domingo, 27 de abril de 2014

O RadFem e a militância heterofóbica


"Todo sexo heterossexual é estupro". Esta frase aparentemente absurda foi retirada do livro 'Intercurso' (Intercourse, 1987, EUA) da feminista radical Andrea Dworkin. Digo aparentemente absurda porque ela reflete o sentimento de ódio e nojo que muitas mulheres homossexuais sentiram ao serem coagidas socialmente a relacionarem-se com homens. O famoso "estupro corretivo para lésbicas" foi (e ainda é) uma realidade em muitos países que surgiu como forma de combater a homossexualidade feminina. O discurso de ódio que se segue por parte de muitas dessas mulheres com relação ao sexo heterossexual é perfeitamente compreensível se for visto dentro deste contexto. O problema é que fora deste contexto de repressão homofóbica, a ideia de repudiar o sexo heterossexual não tem sentido e é tão hostil quanto condenar o sexo homossexual. E, infelizmente, tem muita gente por aí que vem levando a sério essas ideias radicais e as incorporando ao seu discurso como se elas fizessem parte do feminismo ortodoxo. É justamente aí que mora o perigo e é daí que nascem movimentos radicais contra a pornografia, contra a prostituição, contra o funk ou contra qualquer atividade que "celebre" o sexo heterossexual.

Militância feminista antipornografia

O Radical Feminism, mais conhecido por RadFem, é um movimento de feministas radicais não ortodoxas que condenam o sexo heterossexual por considerá-lo uma forma de opressão patriarcal. Entre outras coisas, elas defendem o lesbianismo político e o fim de "mecanismos opressores" tais como como a heterossexualidade, a prostituição e a pornografia. Além da já citada Andrea Dworkin, a este grupo pertencem também nomes como Sheila Jeffreys e Gail Dines, que ficaram famosas por sua militância antipornografia. Além disso, o termo "objetificação" foi praticamente batizado por essas militantes ao descreverem a forma com que elas enxergam as mulheres dentro e fora do ato sexual entre um homem e uma mulher.

Alguém sabe a diferença entre conotação e denotação?

Para quem não sabe, Andrea Dworkin está para o feminismo assim como Nessahan Alita está para o masculinismo, ou seja: são péssimos exemplos a serem seguidos devido aos seus extremismos e teorias conspiratórias absurdas. Já a Sheila Jeffrey é uma radical cega que condena até mesmo a transexualidade – e a Gail Dines, na minha opinião, é a pior cria da espécie. Todas elas transformaram a pornografia e a prostituição em bodes expiatórios, declarando guerra às mesmas sem levar em consideração que os verdadeiros culpados por suas dores são, na verdade, o machismo e a homofobia. Sobre a pornografia, tão combatida pelas RadFems, veja algumas frases da socióloga Gail Dines que inspiraram muitas radicais, dando a entender que o que motiva a violência contra a mulher é a pornografia, e não o machismo:

"Ao invés de fazer amor, homens fazem ódio com os corpos das mulheres - enquanto ele a penetra brutalmente, a chama de nomes vis e demonstra nada além de ódio, desprezo e nojo"

"Pornografia, por definição, são imagens baseadas na desigualdade, na humilhação, na desumanização"

"A legislação deveria definir a pornografia como uma violação dos direitos civis das mulheres"

Malditos Legos machistas e opressores!

Além do conceito sobre pornografia ser totalmente torpe, elas usam wishful thinking e falácias diversas para tentar combater o que segundo elas é o "grande mal da humanidade". Eu até critiquei a pornografia em alguns posts, mas uma coisa é você fazer críticas, outra coisa é você militar fanaticamente contra algo de forma totalmente desmiolada. Vou deixar abaixo um vídeo que mostra uma crítica construtiva à pornografia tradicional, mostrando porque a censura a essa forma de entretenimento adulto é uma bobagem.


Um fato interessante sobre toda essa história é que boa parte dessas militantes antiprostituição e antipornografia idealizam um sexo romântico em suas descrições de "sexo ideal". Sexo ideal, para elas, é aquele sexo onde o príncipe encantado encontra a sua princesa no castelo de cristal e eles fazem amor ao som de música clássica com muita intimidade, paixão e emotividade. Engraçado que é exatamente esta ideia que o patriarcado tentou passar para as mulheres: que para elas o sexo tinha que ser sempre romântico e apenas com o homem de suas vidas. Enquanto que ensinavam aos homens a serem livres para transarem com quem quisessem de forma intensa, "suja", imoral e descompromissada: exatamente o tipo de sexo que foi negligenciado a elas e que essas radicais tanto condenam dizendo ser "estupro". Haja frigidez e segregação sexual!

