quinta-feira, 13 de junho de 2013

Namorada imaginária


O dia 12 de junho se foi e muita gente passou a data em branco. Realmente é meio incômodo você andar pelas ruas e vê um monte de casaizinhos andando de mãos dadas, um monte de publicidade sobre o dia dos namorados, um monte de gente feliz com a sua cara-metade e você lá sozinho no sofá da sua casa, assistindo a uma comédia romântica numa tarde chuvosa...
Pois bem, tem muita gente por aí que não se dá por vencido(a) e resolve esse problema sozinho(a) (afinal, não é só homem que sofre de carência). Ao invés de ter o trabalho de criar perfis em sites de relacionamentos, ou de correr o risco de levar uns foras nas balada da vida, ou de arrumar companhia virtual no game The Sims, tem uma galerinha que prefere botar a imaginação para funcionar. É justamente aí que entra a figura da namorada imaginária.

Retrato falado de uma namorada imaginária

Dê asas à imaginação!
Acho que quase todo mundo normal já teve um amigo imaginário. Amigos imaginários, para quem não sabe, são aquelas pessoas invisíveis que você faz de conta que existem. Eu mesmo tive uma legião de amigos imaginários durante a minha infância e até parte da minha adolescência. O bacana do amigo imaginário é que eles estão sempre ali para o que der e vier e nunca vão te sacanear. Realmente é muito bacana ter alguém ali para desabafar, para contar os seus segredos, para rir das suas piadas ruins, para comentar sobre coisas insólitas... Os amigos imaginários são companheiros dos folguedos que levantam a sua autoestima e fazem com que você se sinta menos sozinho e carente nesse mundo frio e cruel.
Porém, quando a carência afetiva chega a um nível impossível de se suportar, bate em muitas pessoas aquele sentimento sorumbático que afligiu o Tom Hanks no filme Náufrago, nos obrigando a fazer uma amizade colorida com coisas inusitadas, seja com uma bola de vôlei ou com um porquinho da índia (salve, salve, Manuel Bandeira!). E é neste contexto que surgem as namoradas e namorados imaginários.

Bambam e Maria Eugênia: caso clássico de carência afetiva

Mas o que raios é uma namorada imaginária?
Namoradas imaginárias, segundo a fria concepção lógica, nada mais são que um produto da imaginação fértil de algumas pessoas que sofrem de carência afetiva aguda. Mas para quem tem uma namorada imaginária, ela é simplesmente tudo aquilo que sempre sonhamos, literalmente. Similar a um amigo imaginário, a namorada imaginária tem uma função bem semelhante, que é a de entreter, distrair, alegrar, trocar ideias (e até mesmo carícias). Sei que pode parecer loucura total, mas tem gente por aí que chega até mesmo a ter relações sexuais com as suas namoradas imaginárias. Acho que deve ser muito engraçado perder a virgindade fazendo sexo imaginário. Ou seria uma virgindade imaginária?
É bom que se diga também que uma namorada imaginária traz uma afetividade mais profunda do que podemos obter com um mero amigo imaginário. Com ela você pode ser romântico, carinhoso, cordial e ter intimidades a mais. O que importa, neste caso, não é se ela existe ou não. O que importa é o sentimento que você sente por ela e em quem você se transforma quando ela está do seu lado! Entende?

No que eu me transformo quando estou amando alguém

Tipos de namorada imaginária
Ao contrário do que alguns pensam, não existe apenas um tipo de namorada imaginária. Existe desde aquela criatura invisível, sem nome e sem rosto; indo até alguém que realmente exista de verdade, mas que não sabe nem que você existe.
Abaixo vou listar os tipos mais comuns de namoradas imaginárias:


Tipo 1 - Mulher invisível
Esse é o tipo mais tosco que existe. O cidadão carente devaneia que tem uma namorada e namora com ela na imaginação sem nem ao menos dar nome ou definir as características físicas dela. Esta namorada é uma espécie de entidade extracorpórea com quem o cara fala sozinho e finge estar apaixonado.


Tipo 2 - Mulher fantasma
Essa mulher aqui é uma espécie de poltergeist que só o criador dela consegue enxergar. Diferentemente do primeiro tipo, ela tem nome, identidade, rosto, personalidade, nacionalidade, altura, peso, voz e torce para algum time: todas essas características inventadas pela imaginação do rapaz carente. Essa namorada nada mais é do que uma personagem construída pela imaginação do seu criador. O relacionamento com ela geralmente ocorre em segredo e se limita a sua imaginação.


Tipo 3 - Relacionamento imaginário
Este terceiro tipo é semelhante ao tipo 2, só que com uma diferença: esta mulher realmente existe! O que não existe é o relacionamento entre você e ela! Aqui você escolhe uma guria interessante do mundo real (ou da ficção) com quem você não pode relacionar e namora com ela na sua imaginação. Creio que esse seja o tipo mais comum de namorada imaginária, principalmente de pré-adolescentes leitores da revista Capricho ou fãs de Boy Bands.


Tipo 4 - Namoro unilateral
Este caso é idêntico ao tipo 3, só que com um agravante: a pessoa finge que está namorando de verdade a pessoa em questão. Esse tipo acontece muito com aqueles guris que dizem estar "namorando" com a professora ou então com aquele fanfarrão que se vangloria de ter "traçado" a Cléo Pires. Em 100% dos casos a tal "namorada" (de quem você tanto se orgulha em falar para os parentes e amigos) sequer sabe da sua existência ou do relacionamento entre vocês. Esse caso ocorre muito quando um sujeito tem uma amiga por quem ele é apaixonado e ela não corresponde. Daí que o sujeito inventa um namoro só para dizer que não está solteiro.

