sábado, 7 de setembro de 2019

Olavo continua o mesmo apedeuta de sempre


O conspiracionista-mor da extrema-direita brasileira, Olasno Olavo de Carvalho, parece não ter aprendido a lição depois de quase morrer por conta do uso abusivo do cigarro (que ele dizia não fazer mal). Dessa vez, como se não bastasse afirmar sem qualquer evidência que o Papa Francisco é um agente da KGB colocado no Vaticano por George Soros, o velhaco da Virgínia resolveu atacar os Beatles, alegando que eles eram semianalfabetos em música e mal sabiam tocar violão. E, para piorar, o astrólogo medieval ainda disse que as canções da banda foram escritas pelo "marxista cultural" Theodor Adorno: fato esse que justificaria a "celebração das drogas e a decadência moral" dos Beatles.

O cara não aprende mesmo

Eu até entendo que a direita adore uma teoria conspiratória, mas certas coisas deviam ter limite. Em casos como este, eu fico em dúvida se é má fé ou caduquice irreversível do filósofo da quarta série.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A direita sobrevive de mentiras


Tenho visto muita gente de esquerda por aí dizendo que o pobre que votou na direita tem mais é que sofrer mesmo para aprender a não votar mais na direita. O problema desse pensamento é que o pobre que votou na direita não tem noção do que é direita ou esquerda. O pobre, de um modo geral, não possui formação política alguma. O pobre tornou-se inconscientemente de direita graças ao bombardeio ideológico da mídia burguesa e ao trabalho bem feito de think tanks nas redes sociais. E daí que as pessoas aderiram à modinha de ser de direita por adequação ao senso comum e não por serem masoquistas. Até porque se o pobre soubesse o que é a direita, JAMAIS votaria nela. E pobre de direita em país subdesenvolvido é que é mesmo o cúmulo da tragédia. Isso porque o sujeito é contra tudo que o beneficia: saúde pública, educação pública, moradia a preço popular, programas sociais que o favorecem, leis trabalhistas que o protegem da exploração patronal e até a previdência pública que deveria servir para garantir sua sobrevivência na velhice. Somente um sujeito pobre totalmente manipulado vota na direita. E esse quadro social só existe devido às mentiras da direita e à omissão da esquerda.
A direita mente para o povo quando alega que só há corrupção no setor público, quando diz que imposto é roubo, quando diz que no capitalismo a riqueza vem do "mérito", quando diz que o PT é o partido mais corrupto do Brasil, quando diz que havia kit gay nas escolas, quando diz que a população armada vai reduzir a violência, quando diz que o PT aparelhou o Estado, quando diz que as urnas estavam fraudadas, quando diz que as crianças estavam sendo doutrinadas no marxismo nas escolas... E sobre essa última mentira de que as escolas e universidades seriam antros de esquerdismo, essa é a maior lorota de todas. Se isso fosse verdade, a direita carniceira de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes jamais teria vencido as eleições. Aliás, Bolsonaro só venceu as eleições graças as "fake news": uma expressão gringa chique dada para as calúnias e mentiras criadas para prejudicar os opositores. E para piorar tudo, a esquerda, de um modo geral, se omitiu, permitindo que a direita fizesse lavagem cerebral no povo, especialmente através de grupelhos neofascistas como o MBL, das redes sociais e das igrejas neopentecostais. Nós da esquerda precisamos fazer um trabalho de base sério para abrir os olhos da gente humilde. Porque se a gente não fizer isso, a teologia da prosperidade e a imprensa conservadora farão.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O moralismo político é um cavalo de Troia


Qualquer pessoa minimamente inteligente já percebeu há tempos que o discurso moralista foi a estratégia perfeita encontrada pela elite econômica para impor a sua agenda neoliberal contra a população. Nenhum presidente se elegeria no Brasil se, durante a sua campanha eleitoral, prometesse arrocho salarial, fim das garantias trabalhistas, redução da aposentadoria, destruição do meio ambiente e aumento dos juros e da desigualdade social. Então a estratégia encontrada pela direita para empurrar essa agenda antipovo contra a população foi trazer tudo isso escondido dentro do (falso) moralismo. Esse moralismo vai desde a introdução de medos pueris – como o do "comunismo" e do "gayzismo" – indo até o (suposto) combate contra a corrupção dos políticos (especialmente os progressistas). A campanha do Bolsomonstro, por exemplo, foi quase que inteiramente fundamentada nessa agenda moralista de combate contra a corrupção e contra "o plano diabólico do PT de tornar as crianças viadas". A prova disso foram as mamadeiras fálicas compartilhadas em massa pelo WhatsApp e o tal "kit gay" que foi exibido na bancada do JN pelo inominável. Tudo isso misturado com o moralismo Lava-Jatista serviu de distração para o povo cair no conto do vigário. O moralismo era apenas uma isca que trouxe junto com ele todo esse pesadelo neoliberal com privatizações, desemprego, empobrecimento da população, perda de direitos, destruição do meio ambiente e aumento da repressão policial. Até mesmo as Forças Armadas caíram nesse engodo e estão aí fazendo parte do governo mais entreguista da nossa história.

