistas e desrespeitosos. Que venha o Golpe Comunista! kkkkk!

Todos prontos para o Golpe Comunista?

Não gostou? Quer brigar? 
Olha o que eu faço:

domingo, 4 de setembro de 2016

Temer Golpista


O mordomo da plutocracia e ex-vice decorativo afirmou que não irá tolerar ser chamado do que ele realmente é. A pequenez deste homem é tão grande (olha a antítese) que ele mal apareceu nas fotos da reunião do G20 e sequer teve seu nome citado. Além de mentir sobre as manifestações contra ele próprio, está sendo patrocinado pelo patronato da Fiesp para governar para o mercado ao invés de governar para o povo. Enfim, uma tragédia para o Brasil que causou preocupação até mesmo no Papa Francisco.


O mundo sabe que tudo isso é um Golpe. A Fundação Internacional de Direitos Humanos afirmou que houve um Golpe. A Organização dos Estados Americanos (OEA) também concluiu que foi Golpe. E até o Tribunal Internacional decretou por unanimidade que Dilma Rousseff sofreu um Golpe de Estado. Isso sem mencionar a imprensa estrangeira que insistiu em dizer que havia um Golpe de Estado a caminho no Brasil. Nenhuma pessoa que votou na Dilma em 2014 (ou em 2010) queria que seu vice decorativo conspirasse para destituí-la ILEGALMENTE do poder e aplicasse o programa de governo derrotado nas urnas. Foi Golpe, SIM, e ponto. E o Sr. Mordomo é um golpista salafrário, SIM! Um sujeito ficha-suja que é colocado no poder para barrar a Lava Jato não pode ser um presidente digno do nosso reconhecimento.

A seguir, dois vídeos divertidos que mostram a natureza do Golpe e quem é Michel Temer:


sábado, 3 de setembro de 2016

De onde vem tanto ódio contra o PT?

Essa charge reacionária é um retrato fiel de como os antipetistas invertem a realidade

O ódio contra Lula e o PT – que vem de setores conservadores da classe média – só tem duas razões:

1 - Medo da perda dos privilégios devido à ascensão social dos mais pobres.
2 - Lavagem cerebral da mídia corporativa que defende interesses elitistas.

Se o Brasil fosse um país realmente democrático, sério e com uma visão correta do espectro político, o PT seria considerado um partido de centro. Afirmo isso porque o PT não fez e nem ameaçou fazer nenhuma reforma de base, como tentou João Goulart; não criou mudanças trabalhistas profundas como fez Getúlio Vargas e nem tentou modificar a estrutura elitista do sistema político brasileiro. Muito pelo contrário, o PT manteve o status quo, o rentismo, o oligopólio da grande mídia e nem chegou perto de fazer reformas tributárias. A elite financeira formada por banqueiros, rentistas, grandes empresários, gigantes do agronegócio e ricaços em geral não tinha interesse na saída do PT, porque o partido contribuiu para que os privilégios dessa casta (que habita o topo da pirâmide social) continuassem intocados. Isso tanto foi verdade que Lula conseguiu terminar seus dois mandatos mesmo com o Mensalão e outros escândalos abalando o seu governo. O que o PT fez foi aproveitar o boom das commodities para usar o excedente em programas sociais que reduziram as desigualdade históricas que sempre existiram neste país. Ou seja: os ricos continuaram ficando mais ricos e os pobres ficaram um pouco menos pobres. Dilma Rousseff – ao contrário do que muitos pensam – foi destituída do cargo muito mais por uma chantagem do Eduardo Cunha que por pressão social. O ódio ao PT vem da classe média abastada que se sentiu ameaçada quando os pobres começaram a ter poder de compra, a chance de cursar universidades, ir a shoppings, viajar de avião, fazer cursos no exterior, comprar eletrodomésticos, ter casa própria, etc. O ódio contra o PT não vem da elite plutocrata: vem da classe média que tem aversão à justiça social e aos pobres.


Se o PT fosse realmente um partido de esquerda, o grande capital JAMAIS deixaria ele chegar ao poder. Imagine que futuro teria um partido que quer tributar os 1% mais ricos, que quer uma reforma política, regulação e democratização da mídia e fazer reforma agrária... Jango que nem era comunista tentou fazer essas reformas e olha só como terminou em 1964... O que o PT fez com o assistencialismo e eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas foi justamente investir no pão e circo que é uma estratégia típica da direita, porque a direita SABE que se as classes oprimidas não estiverem distraídas, corre o risco de repetir o que ocorreu durante a Revolução Francesa. Afinal, como bem disse a sindicalista Margarida Maria Alves: "É melhor morrer na luta, do que morrer de fome." O que a esquerda quer é fazer uma reforma estrutural no sistema para que assistencialismos não sejam mais necessários.

Como a mídia cria massa de manobra e emburrece as pessoas

Apesar dos erros, o PT plantou uma sementinha na alma do povo: a semente da esperança que as coisas podem melhorar. O povo, pela primeira vez na história deste país, teve o gostinho de sentir parte dos privilégios que antes só pertenciam às classes burguesas. É uma questão de tempo até esse povo perceber que os partidos da grande mídia (PSDB, DEM, PPS e afins) NÃO representam a grande massa trabalhadora. Os mais pobres sempre irão querer ter de volta os direitos que conquistaram durante o governo do PT e que fez Lula sair da presidência com astronômicos 87% de aprovação.