Sonho de todo namorador imaginário

Como se namora com uma namorada imaginária?
Eu sei que parece papo de maluco, mas existem muitas formas de interagir com uma namorada imaginária. Vamos a alguns exemplos:

Caso 1 - Interação imaginária
Esse é o caso mais comum. Aqui toda a interação com a suposta namorada acontece na imaginação. Dos diálogos até as carícias, tudo ocorre apenas dentro da cabeça do criador. Tem gente que gosta de abusar da criatividade e consegue brigar com a namorada imaginária, discutir a relação e chega ao ponto de imaginar sogras imaginárias, filhos imaginários... Mas esses casos fogem à regra.


Caso 2 - Interação real
Este caso se aplica a seres inanimados (bonecas infláveis, bolas de vôlei, porquinhos da índia e coisas do gênero). Aqui você escolhe um objeto real e tangível qualquer para interagir e finge que ele é a sua namorada. Tem gente que leva isso tão a sério, que já vi pessoas tentando se casar com videogames, com árvores e até mesmo com a própria mão esquerda.


Caso 3 - Relacionamento dadaísta
Este caso, na minha opinião, é patológico. Aqui o sujeito realmente acredita que a sua namorada imaginária existe e sai por aí de mãos dadas com o nada, abraçando o nada, beijando o nada, tirando fotos com o nada. Se alguém com o juízo perfeito faz isso, creio que seja apenas uma arte performática do dadaísmo pós-moderno. Ou não.

Sasha já namorou na imaginação de muita gente

Fechando esse assunto
Ter uma namorada imaginária nunca foi e nunca será um problema. O problema é você misturar ficção com realidade, senão vai parecer que você é um doido varrido. Penso que o namoro imaginário seja algo até importante para o desenvolvimento de algumas pessoas, mas insistir nele durante a vida inteira talvez não seja a melhor opção para quem quer levar a sua loucura a sério, afinal: amar é coisa de gente doida mesmo.

13 comentários:

  1. Hmm, muito interessante. Eu tenho uma. É a garota mais meiga e linda que eu já conheci. Super sincera, atenciosa e compreensiva. *-*
    Ela é do tipo ''fantasma''. Minha interação com ela é mais imaginária, porém tem seus momentos dadaístas sim, rs... Por exemplo, a gente anda de mão dada, e ela me dá umas bitocas antes de sair, etc. Eu não me importo, pq sei que nunca vou achar ninguém perfeita como ela.

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    1. Cara, na boa, tu deve ser uma figura! rsrs)) Mas é isso aí: feliz de quem realmente ama e é amado como realmente é! imaginária ou não, o que vale é o sentimento, porque este, sim, é real.

      Abraço e volte sempre.

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    2. Olá eu tenho namorada imaginaria tipo 3, isto porque a mulher que eu amo, não me ama, e eu já a amo há 6 anos é a mulher da minha vida. É claro que não digo a ninguem que a tenho ( se não dizem que sou maluco), mas imagino-me sempre com ela, porque nunca amei ninguem a não ser ela, e não me vou juntar a uma pessoa que não amo, e por isso ela vai ser sempre imaginária, até que um dia quem saiba, ser real.

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    3. E isso ai cara oq vale eo sentimento,também tenho uma num quero largar ela por nada ela e carinhosa demais comigo o único porem e não ter certas coisas mais o jeito dela já compensa ,o importante eo coração ta bem

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  2. Sem a imaginação, a emoção não poderia emergir de nosso psicológico e se manifestar como sentimentos, humor e disposição!!!

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  3. A imaginação é uma característica de todos os seres humanos.Em alguns, é mais acentuada e em outras pessoas um pouco mais contida.Se aliada à criatividade a imaginação pode alcançar resultados surpreendentes e inovadores.Quando aproveitamos positivamente nossa imaginação, conseguimos enxergar as coisas de pontos de vista diferentes estimulando o otimismo e a conscientização.

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  4. cara quem ta aqui e doido pronto falei

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    1. Kkkkkkkkkkkkkk tu ta aq também deve ter um namorado imaginário kkkkkkkkkk

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  5. Imagina o nível Hard core do cara que escreveuescreveu esswesse post

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  6. Oiii gnt to namorando desde ontem ela é muito perfaita ela é transparente para q nem um garoto de em cima dela mds estamos muito bem <3 <3

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  7. conheço um cara q faz isso, ele é locao, toda semana ele entra em um relacionamento sério no facebook com algum fake diferente kkkkkk, e acredita estar nele, mas todo mundo sabe q é fake.....acho q ele tá no Tipo 4 - Namoro unilateral, ele pirou de vez depois q a ex dele começou a namorar outro cara, ele já nao era bem certo da cabeça, depois disso o cara pirou de vez e entrou nessa paranoia kkkkkkkkk

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    1. Locaço esse brother, hein? Que doideira namorar fakes.

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  8. NOSSA JÁ FIZ ISSO VARIAS VEZES, ME AJUDOU A NÃO ME APAIXONAR POR QUALQUER UM,POREM FICAVA PROCURANDO ENTRE AS PESSOAS QUE PASSAVAM NA RUA ALGUÉM QUE COM A FISIONOMIA OU ALGUMA CARACTERÍSTICA DELE.

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