25 comentários:

  1. Não existe heterofobia. Discriminar alguém por ser heterossexual é estúpido, mas não é heterofobia. Não existe discriminação institucionalizada contra pessoas heterossexuais. Ninguém é expulso de casa por ser heterossexual. Ninguém é agredido ou morto por ser heterossexual. Ninguém é impedido de se casar ou de ter filhos por ser heterossexual.

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    1. Se vc fosse filho(a) de Andrea Dworkin, talvez tivesse um opinião um pouco diferente. Não existe discriminação institucionalizada contra pessoas heterossexuais, verdade: mas existem idiotas radicais em todos os níveis - inclusive aqueles que acham que a heterossexualidade é um câncer. Já vi por aí discursos misantrópicos a favor da extinção voluntária da espécie humana, tendo como tema fundamental o fim da heterossexualidade.

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    2. Primeiro, podíamos ser todos homossexuais que a espécie humana não se extinguia visto que continuávamos a ter aparelho reprodutor (e nem precisaríamos de fazer sexo com pessoas do sexo oposto uma vez que existem inseminação artificial e procriação medicamente assistida).
      Segundo, mesmo que alguém diga que a heterossexualidade é um cancro, ninguém vale levar isso a sério. Já se alguém disser que a homossexualidade é um cancro, muita gente vai levar isso a sério e cometer crimes de ódio. Essa é a diferença fundamental.

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  2. Por mim, seu vermezinho, vc pode curtir todo lixo que quiser, mas eu não sou obrigada a conviver com perturbados como vc e me calar.

    A prostituição e a pornografia é ESTUPRO generalizado contra as mulheres, SIM. NENHUMA FEMINISTA QUE SE PREZE é condescendente com esse tipo de abuso e exploração sexual das mulheres.

    E tinha que ser um HOMEM lixoso, sociopata, verme, doente mental e depravado para escrever esse monte de merda. Vc deveria está na cadeia por propagar violência contra a mulher e ainda usar nosso movimento de libertação para fazer "validar" suas psicopatias.

    É por isso que homens devem ser PROIBIDOS de entrar no feminismo, eles só querem saber de tomar nosso lugar e perpetuar suas sandices contra as mulheres (como sempre, sempre) e manter-se no topo de seus privilégios.

    Vai à merda, seu caga regra.

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    1. Que porcaria de comentário, hein? Nem vou apagar o que vc escreveu para que as suas palavras sirvam de prova de que existem realmente pessoas desequilibradas, analfabetas funcionais e incapazes de desenvolver autocrítica engajadas dentro do feminismo. Lamento por sua deselegância, por seu ódio irracional e por sua imprudência com as palavras. Depois que tirar as suas fraldas e amadurecer emocionalmente, vc verá que o seu radicalismo não possui qualquer fundamento.

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    2. feminazi tresloucada vai arrumar uma pia cheia de pratos para lavar. vcs são doentes, sério.

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    3. Essa anôima é misândrica. Não representa o feminismo como um todo. Não dá para levar a sério esse tipo de pessoa com miopia racional. Simplesmente a ignorem.

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  3. "Um fato interessante sobre toda essa história é que boa parte dessas militantes antiprostituição e antipornografia idealizam um sexo romântico em suas descrições de "sexo ideal". Sexo ideal, para elas, é aquele sexo onde o príncipe encantado encontra a sua princesa no castelo de cristal e eles fazem amor ao som de música clássica com muita intimidade, paixão e emotividade."

    Onde elas dizem que o sexo tem que ser assim? Vc pode linkar para algum texto escrito por uma FEMINISTA RADICAL sobre como deve ser o sexo? Porque isso daí me parece apenas achismos de sua parte.

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  4. Realmente, eu cometi um engano. Na verdade, qualquer forma de sexo heterossexual para elas (as Rads) é estupro, independente de ser romântico ou não. Elas acusam constantemente (nas redes sociais) as mulheres heterossexuais de serem cúmplices do patriarcado e que estão erotizando a própria opressão. Ainda que recalcadas como a Gail Dines, por exemplo, preguem exatamente isso: que sexo tem sempre que ser romântico, feito à luz de velas e sempre em posições "não degradantes" para a mulher, apenas. E eu tô sem saco pra 'linkar' a entrevista onde a própria Gail Dines diz que sexo tem que ser do jeito que ela acha que deve ser. Já as Rads não possuem um estatuto ou livro sagrado para elas seguirem, mas as Rads das redes sociais estão cansadas de dizer que o "sexo machista" dos filmes pornôs, por exemplo, é feio, sujo, degradante, nojento, violento, imoral e todo aquele blablablá que mais lembram os argumentos anti-sexo da liga das senhoras católicas. Se elas soubessem o que certas mulheres héteros fazem (com consentimento e por prazer) entre quatro paredes e fora das câmeras, olha, as Rads e recalcadas em geral iam ficar de cabelo em pé, viu?

