terça-feira, 4 de dezembro de 2012

As "maravilhas" da intimidade

E haja intimidade!

No post Intimidade, Tô Fora, eu dei alguns motivos pelos quais eu detesto essa tal de intimidade entre os casais. O principal motivo pelo qual eu abomino a intimidade é pela invasão de privacidade e pelo posterior desgaste na relação que ela provoca. Não há relacionamento no mundo que sobreviva a odores desagradáveis, sons constrangedores, tiques nervosos e idiossincrasias íntimas que ninguém deveria compartilhar.
Se alguém duvida que a intimidade é uma bela porcaria, vou listar a seguir uma série de razões pelas quais você deve repensar sobre as possíveis vantagens da intimidade. Agora ligue o seu detector de sarcasmos, por favor:

Se na rua é assim, imagine em casa...

Vantagens que só a intimidade traz para você e o seu amor:

- Descobrir que o peido da sua namorada é mais fedorento que o seu.
- Não precisa mais fechar a porta do banheiro.
- Não precisa mais abaixar a tampa da privada.
- Reconhecer quando a sua namorada está menstruada só pelo cheiro.
- Deixar a calcinha lavada pendurada na torneira do box.
- Ter alguém para depilar as partes mais difíceis do seu corpo.
- Achar sexy a cordinha do O.B. pendurada fora da calcinha.
- Saber que o seu amor sempre mentiu sobre ter chulé.
- Descobrir que o seu amor tem mau hálito quando acorda.
- Ter que dormir na mesma cama quando o seu amor estiver gripado.
- Saber pelo humor quando a sua namorada está com prisão de ventre.
- Saber que ele passou três dias com a mesma cueca.
- Confundir a sua namorada com um fantasma ao vê-la com bobs nos cabelos e máscara facial.
- Ser compreensivo ao saber que o seu amor esqueceu de limpar a pia depois de escarrar.
- Descobrir pelo histórico da internet que o seu namorado assistia vídeos de zoofilia.
- Descobrir que o seu namorido limpa os dedos na cortina após cutucar as ventas.
- Saber que o seu amor acorda com mais remela nos olhos que um hipopótamo insone.
- Concluir que aquele submarino marrom boiando na privada não saiu da sua bunda.

Conclusão:


Leituras similares:
Excesso de intimidade (por Bruna Grotti, do Casal Sem Vergonha)
Intimidade é uma merda (por Jéssica Phoenix)

6 comentários:

  1. Assim não, querido, assim não tem amor que resista! ahahahahaha..
    Vou comentar mais uma curiosidade. O cheiro do outro é sempre atrativo, ou repulsivo! rss Presume-se que um casal apaixonado se sente atraído pelo cheiro um do outro. Não os persceptíveis, mas os odores que só o instinto animal consegue captar.
    Depois do casamento, os dois passam a comer as mesmas coisas, a tomar banho com o mesmo sabonete, lavar a roupa com o mesmo sabão em pó e amaciante, o mesmo shampoo, condicionador...
    Sabe que para o nosso instinto mais primitivo isso também é o fim do amor? Passamos a nos identificar como irmãos, filhos da mesma ninhada, e a tendência é perder muito da atração sexual?
    Um reforço para nossa insistência em amor à uma distância prudente! ahahahaha

    Beijos meus

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    1. É, llManuh, eu já sabia dessa teoria dos feromônios... Concordo plenamente e ainda digo mais: com a chegada dos filhos e com o descuido da própria aparência, aí é que a vaca vai pro brejo de vez. Ainda bem que inventaram o divórcio e os relacionamentos via internet.
      Eu não sou contra a cumplicidade e nem sou a favor de relacionamentos superficiais. Eu só acho que a intimidade excessiva é a principal responsável pela perda do encanto e da paixão em um relacionamento.

      Bye-Bye.

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  2. O distanciamento do outro é um luxo que a nossa espécie só recentemente adquiriu, e assim mesmo em termos.
    Creio que está se falando aqui de casamento monogâmico, ou de relações afetivas estáveis. Nesses a REGRA é o convívio com o parceiro, forçadamente ou não.

    Como a misantropia é uma exceção comportamental, assim como a negação do próprio gênero, estas tornam-se ideologias exóticas, e por isso mesmo socialmente atrativas; vemos isso bem claramente na "aparente promiscuidade" da juventude em nossos dias.

    Acho desnecessário dizer que, entre os modistas, os frustados pelo amor e um punhado de egoístas, se encontram também certa quantidade de desajustados de toda ordem, que recebem a guarida do grupo, mimetizando-o.

    Não creio que a convivência vitalícia esteja mais próxima da "normalidade" do que da conveniência, nem que essa fórmula mágica (que, curiosamente, "escraviza" principalmente as mulheres) seja eterna, ao contrário; mas não posso deixar de notar também aqui o concurso DAQUELE sexismo desagregador de que tratamos em posts anteriores.

    A vida me ensinou a ter cautela com os extremos.

    Abraço.

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    1. Olá, eudyrj.

      Para quem teve um cara como Raul Seixas como psicólogo - como eu, por exemplo - realmente a monogamia vitalícia nos moldes da nossa sociedade não parece algo muito atrativo.

      A questão aqui não envolve sexismos, mas sim uma união vitalícia entre duas pessoas, sejam héteros ou homos.

      Abraço.

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  3. Então perto do seu parceiro você tem que ser uma barbie perfeita e não um ser humano. Ah sim, interessante. " Descobrir que o seu amor tem mau hálito quando acorda." "Ter que dormir na mesma cama quando o seu amor estiver gripado" Então beleza, ninguém tem mau hálito quando acorda né? BIZARRO ISSO. Dormir na mesma cama quando o amor estiver gripado? JAMAIS, ECA. Porque afinal, se um dia se casar com este e ele se gripar vocês dormem em quartos separados. Quem escreveu o post deve ser pra lá de infeliz!

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    1. Que nada, infeliz é quem tem que aguentar as nojeiras, manias e inconveniências do outro. Como já dizia o velho ditado, antes só que mal acompanhado! Carpe diem, baby!

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