quinta-feira, 10 de maio de 2018

A guerra contra as drogas é uma guerra perdida


A política de combate às drogas no Ocidente é um fracasso total. Isso é um fato. É um verdadeiro genocídio a morte de tanta gente todos os dias na guerra inútil contra o tráfico. Manter as drogas proibidas torna o preço das mesmas alto, deixando o tráfico mais rentável pelo fato da procura ser maior que a oferta. Se é para combater o tráfico de verdade, ele precisa ser combatido na raiz, assim como ocorre em Cuba, onde há tolerância zero ao tráfico de drogas. Aqui no Brasil se prende apenas o varejista, que é o pobre que vende a droga no morro diretamente para a classe média. Mas a venda da droga passa por toda uma cadeia de produção, que vai desde o plantio – passando pela colheita, refino, tratamento, embalagem e transporte – indo até os subornos à polícia para permitir que a droga chegue na favela para ser revendida. Os chefões dessa indústria (donos dos helicocas da vida) nunca são presos porque são ricos e poderosos. E os financiadores, que são os consumidores da classe média, alimentam todo esse mercado sem nenhuma repressão. Ao invés de combater os magnatas que controlam o processo produtivo da droga, se combate o varejista pobre do morro. Isso é o que leva a toda essa carnificina dos negros e pobres nas comunidades carentes, porque são eles as maiores vítimas do tráfico. Mesmo os inocentes e as crianças acabam pagando com a vida devido às balas perdidas que rasgam os céus de muitas favelas todos os dias. Tá tudo errado.


É por isso que eu defendo a regulamentação do uso e da venda de várias dessas drogas (começando pela maconha). Com as drogas legalizadas, o tráfico declina, porque não há como manter os preços altos que sustentam o processo. É melhor que o Estado controle o uso das drogas do que deixar tudo nas mãos dos bandidos. Isso acabaria com o tráfico, reduziria a criminalidade, aumentaria a arrecadação de impostos e aumentaria até a oferta de empregos formais nas fábricas de drogas. Mas quem disse que os magnatas por trás do tráfico querem isso? Eles sempre vão te convencer que a legalização é um absurdo, que teremos mais viciados, que isso vai destruir o país, etc. Enquanto isso, milhares de pessoas morrem todos os dias vítimas de uma guerra inútil e sem sentido que poderia ser evitada.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Neoliberalismo de Macri leva Argentina ao FMI


Quem viveu os tempos de FHC deve lembrar bem das vezes que o Brasil recorreu ao FMI. Foi um período realmente muito difícil para o país. Agora ocorre o mesmo com a Argentina de Mauricio Macri. E esse pedido de socorro ao FMI é um dos objetivos centrais do neoliberalismo, sendo o primeiro deles deixar os ricos ainda mais ricos através daquela ideia estúpida do trickle down. Os governos neoliberais são lacaios do sistema financeiro internacional e sempre fazem as mesmas coisas: privatizações (entreguismo), austeridade (congelamento de investimentos) e transferência de renda do setor produtivo para o setor especulativo. Era muito óbvio que esse socorro ao FMI fosse ocorrer no governo Macri, porque é assim que todo governo neoliberal acaba terminando. E a tendência é que o mesmo ocorra com o Brasil dependendo de quem vença as eleições presidenciais deste ano. Espero que as forças democráticas possam prevalecer, porque o nosso povo definitivamente não quer a volta dos tempos sombrios de FHC. O que os 87% dos brasileiros que aprovaram o governo Lula queriam era a estabilidade, o desenvolvimentismo, o pleno emprego e o crescimento econômico dos tempos em que éramos felizes e não sabíamos.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Meus dois centavos sobre a paixão