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  5. "Realmente, eu cometi um engano. Na verdade, qualquer forma de sexo heterossexual para elas (as Rads) é estupro, independente de ser romântico ou não. Elas acusam constantemente (nas redes sociais) as mulheres heterossexuais de serem cúmplices do patriarcado e que estão erotizando a própria opressão"

    Mentira sua. Existem muitas mulheres héteros/bi que são DECLARADAMENTE feministas radicais e apoia o lesbianismo político (o que não tem nada a ver com sexo, caso vc automaticamente já relacione a isso). Eu não sou feminista radical por não concordar com muitas coisas que elas dizem/fazem, mas MENTIR descaradamente sobre um movimento que vc NÃO CONHECE é o cúmulo.

    Pelo pouco que li sobre essa história de "sexo heterossexual é estupro" foi em relação a heterossexualidade IMPOSTA as lésbicas desde que mundo é mundo.

    Aliás, vc se dá contra que está sendo extremamente LESBOFÓBICO ao se relacionar as mulheres lésbicas como "doentes" por não aceitarem esses padrões da sexualidade feminina/hétero-normativa?

    A Gail Dines fala sobre o lado obscuro da pornografia (que existe caso vc não saiba tb) nunca vi ela se ditando como o sexo deve ser ou não ou como as pessoas tem que se comportar na cama. Larga de ser mentiroso.

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  6. Mentira minha? Uma feminista radical hétero ou bi é igual a um judeu nazista. Como pode se apoiar o lesbianismo político fazendo aliança com um membro opressor do patriarcado (ou vc não aprendeu que todo "piroco" é um bosta opressor?). Quem é que está mentindo agora?
    E realmente você leu pouco sobre 'todo sexo heterossexual ser estupro', porque isso é o que diziam as lésbicas que eram coagidas a serem héteros em outra época. Mas as radicais de hoje, mesmo sendo héteros (ou sendo qualquer outra coisa também), concordam com as lésbicas de outrora por meras razões ideológicas que qualquer sexo heterossexual é SEMPRE estupro.
    Lesbofóbico? ahahaha Outra falácia sua. Não disse nada de que lésbicas são doentes por serem lésbicas - o que tentei deixar subentendido foi que especificamente as lésbicas que são heterofóbicas são doentes. Elas são doentes por serem heterofóbicas - e não por serem lésbicas.
    E vc nunca viu a titia Dines falando de como é feio fazer sexo não-romântico? Olha que ela vai te botar de castigo por ter dito uma heresia dessa. Ela foca na pornografia, mas sugere um sexo digno de entediar na cama qualquer casal casado há mais de 30 anos. Puta falta de sacanagem.

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  7. Homem querendo falar sobre o feminismo, e ainda querendo definir radfem, puta merda.

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    1. Claro, até porque o que uma pessoa tem entre as pernas define o que ela é capaz de definir.

      Mesmo que eu estivesse errado, eu tenho direito à liberdade de expressão e opino sobre o que quiser. E se vc condena a minha opinião só por eu ser homem, meus parabéns, vc está sendo exatamente aquilo que as feministas tanto lutam contra: sexista.

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    2. É bem "religioso" esse movimento , do tipo "não aceitamos contestações de fora" . 100 % merda feminismo , 1 trilhão elevado a um trilhão radfem . eu não apóio "masculimerdismo" também pq é a mesma merda , apenas que o protagonista é outro . Na minha opinião : só divisões , só separação , só ódio . Na minha visão atual , todos os movimentos terminados em "ismos" só demandam tempo para se transformarem em movimentos de ódio ao semelhante . Femilixo .

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  8. "Radical cega", " pior cria da espécie ", " fanáticas ", " frígidas ", " idiotas radicais ", " recalcadas"... Estes são apenas alguns dos gentis adjetivos que você usou para se expressar, sobre um assunto sem real conhecimento de causa. Podes expressar tua opinião, teus juízos de valores e teus preconceitos, mas se de fato queres fazer um debate sério, o primeiro passo é de fato ter conhecimento de causa. Vá estudar sobre o assunto, depois poderemos dialogar.

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    1. Se eu quisesse debater com radicais, chamaria a galera do Estado Islâmico para tomar um chazinho comigo e discutirmos sobre suas condutas geopolíticas. Mas não dialogo com nenhum tipo de radical - e isso inclui radfems. E sim, todos esses adjetivos foram merecidos e bem utilizados, porque vc os tirou de contexto para me atacar.