O que precisamos mostrar para as pessoas é que o moralismo, além de ser totalmente falso, é uma embuste usado para empurrar goela abaixo um plano de governo que só serve para melhorar a vida dos ricos e ferrar com a vida dos pobres. O neoliberalismo defendido pelas elites nada mais é que a transferência da renda dos pobres para os mais ricos e foi isso que motivou toda essa palhaçada de combater inimigos imaginários como o gayzismo e o comunismo. A população foi feita de idiota com a mídia tradicional de um lado fingindo defender o combate à corrupção através da Lava Jato e do outro lado, as redes sociais com mentiras deslavadas sobre Venezuela, gays e até religião. As pessoas precisam prestar menos atenção no moralismo e mais atenção no discurso econômico. Discurso econômico esse que trata do emprego, da renda, do combate às desigualdades, dos programas sociais, dos preços... É preciso começar a desalienar a população que anda desiludida com o governo do Bolsonaro e arrependida por ter votado nele. Bolsonaro não é apenas preconceituoso, intolerante e inimigo mundial do meio ambiente: ele é um agente do capital financeiro, das elites e do establishment para aumentar a exploração contra os trabalhadores. E o povo precisa aprender que a corrupção NÃO é o maior problema do país. O maior problema do país é a altíssima desigualdade social imposta pelo sistema capitalista. É essa desigualdade criminosa que gera a sensação de injustiça e alimenta a violência, a criminalidade e a corrupção.

Se você quiser ser contra a corrupção, seja principalmente contra a grande corrupção responsável pela desigualdade social. Essa grande corrupção é justamente a do setor privado que corrompe o Estado, que faz lobby, que compra políticos, que financia campanhas ilegalmente, que rouba os cofres públicos via juros da dívida, que sonega bilhões de reais, que recebe subsídios imorais e que se recusa a ter taxação sobre herança, lucros, dividendos e grandes fortunas. Um país para ser rico precisa ter a sua base social rica para aumentar a demanda, fortalecer o comércio, gerar empregos, criar indústrias e aumentar a felicidade das pessoas. O neoliberalismo que vem junto com esse falso moralismo medieval da direita quer exatamente o contrário do que precisamos, que é enriquecer os mais ricos e achar que isso vai melhorar a vida dos mais pobres. Não, não vai mesmo.

domingo, 25 de agosto de 2019

A revolução trans nos games


Já faz um tempo que tenho visto muito reaça bocomoco dando chiliquinho na internet porque o jogo Cyberpunk 2077, da produtora polonesa CD Projekt Red, irá permitir relacionamentos homossexuais no game. Na verdade, o jogo vai muito além disso, porque, pela primeira vez na história, teremos a possibilidade de escolher um protagonista de gênero não-binário para jogar. Ou seja, será a primeira vez que teremos um protagonista transexual num jogo de videogame. Isso é bastante revolucionário e representativo.
Falando em personagem trans nos games, para horror dos nossos reaças, há uma lista crescente desses personagens. E a primeira personagem trans foi a Birdo, do Super Mario Bros. 2, lançado em 1988 para o Nintendinho e os demais "Famiclones". O manual japonês de Super Mario Bros. 2, em que a personagem surgiu, a descrevia como “um garoto que acha que é uma garota e preferiria ser chamado de Birdetta”. Isso em 1988. Claro que deu polêmica e a Nintendo mudou o gênero da personagem várias vezes ao longo dos jogos seguintes. Mas, para vários estudiosos, Birdo é a primeira transgênera dos games. E como o tempo não para, teremos a chance de presenciar mais um fato histórico a partir de abril de 2020 quando Cyberpunk 2077 for lançado. Inclusive, estou curioso para saber como deve ser jogar uma personagem trans em um RPG futurista de mundo aberto.

Viva a diversidade!

sábado, 24 de agosto de 2019

A loucura conspiracionista não tem limites


A cabeça do bolsominion é o lugar mais caótico do universo. Lá nem as leis da natureza e nem a lógica funcionam. Nem mesmo Freud seria capaz de desvendar o que há por trás de tanta perversão proveniente da realidade feérica que os nossos reaças vivem. Para se ter uma pequena amostra da insanidade dessa gente, eles creem piamente que o ex-juiz Sérgio Moro é um herói, que a Lava Jato é isenta, que o Lula é o maior ladrão do planeta, que o Bolsonaro é honesto, que os incêndios nas nossas florestas foram causados por ONGs, que a França quer atacar militarmente o Brasil, que os satélites da Nasa são comunistas, que o aquecimento global é uma farsa... É uma loucura total! E essa confusão mental é fruto de um coquetel venenoso feito de antipetismo, fake news e ignorância em escala cósmica. Os caras vivem num universo paralelo totalmente desconectados da realidade. É como se estivessem numa Matrix, dopados até a alma depois de terem tomado a pílula azul oferecida pela nossa imprensa oligárquica. Enfim, a mente bolsonarista-olavista é um buraco negro de ignorância, preconceito e demência.


Infelizmente, quem paga o preço por toda essa loucura são as pessoas normais. Pessoas essas que têm que lidar com as consequências desastrosas dessa insanidade coletiva. Enquanto os conspiracionistas seguem alienados – como gado mugindo feliz rumo ao abatedouro – as pessoas normais entram em pânico por saberem o que nos espera no fim do túnel.

Haja Lexotan!