Todo mundo do mundo já se apaixonou um dia. E se ainda não se apaixonou, pode esperar que um dia com certeza vai se apaixonar. Se apaixonar é se encantar, se surpreender, se sentir invencível, se sentir criança outra vez. Sim, a paixão realmente rejuvenesce a alma. Quando estamos apaixonados, o gosto pela vida se reaviva, a gente se sente mais jovem, mais feliz, mais disposto e mais vivo. Porém, o preço a se pagar por essa sensação normalmente é alto, porque a paixão ao mesmo tempo que rejuvenesce, também entorpece a alma e cega a razão.
A paixão nem sempre é por uma pessoa, mas também pode ser por um animal, por um objeto, pela vida, por uma conquista pessoal, por um trabalho que gostamos, por uma música, por um filme, por um game, por um esporte, por uma descoberta ou por qualquer outro aspecto gratificante da existência. No meu caso, a paixão me serviu de inspiração para criar: comecei a escrever poesia, músicas e romances graças à paixão. Aliás, escrever também é uma paixão para mim. Sei que ainda erro muito na linguagem escrita e tenho muito a aprender, mas sempre preferi escrever a falar.
Enfim, apaixonar-se por algo é uma sensação deliciosa. O problema da paixão é quando nos apaixonamos por algo ou alguém que está fora do nosso alcance. Acordar, trabalhar, estudar e ir dormir pensando em alguém que não te quer é muito horrível. Aí a paixão vira um veneno para a alma. É por isso que hoje eu estou imune à paixão, porque sofri muito com sonhos e amores impossíveis. Minha alma entendeu. É por isso que hoje só me sinto apaixonado pelo que sou e pelo que faço. Se apaixonar por algo fora da minha realidade não é paixão, é tortura. Mas se apaixonar e ter esse sentimento correspondido é bão demais da conta.

Namastê!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A nossa classe média é a mais burra do mundo 2


A respeito do post anterior, algumas pessoas me perguntaram porque eu estava "defendendo o comunismo", já que eu me declarei tanto anarquista como social democrata. Enfim, não achei que fosse necessário explicar isso, mas o que eu quis dizer naquele post que critico a burrice da classe média macarthista foi que a classe média é burra porque ela odeia algo que não conhece. A classe média odeia o comunismo porque acha que o comunismo é aquela caricatura deformada criada pelos MBL, Ilisp, Spotniks e Olavos da vida. Nos países comunistas, apesar de todos os problemas que existiam, o que era expropriado pelo Estado eram os latifúndios e grandes meios de produção. Diferentemente do que diz a direita acéfala brasileira, o comunismo não "roubava de quem produz para dar aos vagabundos". Era exatamente o oposto. E se ocorresse a mesma coisa que ocorreu na URSS ou em Cuba aqui no Brasil, nenhum membro da classe média perderia seus bens de consumo ou suas moradias. Teríamos apenas um país menos desigual. Foi só isso que eu disse. Uma coisa é achar o comunismo um sistema menos pior que o capitalismo, outra coisa é defender o comunismo como solução.

Assim é a nossa classe mérdia média

Para mim, o sistema ideal é o anarquismo baseado no modelo de sustentabilidade do Projeto Vênus. Esse é o sistema perfeito na minha opinião. Mas como trata-se de um sistema utópico, então o que há na nossa realidade tangível mais próximo de um sistema ideal é a social democracia escandinava, já que ela se trata de uma espécie de sistema misto. A social democracia é um sistema capitalista com menos desigualdades. Dentre os males, é o menos pior. Apesar do bem-estar social ser um modelo reformista (que mantém as estruturas do sistema capitalista), ele ao menos permite o mínimo de dignidade para a maioria da população.

Pois bem, continuo afirmando que a nossa classe média é a mais burra do planeta, porque ela não conhece nem história, nem sociologia, nem antropologia e muito menos política. Afinal, uma classe média que morre de amores por Bolsonaro, que acha que o nazismo era de esquerda, que é macarthista fanática e que aceita caladinha as reformas neoliberais não pode ser apenas burra: é muito masoquista também.

domingo, 6 de maio de 2018

A nossa classe média é a mais burra do mundo


A classe média brasileira é tão ridícula que ela acha que tem algo a perder com o comunismo. O indivíduo de classe média típico acha que é "capitalista" por ter comprado um HB20 parcelado, por ser profissional liberal e por morar num apartamento medíocre de bairro nobre. Pois saiba que um Estado socialista jamais vai confiscar bens de consumo e moradias de um pobre coitado desse. O socialismo vai socializar grandes latifúndios, terras improdutivas, fábricas, usinas, conglomerados de mídia e bancos privados. Se você não é latifundiário, dono de emissora, banqueiro, usineiro, mega empresário ou rentista, tá com medo do quê? Será que é tão burro que não sabe que para os plutocratas você não passa de mais um POBRE otário que trabalha que nem um animal para sustentar os luxos e o parasitismo da classe dominante? Deixa de ser imbecil, rapaz! Você é só mais um escravo do sistema mais desumano e mais assassino da história. Acorda!