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  9. Se tem coisa que me deixa “perplecta” é HOMEM vindo falar mal das minas RadFem, TERF e afins.
    Queridos, compreendam: fiquem FORA disso.
    Se feministas negras, transfeministas ou a anarcafeminista fêmea do Satã treta(m) com elas, essa discussão é NOSSA e somente ENTRE NÓS pode ser feita. É muita pouca vergonha, homem querer pagar de feminista, mandando textinho que critica as RadFem, chamando as minas de “frígidas” (gaslighting?) e “heterofóbicas” (tipo racismo reverso?), ilustrado com charge do Latuff (porque né?) dizendo que elas são “violentas”, achando que goza de alguma legitimidade para isso.
    sério. este texto, com direito à charge do Latuff - um conhecido esquerdomacho entre as feministas do RS - é um verdadeiro desserviço. uma pergunta que me faço é: porque os homens (que se dizem apoiadores do feminismo)perdem tanto de seu tempo criticando as TERFs e as RadFem, ao invés de proporem pautas realmente feministas aos seus colegas e amigos homens??? porque uma coisa é uma mulher - seja ela transfeminista, seja feminista negra criticar pontos tensos dentro do movimento. outra coisa é um homem vir dizer qual feminismo é mais "correto" e legítimo, chamando as minas de frígidas (uma outra versão para gaslighting? tipo "loucas", "histéricas") e heterofóbicas. Heterofobia é uma variável para o racismo reverso. simplesmente NÃO existe.https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68
    PARA que tá FEIO.

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    1. Ah! Era só o que me faltava alguém que eu nem conheço vir no meu blog querer dizer sobre o que eu posso ou não opinar. Fala sério!

      É exatamente esse ponto que eu acho contestável: somente os membros do grupo "oprimido" podem falar ou criticar o próprio movimento. Assuntos "blindados" que só podem receber críticas de seus pares é algo que sempre me causou desconfiança. Até porque já vi muitos cristãos com o mesmo discurso, alegando que ateus não podem criticar a Igreja Católica, apenas os próprios católicos (ou os cardeais) podem criticar a sua própria igreja. Isso me fede a censura e eu não gosto nada disso - até porque as ações que vocês (feministas) tomam afetam toda a sociedade (seja direta ou indiretamente através do efeito borboleta).
      Desculpa a sinceridade, mas vocês às vezes parecem fundamentalistas religiosos que não suportam críticas e querem impor o ponto de vista de vocês para toda a sociedade sem qualquer diálogo. Tipo: "As feministas falaram que é para ser assim, então cala a boca e aceita!"

      E eu já tentei defender o feminismo inúmeras vezes e fui achincalhado sem dó nem piedade por suas "irmãs" por "roubo de protagonismo" e por não ter a tal "vivência". Lamento "cagar regra" outra vez, mas a maioria de vocês precisa amadurecer e aprender a debater com o resto do mundo sobre o que as incomoda e as oprime. Viver em verdadeiros guetos virtuais falando dos problemas do machismo apenas entre vocês não muda nada. Saiam de suas cavernas e criem (e cobrem) espaços para palestras, incorpore as ideia de vocês na arte, na música, no teatro, nos games, na pintura. Esse fechamento interno é um tiro no pé para vocês mesmas.

      E como as paladinas justiceiras sociais do sagrado feminismo costumam dizer por aí: Seje menas. PARA que tá FEIE, amigue.

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  10. Ahhh...

    É esquisito essas Radfems...

    Acho que elas querem os homens como escravos, hummm...

    Sei não "mininas"...

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  11. Tentando entender porque um texto como esse foi escrito por um homem ...

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  12. Consigo entender seu ponto no texto, mas depois fiquei confusa por seus comentários.

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  13. Nas próximas eleições vamos ver as manifestações feministas

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  14. Qualé, gente? Pornografia é sim bastante violenta para mulher na maioria dos filmes. As mulheres estão recebendo para atuarem naquilo, para sorrirem e dizerem "oh yes" enquanto são penetradas com dois pênis no ânus e um na vagina, mas isso deve ser doloroso pra caramba. Hoje em dia, não basta um filme com um casal fazendo sexo, tem de ser uma guria sendo penetradas violentamente por todos os orifícios. Na dúvida, porque não testa? Região anal é erógena para todo mundo. Vai lá sozinho dar o fiofó pra dois caras, enquanto chupa outro (e o cara enfiar na garganta a ponto de nausear) e masturba dois marmanjos.

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    1. Pois é, mas ninguém está lá no filme contra a vontade, né? Não tô dizendo que acho normal ou prazeroso o que ocorre nesses filmes, mas não é novidade para ninguém que o sexo no mundo pornô é performático e não visa o prazer de quem faz.

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