A mídia fez (e faz) de tudo para mostrar que eles são maus

O ódio contra o PT NÃO É e NUNCA foi por causa da corrupção. Isso precisa ser repetido à exaustão para que não se caia nas distorções da grande mídia. Se fossem contra a corrupção, esses reacionários da classe média teriam que ter ódio contra todos os partidos e contra todos os políticos, coisa que claramente eles não têm. O ódio é somente contra a corrupção do PT, contra o PT e contra a esquerda. Até os "anarquistas" de hoje em dia são de direita, os tais "anarcocapitalistas". É espantosamente ridículo, mas é esse o Brasil do século XXI: consumista, elitista, individualista e reacionário. Uma coisa é a crítica racional ao PT e a aversão aos seus erros e a sua roubalheira, outra coisa é o ódio e o macarthismo induzidos pela mídia e pelos "gurus" da extrema direita. Ódio e fascismo não são bem-vindos neste país: ninguém precisa deles.


Para saber mais:
-Pragmatismo Político - O que se esconde por trás do ódio ao PT?
-Carta Capital - Por que tanto ódio?
-Limpinho e Cheiroso - Por que a Globo está atacando Lula com tanta fúria
-O Cafezinho - JN promove massacre contra Lula: a guerra total da Globo pra exterminar a esquerda
-247 - Globo e Veja pregam o ódio e perseguem Lula
-Vídeo - Por que a Globo odeia o PT?

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

E o fascismo continua a todo vapor no Brasil


Dilma Rousseff foi afastada definitivamente do cargo no dia 31 de agosto, o que deveria ser motivo para acalmar os ânimos dos fascistas. Ledo engano. O ódio reacionário, elitista e macarthista continua reinando impunemente. Um exemplo disso foi quando a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi atacada em um avião no dia seguinte ao Golpe Parlamentar por integrantes do MBL. Segundo passageiros, o agressor, que é advogado, teria ido além das agressões verbais e atacou fisicamente a senadora. Achando pouco, o advogado acusado do escândalo negou o ocorrido e debochou em tom claramente fascista nas redes sociais. No mesmo dia, uma jovem conservadora, também em tom fascista,  celebrou a cegueira de uma estudante ferida nos olhos em uma manifestação. E a cereja do bolo foram os editoriais dos jornais golpistas Folha e Estadão pedindo porrada nos manifestantes e os acusando de serem "fascistas". Como já dizia Winston Churchill: "Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas" – e assim seguem os dois jornais mais reacionários do Brasil. Quando os protestos eram contra a Dilma, esses jornais apoiavam; já quando o protesto é contra o presidente golpista, eles condenam. Naturalmente que o vandalismo é condenável, mas não é sobre ele que Folha e Estadão estão querendo centrar fogo. Esses jornais elitistas da direita brasileira querem claramente reprimir as manifestações de forças progressistas que são contra o Golpe. Mais uma vez a mídia fascista brasileira mostra que nunca teve o menor apreço pela democracia. A única coisa que essa mídia golpista merece é o tratamento dado a ela exibido no vídeo do final deste post.

Eles saíram do armário para ficar... e com o apoio da mídia corporativa

Para encerrar, deixo dois vídeos. O primeiro deles mostra como a revista Veja usa a semiótica para manipular seus leitores e criar massa de manobra, mostrando que ela é uma fábrica de fascistas. O último é um ato de vandalismo que a própria Folha colheu ao se tornar um jornal golpista, antipovo e antidemocracia.



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

As similaridades dos golpes de 1964 e de 2016



Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento acadêmico sobre política e história sabe que o processo de impedimento de Dilma Rousseff foi mero pretexto para dar um verniz de legalidade a um Golpe de Estado. Assim também foi em 1964, quando o parlamento, a mídia, o judiciário, as grandes corporações, as oligarquias econômicas, os EUA e setores reacionários da sociedade legitimaram o afastamento de João Goulart. Mais uma vez no dia 31, mais uma vez somente homens no poder, mais uma vez a direita, mais uma vez os entreguistas, mais uma vez o conservadorismo e o fascismo travestidos de, que cafonice, "luta contra a corrupção e contra o esquerdismo". É a história se repetindo porque os progressistas brasileiros não aprenderam que sem maioria no legislativo e agindo de forma ingênua, nunca teremos um país justo para se viver. Todas as vezes que os privilégios da elite financeira forem ameaçados, eles darão algum golpe.


A seguir, vou deixar um texto reflexivo da página Meu Professor de História que ensina, de forma didática, como 1964 possui semelhanças preocupantes com 2016:

"Estamos no meio de um processo de ruptura que não pode ser subestimado.
Vale resgatar 64.
O golpe de 64 não foi a invasão do gabinete da presidência por militares fortemente armados que assaltaram o poder rasgando toda a lei vigente, censurando e matando pessoas no dia seguinte, muito pelo contrário, o golpe de 64 se legitimou até onde foi possível através das leis vigentes a época.
Desde a vacância da presidência anunciada pelo presidente do Senado, passando pela posse do presidente da Câmara até a eleição indireta que elegeu o General Castelo Branco, tudo estava apoiado na constituição, assim como hoje, com premissas farsescas, já que a declaração de vacância da presidência sob o pretexto de que Jango havia deixado o país sem autorização do congresso é tão falta quantos os crimes de responsabilidade de Dilma.
Não foi uma frase de editores esquizofrênicos a famosa manchete do jornal O Globo no dia seguinte ao golpe que dizia : "Ressurge a Democracia", não era difícil convencer um cidadão comum de que a ordem democrática estava sendo seguida.
A situação pós golpe foi 64 era muito parecida com hoje, com os golpistas usando todos os artifícios legais para institucionalizar o golpe.
Um Golpe de Estado não é o ato que termina com o assalto ao poder, pelo contrário, esse é o seu inicio."

Para saber mais sobre o que está acontecendo, recomendo a excelente entrevista que o sociólogo Jessé de Souza deu ao The Intercept Brasil.